fevereiro 22, 2006
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dezembro 15, 2005
Lusofonia?
(Finalmente o Ma-Schamba é o blog colectivo que era para ser ao princípio. Ela, dois anos depois, mete o primeiro post):
RTP-Internacional a apresentar o grande Paco Bandeira, ao que consta hoje dono de "programa-de-conversas" Divercidades. Coisa para o estrangeiro, é claro.
O anúncio do tal Divercidades leva como epítome esta pérola: "...Por esse mundo fora onde se fala português é Portugal".
Pura "lusofonia"? Pós-freyre, claro...
Ou puro veneno?
Pode alguém dizer ao senhor para não ser tão explícito? É só por causa das coisas ....
(MS)
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dezembro 04, 2005
Ma-Schamba recebe prenda de aniversário
O LNT e o CMC, bloguistas venenosos como é do conhecimento geral, ofereceram-me, com gentileza viperina, uma prenda de aniversário. A cuja me apresso a partilhar com as restantes visitas deste quiosque. E com o nada secreto desejo que alguém lhe faça uma leitura crítica.

Obra co-elaborada por 358 especialistas
«Dicionário Temático da Lusofonia» lançado esta quarta-feira em Lisboa
2005-11-23 13:55:35
A Texto Editores e a Associação de Cultura Lusófona (ACLUS) apresentam, esta quarta-feira, na Sociedade de Geografia de Lisboa, o «Dicionário Temático da Lusofonia», uma obra co-elaborada por cerca de 358 especialistas dos vários países lusófonos.
A obra, que é dirigida e coordenada por Fernando Cristóvão, Maria Lúcia Garcia Marques, Maria Adelina Amorim e Susana Brites Moita, será apresentada pelo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), embaixador Luís de Matos Fonseca.
O «Dicionário Temático da Lusofonia» dá a conhecer «os múltiplos laços afectivos, culturais, económicos e políticos que unem os oito países, explicitando, em suma, o que se entende por lusofonia», explica a editora em nota informativa.
Num único volume, com cerca de mil páginas, este dicionário, de tipo enciclopédico, reúne informação sobre os mais variados assuntos referentes aos oito países e regiões da lusofonia: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Desde conceitos linguísticos fundamentais, às línguas faladas, passando pela História, Geografia, Economia, Arte, Literatura, Instituições, Religiões, Usos e Costumes, a obra faculta ainda pormenores e curiosidades acerca do quotidiano e da cultura dos oitos países que se encontram unidos através da língua portuguesa.
[notícia reproduzida daqui]
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novembro 27, 2005
Lusofonia
De um colega amigo de passagem por Lisboa recebo um email contando dos seus afazeres. Aqui transcrevo uma parcela, talvez significativa. E, note-se, despreconceituosa. Eu fico-me com o sorriso. Ei-la:
Ontem fui a uma coisa chamada "Ciclo de Reflexão Lusófona" que se realizou na Assembleia da República (auditório do Edifício Novo). Oradores Assunção Anjos (embaixador de Angola e presidente do conselho superior do referido ciclo), Ernâni Lopes (presidente), Júlio Corrêa Mendes (vice-presidente), André Jordan (brasileiro), Natália Carrascalão - antiga deputada na ass. da rep. que esteve em Timor - Francisco Knopfli, Luís Fonseca da CPLP e Diogo Freitas Amaral para encerramento. Infelizmente não fiquei para as três últimas apresentações ( ...) . Quase me esquecia, a conferência foi aberta por Jaime Gama.
Tema da conferência: "30 anos das independências dos PALOP. O papel estratégico da CPLP: da descolonização à construção do futuro". O "ciclo" pretende-se uma oorganização da sociedade civil, mas posso adiantar que é algo sério, pessoas interessantíssimas e com reconhecimento no DR como associação (DR III Série, nº 266 de 12 de Nov de 2004). Ernâni Lopes apresentou um documento que se chama: "Nos 30 anos das independências, 30 teses sobre a lusofonia". O documento apresenta alguns pontos interessantes. Veja as teses sobre o que é a lusofonia divididas em 4 componentes: a) formal: língua portuguesa, b) antropológico: construção/elaboração secular de uma matriz histórico-cultural, c) geopolítico: conjugação de vontade dos Estados Lusófonos para reforçar o poder à escala global, d) sociológico: sentimento popular de identidade interna e indentidade nacional de unificação pelo Estado e pela língua.
Isto já vai longo, erá só para dar algumas dicas depois de ter visto no blog as suas reflexões sobre a lusofonia.
Confesso que fiquei impressionado com as apresentações. Acredita que não foi mencionado outro país nas apresentações de fundo (Ernâni Lopes e Júlio Mendes) que não fosse Angola, Angola e mais Angola... Em vez de se chamar ciclo de reflexão da lusofonia deveria se chamar ciclo de reflexão de estratégias para "assaltar"/investir em angola. Vou parar por aqui antes que isto se transforme num tratado
Adenda: Paulo Gorjão teve a gentileza de aqui deixar o discurso de encerramento desta conferência, proferido pelo Ministro de Negócios Estrangeiros português, cujo tom e teor é distinto do reconhecido pelo meu amigo - frise-se que este mesmo dizia não ter assistido ao encerramento. "Angolocentrismo" no restante ambiente? Fica a hipótese. Mera.
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outubro 31, 2005
Ligar um texto alheio pode ser conselho/convite à leitura. Ou, se argumentando sobre o assunto abordado, será também constituição/convite de diálogo.
A Susana do Lida Insana botou o Desmemoriados, referindo a minha última courela de lusofonia. Dado que opina sobre o assunto entendo o texto como um convite, amável, ao diálogo, à consideração. Hesito, vou ver e tenho 56 entradas na categoria "lusofonia", muita repetição, muita insistência, muita palha decerto. Casmurrice porventura. Parvoíce talvez. E, acima de tudo, não tenho mais nada a dizer do que aqui botei à exaustão. ["Onde é que tu queres chegar com tudo aquilo da lusofonia?", perguntava-me um meu afilhado de casamento aquando da minha última ida a Lisboa. Honestamente? ... a lado nenhum. Mais que não seja dado que não acredito que um blog dê para chegar a algum lado]. Mas não resisto, é mania minha.
A Susana escreve sobre a lusofonia. Vou citá-la, mas o melhor é ler tudo, que a citação é sempre redutora:
- "A mensagem do dia é que a lusofonia, seja ela o que for, existe." e que "que a verdadeira oposição é entre os que têm e os que não têm consciência de que esta é uma das bases da nossa identidade, qualquer que seja a maneira como a representamos."
Pois, "seja o que ela for, existe". Tá bem. "É uma das bases da nossa identidade, qualquer que seja a maneira como a representamos". Tá bem. Ou por outras palavras, Assim Seja.
- "Não são os espanhóis que são "nossos irmãos", não são os primos brasileiros; são os africanos da matriz cultural portuguesa". Tá bem. Assim seja.
Haverá alguma hipótese de discutir formulações destas? Se há isso ultrapassa-me, minha lamentável incapacidade.
Passo. A categoria "lusofonia" encerra. (Até à próxima, se calhar. Mas isto desgasta, caramba).
Publicado por jpt às 05:07 PM | Comentários (3) | TrackBack
Sobre Concursos de Miss
Dois textos recentes sobre a matéria: "Miss Luanda" no Mar Salgado e "Desmemoriados" no Lida Insana.
A cada um a sua Miss.
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outubro 30, 2005
Ao que aqui deixei responde o CMC. E eu insisto, a saber-me maçudo. Mas insisto pois continuamos a falar de coisas diferentes. Acho eu. Espero eu:
1. Fazer uma crítica da "lusofonia" não é ombrear com "fantasmas do passado". É criticar uma leitura do presente. De como a noção é utilizada para entender a realidade. E para a projectar. Insisto, é deficitária. Pois não integra o passado no presente. Cria (ou melhor, reproduz) um passado inexistente para o presente.
2. Fazer uma crítica da "lusofonia" não é "ajustar contas com o passado". É procurar entender como esse passado também constrói o presente, as suas inter-relações, as categorizações mútuas, os constrangimentos da inter-acção. Também constrói digo. Também ...
3. Fazer uma crítica da "lusofonia" não é obrigatoriamente considerar que há "um projecto neocolonialista dos portugueses". E aqui, sem puxar "galões" de empiria biográfica, o que insisto é que não há nenhum projecto neo-colonial do Estado português - pode ser (condicional de dúvida) que tenha havido agentes do Estado a sonharem-no, aqui e ali durante estes 30 anos de república, mas sem sucesso e sedimentação; mais, não há projecto neo-colonialista na sociedade portuguesa - haverá sectores mais saudosistas e outros mais revanchistas, mas são meras sobrevivências minoritárias. O regime democrático é contemporâneo de uma desafricanização radical do país enquanto projecto social e enquanto realidade nacional: a descolonização; a europeízação.
O que existe é uma visão "ainda-colonial" nos agentes do Estado e da Sociedade portuguesa, uma visão alimentada pela "lusofonia". Uma visão deficitária, fundamentalmente "paternalista", pressupondo pólos de condução, de racionalidade, de projecção do futuro nos países onde se fala português. Uma visão que postula as tais essências comunitárias entre-países e populações, as similitudes de objectivos e interesses, as relações privilegiadas, o (re)conhecimento superior. Entenda-se, uma visão que "a-politiza" as relações, e que ancora na superioridade mais ou menos matizada do lusófono "civilizado", ou seja, "desenvolvido". Repito, isto não é o projecto político do Estado*, é uma realidade do quotidiano na inter-relação, brota nas concepções e acções dos agentes sociais. E implica reacções, também estas alimentadas por uma visão do passado, também estas alimentadas por visões do presente.
Entenda-se, a tal "lusofonia" não é uma simples fonia, é uma ideologia "a-politizada" projectada nas relações actuais (e portanto nas passadas). E projectando-as. Ela vive no âmago dos participantes das inter-relações. É deficitária na compreensão da realidade actual. É prejudicial ao sucesso de uma inter-realidade actual. É, acima de tudo, incompetente. Lamentavelmente incompetente.
4. Fazer a crítica da "lusofonia" não é reflectir sobre o passado. É olhar o futuro (já que o presente se passa assim). E, e esta vai sem acinte, não é ser um "português + qualquer coisa". É ser radicalmente português, ainda que sem patrioteirismos e ainda que com este pirosismo. Querendo-nos mais competentes, portanto (e isto é uma redundância) mais analíticos.
5. Regressar a Gilberto Freyre? Claro, mas não é isso que quem discute "luso-tropicalismo" e a sua descendência "lusofonia" faz? Recuperar Gilberto Freyre? Também, não é isso que quem agita a "lusofonia" faz? É que ele está aí, vive nas concepções dominantes aí. Haverá maior sucesso para um autor do que se fazer vida para além da morte? Não acho. Neste caso infelizmente.
* Na minha releitura impõe-se a nota: isto é retórica minha, tentativa de blindar o argumento. A "lusofonia" é produzida e acarinhada pelos agentes do Estado. Ressalvo, acho que o interesse e a acão do Estado português não é o de um projecto neo-colonial, isso é claro. Mas a prática do Estado e dos seus agentes embrenha-se nesta visão hierárquica que assume os contornos "lusófonos", tal e qual os entendo. Há uma aparente esquizofrenia, a de um regime desligado de pretensões neo-coloniais mas veículador de uma matriz de entendimento não pós-colonial. Também por isto, para o incremento da racionalidade de Estado, urge des-lusofonizar a sociedade.
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outubro 28, 2005
Ainda a lusofonia
A petição futebolística do Altino Torres é realmente interessante. O continuado eco jornalístico; um notório caso identitário (+ de 27 000 assinaturas) e a correlativa leitura obscurecida: como o anúncio pela FIFA de que o sítio do Alemanha 06 terá versão em português foi entendido (e pelos media também) como se a página oficial da FIFA passasse a ter versão em português (aliás a real petição). Correlativa? Discursos sobre identidades (trans)nacionais a produzirem leituras obscurecidas não é caso virgem, eu digo até é correlação.
Vem isto a propósito de quê? Quando aqui reproduzi a notícia da petição o CMC re-reproduziu-a com uma pequena alfinetada, ali saudando-me enquanto associava a iniciativa à lusofonia. Regressando, em tom ameno, a uma velha questão. Prometi-lhe responder. Mas honestamente já não sei o que dizer sobre isto, o que a mim me parece cristalino surge absurdo alhures? E confesso que aqui não me duvido.
Só me restam palavras alheias, decerto mais explicativas e perspicazes. Aqui ficam dedicadas ao CMC e restantes "lusófonos":
"Só suspendendo a crença nos aspectos mais psicologistas, culturalistas e essencialistas do luso-tropicalismo - e ao mesmo tempo não fazendo procissão de fé das supostas alternativas de materialismo vulgar - é que se poderá avançar para a construção de uma interpretação histórico-cultural crítica e atenta a processos específicos de (re)constituição identitária num mundo que, por vias tortuosas, os portugueses, os brasileiros e os africanos criaram. E criaram-no enquanto se foram criando a si próprios numa dinâmica de interesses divergentes e poderes diferenciados (entre si e intra-si) nesse processo a que agora chamamos cultura. O luso-tropicalismo foi, pois, um discurso cujo emaranhado de poder e retórica nos compete desembaraçar para não reificarmos de novo "comunidades" que não existem como essências".
(Miguel Vale de Almeida, "Tristes Luso-Trópicos", Um Mar da Cor da Terra. Raça, Cultura e Política da Identidade, Oeiras, Celta, 2000, pp. 183-184)
Para a pertinência da ligação entre "luso-tropicalismo" e "lusofonia" então é melhor comprar o livro, que muito o justifica e não só por esta matéria.
Depois haverá o querer ou não entender o ponto de vista. E ainda à tal "lusofonia" entendê-la analiticamente ou instrumentalizá-la. Ainda que fraco instrumento, e principalmente se incompreendido. Postulado.
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outubro 14, 2005
A bola e a língua
O Altino lança uma micro-causa no seu blog, esse Food-i-do do qual gosto pois quase nunca concordo, é truculento o q.b. e é comunista. O Food-i-do não está nos topos de leituras e elos [consultar índices do Banco Sitemeter e da Bolsa Technorati], ou seja não está nos ditos picos da "importância", da "credibilidade", da "influência". Em alguns poucos dias arranca alguns (16?) ecos-elos, número apreciável ainda que não comparado com outras propostas provenientes dos super-blogs. Na sua maioria ecos-elos em blogs também arredados dos cumes da visibilidade/"influencialidade" (com as excepções notórias do 100Nada e do Blogotinha). Para mais a proposta sendo profundamente política, e até passível de leituras ambivalentes, não é típica da "política" quotidiana, do senso comum bloguístico ou não, sendo pouco polemista, nada dada a sanguinários desfechos e a desvairadas exaltações.
Este rosário serve apenas para referir que as condições de difusão da sua mensagem não eram/foram extremamente favoráveis. Tudo isto para sublinhar o meu espanto com o impacto que alcançou, em poucos dias mais de 4000 assinaturas. E, mais do que tudo, impacto jornalístico (ainda que, pelo menos na versão escrita, seja interessante e notório o "apagamento" do registo bloguístico do acontecimento) - esse impacto que tão difícil e tardio foi para as polémicas micro-causas da "política quotidiana" lançados pelos super-blogs Abrupto e Bloguítica.
Pensando melhor nem duvido nas causas deste impacto, signatário e jornalístico. O Altino, ao associar na sua petição a língua e o futebol, esteve qual alquimista de sucesso, conjugando os dois ingredientes essenciais [ontológicos, se se quiser] da identidade portuguesa de hoje.
Eu, mui agradado 2º subscritor da petição e seu emailesco divulgador, ao ver este seu rápido caminho hesito entre a satisfação divertida e o sentimento de ser uma espécie de mordomo do Dr. Frankenstein.
E enquanto hesito olho isto tudo, este tudo da língua e da bola, e digo: "Camarada Altino, estamos fodidos!!"
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Publicado por jpt às 01:41 PM | Comentários (0) | TrackBack
outubro 12, 2005
A petição "põe o sítio em português" está a crescer rápido. O Altino Torres desta vez cozinhou-a bem.
Eu faço uma proposta, em especial aos que não assinaram, ou por encolher de ombros ou por serem "contra estas coisas", tralhas de "tipos que não têm nada para fazer". Se o Ricardo hoje não jogar na selecção vão lá assinar, em sinal de reconhecimento. Que tal?
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outubro 10, 2005
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outubro 08, 2005
Lusofonia, orgulho nacional, desígnio, nação, Povo, blablabla
blablabla, já imagino a tralha toda misturada no bloguismo português, quase todo ele a suar "ethos" e coisas assim. É que Angola ganhou, vai ao mundial, lá virá o blablabla ao de cima, estou certo.
Orgulho nacional? Sim, muito, mas justo.
Publicado por jpt às 08:25 PM | Comentários (3) | TrackBack
outubro 01, 2005
Colóquio da Lusofonia
Via Pantalassa tenho conhecimento do IV Colóquio Anual da Lusofonia – 3-4 Outubro 2005, organização apoiada pelo Estado português, através da Câmara Municipal de Bragança. Pela simbologia o encontro debruçar-se-á sobre 12 entidades políticas lusófonas: Angola, Brasil, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, S.Tomé, Timor-Leste, Cabinda (oops, ó da Câmara de Bragança, isto é uma posição oficial?) e o próprio Planeta Terra.
Espero, sinceramente, os maiores sucessos ao evento. E ainda mais, como se diz no texto introdutório ao colóquio a "língua portuguesa" é "diariamente atraiçoada". E vê neste colóquio a sua "porta do sol".
PS. que mais dizer ...?
Publicado por jpt às 03:55 PM | Comentários (0) | TrackBack
Colóquio da Lusofonia
Via Pantalassa tenho conhecimento do IV Colóquio Anual da Lusofonia – 3-4 Outubro 2005, organização apoiada pelo Estado português, através da Câmara Municipal de Bragança. Pela simbologia o encontro debruçar-se-á sobre 12 entidades políticas lusófonas: Angola, Brasil, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, S.Tomé, Timor-Leste, Cabinda (oops, ó da Câmara de Bragança, isto é uma posição oficial?) e o próprio Planeta Terra.
Espero, sinceramente, os maiores sucessos ao evento. E ainda mais, como se diz no texto introdutório ao colóquio a "língua portuguesa" é "diariamente atraiçoada". E vê neste colóquio a sua "porta do sol".
PS. que mais dizer ...?
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setembro 22, 2005
Em estantes quase nada alheias
...
não há fúfia universitária ou machão
fardado que não diga que a pátria
é a língua ou a puta que os pariu
[Eugénio de Andrade, "A Vitorino Nemésio, Alguns Anos Depois", Epitáfios, 1983]
Publicado por jpt às 04:17 PM | Comentários (0) | TrackBack
agosto 25, 2005
Lusofonia
No Estroboscópio (que ali encontra "a lucidez de alguém sem papas na língua") uma entrevista sobre o "estado da Lusofonia" concedida ao Notícias Lusófonas por Orlando Castro, e que integra um trabalho apresentado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Uma verdadeira pérola. "Lúcida", como refere o Estroboscópio. Reflexão que se quer húmus do futuro.
E que me questiona. Até agora encerrado no meu português de Portugal "língua fechada, parada" como deverei aqui melhor representar-nos, a um nós Portugal "pai" que somos? Ajudando estas gentes falantes de "dialectos" africanos a potenciarem, libertarem esse "muito, muito mesmo, que...têm para dar à causa da Lusofonia.".
Face a tanta lucidez descubro-me alienado.
(Ai o sagrado de se apresentar um trabalho numa universidade...)
Publicado por jpt às 09:56 AM | Comentários (2) | TrackBack