maio 11, 2006
Benfica na Josina Machel



[Maputo, Escola Josina Machel, Maio 2006]
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maio 10, 2006
To Whom It May Concern


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maio 08, 2006
Africanices, um blog olhando o turismo em Moçambique.
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maio 06, 2006
Centro de Estudos Brasileiros
Ontem uma novidade (para mim). O Centro de Estudos Brasileiros (CEB) foi durante a década de 90 um importante centro da vida cultural em Maputo. Desde então tem vindo a decair, fundamentalmente desde a saída da excelente directora que foi a Fernanda Verissimo, julgo que em 1999. Porque a cidade mudou, com novos pólos, decerto. Também por falta de fundos (que atrapalham todas as instituições culturais estrangeiras aqui). Mas não só, era notória e comentada alguma falta de dinâmica própria, um adormecimento. Agora a representação diplomática brasileira decidiu, e penso que muito bem, contratar um moçambicano para gerir o Centro. A escolha foi feliz, saúdo-a e não estou sozinho nesta saudação: Raul Calane da Silva, ficcionista, poeta, ensaísta, professor, ex-jornalista, homem de cultura e da cidade. Amante das coisas, acima de tudo.
A animação já se nota, ontem com uma boa mostra do percurso e universo do Noel Langa. Na semana anterior com uma excelente sessão de apresentação do Maputo - Roteiro Histórico Iconográfico da Cidade. Vamos ver, acho que a cidade (re)ganhou um espaço.
Um conselho, Calane: usa a net, usa a net.
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maio 05, 2006

[Sociedade Civil; Maputo, 2006]
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Mahwayi em Portugal

O grande contador de histórias Marangel Zacarias Mahwayi está em Portugal, a sua primeira ida à Europa, declarou ao jornal Zambeze. Leva, diz, vinte histórias tradicionais para contar. Mahwayi estará na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, no próximo sábado, dia 6 de Maio, às 21 horas, integrando a realização "Contos Que a Voz Cantou". Se eu estivesse em Lisboa não falharia ...
O contador irá também à Universidade Nova de Lisboa, a convite de João Soeiro de Carvalho, o cujo deverá ter estado por detrás do convite. Pois é dos atentos, julgo.
[fotografia reproduzida do jornal Zambeze, edição de 4 de Maio de 2006]
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maio 03, 2006
Anúncio

[Inhambane, Maio de 2006]
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maio 02, 2006
Barraca

[Barraca "Esquina Lucro Zero", Inhambane, Maio 2006]
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A melga

[Inhambane, Abril de 2006]
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abril 28, 2006
A última edição do jornal Zambeze é um exemplar a guardar, um manancial de informações, de explícitos muito para além do sub-texto recorrente nestas questões, sobre as tensões existentes em Moçambique entre grupos sociais: os textos de diferente teor sobre "monhés" e "bantus", a propósito de uma campanha partidária de angariação de fundos, a polémica sobre as ligações de moçambicanos de diferente origem ao Portugal colonial. São algo de não essencialista, linguagem de outros conflitos? São, com toda a certeza. Mas são categorias omnipresentes. Por isso interessantes. Repito, jornal a guardar.
Publicado por jpt às 08:21 AM | Comentários (0) | TrackBack
Dumba-nengue



[Maputo, Abril 2006]
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abril 27, 2006
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Bloguismo
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abril 22, 2006
Bloguismo em Moçambique
Um pequeno contributo para a "pequena história". Que eu tenha visto aconteceu a primeira referência nos jornais ao bloguismo moçambicano. Foi uma invectiva (claro) aos desejos bloguísticos, da autoria de Fernando Lima, na sua coluna "Espinhos da Micaia" (Savana, edição de 21 de Abril).
Publicado por jpt às 09:06 PM | Comentários (0) | TrackBack
Maputografia

["A Praça 7 de Março, com o coreto e os seus quiosques, era o centro das reuniões mundanas"; imagem reproduzida de A. Rosado, Como Era Lourenço Marques Já 50 anos, Lourenço Marques, 1949, p.11]
António Sopa publica este artigo, "A Velha Praça", no jornal Savana, edição de 21 de Abril. Aqui o reproduzo. Pelo seu interesse histórico. Mas também secundando a sua opinião: entre um pouco mais urge reinstalar o "mercado do pau". E valorizá-lo.




["Esplanada de quiosque na Praça 7 de Março"; edição de The Newman Art, Cape Town, cerca 1930; imagem reproduzida de João Loureiro, Memórias de Moçambique, edição do autor, 1997, p.68]
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abril 21, 2006
Carlos Gil sobre os 80 anos do jornal "Notícias".
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abril 20, 2006
Casa Portuguesa

O restaurante "Casa Portuguesa" em Malelane (Páscoa 2006). Onde se pode ouvir o mais puro pimba olhando o Kruger da varanda. Muito recomendável.
Publicado por jpt às 07:10 PM | Comentários (4) | TrackBack

Com estas novidades no bloguismo em Moçambique fiz arranjo na coluna de elos (à direita), na zona respeitante. Para maior facilidade. E orientação.
Publicado por jpt às 09:47 AM | Comentários (1) | TrackBack
abril 19, 2006
O jornal Notícias mais acessível.
Publicado por jpt às 09:51 AM | Comentários (0) | TrackBack
Uma boa notícia, saíu o Carlos Serra a abrir blog: Oficina de Sociologia.
Publicado por jpt às 12:21 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 14, 2006
Ilha de Moçambique,
Okhwiri, um fotoblog que lhe é dedicado.
Publicado por jpt às 03:13 PM | Comentários (0) | TrackBack
abril 13, 2006
Ilha de Moçambique
Publicado por jpt às 06:10 PM | Comentários (5) | TrackBack
abril 10, 2006
Centro Farmacêutico




[Centro Farmacêutico, Macia. Produtos importados da África do Sul (com relevo para a gama Tokoloshe) e locais]
Publicado por jpt às 12:37 PM | Comentários (5) | TrackBack
abril 09, 2006
Apropriado



[Chidenguele, Gaza. Lodge Paraíso de Chidenguele (preços acessíveis, serviço decente e simpático); Praia; Lagoa]
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abril 08, 2006
Ex-soldados
É um fenómeno interessante o das recorrentes viagens de antigos militares portugueses a Moçambique, as saudades que ficaram apesar dos maus momentos da guerra. O revisitar do horror, mas também do algo que ficou do país (e da juventude?). A ele voltarei em breve, a propósito de livros e de ecos por cá. Por agora nota de um blog dedicado a essa vertente: o Comando de Agrupamento 2972.
Publicado por jpt às 09:17 AM | Comentários (1) | TrackBack
abril 07, 2006
Blasé, o tipo do Ma-Schamba?
Barbudo e tudo, muito blasé, na atitude altaneira. E, mais que tudo, imune a essas vivências do "social", da "gente bonita". Não que as ache desprovido de sentido. Nem tampouco culpabilizadoras. Apenas vai deixando cair a sua vontade de a elas ser marginal. Que faz um intelectual, até académico, naqueles meios? Não são coisas para o seu estatuto social, claro.

Pois foi só ver a coluna "People" da edição deste mês da TVZINE e eis-me roído de inveja. Francamente roído, maldita falta de estatuto social, de importância e relevo. Ninguém me convidou para esta I Mostra de Vinhos em Moçambique da Herdade de Esporão. Pior ainda, da inveja digo, quando ali reconheço, entre mais caras familiares, outro bloguista.
Tenho que repensar a minha vida. Ou, a custo, aceitá-la.
Publicado por jpt às 07:05 PM | Comentários (0) | TrackBack
Do jardim municipal
Segue imagem dedicada ao blogoamigo Carlos Gil, o cujo desorganizou memórias e nostalgia tentando nortear o jardim municipal aqui gabado. De cimo da jardim, no local da cervejinha de fim-de-tarde, o que se vê é assim. Pode ser, Gil, que ajude na memória.

Publicado por jpt às 12:14 PM | Comentários (1) | TrackBack
abril 06, 2006
Substituição de Machambas
Esta entrada vai dedicada ao visitante JAzevedo, verdadeiro e saudado Hermes destas hortas, que abaixo ecoou um lamento, por mim involuntariamente induzido. E desnecessário, como o prova esta foto (apanhada no dia seguinte, nem de propósito ...)

Como vê caro JAzevedo (será o JAzevedo que a história daqui também conhece?) "ele" há coisas. E esta bem boa, a substituição de machambas, as pequenas periurbanas por uma grande machamba do livro. Estamos de parabéns, e expectantes.
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abril 03, 2006
Louvor ao Conselho Municipal do Maputo.
Numa cidade com óbvios e gigantescos problemas de urbanismo (não invejo nada quem deva assegurar a recolha e o tratamento de lixo, p.ex.) o seu esforço por recuperar e ordenar os espaços públicos e arruamentos (a nova política de ruas com sentidos únicos é de uma racionalidade clarividente - e cristalina) é notório. E muito positivo.
Se alguma coisa poderá continuar a ser pensada será decerto o "Mercado do Pau". Local de trabalho para muitos e ex-libris da cidade a sua deslocação para a Av. 25 de Setembro não é óptima. Mas decerto que um novo espaço será pensado. Talvez, digo eu, a marginal fronteira ao "catembeiro", se com algumas infraestruturas de apoio? Ficaria excelente, espaço e panorâmica.
Mas como exemplo dos resultados positivos deste rearranjo da cidade não se pode esquecer o Jardim dos Namorados. Depois de sete anos vivendo na Engels bem que temi o anúncio das obras, logo pensando na destruição do belo parque, ainda que então quase-baldio. Mas não, o resultado é excelente. Está uma maravilha. Com a gente a fruir.


E tiro o chapéu ao Conselho Municipal.
Publicado por jpt às 12:42 PM | Comentários (8) | TrackBack
No O Mundo das Sombras José António Barreiros deixa uma breve nota sobre espionagem alemã em Moçambique durante a II Guerra Mundial. A abrir o apetite. Ainda para mais em terra onde tantas lendas sobre essa matéria vão, ainda, sendo lembradas.
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abril 02, 2006
CTT em Maputo

[Marco de correio, campus universitário, Maputo, Março 2006]
Publicado por jpt às 08:30 PM | Comentários (2) | TrackBack
Benfica em Maputo
Em Maio o Benfica virá a Maputo, disputar um quadrangular. A equipa principal, ainda que sem os seleccionáveis para o Mundial. O Ma-schamba, até por razões profissionais, irá acompanhar o mais possível este torneio com o Petro de Luanda, Costa do Sol e uma equipa sul-africana. O spleen de Maputo regredirá para um vero frisson, creio. O frisson de Maputo.
Entretanto o referido Benfica continua, 3 vezes seguidas. Os relativistas culturais fundamentalistas, crentes num mundo mágico, continuam a interpretar. Outros, os que acreditam nalguns laivos de empiria, sorriem. De desprezo.
Publicado por jpt às 01:29 PM | Comentários (2) | TrackBack
abril 01, 2006
Sinal

["Proibidos Txovas", Av. Vladimir Lenine, Maputo, Abril 2006]
Publicado por jpt às 08:20 PM | Comentários (6) | TrackBack
Txovas

[subindo à Av. Julius Nyerere, Maputo, Março 2006]
Publicado por jpt às 08:15 PM | Comentários (0) | TrackBack
(Mais) uma pérola no jornal Savana
Há anos que a secção "cultural" do Savana é uma delícia. Acredito que tal se deva a uma extrema crueldade dos responsáveis do jornal, que à secção obrigam alguns trabalhadores, os quais para seu ganha-pão (e quão difícil é este) são assim votados a uma semanal demonstração de si mesmos. Acredito que nas suas andanças literárias, prosadoras, poéticas e, mais-que-tudo, críticas, muito se devem desmoralizar.
Esta semana o "crítico" residente Armando Nenane investe mais uma "crítica literária". O alvo é um jovem poeta, Eusébio Sanjane, recém-inaugurado com um "Rosas e Lágrimas" (Ndjira). Não o li, não opino. Chegaram-me ecos de muito jovem aspiração poética, promessas de algum talento. E de grande alarido na edição (patrocínio MCel, imensa publicidade que o patrocinador não brinca em serviço, lançamento com grande pompa, grandes encómios da editora). Como dois assistentes leitores me diziam nada melhor para matar um jovem poeta que tamanha campanha e tanto elogio. Se à MCel taL não se criticará já a editora enfim ... mas quem sou eu, isso é coisa entre poetas.
Mas esta nota é sobre a crítica. Não sobre o seu "rico palavrear" entre erro ortográfico (já agora! quem poderá ensinar ao crítico grandiloquente a difícil arte da acentuação?). Mas sim sobre um momento delicioso. Nenane decide obrigar o jovem poeta a ser "poeta de geração" - "esperámos [ai o magestático] encontrar algo que mostre que a sua geração tem razão de ser como é, ou que talvez não, mas que a obra seja como que um espelho da sua geração ...", tal e qual Craveirinha o foi (!), diz. E por isso Nenane muito se insurge contra o aspirante Sanjane, que escreveu:
"E sobre a metrópole / erguem-se teias de tijolo / atravessando o céu / e rompendo o espaço ..." (Selvas de Pedra)
Sim, muito se irrita o "crítico": "Como pode, (sic, a vírgula é sic) um poeta do século XXI, falar de metrópole (sic, o negrito é sic)? Onde está, em Sanjane, algo que nos faça sentir, e não perder de vista, que ele é um poeta do século vinte e um e não dos anos sessenta ou de há mais décadas atrás?".
Por muito que se leiam jornais há sempre surpresas. Neste caso até agradáveis, que umas boas gargalhadas inesperadas (e depois partilhadas com amigos a quem se chama a atenção para esta pérola) são sempre bem-vindas.
Mas, caramba, há que denunciar a continuada crueldade do director e do editor do Savana. Que isto de obrigarem à crítica literária quem nem conhece os significados da palavra "metrópole" é demais. Desumano até. Há limites para a maldade, senhores. Nem que sejam os do ridículo.
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março 28, 2006
Maputografia
Aqui transcrevo artigo publicado no jornal Domingo (19 de Março de 2006), uma extrema peça de maputografia, da autoria de Guilherme Cabaço.
Restaurante Costa do Sol: história, respeito e carinho



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março 25, 2006
Bloguismo em moçambique n
Mais um blog moçambicano, este "de geração": Ufics2006.
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março 19, 2006
Bloguismo em Moçambique 3 e 4
Um outro novo blog moçambicano, também aparentemente ligado à publicidade: o !nlog!ko.
Rubinho Ponciano, um brasileiro em Maputo. Com copy paste de crónicas brasileiras.
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Bloguismo em Moçambique 2
A ver se isto por cá anima nesta questão do bloguismo: mais um recém-blog, o Dumba Nengue de Alex Cardoso. Blog de publicidade et al.
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Bloguismo em Moçambique
Descubro agora que o Ivan Serra abriu recentemente o Barrakaloka. (Como parou logo vamos ver se não desistiu - este é dos que terão coisas a dizer sobre o "por aí").
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março 18, 2006
Dulce

[Venda de Castanha e Mel; Gaza, Fevereiro 2006]
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março 16, 2006
Já agora, sobre a linguagem
não esquecer o exemplo acontecido com o jornal Savana, há tempos campeão da liberdade de expressão ao republicar as "blasfemas" caricaturas dinamarquesas e por isso atacado física e economicamente. Pois este campeão da liberdade tinha há meses censurado o seu cronista Fernando Manuel - este, numa das suas crónicas semanais, usou um português amplos. "Algumas famílias" queixaram-se do desbragado e logo, "a seu pedido" o jornal se comprometeu em não repetir a "prevaricação". Ou seja, ou o cronista faz auto-censura ao linguajar das crónicas ou a direcção as censura. É a liberdade de expressão.
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março 15, 2006
Nostalgia
Já em tempos referi a impressão que me fazem os "sítios" ou blogs dedicados à colecta de fotografias das ex-colónias portuguesas. Impressão dupla, nelas se sente uma saudade (às vezes saudosista outras vezes nem tanto) avassaladora, uma nostalgia, coisa pingada nas fotos de edifício em edifício, rua a rua, a velha igreja, as escolas "dos tempos", tudo isso embrulhado na velha toponímia, que o interesse de coleccionador raramente aqui se associa ao de historiador urbano, como se nessas pequenas atitudes, resistências, fosse o tempo não andar. E são também locais de mostra do "como era" o olhar de antes, muito as fotografias do cimento, raras paisagens pitorescas, e dos habitantes africanos escassas imagens, apenas "folclóricas", o típico da beleza de tal região, o velho de tal tribo, todos esses poucos eles feitos paisagem. São, pois, esses lugares educativos, espelhos de outros tempos, mas bem mais do que da "arquitectura" e "paisagística" que querem lembrar. Espelhos hoje do olhar de antes.
Nem é crítica minha, chega até a ser solidariedade diante dessas saudades, pungentes quantas vezes.
Uma impressão dupla fazem-me esses locais, dizia. Pois temo-os também meu retrato de futuro, em algum subúrbio almadense arrumando velhas memórias de onde nunca sairei. Em espelhos pungentes, então. Também.
Enfim, não será por isso que não visitarei este belo Maputo 100 Anos - a saga de uma cidade, cheio de reproduções de fotografias de Lourenço Marques/Maputo, trabalho paciente e apaixonado. Recomendável aos amantes da cidade. E de fotos/postais antigas.
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março 13, 2006
Ilha: sem cepticismo na "pedra-e-cal"



Na Ilha de Moçambique será preciso não querer ser céptico. Mas é possível. Tal como é possível preservar para-a-frente.
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A mais campeã

7 vezes campeã do mundo = Mutola
[Detalhes]
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março 10, 2006
Ilha de Moçambique: passeando na pedra-e-cal

[edifício desabado recentemente]








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março 09, 2006
Ilha: Capela da Nossa Senhora do Baluarte
A pequena capela de Nossa Senhora do Baluarte é a primeira instalação cristã na Ilha de Moçambique e, portanto, em todo o Moçambique. Singela é certo, é o primeiro (e único, diz-se) exemplar do estilo manuelino na África Oriental. Está lá bem na ponta da ilha, até para além da fortaleza, pequeno promontório. Olhando/orando (a)o mar.

Acompanhando a degradação da cidade de "pedra-e-cal" a capela foi-se deteriorando. Há cerca de 10 anos foi recuperada, um financimento da Comissão dos Descobrimentos portugueses, como antes informava uma placa, entretanto retirada (eu sorrio. Se tivesse sido um qualquer financiamento "sueco" e ninguém se lembraria de arrancar a placa, mas isso são outras histórias). De meu conhecimento as instituições portuguesas financiaram até hoje esta recuperação (por via da importância do manuelino, creio; e do simbólico, a primeira igreja em Moçambique, o extremo norte da ilha) e uma intervenção no Palácio de S. Paulo, actual Museu da Ilha. Pouco, muito pouco, para um Estado e uma sociedade tão ligados a este património mundial.
Quanto à capelinha não posso deixar de resmungar. O pobre coitado que teve a ideia de a recuperar (por catolicismo? por lirismo?) esqueceu-se de prever o seu futuro acompanhamento, de o desenhar, de o associar a um enquadramento institucional. Deve ter sido arranjar o financiamento, cortar a fita e ficar contente, ufano ... Saberia ele, não teria ele obrigação de saber?, da necessidade de caiar a capela todos os anos (pelo menos, correcto, correcto, será duas vezes por ano)? E de acompanhar o seu estado?
Como chega essa gente aqui?

[entrada da capela, estado actual, em rápida decadência].

[Sepultura vandalizada no último ano.
Bem, templo vandalizado é templo importante, isso é universal. Este apontamento não está como denúncia, mas como sinal da vida da zona. Foi quebrada na crença de se encontrar ouro. Como tal não aconteceu as outras sepulturas ficaram intactas. Já o mesmo não poderei dizer do desaparecimento das ossadas que habitavam a sacristia, em caixa aberta. Os que recuperaram, os que acompanharam a recuperação, terão eles achado por bem deixar ossos "à mão de semear"?]

[Grade em madeira, desagregrando-se]


[Vistas laterais pedindo cal. Entenda-se, aqui sem cal há-de cair. E até rápido].
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fevereiro 28, 2006
Cartoons em Moçambique
Sobre a publicação das caricaturas dinamarquesas pelo jornal Savana é de ler o interessante artigo de Elísio Macamo: Liberdades Perigosas e Soberania. O qual, como se bónus fosse, traz uma fábula deliciosa.
Publicado por jpt às 03:58 PM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 23, 2006
Machado da Graça bem cartooniza sobre o Savana

Publicado por jpt às 10:09 PM | Comentários (3) | TrackBack
Mais sobre o tremor de terra
Imensa informação aqui (dica do leitor J Azevedo).
Publicado por jpt às 04:21 PM | Comentários (3) | TrackBack
Tudo sobre os 7,5 do tremor de terra
Informação detalhada aqui.





Informação dedicada à grávida Passada.
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fevereiro 22, 2006
Turismo em Moçambique
(via blog).
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fevereiro 21, 2006
Trabalho alhures, Trabalho em casa
O Abrupto tem vindo a publicar um conjunto interessante de fotografias sobre Trabalho. Interessantes as fotos, mas mais o que expressam. JPP já explicou o seu desejo de mostrar formas de trabalho exo-bloguísticas, vivências alheias ao mundo padrão dos info-incluídos, melhor dizendo, dos blogo-incluídos. Nas imagens enviadas pelos leitores, presumivelmente todos portugueses, também JPP reconhece o quase-óbvio, a procura do retratar o trabalho traz um eco do exótico, a distância social quase sempre traduzida em distância geográfica - o olhar curioso sempre mais agudo quando fora-de-portas. E, mais do que tudo, a distância social, longe ou perto de casa, centrando-se no trabalho manual - há, por via do acto fotográfico, a reconstrução de um ideal de trabalho, uma sua purificação. Manual mas longínquo, eis a pureza do exótico. A pureza do trabalho.
Confesso que gostava de ver o trivial manual intra-muros (a mulher-a-dias ou o cônjuge; o motorista de autocarro; o mecânico da porta-ao-lado; a caixa do supermercado; o "almeida" do bairro próprio; o psp (ou prm); a lavandaria; a empregada da cantina da escola). Ou o trivial intelectual alhures. E os entre-ambos, já agora. Desmontando o embelezamento, impurificando. Pelo trivial.
Já aqui deixei mostra de trabalho exógeno ao universo de fotógrafos in-blog ali representados. Procurando trivializar-lhes o trabalho na distância. Segue-se outro modesto contributo, pobres fotos sobre trabalho intelectual, alhures:

[José Cruz, enólogo, Nropa, Montepuez, Cabo Delgado]

[Tribunal informal, Kolokoha, Montepuez, Cabo Delgado, 1995]
Publicado por jpt às 05:15 PM | Comentários (4) | TrackBack
fevereiro 19, 2006
Publicado por jpt às 10:32 PM | Comentários (1) | TrackBack
Sobre Knopfli é melhor ler.
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Sexta-feira um pouco especial



[Chez Rangel, estação CFM, 17.2.2006]
Pois.
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fevereiro 17, 2006
Cartoons em maputo
rumores? o savana publica hoje os cartoons dinamarqueses (repito tanto post aqui? para quê?). E está rodeado de centenas de irados com vontades invasoras? que bronca. ou rumores?
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fevereiro 16, 2006
Também relato da guerra civil moçambicana.
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fevereiro 15, 2006
Ontem
Maputo de noite cheia, azáfama quasi-noctívaga de trânsito de hora de ponta, queixas só suaves com o "semaforismo" ausente, todos os restaurantes cheios mesmo aqueles que nunca, rosas muitas em mãos compradoras e outras já nas receptoras, casais (até os tristes) bem vestidos acompanhando-se, é o dia ... A mim sobra-me aula nocturna, a primeira do ano, turma ausente, apenas uma aluna, senhora já, sorrindo à total ausência (merecida, merecida) à ritual "apresentação", caloiros relapsos. Dou-lhe um mito, o primeiro mito universitário porventura, os "dez minutos académicos" (5, 15, não depende isso do narrador?), depois "vamos lá embora" que haveremos de recomeçar. Que ontem foi dia de "namorado amador", profissional tem o resto da vida, hei-de biliar. Ainda beberei café no caminho da casa, mesa de canto no meio dos tais comensais emparelhados, meros cinco minutos roubando-lhes bocados, mesa a mesa. Nem uma mão na mão, nem tampouco mão na perna (quem bem procurei), nem a rápida mão na cara, nem afago no cabelo, nem beijo qu'isso seria demais ainda que dos castos. Estão só ali, falas poucas, levaram-nos a jantar. Saio, noite de dia do namorado reformado. Também já vou assim?
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fevereiro 10, 2006
Chove em Maputo
Chuvadas grandes em Maputo. Eu saí de casa sem máquina. Mas o André não, e eis a ilustração na Baixa. Dos bairros só tenho relatos. Os de sempre quando assim.
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Um novo jornal em Moçambique
Começou esta semana (e está na net): Canal de Moçambique. Do conteúdo não opino, mas o nome parece-me muito bonito.
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fevereiro 08, 2006
Moamba
Os prezados visitantes saberão que não sou particularmente purista nas coisas da língua. E que quanto ao português em Moçambique ainda menos. E que também me repugna um pouco o andar para aqui a botar sobre "o dever ser" em Moçambique. Ainda assim não resisto a botar uma minha irritação de há anos. 8 deles, acho eu. Pois já há cerca de 8 anos que foi inaugurada a N4 (Maputo-JHB).
Pois se ainda compreendo que a Portagem da Moamba seja denominada Moamba Plaza (o inglês, a globalização, o trânsito oriundo dos vizinhos, enfim, why not...?)

já me irrita o facto de três placas que anunciam a portagem uma seja em português e outras duas sejam no velho bilingue oficial da velha África do Sul, em inglês (tool gate) e afrikaans (tolhek).

Rais parta, em inglês tudo bem. Em inglês e português tudo bem. Em inglês, português, changana, ronga, tudo bem, dado ser aqui no extremo sul do país (ainda que levantando susceptibilidades políticas no uso das línguas nacionais). Agora em inglês e afrikaans porquê, e logo em maioria? Nada me move contra os "boers", nada contra a sua língua, língua crioula ainda para mais. Apenas noto o gestozinho de quem construíu a portagem, perdão, a plaza.
Há coisas mais importantes? Há, e muitas. Mas chateia-me a pirraça alheia. Ainda que eu próprio alheio.
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O Cais na Ilha
Desenvolvimento na Ilha? Reabilitação e preservação? Turismo. Não só turismo decerto. Mas turismo. Aproveitando o continente fronteiro, por enquanto ainda inadjectivável, suas praias (p. ex. a praia do Sancul é única no mundo: tem a Ilha à frente) e a elas associar o dado único, o requebro envelhecido e empastelado ilhéu. E recebendo esse estranho mundo do turismo passante, dos paquetes de recreio, surpreender essa gente com esta coisa do entranhar-se.
Para ambos, para que venham a terra os passageiros, para que aportem os aqui deslocados, urge recuperar o cais da velha Alfandega. Se esta vai assim, cedendo à inclemência do desuso humano e do uso do clima

o cais ficou-se terreno de equilibristas


O desenvolvimento comunitário aqui tem nome e quantia - quarto de milhão de dolares, mais ou menos, para deixar barcos atracar.
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Ilha, a fronteira interna


O fim da cidade de pedra e cal. O tal hiato (de séculos). Está lá, à vista desarmada, esperando fotógrafo competente. Basta querer ver. E entreandar, sff.
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Jantar no Lumbo

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fevereiro 07, 2006
Sporting de Moçambique
Há alguns anos a Ilha de Moçambique foi considerada cidade patrimonial pela UNESCO. A situação do património imóvel (tangível, no jargão) vem-se agravando. "Uma causa perdida" dizia eu há anos, para semi-espanto do meu amigo Álvaro NS, até à minha conclusão, "portanto, das únicas pela qual vale a pena lutar". Muitas causas para tal desbarato, não as vou aqui arengar. A uma sei-a bem, a que ninguém olha para a Ilha enquanto património incluindo a pedreira, a "gente da pedreira". Esses são sempre considerados aqueles naharas a mais, 18 000 já e que tanto defecam na praia. Séculos de hiato num língua de terra de 3 kms por 300 metros, um hiato que perdura, mais resistente e altaneiro que o coral empilhado. A outra sei-a também, a própria UNESCO (tão ocupada em dar prémios a Hugo Chavez que nem o escritório da Ilha de Moçambique consegue manter aberto). Outras há, mas após tantos estudos e viagens já devem estar bem elencadas por "espertos" bem-pagos. A mim a única viagem que pagaram foi a primeira, na comitiva de sua excelência o director-geral Federico Mayor. Há já muitos anos. O resultado está à vista. Promessas, preocupações, intenções, lamúrias, já ouvi muitas. Na Ilha eu diria, de bons fecalismos-a-céu-aberto está o inferno cheio.
A Ilha, a cidade de pedra e cal, o extremo norte europeu, os restos do que se sonhou imperial, cai a olhos vistos? Sim, desde há muito: "... as casas, ou edifícios grandes, que se arruínam jamais tornam a levantar-se, e já não são poucos os que se acham por terra, e outros, que nunca se acabaram de edificar pela morte de quem os principiou", já dizia Frei Bartolomeu dos Mártires em 1822. Sítio de ruína cíclica, as construções ali de difícil manutenção, local de economia volúvel ao longo do tempo, algo quase tão corrosivo como o clima local. Mas quando a Ilha for vista não como uma memória europeia (portuguesa e não só), encantatória aos nossos romantismos serôdios, quando a Ilha for entendida como um recurso moçambicano, perene, então ...
Até esse então a Ilha aguentar-se-á, arruinada, pelo esforço individual, desses que querem "acabar de (re)edificar antes de morrer". Uma causa perdida? Talvez, mas repito-me, são as únicas.
Na Ilha, cidade património mundial, sitas na contra-costa estão as ruínas da sede do sempre existente Sporting de Moçambique.





O edifício é recente de décadas, não tem valor patrimonial particular. Mas poderia ser recuperado para fins desportivos e sociais. O Sporting Clube de Portugal, antes clube paternal desta sua filial, poderia em dias de pós-colonialismo, e suas susceptibilidades, aqui encontrar pequeno e modesto clube fraternal. Algo como metade do que terá valido a licença desportiva do seu ex-jogador moçambicano Fumo poderia custear a casa do leão em cidade património. E para excedentes a cooperação portuguesa decerto que se associaria. Quero crer que sensibilizar a influência de ilustres sportinguistas como José Roquete e António Dias da Cunha para uma tão barata causa em Moçambique não será impossível.
A Ilha, a de pedra e cal, aguenta-se edifício a edifício. Enquanto os vivos não morrem.
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fevereiro 06, 2006
Jantar

Restaurante Relíquias, Ilha de Moçambique
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Uma horita de Kruger, eu e ela
Eu e ela, ali a Malelane, numa horita de Kruger, nada mais. E atrasado, como sempre quando por lá, manhã tardia já, no pico do calor

e ainda para mais na estação das chuvas


sei que pouco mais que vegetação, e muita, lhe vou mostrar

para além de uns passaroucos, pouco visíveis cá de baixo, e

do sempre "papá !!!, animais ....", "Bambies", esses tão constantes até ao "gazela é árvore, não vale" dos menos dados a estas coisas, mas hoje mais queridos, mesmo no "coitadinho, aquele tem dói-dói"
Mas assim como quem não quer a coisa, distraidamente, no em cima da estrada, dormitando

o leão. E ainda, mais à frente, o grande rino, a dar-nos um bom bocado.

Uma horita no kruger, eu e ela, não mais. Afinal dia de mais sorte ainda. A seguir Maputo, esperar a mamã.
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Da Modernidade

"Portas-fora" com publicidade à MCel, Ressano Garcia, Janeiro 2006.
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Dúvida


Grande Mesquita, Ilha de Moçambique


Mesquita Velha (ruínas), Ilha de Moçambique. 1ª mesquita em Moçambique
Cada vez que nelas entro descalço-me. Fará isso de mim um torpe multiculturalista? Um desertor face ao fundamentalismo exarcebado? Em suma, um colaboracionista?
Publicado por jpt às 01:23 AM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 01, 2006
OK, Standard

[Dançarinas do grupo Assanate Novo Sistema, Ilha de Moçambique, Janeiro 2006]
Publicado por jpt às 09:24 AM | Comentários (1) | TrackBack
Quase Standard, Porque Matrona

[Ilha de Moçambique, Janeiro 2006]
Publicado por jpt às 09:20 AM | Comentários (0) | TrackBack
Na tal pedreira

[Ilha de Moçambique, Janeiro 2006]
Publicado por jpt às 09:13 AM | Comentários (6) | TrackBack
Work in Progress


[Ilha de Moçambique, Janeiro 2006]
Publicado por jpt às 09:07 AM | Comentários (0) | TrackBack