maio 07, 2006
Valente Ribatejano
Uma memória (reproduzida do Tugir).

A fabulosa colecção Falcão, onde pontificava o "valente ribatejano", o luso-britânico Major Jaime Eduardo de Cook e Alvega, noutras paragens também conhecido pelo seu pseudónimo

Battler Britton.
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abril 26, 2006
Determinado blog eslavo, ao que parece muito em voga, decidiu uma soez invectiva ao Ma-Schamba.
Respondo-lhe à letra, em perfeita simetria de atrevimento. Olho por olho, dente por dente. Qual Átila (ou Talião).

[Rita Hayworth. Early Publicity Portrait, Kobal Collection. Imagem reproduzida de Neil Grant, Rita Hayworth in her own words, Paul Hamlyn Publishing Limited, 1992, p. 14]
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abril 16, 2006
Uma bela homenagem. (que saudades...)
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novembro 20, 2005
Ícones
Quem lê este blog já se cruzou com o meu desgosto pelos falsos libertários, adeptos de miseráveis ditaduras, atrevidos passeadores de inaceitáveis ícones guevaristas e similares. Sei que em muitos casos mero modismo, nada mais do que ignorantes de shopping centre auto-imaginando-se andarilhos do mundo. Mas em muitos outros casos não, arreigados aos sonhos sanguinários que perseguiram e prosseguiram. E, até, materializaram. Sanguinários e incompetentes, ainda por cima, di-lo o tempo que se lhes passou. E os povos, esgares aos novos disfarces.
De quando em vez lá me caem em casa as justificativas, os elogios aos porta-chaves, às t-shirts, às citações, aos cartazes com o pin-up Guevara ou coisas parentes, uma "iconologia da liberdade" fazem-nos.
Já nem sorrio a esse refúgio, como se desculpa, no simbolismo, nos "ícones" da liberdade. Reparo que nunca vi ninguém, desses "democratas" ou outros, vestido com esta t-shirt.

Jeff Widener (The Associated Press).
Sei bem porquê, esses alter/libertários, mesmo os tais mais ignorantes, sabem que ali são os dos tanques. Nem ficaram muito bem na foto, nem lhes dá jeito o simbolismo.
[Foto retirada via A Arte da Fuga]
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outubro 15, 2005
Felicidade Terrena

Afinal possível! Acabada de adquirir em plena 25 de Setembro, à porta do barbeiro, pela módica quantia de 150 mil meticais (aos potenciais interessados)
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outubro 13, 2005
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outubro 12, 2005
Post épico
É absolutamente épico este post no Apenas Mais Um. Grande momento de bloguismo.
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Mais d' antanho
Já que falaste no

Faster
Chose a life in circuses
Jumped into the deepest end
Pushing himself to all extremes
Made it - people became his friend.
Now they stood and noticed him
Wanted to be part of it
Pulled out some poor machinery
So he worked 'til the pieces fit.
The people were intrigued
His wife held back her fears
The headlines gave acclaim
He'd realized their dreams.

Faster than a bullet from a gun
He is faster than everyone
Quicker than the blinking of an eye
Like a flash you could miss him going by
No one knows quite how he does it but it's true they say
He's the master of going faster.
Now he moved into the space
That the special people share
Right on the edge of do or die
Where there is nothing left to spare.
Still the crowds came pouring in
Some had hoped to see him fail
Filling their hearts with jealousies
Crazy people with love so frail.
The people were intrigued
His wife held back her fears
The headlines gave acclaim
He'd realized their dreams.
Faster than a bullet from a gun
He is faster than everyone
Quicker than the blinking of an eye
Like a flash you could miss him going by
No one knows quite how he does it but it's true they say
He's the master of going faster.
No need to wonder why
His wife held back her fears
So few have even tried
To realize their dreams.
Faster than a bullet . . .
[George Harrison]
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Antanho




[Fotos recolhidas aqui]
Jovem foi em 1973 no Mónaco. Acabou em 4º, a uma volta do Stewart, foi dobrado e depois correu atrás dele. A mostrar. Inesquecível.
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agosto 05, 2005
Publicado por jpt às 09:04 AM
Publicado por jpt às 03:49 AM | Comentários (2)
julho 24, 2005
Velhas Gavetas. Tempos sem petições na net, imagine-se.

Publicado por jpt às 07:02 PM
Velhas Gavetas. Primeira Vez.

A primeira vez de Amália Rodrigues no Coliseu dos Recreios de Lisboa, quando aquela sala era o Coliseu dos Recreios de Lisboa. Em 1985, apenas. Lembro uma sala abarrotada de um povo de amantes apaixonados. Amália já trauteava muito e o público, enlevado e entusiasmado, também. O amor é assim, até ao fim.
No antes e no intervalo os promotores, os então inefáveis e super-populares António Sala e Olga Cardoso, sorteavam "varinhas mágicas" e quejandos pelos espectadores, tipo "aniversariantes que o possam comprovar!!!". Arrepiante? Era-o, mas ainda que isso tinham sido eles os promotores, finalmente alguém. Desde então deixaram-me de ser inefáveis.
Era o Portugal de então. Hoje engavetado.
Publicado por jpt às 06:50 PM | Comentários (1)
Velhas Gavetas. Primeiras vezes.



Publicado por jpt às 06:25 PM
Velhas Gavetas. Últimas vezes.


Publicado por jpt às 06:14 PM | Comentários (5)
Velhas gavetas. Já agora...

Publicado por jpt às 06:05 PM
Portugal. Velhas Gavetas. Rod Stewart veio a Lisboa.

Idade (muito) para a frente?
Publicado por jpt às 05:57 PM
Portugal. 2ª circular e ponte Vasco da Gama à noite, na rádio The Who e Pink Floyd ao vivo e em directo. Idade (muito) para trás?
Publicado por jpt às 05:45 PM
Velhas Gavetas.


Publicado por jpt às 04:17 AM
junho 24, 2005
Lenny Bruce
Publicado por jpt às 07:25 PM
junho 13, 2005
Grande sim,

mas não um Vassili Alexandrovitch Tchevtchenko.
[Enki Bilal, Pierre Christin, A Caçada, Meribérica, 1987 (1983!!!)]
Publicado por jpt às 09:34 PM
maio 17, 2005
Publicado por jpt às 06:05 PM | Comentários (2)
abril 05, 2005
No blogger [58]
Esta é a minha vénia de ateu.
Publicado por jpt às 07:37 PM
fevereiro 07, 2005
No Blasfémias Gabriel Silva em
No Blasfémias Gabriel Silva em homenagem ao Gurué.
Publicado por jpt às 02:04 AM
janeiro 13, 2005
Traduzir ícones
Leio Astérix desde antes de saber ler. Praticando a constante revisita. É-me encantadora esta recente jóia,

Astérix e o Regresso dos Gauleses promove-me feliz, pela leitura e por todo o vago antes que me devolve. Um extra-colecção assumido, pequenas histórias algumas ainda do tempo de Goscinny, outras do período (menor, é certo) de Uderzo solitário. Mas, atenção, é da lavra deste último uma Torre Eiffel afinal torre pombal de comunicações em Lutécia, digna de uma selecção asterixiana.

No mínimo são-me 35 anos, também de comunhão colectiva. Dezenas de livros, reedições e reedições, vários fascículos nas revistas semanais. Gerações de leitores apaixonados. Astérix é não só bigger than life, é bigger than history. Crenças e preces nesse panteão irmanado por Obelix, encantado por Panoramix, assustado por Assurancetourix, liderado por Abraracourcix, alimentado por Ordralfabétix, tutelado por Agecanonix. Todos estes sob o olhar de Toutatis.
Por tudo isso tanto me irrita esta desconsideração das Edições Asa, a falta de respeito pelos leitores amantes, esses seus clientes, seus viabilizadores. Com que direito a Asa entrega a tradução de um novo Astérix às senhoras Catherine Labey e Maria José Magalhães Pereira, as quais decidem, à revelia de uma tradição construída de leitura, re-nomear os heróis, veros ícones? Quem serão elas, de que alto nos olham, para nos impingir o chefe Matasétix, o bardo Cacofonix, o deus Tutatis, o peixeiro Oftalmologix, o velho Decanonix?
Está tão medíocre a Asa para querer, anacrónica, regressar aos tempos do Mosquito e do Papagaio? Dignissimos, mas no seu tempo! Vai-nos também oferecer o Tim-Tim com seu professor Girassol [seria Ventoínha? a memória trai-me], e um Milou de estranho nome [que também não me ocorre]?
Não tem a Asa ninguém capaz de tratar com a dignidade necessária um produto monstro como Astérix e os seus inúmeros leitores? Condenando a obra aos tratos poluentes de um saber suburbano, cujo espectro de humor se acantona no baixo nível televisivo?

Certo, tradução tem contexto, tempo e local. Mas já não é tempo disto. Nem local. Abaixo as Edições Asa.
Que o céu lhes caia na cabeça. Por Toutatis!!!
Publicado por jpt às 11:45 AM | Comentários (17)
novembro 27, 2004
Putas

[Esmeralda, por Milo Manara]
Há textos que ficam para trás, e é irremediável. Não porque percam a "ocasião", isso da tal "ocasião" não é mais do que estupidez armada em razão. Mas porque se lhes perde a intensidade, vai-se-lhes diluindo a lenga-lenga e, pior, esbatendo o tom. Acontece-me, sempre. Mas há um em especial que continua a lembrar-me que ainda não saiu à rua. Ainda que agora alquebrado.
Há meses o Bruno Sena Martins narrava a sua primeira experiência numa casa de "alterne", para lá arrastado por um simpático camionista na sequência de uma avaria , umas cervejas partilhadas num meio de estrada enquanto aguardava reboque salvador.
O tom do Bruno era mais que desagradado, com o discurso do camionista e o putedo envolvente, com o qual nem falara. A mim o texto de então provocou-me ânsias de botadura. Talvez porque ele é também antropólogo, decerto por que no Avatares do Desejo se escreve muito, e bem, sobre mulheres (melhor dizendo, sobre ícones). E aqui tão diferente, tão afastado, lhe surgia o olhar.
Ainda comecei a ripostar, aqui coloquei um bocado de uma velha história minha, uma entre outras tantas. Nem era contraposição, queria apenas um cruzar de olhares, óbvio rescaldo de biografias, andanças e lugares bem diversos. E, parece-me notório, de idades diferentes.
Mas depois outras coisas se disseram urgentes e isto, vejo-o agora afinal tão mais cá do fundo, foi ficando para trás. Claro que já não tenho o afã da lenga-lenga nem a clareza do tom. Esse tal texto que desejei morreu, com pena minha. Mas cá dentro ainda resmunga um eco que o Bruno recebeu. Dizia um comentador, ali algo cúmplice no des-gosto, no des-prezo: "Espero que tenhas bebido pelo gargalo" (às tais cervejas, é claro).
E é mesmo com esse nojinho, esse arrepiozinho, que há meses que cá por dentro algo resmunga, e não se cala. Então é para tais desconfortos que aqui trago esta minha amiga, com quem costumo partilhar os copos neste bar

[Esmeralda, por Hugo Pratt]
Dirão, alguns mais sozinhos, que a Esmeralda não é uma qualquer, que nunca a encontram por aí. Sim, garanto que não é, concordo. Mas também, qual o problema? Pois ainda que por esses bares todos da minha vida tenha encontrado um ou dois Steiner nunca vi (nem em blogs) nenhum Corto. Nem mesmo o Rasputine, nessa sua radical maldade porque tão ingénua. Pois não somos todos tão mais mortais?
Publicado por jpt às 07:44 PM | Comentários (2)
setembro 15, 2004
Vitor Damas

É o Besugo que o lembra, ontem fez um ano que morreu Vitor Damas.
Damas é o único adjectivo para o qualificar. Suficiente. Até excessivo.
Entre tantas memórias de Damas trago uma, muito nebulosa, que eu teria 10 anos. Em 1975 ou 1976 a selecçãozinha de então, comandada por Pedroto, foi jogar a Wembley. Jogava um tipo chamado Osvaldinho, do Guimarães. Não me lembro de mais nada.
O Damas fez o melhor jogo que já vi algum guarda-redes fazer. Incomensurável. Inqualificável. Damas.
Publicado por jpt às 04:44 AM | Comentários (3)
agosto 26, 2004
A Anita e o Sexismo (mais um bis)
[há uns meses escrevi isto. Agora biso, até porque a Carolina quando chega à Escolar Editora vai logo a correr para o cantinho dos livros infantis, onde já sei qual a colecção que prefere. ]
***
Este Natal ofereci à minha mais-que-tudo a sua primeira Anita, "No Jardim Zoológico", ainda que ela mal fale (disse hoje "abião").
Primeiro (egoísta) pus-me a ler, e a reviver as maravilhosas recordações daquelas cores, das ilustrações, e de quem me lia tudo aquilo, me encantava (e me dava sumo de groselha).
Segundo (papá) deliciei-me a mostrar todos os animais do Zoo, "o Gato" (é leão, mas há gato em casa), "a Girafa", "o Urso", "a Zebra", e os outros, e a animar todos eles com os bonecos correspondentes que por cá abundam - e a miúda a apontar um homem gordo diante de uma jaula, e a gritar feliz "papá, papá!!" e o meu ego, enfim, o meu ego coitado...
Terceiro (motorista) pus o carro na revisão, para irmos rápido ao Kruger avivar os bichos todos.
Mas, passo atrás, volto ao Natal. Ao comprar-lhe o livro trouxe outro, o extraordinário "Anita no Circo", para ofertar à filha de três anos de um casal aqui expatriado que viria partilhar a ceia. Chegada a hora dos presentes e os pais da miúda um bocado engasgados, até desagradados "ah, nunca lemos isso", e a mãe quasi entre-dentes a dizer que já os seus pais achavam aquilo muito reaccionário (e isto há mais de trinta anos), e portanto nunca tal tinha entrado em sua casa. E eu meio-aflito, mais valia ter estado quieto, que não me quero meter na educação de cria alheia. Enfim, foram gentis e à saída lá levaram a peçonha sexista e fascista para casa, não sei que destino lhe deram.
"Pronto, paciência, o que vale é a intenção", ecoava-me a mãe da minha, a acalmar-me os resmungos enquanto levantávamos a mesa da janta, eu para ali num "ele há cada um, é só malucos, que paranóias...". Realmente que triste gente é esta que consegue desgostar da Anita por causa de uns pinduricalhos que lhes meteram na cabeça.
Não há dúvida: "estes romanos são loucos". Como se existissem coisas para miúdos, e das quais eles gostassem, que não tivessem, fossem, estereótipos. E como se valesse a pena tais protestos com estes feminismos serôdios, cegos ao ridículo e eles-próprios os maiores reprodutores de clichés, por puro fastio, diga-se.
Lembro-me a chatear os meus (óptimos) pais, a querer pistolas. E eles fiéis ao "não dar armas às crianças". E a desistirem, talvez já fartos da minha insistência, talvez por terem percebido que combatia eu com armas emprestadas e a melancolia que isso me causava.
A alegria que eu tive com a minha pistola de fulminantes! Ah, e a minha bisnaga vira-bicos, ainda hoje me aviva lembrá-la. Tais experiências, se fossem tão pérfidas, ter-me-iam tornado um assassino em série ou, pelo menos, um militarista exarcebado. Mas não, apenas me tornaram cansável face a estas ininteligências disfarçadas de hermeneutas.
[e falta-me o tempo para aqui lembrar todas as maravilhas da Enid Blyton, Salgari, Os Pequenos Vagabundos, Verne, Karl May, mais os etcs, já para não falar nesse terrível "brincar aos médicos". Tudo isso carregado de estereótipos, como é óbvio - mas que gente infeliz]
(E agora lembro-me desses iluminados americanos que há pouco tempo queriam proibir a leitura de Mark Twain, pecado de racismo, claro está).
Publicado por jpt às 12:43 AM | Comentários (4)
agosto 13, 2004
Face ao Absurdo
LIBERDADE PARA BOBBY FISCHER, JÁ!
FREE BOBBY FISCHER!

Alguém se lembra quando o seu génio foi bandeira da liberdade?
Para quê este fundamentalismo administrativo, este revanchismo absurdo?
Não tem tudo isto tanta semelhança com aquele outro que vigiava cada lance, cada roque, de Spassky? Cada abertura, cada sacrifício de Korchnoi?
Onde estão os que amam o génio? Onde estão os cantores da liberdade?
Fischer não fica bem como causa? Porque solitário irredutível? Excêntrico? Não bannerizável?
Onde estão os democratas? E onde estão os libertários? E os liberais? Onde está a solidariedade com um homem tão especial? Tão gigante? Que efectivo crime cometeu ele?
Onde está a indignação da coerência?
Distraídos? Ou tudo é mero ruído?
LIBERDADE PARA BOBBY FISCHER, JÁ!
Publicado por jpt às 12:04 AM | Comentários (1)
julho 06, 2004
Ainda o golo do Maniche
Das desventuras televisivas nos grandes momentos desportivos portugueses esta saltou-me logo à memória.
Nos Jogos Olímpicos de Montreal (1976) tudo era Carlos Lopes. Há décadas que Portugal não ganhava nenhuma medalha olímpica. E, ainda por cima, as longínguas derradeiras vinham da pouco conhecida e muito elitista vela. Hoje é difícil recordar a importância que uma medalha olímpica tinha nesses tempos, tempos de inêxito, sorumbáticos. Um país virgem de vitórias, era o que era.
Ainda no tiro veio uma medalha de prata, totalmente inesperada, mas que pouco mais foi do que o aperitivo para a vitória no atletismo, então a começar a ser desporto de todos. O país Portugal parou para ver o seu Campeão. Lopes perdeu para Viren, o finlandês sprinter, espantoso corredor de então.
Terrível desilusão. Passados minutos a RTP interrompeu a emissão para "compromissos publicitários", a render o peixe, que anunciantes e empresa esperariam ser aquele momento de glória e contavam, certeiramente, que todos estaríamos presos à espera da bandeira a subir (ainda que sem hino, que o 2º lugar não o dá).
A pior campanha publicitária de sempre. Pois o anúncio do

impediu-nos de ver em directo a "cerimónia protocolar" dos 10 000 metros, o grande Lopes lá em cima, ainda que à direita do vencedor. E como ele tinha sido esperado.
Vinte e oito anos depois posso afiançar, sob palavra de honra, que nunca comprei ou consumi uma caixa que fosse do Atum Tenório.
Publicado por jpt às 10:54 AM | Comentários (5)
Memórias radiofónicas
Tempos atrás aqui recordei o saudoso "Quando o Telefone Toca" e seus anúncios radiofónicos, tendo tido, logo de seguida, a estimável colaboração do A Verdade da Mentira.
Na busca, deliciada, desse "passado etnográfico" deparo-me hoje com o velho e sublime Polylon, recordado na entrada Anúncios d'outrora (9).
A recordar - pois recordar é viver, como dizia
o outro.
Publicado por jpt às 12:05 AM
julho 04, 2004
Cada um
com o seu Brando. Eu já tinha colocado o meu, entretanto o Machado da Graça tinha-me enviado o seu, o que o Ma-schamba agradece. Ei-lo:

Publicado por jpt às 04:29 AM
.

Publicado por jpt às 12:54 AM | Comentários (4)
julho 02, 2004
Semana dos 40 anos.

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
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José Cabral [foto] / Xutos 
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Assim que me interessa tudo o resto?
E depois logo se vê!
Publicado por jpt às 03:00 AM | Comentários (28)
julho 01, 2004
Antes































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Pois Heráclito diz: "Tudo flui (panta rei), nada persiste, nem permanece o mesmo". E Platão ainda diz de Heráclito: "Ele compara as coisas com a corrente de um rio - que não se pode entrar duas vezes na mesma corrente";






Publicado por jpt às 10:30 PM | Comentários (13)
junho 28, 2004
A idade não perdoa

Envelheceu, e muito mal.
Publicado por jpt às 02:23 AM
junho 19, 2004
Alma de vinil,

tempo do vinil, esse de casa da mana que eu, tão novo, novinho, ainda nem o tinha.
Tanta canção
"olha a voz que me resta...por favor, deixa em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa..." (Gota d' água)
e, quando era eu menino, tanto estranhava o saber ele tão bem escrever como mulher. Para, afinal, crescer a saber que é assim mesmo, que não há diferença. Dessas...
Tanta canção
deixo aqui duas das tantas letras da minha vida. Da minha alma de vinil. Riscada até...
Com açúcar, com afeto
(1966)
Com açúcar, com afeto
Fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa
Qual o quê
Com seu terno mais bonito
Você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é operário
Vai em busca do salário
Pra poder me sustentar
Qual o quê
No caminho da oficina
Há um bar em cada esquina
Pra você comemorar
Sei lá o quê
Sei que alguém vai sentar junto
Você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias
De quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo
Sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa
Você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão
Qual o quê
Diz pra eu não ficar sentida
Diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado
Maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer
Qual o quê
Logo vou esquentar seu prato
Dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você

Bom conselho
(1972)
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Publicado por jpt às 09:30 PM | Comentários (6)
junho 09, 2004

Acho muito porreiro que os Xutos tenham comendas da Ordem de Mérito.

Acho é que lhas deviam entregar no 1º de Agosto.
E, ainda que as visitas habituais já o saibam, o telhado desta machamba está concluído. Quando me fartar deixo-a assim. E vou para norte.
Publicado por jpt às 02:02 AM | Comentários (6)
junho 07, 2004
Dia D


O meu super-herói.
Publicado por jpt às 01:21 PM | Comentários (6)
junho 06, 2004
Fim de semana de gripe
Há coisas que não envelhecem

e outras mesmo imortais

Publicado por jpt às 09:56 PM | Comentários (3)
maio 21, 2004
Tecto de blog (ant.)

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo do mar
ja sem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.
E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...
-------------------------------------
José Cabral [foto] / Xutos 
Publicado por jpt às 04:00 AM | Comentários (11)
maio 19, 2004
Encruzilhada de assuntos

Publicado por jpt às 05:27 PM
maio 18, 2004
"Quando o telefone toca II"
Acerca do apontamento anterior a Ana do A Verdade da Mentira acaba de deixar um comentário bem mais eloquente do que o meu pobre textito e até, pelo menos para mim, comovente. Não resisto a trazê-lo para as letras maiores. Agradecendo-lhe:
Aquilo (o "Quando o Telefone Toca") funcionava mais ou menos assim:
«Boa-noite. É o senhor Matos Maia?»
«Sou sim, muito boa-noite, pode dizer a frase?»
«A Farinha Predilecta, dá saúde ao avô e à neta. Posso dizer o meu nome?»
«Faça favor.»
«Sou a Maria da Conceição, da Aldeia Nova. O disco que queria ouvir é o António Mourão em “Ó tempo volta para trás”. Se não tiver pode ser um qualquer do António Calvário.»
«Tenho sim, Maria da Conceição, muito boa noite e muito obrigado.»
[Adorei este regresso à "Farinha Predilecta" que tinha esquecido. Ainda que continue fiel ao espantoso (e mui atrevido para a altura) "Vá à Meca"]
Publicado por jpt às 05:38 PM | Comentários (2)
"Quando o telefone toca"
Acabo de receber email de um amigo pedindo que inaugure no Ma-Schamba uma rubrica: "Quando o telefone toca".
Qualquer velho da nossa idade se lembra do extraordinário programa (Rádio Clube Português? Emissora Nacional?), lendário mesmo. Consistia, para incauto jovem aqui aportado, no seguinte: telefona o ouvinte, diz a frase publicitária do dia, pede que uma música particular seja tocada. Quase sempre pedia "posso dizer o meu nome?" e por vezes, lembro, começava por aí e deixava até ao critério do locutor a escolha do "single" a tocar.
Pois o meu afilhado propõe que avance eu com a rubrica, pede aliás uma música, ainda que lamentando não saber a frase. Fica pois sabendo que a frase será a saudosa e celebérrima "Vá à Meca!".
A música pedida foi o hit dançante "Então que achas do Mundial-2010 na África do Sul?". "Pois...", respondo locutor, "essa música não temos" (ah, era muito costume). "Mas temos uma do mesmo cantor", "ai é?, então pode ser", claro que responde o enervado popular (que isto de estar na rádio é coisa séria, mesmo que em diferido).
Então lá vai, um slow:
"Se o Mandela ficou contente então está bem, que o homem merece tudo".
Publicado por jpt às 05:30 PM | Comentários (2)
maio 16, 2004
Prever o futuro

Prever (e até planear) o futuro é um desejo de quase todos, metafísicos, filósofos ou cientistas (a acreditar nesta tripartição). Desejo que de tão inalcançado se vai traduzindo em impossibilidade.
Prova que é possível antever e que se o pode fazer de modo acurado e belissimo é este livro: Bilal e Christin em 1983, a perceberem que tudo ia mudar.

Publicado por jpt às 02:00 PM | Comentários (2)
maio 11, 2004
Já que me caíu da parede

Publicado por jpt às 04:21 PM | Comentários (1)
Ídolo

Leio que fez ontem 20 anos! Agostinho foi meu ídolo, puto de jogar à carica, dezenas delas com as camisolas dos ciclistas, paciência de menino não há dúvida. Puto de ir comprar "A Bola" (a sagrada, a do Miranda, Farinha, Pinhão, Santos e esses, não o asco clubístico em que se veio a tornar por "razões de mercado"), ainda aquela da tinta que se soltava, para saber as suas aventuras lá pelo Tourmalet e isso, uma Bola que ninguém lá em casa alguma vez leu para além de mim. Achavam piada, era isso, um puto na primária a ler o jornal.
Agostinho, percebi-o mais tarde, ídolo de um país tão mais pequeno do que o é hoje, onde ninguém vibrará por nenhum atleta "lá fora" como se vibrou por ele, campónio feito gigante lá nas franças então tão longínquas, terra do sucesso miragem de então. Meu ídolo, ídolo de um povo que já nem há. E que, também ele, terá começado a morrer no mais pungente funeral público de que tenho memória.
Agostinho e Damas, os meus gigantes de menino morreram-se quase novos. Deixando-me um pouco só, ainda hoje.
Publicado por jpt às 02:49 AM | Comentários (1)
maio 08, 2004
Lembrando e usando

Nos trinta anos do 25 de Abril de 74 pouco ou nada se falou do almirante tão presente no processo de garantia da democracia.
O qual hoje aqui invoco, lembrando-lhe ainda as palavras dedicadas à turba frustrada. Porque há limites para a compaixão face aos pobres diabos. E para médio entendedor chegará.
Publicado por jpt às 02:06 AM | Comentários (6)
abril 10, 2004
já agora (para os mais novos)
YOU CAN’T ALWAYS GET WHAT YOU WANT
I saw her today at the reception
A glass of wine in her hand
I knew she would meet her connection
At her feet was her footloose man
No, you can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometime you find
You get what you need
We went down to the demonstration
To get your fair share of abuse
Singing, "We're gonna vent our frustration
If we don't we're gonna blow a 50-amp fuse"
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes well you just might find
You get what you need
I went down to the Chelsea drugstore
To get your prescription filled
I was standing in line with Mr. Jimmy
And man, did he look pretty ill
We decided that we would have a soda
My favorite flavor, cherry red
I sung my song to Mr. Jimmy
Yeah, and he said one word to me, and that was "dead"
I said to him
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You get what you need
You get what you need--yeah, oh baby
I saw her today at the reception
In her glass was a bleeding man
She was practiced at the art of deception
Well I could tell by her blood-stained hands
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You just might find
You get what you need
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You just might find
You get what you need
Publicado por jpt às 12:22 AM | Comentários (2)
abril 09, 2004
Máquinas do tempo
Anteontem à noite zapping e "Rocky Horror Show". Ixe...
Hoje à noite blog-in, blog-out com Love You Live...
Veeelho!
Publicado por jpt às 11:53 PM
abril 08, 2004
Diário de Pai-Mãe 3

30 anos depois Wacki Races continuam a ser incríveis.
E o Muttley um ícone!

Publicado por jpt às 02:19 AM | Comentários (1)
março 28, 2004
Raguebi
Já que falei de raguebi gostaria de lembrar um ponto. Há muitos anos, por ocasião da Taça do Mundo de 1991 ou de 1995, João Paulo Bessa publicou no Público os melhores textos sobre desporto que li. Neles procurava explicar o jogo, e todas as suas etapas, através de uma analogia com uma batalha medieval.
Infelizmente não os guardei. Um dia encontrei-o algures e tive a desfaçatez de meter conversa para lhe dizer isto que acima escrevo, e pedir-lhe que os republicasse de alguma forma. Penso que nunca aconteceu. Se algum leitor os tiver ou conhecer bem que podia invadir os meus "comments".
Ontem Portugal teve uma vitória retumbante e inédita neste desporto. (Quem a imaginaria, há alguns anos?). Uma boa maneira de a comemorar seria a reapresentação daquele belissimo tratado. Ou será pedir demais ao Publico?
Publicado por jpt às 10:57 AM | Comentários (2)
Arenga sobre Hinos (e até sobre a Europa)
Aprendi o hino nacional na escola primária. Trinta anos depois ainda me lembro das invectivas da professora sempre repisando que não se devia gritar no verso "às armas" mas sim no final "marchar, marchar". Desde então cantei o hino meia dúzia de vezes, sempre a plenos pulmões. E sempre no futebol. Não sei a letra de cor, só a consigo reviver em grupo. E muito possivelmente será essa a sua missão, ser cantada, revivida em grupo.
Sei que é ela uma sobrevivência. Algo muito datado e quixotesco, ainda que se tenha (avisadamente) substítuido os "bretões" inimigos por idênticos "canhões". Há anos Alçada Baptista propôs a sua substituição, o que lhe causou a perda da tença estatutária. Tinha ele toda a razão objectiva. E nenhuma razão subjectiva.
No hino nacional não interessa verdadeiramente o que se está a cantar. Interessa sim cantar. Um símbolo aglutinador. que vale outra coisa do que é. (Um caso em que o real, a canção, é mera aparência).
[Lembro-me de ser adolescente rebelde e desrespeitador de tudo o que me impingiam. Um imbecil, em suma, ainda que carregado de acne e medos. Certo dia fui à festa do jornal Avante, não me lembro se isto se passou no ano do Chico Buarque ou dos Dexys Midnight Runners. Mas lembro-me que apesar de ser tão atrevido ter ficado completamente escandalizado: houve um discurso antes do espectáculo e cantaram o hino. E os assistentes cantavam-no de punho no ar, uma violação clara do sentido que julgava (e julgo) devida à infausta canção mas orgulhoso hino.]
A propósito de quê, esta conversa? Pois hoje a TV5 transmitiu em diferido o França-Inglaterra do torneio das 6 nações (raguebi, claro). Eu, e desde que Gales não esteja em campo, torço pela Inglaterra: Gales, pois lembro-me do Barry Jones (mal, é certo), mas muito bem do seu sucessor Phil Bennet; do Gareth Edwards; do John Williams, do JJ Williams, do Gerald Davies, do Fenwick. É óbvio, era miúdo demais para perceber o jogo dos avançados, não me lembro deles. Mas todos eles fizeram-me um bocadinho galês, durante essa década de 70.
Mas se eles não estiverem é a Inglaterra. (O que eu torci há uns meses, manhã de sábado ao calor da praia em Pemba, durante a final da Taça do Mundo. Ainda para mais ao meu lado uma galesa, doente de rivalidade a torcer pelos australianos...)
Daí que hoje sentei-me. As equipas perfilaram-se e eu também, no sofá. Pronto para, português, ateu e republicano fundamentalista, respeitar e sentir o ansiado "God Save the Queen", ali a anteceder a Marselhesa hino dos pavões.
Mas fico estupefacto, a banda avança com Beethoven. "Que raio é isto?" ainda me perguntei para logo aparecer um plano aéreo com a bandeira da UE lá posta à frente dos jogadores: o hino da Europa, lamento-me eu, desalentado.
Que monstruoso ridículo. Que artificialidade ridícula. Ali a fingir-se símbolo de uma identidade comum. Como se não fosse o próprio torneio muito mais do que o torneio. Ele próprio o símbolo, já secular, dessa identidade comum, vivida, lembrada, reforçada, no embate anual.
Que coisa burocático-politiqueira, aquele Beethoven ali postado.
Depois, depois, os ingleses cantaram (com tudo o que tinham dentro deles) o seu hino. E foram para o jogo levar uma sova.
Eu entretanto fui jantar, nem vi. Mal-disposto.
Publicado por jpt às 03:43 AM | Comentários (1)
fevereiro 27, 2004
A Paixão segundo Mel Gibson

Na Paixão de Mel Gibson a Monica Belucci protagoniza.
E como se pode polemizar quando a Belucci está?
Quando tal acontece haverá algo mais sob o firmamento?
Publicado por jpt às 01:02 PM
janeiro 26, 2004
A Anita e o Sexismo
Este Natal ofereci à minha mais-que-tudo a sua primeira Anita, "No Jardim Zoológico", ainda que ela mal fale (disse hoje "abião").
Primeiro (egoísta) pus-me a ler, e a reviver as maravilhosas recordações daquelas cores, das ilustrações, e de quem me lia tudo aquilo, me encantava (e me dava sumo de groselha).
Segundo (papá) deliciei-me a mostrar todos os animais do Zoo, "o Gato" (é leão, mas há gato em casa), "a Girafa", "o Urso", "a Zebra", e os outros, e a animar todos eles com os bonecos correspondentes que por cá abundam - e a miúda a apontar um homem gordo diante de uma jaula, e a gritar feliz "papá, papá!!" e o meu ego, enfim, o meu ego coitado...
Terceiro (motorista) pus o carro na revisão, para irmos rápido ao Kruger avivar os bichos todos.
Mas, passo atrás, volto ao Natal. Ao comprar-lhe o livro trouxe outro, o extraordinário "Anita no Circo", para ofertar à filha de três anos de um casal aqui expatriado que viria partilhar a ceia. Chegada a hora dos presentes e os pais da miúda um bocado engasgados, até desagradados "ah, nunca lemos isso", e a mãe quasi entre-dentes a dizer que já os seus pais achavam aquilo muito reaccionário (e isto há mais de trinta anos), e portanto nunca tal tinha entrado em sua casa. E eu meio-aflito, mais valia ter estado quieto, que não me quero meter na educação de cria alheia. Enfim, foram gentis e à saída lá levaram a peçonha sexista e fascista para casa, não sei que destino lhe deram.
"Pronto, paciência, o que vale é a intenção", ecoava-me a mãe da minha, a acalmar-me os resmungos enquanto levantávamos a mesa da janta, eu para ali num "ele há cada um, é só malucos, que paranóias...". Realmente que triste gente é esta que consegue desgostar da Anita por causa de uns pinduricalhos que lhes meteram na cabeça.
Hoje estou a ver blogs, alguns que nem conhecia, e dou de caras com quem "deteste":http://bde.weblog.com.pt/arquivo/058217.html a Anita, hirsuta a protestar com os tais estereótipos, e ainda com um "desbragado":http://alexandre-monteiro.blogspot.com/2004_01_01_alexandre-monteiro_archive.html#107486657922706510 defender a dita, com uma acidez que corrói a própria Anita.
Não há dúvida: "estes romanos são loucos". Como se existissem coisas para miúdos, e das quais eles gostassem, que não tivessem, fossem, estereótipos. E como se valesse a pena tais protestos com estes feminismos serôdios, cegos ao ridículo e eles-próprios os maiores reprodutores de clichés, por puro fastio, diga-se.
Lembro-me a chatear os meus (óptimos) pais, a querer pistolas. E eles fiéis ao "não dar armas às crianças". E a desistirem, talvez já fartos da minha insistência, talvez por terem percebido que combatia eu com armas emprestadas e a melancolia que isso me causava.
A alegria que eu tive com a minha pistola de fulminantes! Ah, e a minha bisnaga vira-bicos, ainda hoje me aviva lembrá-la. Tais experiências seguindo as luminárias ditas de "esquerda":http://bde.weblog.com.pt/arquivo/058217.html ter-me-iam tornado um assassino em série ou, pelo menos, um militarista exarcebado. Mas não, apenas me tornaram cansável face a estas ininteligências disfarçadas de hermeneutas.
[e falta-me o tempo para aqui lembrar todas as maravilhas da Enid Blyton, Salgari, Os Pequenos Vagabundos, Verne, Karl May, mais os etcs, já para não falar nesse terrível "brincar aos médicos" - mas que gente infeliz]
Publicado por jpt às 06:51 PM
Aqui entre nós...

Ontem pela enésima vez a TCM (re)transmitiu-o.
Aqui entre nós, apesar de tudo continuo a achá-lo irresistível.
Publicado por jpt às 06:46 PM