eXTReMe Tracker
Ma-Schamba: Diário Arquivos

maio 11, 2006

Benfica na Josina Machel

Ia eu ali ao Museu e cruzei-me na rua com Fernando Chalana. Apressei o passo e, clubismos à parte, consegui-lhe dizer da minha imensa saudade de o ver jogar, um no topo dos muito poucos excepcionais. Fiquei contente, ganhei o dia. Só lamento o ter-me envergonhado na altura de pedir a fotografia conjunta.

Entretanto, na rua, centenas de jovens rodeavam jogadores de futebol.

Publicado por jpt às 01:09 PM | Comentários (3) | TrackBack

maio 10, 2006

Antes do talho, do peixe, das bebidas alcoólicas e dos "mimos" do supermercado Luz, eis-me nas compras "de mercearia" da semana, feitas a correr e por isso mesmo incompletas, - e ficam-me lá 3,5 ordenados mínimos nacionais.

É lei da oferta e da procura, os ajustamentos naturais do mercado.

(Dar graças a Algo por estar deste lado? Deste lado do ordenado mínimo?)

3,5 ordenados mínimos nacionais? Deve ser de andar deprimido que me dá para o resmungo? 3,5 ordenados mínimos nacionais? Lei da oferta e da procura? Foda-se, alguma coisa tem que mudar neste mundo. E muita alguma coisa. Lei da oferta e da procura? Sim, praguejo de barriga cheia. Avantajada. Burguesa. Mas lei da oferta e da procura?

Publicado por jpt às 07:21 PM | Comentários (3) | TrackBack

maio 07, 2006

Lerdo

é um tipo que precisa de chegar aos quase-42 para perceber que um bloody mary faz-se com piri-piri e não com mísero tabasco.

Publicado por jpt às 04:16 PM | Comentários (6) | TrackBack

Dia de

Publicado por jpt às 04:09 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 03, 2006

Ainda Política Internacional

Qual Concurso Televisivo:

Refira um boliviano de que tenha conhecimento que não se chame Morales ou Sanchez (Erwin).

Publicado por jpt às 11:51 PM | Comentários (11) | TrackBack

maio 01, 2006

Boémia? Paternidade?

sol1.jpg

sol2.jpg

[Praia de Jangamo, Abril de 2006]

Publicado por jpt às 10:10 PM | Comentários (6) | TrackBack

abril 28, 2006

Por uma economia de clics

Nos próximos dias, por razões lúdicas e profissionais, não poderei actualizar o blog. Abaixo ficou uma enxurrada de entradas, que estavam em mais-ou-menos rascunho. Obrigado pelas visitas. Aos bloguistas de várias latitudes: zanguem-se (sim, o crescimento bloguístico em Moçambique também azeda, deve ser uma lei física. Ou informática). Zanguem-se muito.

Aos bloguistas de grande espírito: Viva o Sporting! O sofrido é risonho. Falo do futuro, claro.

Publicado por jpt às 10:11 AM | Comentários (4) | TrackBack

Princípio de ano, turmas caloiras, coisas parece-que-básicas que se vão transmitindo. Em ambiente desprendido pergunto, a-ver-se-ficou-ou-se-continuamos-por-ali, "então diga-me lá o que entendeu por etnocentrismo". A aluna sorri, patina-se-lhe a voz, arqueiam-se-lhe as sobrancelhas, está visto, sorrio e digo-lhe, amigável, "então, embatucou?". E tranco, nunca tinha notado, foi-me necessária a coincidência para (me) entender, total condensação vocabular do tal etnocentrismo - para exemplo nunca me poderia ter lembrado de melhor. "Em-batucar", mente trancada da gente dos batuques. Armadilha? Rimo-nos todos.

Publicado por jpt às 04:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

Latim

CapaLocke1.jpg

É óptima a existência destas edições populares dos clássicos. São relativamente baratas, acessíveis à compra (encontram-se, são distribuídas). E assim permitem aos populares ler tamanhas palavras. E, mais do que tudo, recomendarem-nas, emprestarem-nas, recortarem-nas e assim passá-las aos populares mais novos.

Têm defeitos nas notas de rodapé? Referências bibliográficas incompletas? Notações exóticas? Citações incompletas? Revisões parece-que-inexistentes? Terão, mas é por isso que são populares. Letra pequenina e lombada frágil? Sim, mas são populares.

O que me irrita são as não-traduções. Não é a primeira vez que aqui venho com latinices semelhantes. Não consigo entender a inexistência de tradução (que seja entre parêntesis, que seja em rodapé, até mesmo no fim do livro) das citações em latim. Durante muito tempo pensei que fosse sinal de distinção. Género quem aqui vem (o aqui são as ilustres colecções) tem que saber latim (e alemão, também sofre do mesmo mal). Pensei assim bastante tempo, chapéu na mão, respeitoso e humilde diante do saber de quem edita ou traduz tão grandes pensadores. Ainda que paradoxo, então as colecções populares não serão para nós, populares? Já letrados no hoje-em-dia do progresso mas não em latim (ou, repito, em alemão)? Mas enfim, de paradoxos está o mundo cheio. Ainda assim isto irrita-me, e cada vez mais.

Como mero exemplo, nesta "Carta Sobre a Tolerância" as duas siglas, bem significantes, que integraram a edição original, anónima, surgem

CapaCartaLocke.jpg

pelo menos 3 vezes, nas introduções e no texto. Em nenhuma delas são traduzidas, tal como várias outras citações. Porquê? Nós, populares, não podemos saber o conteúdo exacto e total do livro? Há dimensões que serão só para iniciados?

Repito, isto é mania geral, não apenas neste livro. Tradutores altaneiros? Editores elitistas? Vice-versa?

Talvez não. Pois estas são traduções de edições traduzidas. E quando nessas edições base (normalmente em francês) algum excerto em latim foi traduzido também aqui o surge em português. Portanto a imperscrutabilidade do latim não é um dogma (aliás neste caso está-se a traduzir um original latim, mas enfim). E na única tradução do latim para português (ainda que mediado pela tal tradução francesa, ainda assim) em todo o livro o jeito é este:

"Não tinha ele tomado como divisa o pensamento atribuído a Santo Agostinho: In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnibus caritas" (na necessária unidade, na dúvida liberdade, em todas as coisas caridade)" [meu sublinhado]. [versão wikipedia, para quem tiver curiosidade]

Confirme-se. É um pequeno erro (ainda que invalide uma ideia). Até pode ser de revisão. Mas denota bem, o restante latim deste(s) livro(s) não é traduzido porque é desconhecido. E não se solicita trabalho complementar. O latim a seco não é sinal de distinção. Afinal somos todos populares, posso entrar. E ponho o chapéu na cabeça.

Mas e os mais-novos, como lhes traduzir as latinices avulsas? E, principalmente, como não os deixar assustar diantes dos excertos (quase)incompreensíveis?

[John Locke, Carta Sobre a Tolerância, Edições 70, 1996, (tradução de João da Silva Gama, revista por Artur Morão)]

Publicado por jpt às 04:02 AM | Comentários (9) | TrackBack

abril 27, 2006

vida

KH.jpg


Está bem assim?

Publicado por jpt às 07:56 AM | Comentários (7) | TrackBack

abril 24, 2006

Insensibilidade, preconceitos e exclusão.

De quando em vez tenho aqui abordado (e em algumas caixas de comentários alheias) a insensibilidade de bloguistas e outros escribas para com causas justas e necessárias. Insensibilidade talvez inconsciente. Mas sempre preconceituosa, com a constante utilização de conceitos, linguagens e quantas vezes imagens que reproduzem os preconceitos e a exclusão que lhes está associada. E nessa irreflexão, nessa linguagem poluída, nesses actos até vis, se vão reproduzindo práticas discriminatórias e silêncios dilacerantes. Acima de tudo estes silêncios, causas e motores de práticas de exclusão. Produtoras de miséria. Sem exagero, assassinas.

Sei que a denúncia de tais práticas (mesmo que apenas verbais) se torna fastidiosa para os "distraídos", até um ónus sobre quem se recusa a calar a indignação. Mas há momentos em que se torna imperioso exigir contenção. Se os preconceitos não desfalecem ao menos que se exija o pudor na sua expressão. É o que me ocorre hoje olhando o bloguismo luso: que dizer quando até um blog aparentemente responsável como o Bloguítica brinca com esta imagem assim desmerecendo, elidindo, o sofrimento de tantos, apagando a memória da doença do século, a urgência do combate. Apenas porque os sofredores são pobres? Porque não são europeus?

Publicado por jpt às 11:10 PM | Comentários (18) | TrackBack

abril 21, 2006

Parabéns (e obrigado)

nos.jpg

[Montes Claros, 1965]

Publicado por jpt às 12:25 PM | Comentários (4) | TrackBack

nightiguana.jpg

Gente sã, para variar [TCM, madrugada].

Publicado por jpt às 01:44 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 20, 2006

Casa Portuguesa

CasaPortuguesa.jpg


O restaurante "Casa Portuguesa" em Malelane (Páscoa 2006). Onde se pode ouvir o mais puro pimba olhando o Kruger da varanda. Muito recomendável.

Publicado por jpt às 07:10 PM | Comentários (4) | TrackBack

abril 18, 2006

Incomunicação

Não é defeito, não é erro, é característica de quando falamos. Vamos percebendo-nos por aproximações. E isto do bloguismo é escola disso, e ainda por cima conversa sem tom de voz, entoação e mímica. Aos textos que botamos julgamo-los cristalinos mas logo nos avisam (comentam, contra-postam) não o serem. Aos textos que lemos julgamo-los apreendidos mas logo nos berram a nossa iliteracia. Imbecilidade até.

Boto uma paisagem de um fim-de-semana e vem um leitor berrar "racista". Brinco, explicita e suavemente julgava eu, num blog conhecido e o postador vocifera impropérios (e de que maneira). Boto um desagrado e berra o gajo ao lado. Duvido face a grã-blog favorito e passo a saber que há coisas que não se discutem.

Está a sala torta? Ou danço eu muito mal? Deixo-me de manias (de perseguição), claro. Pois com tanta coisa seguida é óbvio, é o requebro daqui que não tem enleio. Abandono o diálogo intra-bloguístico. Pelo menos até aprender o como. Se o conseguir.

Publicado por jpt às 02:14 AM | Comentários (9) | TrackBack

abril 17, 2006

Liberdade

Esta Induzida consciência/memória da mediocridade própria é libertadora. Rejuvenescedora. E vai daqui sem pingo de ironia.

Publicado por jpt às 12:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

abril 15, 2006

Boa Páscoa.

Publicado por jpt às 11:09 PM | Comentários (3) | TrackBack

abril 14, 2006

O fim do Jpt?

A médica-espelho, gente amiga ainda para mais, implacável no diagnóstico: má postura, excesso de peso, falta de exercício. Esbroando-me compreendo esta execução moral: arrogância, vacuidade, irreflexão.

O jpt fenece.

Publicado por jpt às 12:54 AM | Comentários (9) | TrackBack

abril 12, 2006

Radiculite

A idade, o mau-uso, a má-qualidade, subitamente associados, impedem qualquer coisa para além de serviços minímos obrigatórios, obviamente exo-maschambeiros. Quando lá mais para o desempenado o geronte maschambeiro voltará.

Publicado por jpt às 08:08 AM | Comentários (17) | TrackBack

abril 08, 2006

Pode alguém ser quem não é?

perguntava o cantor. E eu aqui no entre-blogs, de clic em link, de link em clic, a cair em alguém execrável. Ra-di-cal-men-te execrável, no tanto do impronunciável, até para além do não-vale-a-pena. E ali está o tal alguém, no fruir e partilhar do belo (do belo que acha, claro). Estaco, estupefacto, sorriso é certo, mas triste é-me este.

Descrente? Pode alguém ser quem não é?

Publicado por jpt às 03:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

abril 07, 2006

Troca-lhe a religião, muda-lhe a época do ano, retira-lhe o nacionalismo, assegura-te nada ficcionado: pura azelhice. Boçalismo a céu fechado, até.

Publicado por jpt às 01:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 03, 2006

Objecção de consciência

Sobre literatura todos opinam, e fazem muito bem, que é bom falar sobre livros. Até a mim me dá para isso, e estou a hiperligar-me com conexão ao que aqui abaixo virá. Em Portugal agora grande discussão sobre a escritora Margarida Rebelo Pinto, a cuja "não é literatura" acusam.

"Gostas / O que é que achas da Rebelo Pinto?" estou farto de ser perguntado. "Gostas/O que é já lestes do Paulo Coelho?" ainda em jantar da semana passada. "Não sei, não li" respondo, mas ainda assim querem-me a opinar. Mas "Sei lá!". O que sei é que estou absolutamente farto dos admiradores de Musil, Célan, Nabokov e quejandos, tão lestos contra Coelhos e Pintos em sempre "...também não li. Mas não gosto. Aquilo não é literatura". Sem rodeios, quem não leu e não gosta é um retinto imbecil. Quem não leu e jura que não é literatura é bis-idem. Está o mundo cheio disso. Principalmente o mundo dos literatos.

Coisas de estratégias de distinção social. Não só o pavonear das leituras (ou das "releituras dos clássicos", como fulminava Calvino) como signo e como modo de ascensão social (ai, e então o blog que jeito dá para tudo isto). Mas muito mais do que isso, até porque se lê pouco e portanto há pouco para pavonear, o vetar leituras. "Há coisas que não são para ler" como modo de ascensão social.

Algo diferente, mas ainda mais vácuo, é o "denuncionismo". E pior quando se quer assente em estatuto científico, escolar, um toca a denunciar as práticas sociais alheias. O consumo da "não literatura" p.ex., coisa a afixar como menor, coisa de "povo" porventura. Ou decerto. Isto é, se "cientificamente", nulo.

O que é a "literatura"? Coisa a definir por um antropólogo da cultura, ou quejando? Ou "coisa honesta", transpirada/inspirada, no bem moralismo burguesote? Ou, mais do que tudo, por que é que as pessoas hão-de ler literatura (ou só literatura)? Nessa criteriosa falsa cientificidade quem vetar? V. já leu todo o Homero, todo o Heródoto, todo o Tácito (cagão como tantos informo que foram as minhas "releituras" do ano transacto)? Então se não leu como é que anda a ler o Pedro Paixão, o Agualusa ou até mesmo o Crime do Padre Amaro do filme com a gaja boa? Já comparou o Paixão com o Homero? O Eça com o Celine? Não é de vetar os patricios? Não será também sinal de "grande cultura" doméstica? Ascensão (ou manutenção) social? Diga lá, exactamente, onde está a fronteira a partir da qual fica bem ler-se? E mal, se do outro lado?

Gente que come mal (a carne em Lisboa é infecta). Gente que bebe mal (os vinhos estão carissimos e vai-se pelo marketing, pagam caro e bebem mal). Gente que ouve The Corrs, ou um pop dos 70s ou 80s num "há que isto é que eram tempos", um jazz que não passa do jazzy, e uns excertos do "belo canto" como lhe chamam. Gente que bloga sobre os últimos filmes que a lusomundo lhes traz de hollywood. Gente que vive entre-prédios e também nas férias. Gente que não sabe mergulhar, nunca viu o fundo do mar. Gente que vai à bola. Gente que vê televisão. Gente que lê blogs. Gente que entesa com starlettes. E que no meio de tanta "cultura", sem saber que está em práticas culturais, de repente clica e julga ascender-se. Gente que vive no rés-do-chão e em chegando-se a histórias escritas acha que tem que subir a escadaria, sem perceber que é mero acto reflexo. Gente que nisso, e só por isso, define o que é literatura, e "paulo coelho não", "rebelo pinto não".

E, pior do que tudo, muitissimo pior que tudo, gente das "ciências sociais", alcandorando-se nas "ciências sociais" para denunciar práticas culturais, indignificando-as. Deixemo-nos de coisas, se o resto é trampolim isto é lixo. Sei lá? Nada!! Sei bem, "não há coincidências".

Objecção de consciência. Já!

Agora vou ali ler o Record, que chegou de Lisboa. Acompanhado de cerveja e amendoim. Que eu vivo no rés-do-chão, durmo no 1º andar e leio no 2º. Mas a esplanada é térrea. Literalmente, que não há aqui metáfora de literatice.

Publicado por jpt às 01:53 PM | Comentários (92) | TrackBack

março 31, 2006

Um tipo às vezes esquece

Se sentir quelque peu romain
Mais au temps de la décadence
Gratter sa mémoire à deux mains
Ne plus parler qu'à son silence
Et
Ne plus vouloir se faire aimer
Pour cause de trop peu d'importance
Etre désespéré
Mais avec élégance

Sentir la pente plus glissante
Qu'au temps où le corps étais mince
Lire dans les yeus de ravissantes
Que cinquante ans c'est la province
Et
Brûler sa jeunesse mourante
Mais faire celui qui s'en dispense
Etre désespéré
Mais avec élégance

Sortir pour traverser des bars
Où l'on est chaque fois le plus vieux
Y éclabousser de pourboires
Quelques barmans silencieux
Et
Grignoter des banalités
Avec des vieilles en puissance
Etre désespéré
Mais avec élégance

Savoir qu'on a toujours eu peur
Savoir son poids de lâcheté
Pouvoir se passer de bonheur
Savoir ne plus se pardonner
Et
N'avoir plus grand chose á rêver
Mais écouter son coeur qui danse
Etre désespéré
Mais avec espérance.

[Avec Élégance, Jaques Brel]

Publicado por jpt às 01:59 PM | Comentários (5) | TrackBack

março 27, 2006

4 Esses ao café da manhã

CIMG3076.jpg

[Sopa, Sónia Sultuane, Saúte, café dominical à (neo)Baixa de Maputo]

Publicado por jpt às 05:25 PM | Comentários (1) | TrackBack

"Gostos não se discutem",

diz-se. Mas discutem-se, pode é não valer a pena.

"São as paixões naturais"?, indiscutíveis? Não. Discutem-se. Pode-se é não querer discutir. Só isso. Tudo isso.

Publicado por jpt às 01:48 PM | Comentários (2) | TrackBack

março 24, 2006

Relativismo cultural

Clareza de raciocínio?. Só assim.

Em muitos locais se lê e ouve argumentar contra o relativismo cultural. Mero dogma, por vezes, crença no(s) absoluto(s). Mera estratégia política, noutros casos, de afirmação de relativos próprios como se absolutos, "o relativismo é falso porque o meu relativo tem validade absoluta". Pois ...

torna-se óbvio que a adesão (agora também se diz "aderência") a determinadas crenças, símbolos, valores influenciam, estruturam o mundo que vemos, ouvimos, sentimos. Como o vemos seja como o interpretamos. Como lhe traçamos causas e efeitos. Aos indivíduos essa adesão (a tal neo-"aderência") molda o entendimento topológico. As percepções físicas. As concepções de estático e dinâmico. Estipula o tempo. Delimita a âmbito do normativo. A corporização do legal. Enfim, a adesão (agora também se diz "aderência") a uma crença, a um grupo, estrutura-nos o espaço e o tempo, causas e efeitos. Corporiza a verdade. A cada grupo a sua verdade. Absoluta.

Eu e as minhas circunstâncias, medida do tudo?. Como não?

Publicado por jpt às 12:46 PM | Comentários (3) | TrackBack

março 21, 2006

Totem

CIMG1049.jpg

["vulgar lagartixa" no escritório]

Publicado por jpt às 07:18 AM | Comentários (9) | TrackBack

março 20, 2006

1 filha.

Publicado por jpt às 01:41 AM | Comentários (10) | TrackBack

março 18, 2006

[Para o HMBF]

B0001XAPWE.01._SCLZZZZZZZ_

No quase-madrugada um tipo apanha isto em andamento, vê sem saber o que é. E, muito honestamente, começa é a sentir-se mal do pulmonar.

Publicado por jpt às 05:47 PM | Comentários (1) | TrackBack

março 16, 2006

Grande momento

O cromo do Manafá.

Publicado por jpt às 11:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

março 13, 2006

Javalis no Jardim

CIMG3064.jpg

CIMG3059.jpg

Ela: papá!!! papá!!!
Papá: São javalis...
Ela: é o pai.
Papá: é o pai. e são os filhos, e aquela é a mãe.

(deve ser por estas que o ma-schamba vai a blog feminino)

Publicado por jpt às 05:48 PM | Comentários (2) | TrackBack

Vamos lá ver se me safo 5

Olá, boa noite, eu chamo-me José Flávio e tenho um problema. Grave.

Publicado por jpt às 12:03 AM | Comentários (2) | TrackBack

março 12, 2006

Vamos lá ver se me safo 4

Ontem: 21

Publicado por jpt às 06:32 PM | Comentários (0) | TrackBack

março 10, 2006

Vamos lá ver se me safo 3

[alterado de madrugada]

Hoje: 15

Publicado por jpt às 11:59 PM | Comentários (2) | TrackBack

Quem / quando (se) reedita O Bosque Proibido?

Publicado por jpt às 12:45 PM | Comentários (0) | TrackBack

março 09, 2006

Vamos lá ver se me safo 2

Hoje: +/- 23

Publicado por jpt às 11:59 PM | Comentários (0) | TrackBack

março 08, 2006

Vamos lá ver se me safo 1

Hoje: +/- 23

Publicado por jpt às 11:59 PM | Comentários (1) | TrackBack

Uma bloguista que ascende a mãe: Felicidades, vizinha.

Publicado por jpt às 01:01 PM | Comentários (2) | TrackBack

março 07, 2006

O sim dia-a-dia

20050714-american-cockroach%5B1%5D.jpg

Sim, tem sido de luta. Até uns fins-de-semana de ausência para guerra química, de uma luta sem quartel, vero genocídio. Algumas batalhas ganhas e agora o império PT (pimentel teixeira) com soberba (apenas algumas minorias irrequietas nas longínquas fronteiras, essas primitivas ruralidades do jardim). Mas, político consciente da imperenidade do poder, sei bem: o mundo é dos insectos. E nós dos vermes.

[Imagem cooptada no Combustões]

Publicado por jpt às 11:00 PM | Comentários (3) | TrackBack

O Mural de Bento Mukezwane e Ciro Pereira

MuralMukezwane.jpg

afinal ficou. O ar condicionado acabou por não ser instalado. In extremis, intervenção de quem de direito. Está lá um buraco, o destinado ao tubo. Mas reparável. Trabalho para Ciro.

Publicado por jpt às 06:18 PM | Comentários (2) | TrackBack

O não dia-a-dia

O mural de Bento Mukezwane e Ciro Pereira (1998) no campus da UEM escavacado para se instalar um ar condicionado. Não é só um mural. É o único que Bento pintou, antes do estúpido cancro o matar tão novo. Para um ar condicionado?

Publicado por jpt às 12:46 PM | Comentários (1) | TrackBack

março 05, 2006

Brokeback Madam

me003078.gif

O genial Madam & Eve.

Publicado por jpt às 10:42 PM | Comentários (2) | TrackBack

Vi-a

jlbrokenflowers1.jpg

e 30 anos depois estou na mesma.

Publicado por jpt às 10:23 PM | Comentários (3) | TrackBack

Visto, de Patricia Highsmith

Paff1843876697.jpg

Ripley.

de

woody-serious-portrait.jpg

Patricia Highsmith.

Não vai mal, ainda que prefira a versão em livro, menos straight e viril. Mas os bons livros (excelentes neste caso) nunca se transformam bem.

Publicado por jpt às 09:54 PM | Comentários (0) | TrackBack

março 01, 2006

Lição de português

Eles a saírem de casa, manhãzinha, para a escola:

Papá (ao volante): hoje sonhaste com alguém?
Carolina: não ... sonhei sozinha.
Papá [oops]: tá bem, tá bem ... (e sonhaste o quê?
Carolina: coisas de princesas)

[texto não hermético dedicado ao pai babado Prudêncio Pacheco]

Publicado por jpt às 07:45 PM | Comentários (6) | TrackBack

fevereiro 23, 2006

Tremor de terra

Coisa de bloguismo, isto de fazer relações, não tanto de amizade, mais serão blogoamizades. Gente que nunca vimos, nunca ouvimos. E que, muito provavelmente, nunca veremos nem ouviremos. Mas que estamos aí. Obrigado a quem emailou (e "commentou") o seu cuidado no hoje de madrugada, até surpreendendo-me, sempre surpreendendo-me com as redes que se vão blogando. E, out-blog, obrigado aos smsaram / telefonaram, ainda que às 2 da manhã (hora de computador, não tenho que me queixar).

Passou-se nada.* Felizmente. Humores do rift valley?

*Escrevi ainda desconhecia notícia de pelo menos dois mortos. Passou-se muito, portanto. Felizmente não mais. Mas já muito.

Publicado por jpt às 09:39 AM | Comentários (11) | TrackBack

Insensibilidade é ...

saber por SMS do tremor de terra em Maputo.

Publicado por jpt às 01:28 AM | Comentários (7) | TrackBack

fevereiro 19, 2006

19 de Fevereiro

AF: o douto disse-me "esse tipo não volta a maputo".

(tu lês o ma-schamba?)

Publicado por jpt às 10:44 PM | Comentários (0) | TrackBack

19 de Fevereiro

9 anos aqui.

(Margarida L., tu lês o ma-schamba?)

Publicado por jpt às 10:42 PM | Comentários (0) | TrackBack

Sexta-feira um pouco especial

kok e jorge.jpg

kok.jpg

CIMG3012.jpg


[Chez Rangel, estação CFM, 17.2.2006]

Pois.

Publicado por jpt às 12:26 AM | Comentários (6) | TrackBack

fevereiro 08, 2006

Questionário de Verão

Vai-se acabando o Verão, a célebre blogo-silly season. E é por isso que o ressuscitado O PreDatado me atira uma dessas habituais correntes blogosféricas (que equivalem às correntes de (auto-)ajuda emailísticas). Mas como o homem blogorressuscitou, gosta do Lenny e, fundamentalmente, me dá um pretexto para um "post" sem ter que o inventar, aqui seguem as respostas (conjunturais, claro):

Quatro empregos que já tive na vida:

1. operário fabril.
2. professor de liceu.
3. investigador.
4. professor universitário.

Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:

1. Unforgiven, de Clint Eastwood.
2. O Leão da Estrela, de Arthur Duarte.
3. Siegfried, de Fritz Lang.
4. Apocalypse Now, de F. F. Coppola.

Quatro sítios onde vivi:

1. Lisboa.
2. East London.
3. N'ropa.
4. Maputo.

Quatro séries televisivas que não perco (perdia):

1. Os Pequenos Vagabundos.
2. Eu, Claúdio.
3. The Singing Detective.
4. Twin Peaks.


Quatro sítios onde estive de férias:

1. São Martinho do Porto.
2. Alfambras, Aljezur.
3. Magaruque.
4. Tofinho.


Quatro dos meus pratos preferidos:

1. Jaquinzinhos Fritos com Arroz de Tomate.
2. Bacalhau Cozido com Grão.
3. Peixe-Espada Grelhado.
4. Soufflé de Caranguejo

Quatro Websites que visito diariamente:

Yahoo.
O Jogo.
Kinja.
Blog Ma-Schamba.

Quatro sítios onde gostaria de estar agora:

1983.
1992.
1994.
Namíbia.

[E agora, mero modo de dizer "olá"]
Quatro blogadoras a quem convido a fazer este questionário (se tiverem paciência e gosto)::

Passada;
Azul Cobalto;
Ex-100Nada;
Ecletico.

Quatro blogadores a quem convido a fazer este questionário (idem):

Africanidades;
Pululu;
Sem Destino;
Nkhululeko.

Publicado por jpt às 02:30 PM | Comentários (19) | TrackBack

fevereiro 06, 2006

Uma horita de Kruger, eu e ela

Eu e ela, ali a Malelane, numa horita de Kruger, nada mais. E atrasado, como sempre quando por lá, manhã tardia já, no pico do calor

CIMG2208-1.jpg

e ainda para mais na estação das chuvas

CIMG2195-1.jpg
CIMG2193.jpg

sei que pouco mais que vegetação, e muita, lhe vou mostrar

CIMG2206.jpg

para além de uns passaroucos, pouco visíveis cá de baixo, e

CIMG2207-1.jpg

do sempre "papá !!!, animais ....", "Bambies", esses tão constantes até ao "gazela é árvore, não vale" dos menos dados a estas coisas, mas hoje mais queridos, mesmo no "coitadinho, aquele tem dói-dói"

Mas assim como quem não quer a coisa, distraidamente, no em cima da estrada, dormitando

CIMG2199.jpg

o leão. E ainda, mais à frente, o grande rino, a dar-nos um bom bocado.

CIMG2202.jpg

Uma horita no kruger, eu e ela, não mais. Afinal dia de mais sorte ainda. A seguir Maputo, esperar a mamã.

Publicado por jpt às 02:45 PM | Comentários (3) | TrackBack

Minudências

Mas, tal como referi abaixo, se o cerne de tudo isto é o indivíduo, e nada mais, então são minudências de impacto cosmológico. É um lamento: no correr da tecla nestes últimos "posts" lembro-me que perdi o chapéu de que tanto me orgulhei. Haverá muitos, claro. Mas isso sim, entristece-me. Que quereis, mais importante era ele para a minha dignidade quarentã do que tanto roliço valor que por alhures se agita.

Publicado por jpt às 01:53 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 30, 2006

Guardanapos de Papel (bocadinho)

....

Olham para o céu esses poetas,
poetas, poetas
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas

...

[Guardanapos de Papel, Leo Masliah, versão de Carlos Sandroni, ouvindo-se em Milton Nascimento, Tambores de Minas]

Publicado por jpt às 03:41 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 27, 2006

Há só um sol por aí

Mariamo.jpg

Mariamo, namwina unyolela opatxa [1ª dançarina (+/-)], grupo Anuaril Hassanate; Ilha de Moçambique.

Publicado por jpt às 11:28 PM | Comentários (0) | TrackBack

Cúmulo de Beleza

Lam.jpg

A beleza nas Linhas Aéreas de Moçambique é absolutamente inexcedível.

(fotografia reproduzida da Índico, II Série, nº 34)

E pensar que há tipos que blogam sobre estrelas de cinema ...

Publicado por jpt às 03:32 PM | Comentários (8) | TrackBack

Torre Eiffel

TorreEiffel.jpg

(Ilha de Moçambique, de dentro da casa de Mustafa Juma)

Publicado por jpt às 03:21 PM | Comentários (0) | TrackBack

Valores Civilizacionais

CaliceMedronhoIlha.jpg

Um Medronho de Monchique na Ilha de Moçambique. A honra de encontrar alguém que o trouxe.

Publicado por jpt às 03:02 PM | Comentários (4) | TrackBack

Pequenas fraquezas

Ter que ir à Ilha para poder conhecer (nem é ter, apenas ver ...) este Viagem - Ilha de Moçambique foi coisa amarga. Apesar de lá.

Publicado por jpt às 08:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 26, 2006

Ao blog em Nampula

Nampula, calor. Quente ainda mais da minha directa, antes e durante a estrada até a este cá, refogada no "chapa" suicidário que me carregou, coisas já no para além da minha idade, concedo. E agora 8 horas de espera pela frente, tão quente assim que só na fácil leitura da net que não há livro ou escrita que resista ao sono. E não vai mal, quase duas semanas sem notícias justificam este refúgio de ar condicionado, vinte paus cada meia hora.

Nos blogs célebres novas, novas importantes, coisas engraçadas até. Beto saíu do Sporting (finalmente ... agora só falta o Polga). O meu mesmo Sporting que contratou um tal Koke, mais tralha decerto. E haverá um Benfica-Sporting no fim-de-semana, não me lembrava, já o irei apanhar em Maputo.

Entretanto o Porto tem 50 pontos, o Benfica 20, o Sporting 13. E, já descidos, o Guimarães 8 e o Penafiel 5, apenas.
Comentadores conhecidos, catedráticos, juizes, críticos afamados, ex-praticantes, dizem que a vantagem do Porto é tangencial. Já nem me espanto. Apenas hesito, serão homens a soldo do Veiga ou meros estúpidos? Ainda que afamados. Foda-se, que gente. De que vale lê-los, como crê-los sobre outros algos, se a tamanhos rasteiros se prestam?

Agora, espremido o fel que este regresso ao tugando me causou, vou almoçar ao Sporting de Nampula (o qual até é, pelo menos o ano passado era, explorado por um benfiquista). Gente assim como nós, gente "população", mera "população" nós, nada "estrutura". A fazermos pela vida, gente população, sem os meneios da putice de mordomo.

O Ma-schamba interrompe outra vez. Bastou um pouco de bloguismo para enjoar alhures. Mar alto? Nada ... Apenas constatar que custa tugar. Ele há cada merda nos patrícios.

Como se diria de onde venho: "fecalismo a blog aberto". Que pivete!

Publicado por jpt às 11:26 AM | Comentários (5) | TrackBack

janeiro 15, 2006

Era pré-IPod

Ainda bem que estou de saída

CapaJarret.jpg

que isto está a tocar há uma semana e não desiste. Devem ser saudades. Só pode ser.

Publicado por jpt às 09:13 PM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 13, 2006

Olhares Estrangeiros

CapaOlharesEstrangeiros.jpg

Em Lisboa a exposição Olhares Estrangeiros. Fotografias de Portugal, a colecção da Caixa Geral de Depósitos, germinada na (já tão distante) Europália. Registo que no ano passado também encontrei uma série de exposições fotográficas de estrangeiros sobre Portugal, Magnum. Um interesse geral pelo olhar alheio? Uma angústia enfartada do espelho próprio, viciado já, vicioso? Seja.

Também concordo com Jorge Calado, e não só nas fotografias:

"Quem vê mais e melhor? Quem está dentro e conhece as circunstâncias, ou quem vem de fora sem preconceitos [hum ... descreio eu, jpt] nem - assim se espera - más vontades? O bom-senso aconselharia a confiar no olhar estrangeiro, mais distante e por isso, também, mais independente." (p. 19)

Uma bela exposição. Fotógrafos estrangeiros, entre os quais Ricardo Rangel, representado com dois célebres símbolos do Império ("O Porteiro do Moulin Rouge" e Lavabos) e estrangeirados. Uma boa mescla e uma boa atitude. Entre muitos reproduzo (pobremente, sem o vigor exposto) o Portugal que reconheço. O de sempre.

Cartier-BressonPortugal.jpg

[Henri Cartier-Bresson, Lisboa, 1955]

Publicado por jpt às 02:25 AM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 12, 2006

Sergio Leone (e James Coburn)

LeoneCoburn1.jpg
LeoneCoburn2.jpg

[Sergio Leone, A Fistful of Dynamite]

Publicado por jpt às 09:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 11, 2006

Antropófagos

Em plena Av. de Roma, a estancar diante daquela velha barraca, à esquina do Café Luanda, "Alfarrabista Roma" diz-se. No espreitar lá para dentro dois monos a cobiçarem-me, e eu a tropeçar-me num hesitante "será desta?", um tomo encardernado vermelho rutilante "Lourenço Marques. Xilunguíne. Biografia de uma Cidade", de Alexandre Lobato (115 euros, aviso já), e o fabuloso "Antropófagos" de Henrique Galvão. Deste desde miúdo fui-lhe vendo os livros, e não só o Kurika, mesmo os outros álbuns de África, coisas únicas, entretanto muito justamente partidos de casa de meus pais em direcção aos meus irmãos. Dessas coisas de miúdo às tantas do hoje avanço-me para o livro no "quanto custa esse?". E nisso o vendedor vira displicente num "háá, este é muito caro!!", no arrastar implicitando o "para si!". Eu levo o soco do desprezo, "Filha da puta" não lho digo, apenas resmungo um hipócrita "boa tarde" e vou-me, para a esplanada ler o "Record". "Cabrão, fique com lá com o livro", ainda hei-de amargar com o café.

E sempre poupei os 200 e tal euros.

Publicado por jpt às 02:28 PM | Comentários (6) | TrackBack

janeiro 08, 2006

Pedido de Ajuda

Algum leitor amigo tem um exemplar extra do primeiro dvd da série de animação Tintin que o Público publicou? Está esgotado, e não creio que venha a ser reeditado.

Dão-se alvíssaras, se solicitadas.

Publicado por jpt às 08:32 PM | Comentários (7) | TrackBack

Oitenta Anos

Mae1.jpg
Mae2.jpg
Mae3.jpg

Lido daqui

CapaMae2.jpg
[Escher, 1991]

Publicado por jpt às 05:49 PM | Comentários (1) | TrackBack

Natal de Filho

BolaChourico.jpg
BolaChourico2.jpg

É assim.

Sem nunca ter sido assim, claro

bolaqueijo.jpg

Coisas que se lembram aqui

CapaMae.jpg
[Escher, 1991]

Publicado por jpt às 05:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

Intervalo: a cachupa de Lisboa

A propósito de um texto que aqui coloquei sobre a lendária "cachupa", esse antro de boémios lisboetas, coisa muito séria, alguns leitores têm-me perguntado pela morada do local. Confesso que não sei, e a minha descrição do caminho será sempre tão nebulosa como a mente que até lá me levou. A bem comum poderá alguém aqui indicar morada ou, pelo menos, a descrição do "como lá chegar"?

Publicado por jpt às 03:35 AM | Comentários (4) | TrackBack

dezembro 23, 2005

Nós, a família IPT, vamos à santa terrinha, esperando que a horrorosa TAP não faça o habitual. Se amanhã a TAP fizer excepção ao tratamento de polé que dá aos passageiros destas "linhas de África", gente preta e tuga de segunda, conseguiremos comer o bacalhau (com azeite de oliveira). É muita fé, a chegada está prevista para as 19 horas, e ainda para mais o Portela é um dos aeroportos mais lentos que conheço. Mas pode ser que ... enfim. Bem, pelo menos esperamos chegar a tempo do almoço de domingo, 25. Para o ultimamente habitual na TAP será espantoso. Uma vitória.

Nos próximos tempos o Ma-Schamba fica entregue à minha boa amiga MS, essa que insiste em dizer que "não tem vida para blogs". A MS, além de amiga, é a única mulher que conheço que poderá dizer (se um dia ela e o seu bom homem saírem daqui): "Once I had a garden in Africa", garden mesmo, desses com leões e leopardos passantes, e todo o resto da fauna residente.

Temas e teclas não lhe faltam. Arranja lá um bocado do tempo, não deixes estas machambazitas quase silvestres secarem. Boas festas mulher, e dá abraço meu ao teu homem. E beijos da minha senhora ...

Publicado por jpt às 06:03 PM | Comentários (14) | TrackBack

Ida a Portugal

Quem me dera ser Bateson:

Carolina (madrugada mesmo): Hoje é?

Papá (muito madrugada mesmo): Sexta-feira. Amanhã é?

Carolina: Sábaduuuu!

Papá: E onde vamos amanhã?

Carolina: Portugáál!

Papá: E como vamos para Portugal?

Carolina: Carro?...(sorri)

Papá: Nããão ... como é que vamos?

Carolina: Vamos de avião (sorri, a mão ascendendo) ... ... ... Papá, Portugal é nas nuvens??

Papá: .......... (sorriso até às nuvens)

[Moral: uma filha lusófona, era só o que me faltava]

Publicado por jpt às 05:52 PM | Comentários (2) | TrackBack

BOAS FESTAS, caros machambeiros

Pai Natal Bebendo.gif

E aqui junto história de Natal. Verídica, acontecida com um bloguista que conheço. Em pleno este âmbito chegou-se ele bem atrasado ao jantar de Natal, já eufórico e nos abraços e saudações euforizando toda a família mais alargada. Logo, pudera, se sentou à mesa batendo palmas ao lauto repasto que então se consoava, de acepipe em acepipe chegou-se ao bacalhau, exigível, ali opíparo, bíblico, regou-o abundante e repetidamente com o nectar azeite (de oliveira, como aqui se diz), aguçando o palato a tamanha promessa, e nesse exagero também simbolizando o tanto apreço em ali estar, junto aos queridos. Logo, do fundo da mesa, vigilante como sempre o são elas, a mãe, então quase vencida, cruzou a mesa familiar em voz de sentença, até arrastada de mesmo fastio: "Ó filho!!!, usaste o vinagre!!!".

Boas Festas!!! E cuidado com o galheteiro.

Publicado por jpt às 07:05 AM | Comentários (6) | TrackBack

dezembro 20, 2005

Há dias Filimone Meigos, falando em público, citava um provérbio chinês que apanhei mais ou menos assim:

"A experiência é um pente que só nos oferecem quando somos carecas".

Dedicado (também) ao João Gonçalves.

Publicado por jpt às 08:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 19, 2005

Os perigos letais do SMS

"Amor, preciso tanto de ti. Telefona. bjs.", diz-me o sms recebido de origem desconhecida. Telefono de volta, no aviso que o número é o errado mas também, sei-o, na secreta esperança de um secreto amor. Ela ri-se, atrapalhada, "acho que me enganei", "sim, boas festas" culmino, afável. E suspiro, do alívio, o esgar que teria sido se não fosse eu a abrir a mensagem ...

Publicado por jpt às 12:55 AM | Comentários (7) | TrackBack

all work and no play makes jake a dull boy

Publicado por jpt às 12:40 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 16, 2005

Ela

Penduradas as cortinas e a neura, amanheci (como se diz por aqui) já o sol ia alto. Bafejada por uns 39 graus, andei pela cidade, num jogo de cabra cega, entre a baía e as acácias rubras. Não é possível ficar-se indiferente... Percorrendo pensamentos, veio-me à memória, não uma frase batida, mas o nosso blog. Acho que Isto é coisa para países com muito inverno...

Entre outras coisas, também o Francisco e o Jerónimo me saltaram à estrada. Tudo muito civilizado, tudo muito preparado, tudo muito plástico....(Sem querer ser "old fashion", sinto saudades da autenticidade daqueles primeiros debates!) No entanto, o dom da palavra do Francisco não deixa de me espantar.

De resto, hoje foi um dia bom ("nice") e, jpt, sempre fiz as tais comprinhas...


MS

Publicado por jpt às 06:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 15, 2005

Afinal, nada de compras, como disse ao jpt. Fiquei-me por casa, em coisas de mulher...arrumações, ou seja, neura!!!
Dois anos depois, cumpro uma promessa. Não sei se para ficar.
ms

Publicado por jpt às 04:58 PM | Comentários (3) | TrackBack