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Ma-Schamba: Diário Arquivos

maio 11, 2006

Benfica na Josina Machel

Ia eu ali ao Museu e cruzei-me na rua com Fernando Chalana. Apressei o passo e, clubismos à parte, consegui-lhe dizer da minha imensa saudade de o ver jogar, um no topo dos muito poucos excepcionais. Fiquei contente, ganhei o dia. Só lamento o ter-me envergonhado na altura de pedir a fotografia conjunta.

Entretanto, na rua, centenas de jovens rodeavam jogadores de futebol.

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maio 10, 2006

Antes do talho, do peixe, das bebidas alcoólicas e dos "mimos" do supermercado Luz, eis-me nas compras "de mercearia" da semana, feitas a correr e por isso mesmo incompletas, - e ficam-me lá 3,5 ordenados mínimos nacionais.

É lei da oferta e da procura, os ajustamentos naturais do mercado.

(Dar graças a Algo por estar deste lado? Deste lado do ordenado mínimo?)

3,5 ordenados mínimos nacionais? Deve ser de andar deprimido que me dá para o resmungo? 3,5 ordenados mínimos nacionais? Lei da oferta e da procura? Foda-se, alguma coisa tem que mudar neste mundo. E muita alguma coisa. Lei da oferta e da procura? Sim, praguejo de barriga cheia. Avantajada. Burguesa. Mas lei da oferta e da procura?

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maio 07, 2006

Lerdo

é um tipo que precisa de chegar aos quase-42 para perceber que um bloody mary faz-se com piri-piri e não com mísero tabasco.

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Dia de

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maio 03, 2006

Ainda Política Internacional

Qual Concurso Televisivo:

Refira um boliviano de que tenha conhecimento que não se chame Morales ou Sanchez (Erwin).

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maio 01, 2006

Boémia? Paternidade?

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[Praia de Jangamo, Abril de 2006]

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abril 28, 2006

Por uma economia de clics

Nos próximos dias, por razões lúdicas e profissionais, não poderei actualizar o blog. Abaixo ficou uma enxurrada de entradas, que estavam em mais-ou-menos rascunho. Obrigado pelas visitas. Aos bloguistas de várias latitudes: zanguem-se (sim, o crescimento bloguístico em Moçambique também azeda, deve ser uma lei física. Ou informática). Zanguem-se muito.

Aos bloguistas de grande espírito: Viva o Sporting! O sofrido é risonho. Falo do futuro, claro.

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Princípio de ano, turmas caloiras, coisas parece-que-básicas que se vão transmitindo. Em ambiente desprendido pergunto, a-ver-se-ficou-ou-se-continuamos-por-ali, "então diga-me lá o que entendeu por etnocentrismo". A aluna sorri, patina-se-lhe a voz, arqueiam-se-lhe as sobrancelhas, está visto, sorrio e digo-lhe, amigável, "então, embatucou?". E tranco, nunca tinha notado, foi-me necessária a coincidência para (me) entender, total condensação vocabular do tal etnocentrismo - para exemplo nunca me poderia ter lembrado de melhor. "Em-batucar", mente trancada da gente dos batuques. Armadilha? Rimo-nos todos.

Publicado por jpt às 04:06 AM | Comentários (0) | TrackBack

Latim

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É óptima a existência destas edições populares dos clássicos. São relativamente baratas, acessíveis à compra (encontram-se, são distribuídas). E assim permitem aos populares ler tamanhas palavras. E, mais do que tudo, recomendarem-nas, emprestarem-nas, recortarem-nas e assim passá-las aos populares mais novos.

Têm defeitos nas notas de rodapé? Referências bibliográficas incompletas? Notações exóticas? Citações incompletas? Revisões parece-que-inexistentes? Terão, mas é por isso que são populares. Letra pequenina e lombada frágil? Sim, mas são populares.

O que me irrita são as não-traduções. Não é a primeira vez que aqui venho com latinices semelhantes. Não consigo entender a inexistência de tradução (que seja entre parêntesis, que seja em rodapé, até mesmo no fim do livro) das citações em latim. Durante muito tempo pensei que fosse sinal de distinção. Género quem aqui vem (o aqui são as ilustres colecções) tem que saber latim (e alemão, também sofre do mesmo mal). Pensei assim bastante tempo, chapéu na mão, respeitoso e humilde diante do saber de quem edita ou traduz tão grandes pensadores. Ainda que paradoxo, então as colecções populares não serão para nós, populares? Já letrados no hoje-em-dia do progresso mas não em latim (ou, repito, em alemão)? Mas enfim, de paradoxos está o mundo cheio. Ainda assim isto irrita-me, e cada vez mais.

Como mero exemplo, nesta "Carta Sobre a Tolerância" as duas siglas, bem significantes, que integraram a edição original, anónima, surgem

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pelo menos 3 vezes, nas introduções e no texto. Em nenhuma delas são traduzidas, tal como várias outras citações. Porquê? Nós, populares, não podemos saber o conteúdo exacto e total do livro? Há dimensões que serão só para iniciados?

Repito, isto é mania geral, não apenas neste livro. Tradutores altaneiros? Editores elitistas? Vice-versa?

Talvez não. Pois estas são traduções de edições traduzidas. E quando nessas edições base (normalmente em francês) algum excerto em latim foi traduzido também aqui o surge em português. Portanto a imperscrutabilidade do latim não é um dogma (aliás neste caso está-se a traduzir um original latim, mas enfim). E na única tradução do latim para português (ainda que mediado pela tal tradução francesa, ainda assim) em todo o livro o jeito é este:

"Não tinha ele tomado como divisa o pensamento atribuído a Santo Agostinho: In necessariis unitas, in dubiis libertas, in omnibus caritas" (na necessária unidade, na dúvida liberdade, em todas as coisas caridade)" [meu sublinhado]. [versão wikipedia, para quem tiver curiosidade]

Confirme-se. É um pequeno erro (ainda que invalide uma ideia). Até pode ser de revisão. Mas denota bem, o restante latim deste(s) livro(s) não é traduzido porque é desconhecido. E não se solicita trabalho complementar. O latim a seco não é sinal de distinção. Afinal somos todos populares, posso entrar. E ponho o chapéu na cabeça.

Mas e os mais-novos, como lhes traduzir as latinices avulsas? E, principalmente, como não os deixar assustar diantes dos excertos (quase)incompreensíveis?

[John Locke, Carta Sobre a Tolerância, Edições 70, 1996, (tradução de João da Silva Gama, revista por Artur Morão)]

Publicado por jpt às 04:02 AM | Comentários (9) | TrackBack

abril 27, 2006

vida

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Está bem assim?

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abril 24, 2006

Insensibilidade, preconceitos e exclusão.

De quando em vez tenho aqui abordado (e em algumas caixas de comentários alheias) a insensibilidade de bloguistas e outros escribas para com causas justas e necessárias. Insensibilidade talvez inconsciente. Mas sempre preconceituosa, com a constante utilização de conceitos, linguagens e quantas vezes imagens que reproduzem os preconceitos e a exclusão que lhes está associada. E nessa irreflexão, nessa linguagem poluída, nesses actos até vis, se vão reproduzindo práticas discriminatórias e silêncios dilacerantes. Acima de tudo estes silêncios, causas e motores de práticas de exclusão. Produtoras de miséria. Sem exagero, assassinas.

Sei que a denúncia de tais práticas (mesmo que apenas verbais) se torna fastidiosa para os "distraídos", até um ónus sobre quem se recusa a calar a indignação. Mas há momentos em que se torna imperioso exigir contenção. Se os preconceitos não desfalecem ao menos que se exija o pudor na sua expressão. É o que me ocorre hoje olhando o bloguismo luso: que dizer quando até um blog aparentemente responsável como o Bloguítica brinca com esta imagem assim desmerecendo, elidindo, o sofrimento de tantos, apagando a memória da doença do século, a urgência do combate. Apenas porque os sofredores são pobres? Porque não são europeus?

Publicado por jpt às 11:10 PM | Comentários (18) | TrackBack

abril 21, 2006

Parabéns (e obrigado)

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[Montes Claros, 1965]

Publicado por jpt às 12:25 PM | Comentários (4) | TrackBack

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Gente sã, para variar [TCM, madrugada].

Publicado por jpt às 01:44 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 20, 2006

Casa Portuguesa

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O restaurante "Casa Portuguesa" em Malelane (Páscoa 2006). Onde se pode ouvir o mais puro pimba olhando o Kruger da varanda. Muito recomendável.

Publicado por jpt às 07:10 PM | Comentários (4) | TrackBack

abril 18, 2006

Incomunicação

Não é defeito, não é erro, é característica de quando falamos. Vamos percebendo-nos por aproximações. E isto do bloguismo é escola disso, e ainda por cima conversa sem tom de voz, entoação e mímica. Aos textos que botamos julgamo-los cristalinos mas logo nos avisam (comentam, contra-postam) não o serem. Aos textos que lemos julgamo-los apreendidos mas logo nos berram a nossa iliteracia. Imbecilidade até.

Boto uma paisagem de um fim-de-semana e vem um leitor berrar "racista". Brinco, explicita e suavemente julgava eu, num blog conhecido e o postador vocifera impropérios (e de que maneira). Boto um desagrado e berra o gajo ao lado. Duvido face a grã-blog favorito e passo a saber que há coisas que não se discutem.

Está a sala torta? Ou danço eu muito mal? Deixo-me de manias (de perseguição), claro. Pois com tanta coisa seguida é óbvio, é o requebro daqui que não tem enleio. Abandono o diálogo intra-bloguístico. Pelo menos até aprender o como. Se o conseguir.

Publicado por jpt às 02:14 AM | Comentários (9) | TrackBack

abril 17, 2006

Liberdade

Esta Induzida consciência/memória da mediocridade própria é libertadora. Rejuvenescedora. E vai daqui sem pingo de ironia.

Publicado por jpt às 12:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

abril 15, 2006

Boa Páscoa.

Publicado por jpt às 11:09 PM | Comentários (3) | TrackBack

abril 14, 2006

O fim do Jpt?

A médica-espelho, gente amiga ainda para mais, implacável no diagnóstico: má postura, excesso de peso, falta de exercício. Esbroando-me compreendo esta execução moral: arrogância, vacuidade, irreflexão.

O jpt fenece.

Publicado por jpt às 12:54 AM | Comentários (9) | TrackBack

abril 12, 2006

Radiculite

A idade, o mau-uso, a má-qualidade, subitamente associados, impedem qualquer coisa para além de serviços minímos obrigatórios, obviamente exo-maschambeiros. Quando lá mais para o desempenado o geronte maschambeiro voltará.

Publicado por jpt às 08:08 AM | Comentários (17) | TrackBack

abril 08, 2006

Pode alguém ser quem não é?

perguntava o cantor. E eu aqui no entre-blogs, de clic em link, de link em clic, a cair em alguém execrável. Ra-di-cal-men-te execrável, no tanto do impronunciável, até para além do não-vale-a-pena. E ali está o tal alguém, no fruir e partilhar do belo (do belo que acha, claro). Estaco, estupefacto, sorriso é certo, mas triste é-me este.

Descrente? Pode alguém ser quem não é?

Publicado por jpt às 03:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

abril 07, 2006

Troca-lhe a religião, muda-lhe a época do ano, retira-lhe o nacionalismo, assegura-te nada ficcionado: pura azelhice. Boçalismo a céu fechado, até.

Publicado por jpt às 01:30 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 03, 2006

Objecção de consciência

Sobre literatura todos opinam, e fazem muito bem, que é bom falar sobre livros. Até a mim me dá para isso, e estou a hiperligar-me com conexão ao que aqui abaixo virá. Em Portugal agora grande discussão sobre a escritora Margarida Rebelo Pinto, a cuja "não é literatura" acusam.

"Gostas / O que é que achas da Rebelo Pinto?" estou farto de ser perguntado. "Gostas/O que é já lestes do Paulo Coelho?" ainda em jantar da semana passada. "Não sei, não li" respondo, mas ainda assim querem-me a opinar. Mas "Sei lá!". O que sei é que estou absolutamente farto dos admiradores de Musil, Célan, Nabokov e quejandos, tão lestos contra Coelhos e Pintos em sempre "...também não li. Mas não gosto. Aquilo não é literatura". Sem rodeios, quem não leu e não gosta é um retinto imbecil. Quem não leu e jura que não é literatura é bis-idem. Está o mundo cheio disso. Principalmente o mundo dos literatos.

Coisas de estratégias de distinção social. Não só o pavonear das leituras (ou das "releituras dos clássicos", como fulminava Calvino) como signo e como modo de ascensão social (ai, e então o blog que jeito dá para tudo isto). Mas muito mais do que isso, até porque se lê pouco e portanto há pouco para pavonear, o vetar leituras. "Há coisas que não são para ler" como modo de ascensão social.

Algo diferente, mas ainda mais vácuo, é o "denuncionismo". E pior quando se quer assente em estatuto científico, escolar, um toca a denunciar as práticas sociais alheias. O consumo da "não literatura" p.ex., coisa a afixar como menor, coisa de "povo" porventura. Ou decerto. Isto é, se "cientificamente", nulo.

O que é a "literatura"? Coisa a definir por um antropólogo da cultura, ou quejando? Ou "coisa honesta", transpirada/inspirada, no bem moralismo burguesote? Ou, mais do que tudo, por que é que as pessoas hão-de ler literatura (ou só literatura)? Nessa criteriosa falsa cientificidade quem vetar? V. já leu todo o Homero, todo o Heródoto, todo o Tácito (cagão como tantos informo que foram as minhas "releituras" do ano transacto)? Então se não leu como é que anda a ler o Pedro Paixão, o Agualusa ou até mesmo o Crime do Padre Amaro do filme com a gaja boa? Já comparou o Paixão com o Homero? O Eça com o Celine? Não é de vetar os patricios? Não será também sinal de "grande cultura" doméstica? Ascensão (ou manutenção) social? Diga lá, exactamente, onde está a fronteira a partir da qual fica bem ler-se? E mal, se do outro lado?

Gente que come mal (a carne em Lisboa é infecta). Gente que bebe mal (os vinhos estão carissimos e vai-se pelo marketing, pagam caro e bebem mal). Gente que ouve The Corrs, ou um pop dos 70s ou 80s num "há que isto é que eram tempos", um jazz que não passa do jazzy, e uns excertos do "belo canto" como lhe chamam. Gente que bloga sobre os últimos filmes que a lusomundo lhes traz de hollywood. Gente que vive entre-prédios e também nas férias. Gente que não sabe mergulhar, nunca viu o fundo do mar. Gente que vai à bola. Gente que vê televisão. Gente que lê blogs. Gente que entesa com starlettes. E que no meio de tanta "cultura", sem saber que está em práticas culturais, de repente clica e julga ascender-se. Gente que vive no rés-do-chão e em chegando-se a histórias escritas acha que tem que subir a escadaria, sem perceber que é mero acto reflexo. Gente que nisso, e só por isso, define o que é literatura, e "paulo coelho não", "rebelo pinto não".

E, pior do que tudo, muitissimo pior que tudo, gente das "ciências sociais", alcandorando-se nas "ciências sociais" para denunciar práticas culturais, indignificando-as. Deixemo-nos de coisas, se o resto é trampolim isto é lixo. Sei lá? Nada!! Sei bem, "não há coincidências".

Objecção de consciência. Já!

Agora vou ali ler o Record, que chegou de Lisboa. Acompanhado de cerveja e amendoim. Que eu vivo no rés-do-chão, durmo no 1º andar e leio no 2º. Mas a esplanada é térrea. Literalmente, que não há aqui metáfora de literatice.

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março 31, 2006

Um tipo às vezes esquece

Se sentir quelque peu romain
Mais au temps de la décadence
Gratter sa mémoire à deux mains
Ne plus parler qu'à son silence
Et
Ne plus vouloir se faire aimer
Pour cause de trop peu d'importance
Etre désespéré
Mais avec élégance

Sentir la pente plus glissante
Qu'au temps où le corps étais mince
Lire dans les yeus de ravissantes
Que cinquante ans c'est la province
Et
Brûler sa jeunesse mourante
Mais faire celui qui s'en dispense
Etre désespéré
Mais avec élégance

Sortir pour traverser des bars
Où l'on est chaque fois le plus vieux
Y éclabousser de pourboires
Quelques barmans silencieux
Et
Grignoter des banalités
Avec des vieilles en puissance
Etre désespéré
Mais avec élégance

Savoir qu'on a toujours eu peur
Savoir son poids de lâcheté
Pouvoir se passer de bonheur
Savoir ne plus se pardonner
Et
N'avoir plus grand chose á rêver
Mais écouter son coeur qui danse
Etre désespéré
Mais avec espérance.

[Avec Élégance, Jaques Brel]

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março 27, 2006

4 Esses ao café da manhã

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[Sopa, Sónia Sultuane, Saúte, café dominical à (neo)Baixa de Maputo]

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"Gostos não se discutem",

diz-se. Mas discutem-se, pode é não valer a pena.

"São as paixões naturais"?, indiscutíveis? Não. Discutem-se. Pode-se é não querer discutir. Só isso. Tudo isso.

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março 24, 2006

Relativismo cultural

Clareza de raciocínio?. Só assim.

Em muitos locais se lê e ouve argumentar contra o relativismo cultural. Mero dogma, por vezes, crença no(s) absoluto(s). Mera estratégia política, noutros casos, de afirmação de relativos próprios como se absolutos, "o relativismo é falso porque o meu relativo tem validade absoluta". Pois ...

torna-se óbvio que a adesão (agora também se diz "aderência") a determinadas crenças, símbolos, valores influenciam, estruturam o mundo que vemos, ouvimos, sentimos. Como o vemos seja como o interpretamos. Como lhe traçamos causas e efeitos. Aos indivíduos essa adesão (a tal neo-"aderência") molda o entendimento topológico. As percepções físicas. As concepções de estático e dinâmico. Estipula o tempo. Delimita a âmbito do normativo. A corporização do legal. Enfim, a adesão (agora também se diz "aderência") a uma crença, a um grupo, estrutura-nos o espaço e o tempo, causas e efeitos. Corporiza a verdade. A cada grupo a sua verdade. Absoluta.

Eu e as minhas circunstâncias, medida do tudo?. Como não?

Publicado por jpt às 12:46 PM | Comentários (3) | TrackBack

março 21, 2006

Totem

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["vulgar lagartixa" no escritório]

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março 20, 2006

1 filha.

Publicado por jpt às 01:41 AM | Comentários (10) | TrackBack

março 18, 2006

[Para o HMBF]

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No quase-madrugada um tipo apanha isto em andamento, vê sem saber o que é. E, muito honestamente, começa é a sentir-se mal do pulmonar.

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março 16, 2006

Grande momento

O cromo do Manafá.

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março 13, 2006

Javalis no Jardim

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Ela: papá!!! papá!!!
Papá: São javalis...
Ela: é o pai.
Papá: é o pai. e são os filhos, e aquela é a mãe.

(deve ser por estas que o ma-schamba vai a blog feminino)

Publicado por jpt às 05:48 PM | Comentários (2) | TrackBack

Vamos lá ver se me safo 5

Olá, boa noite, eu chamo-me José Flávio e tenho um problema. Grave.

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março 12, 2006

Vamos lá ver se me safo 4

Ontem: 21

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março 10, 2006

Vamos lá ver se me safo 3

[alterado de madrugada]

Hoje: 15

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Quem / quando (se) reedita O Bosque Proibido?

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março 09, 2006

Vamos lá ver se me safo 2

Hoje: +/- 23

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março 08, 2006

Vamos lá ver se me safo 1

Hoje: +/- 23

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Uma bloguista que ascende a mãe: Felicidades, vizinha.

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março 07, 2006

O sim dia-a-dia

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Sim, tem sido de luta. Até uns fins-de-semana de ausência para guerra química, de uma luta sem quartel, vero genocídio. Algumas batalhas ganhas e agora o império PT (pimentel teixeira) com soberba (apenas algumas minorias irrequietas nas longínquas fronteiras, essas primitivas ruralidades do jardim). Mas, político consciente da imperenidade do poder, sei bem: o mundo é dos insectos. E nós dos vermes.

[Imagem cooptada no Combustões]

Publicado por jpt às 11:00 PM | Comentários (3) | TrackBack

O Mural de Bento Mukezwane e Ciro Pereira

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afinal ficou. O ar condicionado acabou por não ser instalado. In extremis, intervenção de quem de direito. Está lá um buraco, o destinado ao tubo. Mas reparável. Trabalho para Ciro.

Publicado por jpt às 06:18 PM | Comentários (2) | TrackBack

O não dia-a-dia

O mural de Bento Mukezwane e Ciro Pereira (1998) no campus da UEM escavacado para se instalar um ar condicionado. Não é só um mural. É o único que Bento pintou, antes do estúpido cancro o matar tão novo. Para um ar condicionado?

Publicado por jpt às 12:46 PM | Comentários (1) | TrackBack

março 05, 2006

Brokeback Madam

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O genial Madam & Eve.

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Vi-a

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e 30 anos depois estou na mesma.

Publicado por jpt às 10:23 PM | Comentários (3) | TrackBack

Visto, de Patricia Highsmith

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Ripley.

de

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Patricia Highsmith.

Não vai mal, ainda que prefira a versão em livro, menos straight e viril. Mas os bons livros (excelentes neste caso) nunca se transformam bem.

Publicado por jpt às 09:54 PM | Comentários (0) | TrackBack

março 01, 2006

Lição de português

Eles a saírem de casa, manhãzinha, para a escola:

Papá (ao volante): hoje sonhaste com alguém?
Carolina: não ... sonhei sozinha.
Papá [oops]: tá bem, tá bem ... (e sonhaste o quê?
Carolina: coisas de princesas)

[texto não hermético dedicado ao pai babado Prudêncio Pacheco]

Publicado por jpt às 07:45 PM | Comentários (6) | TrackBack

fevereiro 23, 2006

Tremor de terra

Coisa de bloguismo, isto de fazer relações, não tanto de amizade, mais serão blogoamizades. Gente que nunca vimos, nunca ouvimos. E que, muito provavelmente, nunca veremos nem ouviremos. Mas que estamos aí. Obrigado a quem emailou (e "commentou") o seu cuidado no hoje de madrugada, até surpreendendo-me, sempre surpreendendo-me com as redes que se vão blogando. E, out-blog, obrigado aos smsaram / telefonaram, ainda que às 2 da manhã (hora de computador, não tenho que me queixar).

Passou-se nada.* Felizmente. Humores do rift valley?

*Escrevi ainda desconhecia notícia de pelo menos dois mortos. Passou-se muito, portanto. Felizmente não mais. Mas já muito.

Publicado por jpt às 09:39 AM | Comentários (11) | TrackBack

Insensibilidade é ...

saber por SMS do tremor de terra em Maputo.

Publicado por jpt às 01:28 AM | Comentários (7) | TrackBack

fevereiro 19, 2006

19 de Fevereiro

AF: o douto disse-me "esse tipo não volta a maputo".

(tu lês o ma-schamba?)

Publicado por jpt às 10:44 PM | Comentários (0) | TrackBack

19 de Fevereiro

9 anos aqui.

(Margarida L., tu lês o ma-schamba?)

Publicado por jpt às 10:42 PM | Comentários (0) | TrackBack

Sexta-feira um pouco especial

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[Chez Rangel, estação CFM, 17.2.2006]

Pois.

Publicado por jpt às 12:26 AM | Comentários (6) | TrackBack

fevereiro 08, 2006

Questionário de Verão

Vai-se acabando o Verão, a célebre blogo-silly season. E é por isso que o ressuscitado O PreDatado me atira uma dessas habituais correntes blogosféricas (que equivalem às correntes de (auto-)ajuda emailísticas). Mas como o homem blogorressuscitou, gosta do Lenny e, fundamentalmente, me dá um pretexto para um "post" sem ter que o inventar, aqui seguem as respostas (conjunturais, claro):

Quatro empregos que já tive na vida:

1. operário fabril.
2. professor de liceu.
3. investigador.
4. professor universitário.

Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:

1. Unforgiven, de Clint Eastwood.
2. O Leão da Estrela, de Arthur Duarte.
3. Siegfried, de Fritz Lang.
4. Apocalypse Now, de F. F. Coppola.

Quatro sítios onde vivi:

1. Lisboa.
2. East London.
3. N'ropa.
4. Maputo.

Quatro séries televisivas que não perco (perdia):

1. Os Pequenos Vagabundos.
2. Eu, Claúdio.
3. The Singing Detective.
4. Twin Peaks.


Quatro sítios onde estive de férias:

1. São Martinho do Porto.
2. Alfambras, Aljezur.
3. Magaruque.
4. Tofinho.


Quatro dos meus pratos preferidos:

1. Jaquinzinhos Fritos com Arroz de Tomate.
2. Bacalhau Cozido com Grão.
3. Peixe-Espada Grelhado.
4. Soufflé de Caranguejo

Quatro Websites que visito diariamente:

Yahoo.
O Jogo.
Kinja.
Blog Ma-Schamba.

Quatro sítios onde gostaria de estar agora:

1983.
1992.
1994.
Namíbia.

[E agora, mero modo de dizer "olá"]
Quatro blogadoras a quem convido a fazer este questionário (se tiverem paciência e gosto)::

Passada;
Azul Cobalto;
Ex-100Nada;
Ecletico.

Quatro blogadores a quem convido a fazer este questionário (idem):

Africanidades;
Pululu;
Sem Destino;
Nkhululeko.

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fevereiro 06, 2006

Uma horita de Kruger, eu e ela

Eu e ela, ali a Malelane, numa horita de Kruger, nada mais. E atrasado, como sempre quando por lá, manhã tardia já, no pico do calor

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e ainda para mais na estação das chuvas

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sei que pouco mais que vegetação, e muita, lhe vou mostrar

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para além de uns passaroucos, pouco visíveis cá de baixo, e

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do sempre "papá !!!, animais ....", "Bambies", esses tão constantes até ao "gazela é árvore, não vale" dos menos dados a estas coisas, mas hoje mais queridos, mesmo no "coitadinho, aquele tem dói-dói"

Mas assim como quem não quer a coisa, distraidamente, no em cima da estrada, dormitando

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o leão. E ainda, mais à frente, o grande rino, a dar-nos um bom bocado.

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Uma horita no kruger, eu e ela, não mais. Afinal dia de mais sorte ainda. A seguir Maputo, esperar a mamã.

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Minudências

Mas, tal como referi abaixo, se o cerne de tudo isto é o indivíduo, e nada mais, então são minudências de impacto cosmológico. É um lamento: no correr da tecla nestes últimos "posts" lembro-me que perdi o chapéu de que tanto me orgulhei. Haverá muitos, claro. Mas isso sim, entristece-me. Que quereis, mais importante era ele para a minha dignidade quarentã do que tanto roliço valor que por alhures se agita.

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janeiro 30, 2006

Guardanapos de Papel (bocadinho)

....

Olham para o céu esses poetas,
poetas, poetas
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas

...

[Guardanapos de Papel, Leo Masliah, versão de Carlos Sandroni, ouvindo-se em Milton Nascimento, Tambores de Minas]

Publicado por jpt às 03:41 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 27, 2006

Há só um sol por aí

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Mariamo, namwina unyolela opatxa [1ª dançarina (+/-)], grupo Anuaril Hassanate; Ilha de Moçambique.

Publicado por jpt às 11:28 PM | Comentários (0) | TrackBack

Cúmulo de Beleza

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A beleza nas Linhas Aéreas de Moçambique é absolutamente inexcedível.

(fotografia reproduzida da Índico, II Série, nº 34)

E pensar que há tipos que blogam sobre estrelas de cinema ...

Publicado por jpt às 03:32 PM | Comentários (8) | TrackBack

Torre Eiffel

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(Ilha de Moçambique, de dentro da casa de Mustafa Juma)

Publicado por jpt às 03:21 PM | Comentários (0) | TrackBack

Valores Civilizacionais

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Um Medronho de Monchique na Ilha de Moçambique. A honra de encontrar alguém que o trouxe.

Publicado por jpt às 03:02 PM | Comentários (4) | TrackBack

Pequenas fraquezas

Ter que ir à Ilha para poder conhecer (nem é ter, apenas ver ...) este Viagem - Ilha de Moçambique foi coisa amarga. Apesar de lá.

Publicado por jpt às 08:24 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 26, 2006

Ao blog em Nampula

Nampula, calor. Quente ainda mais da minha directa, antes e durante a estrada até a este cá, refogada no "chapa" suicidário que me carregou, coisas já no para além da minha idade, concedo. E agora 8 horas de espera pela frente, tão quente assim que só na fácil leitura da net que não há livro ou escrita que resista ao sono. E não vai mal, quase duas semanas sem notícias justificam este refúgio de ar condicionado, vinte paus cada meia hora.

Nos blogs célebres novas, novas importantes, coisas engraçadas até. Beto saíu do Sporting (finalmente ... agora só falta o Polga). O meu mesmo Sporting que contratou um tal Koke, mais tralha decerto. E haverá um Benfica-Sporting no fim-de-semana, não me lembrava, já o irei apanhar em Maputo.

Entretanto o Porto tem 50 pontos, o Benfica 20, o Sporting 13. E, já descidos, o Guimarães 8 e o Penafiel 5, apenas.
Comentadores conhecidos, catedráticos, juizes, críticos afamados, ex-praticantes, dizem que a vantagem do Porto é tangencial. Já nem me espanto. Apenas hesito, serão homens a soldo do Veiga ou meros estúpidos? Ainda que afamados. Foda-se, que gente. De que vale lê-los, como crê-los sobre outros algos, se a tamanhos rasteiros se prestam?

Agora, espremido o fel que este regresso ao tugando me causou, vou almoçar ao Sporting de Nampula (o qual até é, pelo menos o ano passado era, explorado por um benfiquista). Gente assim como nós, gente "população", mera "população" nós, nada "estrutura". A fazermos pela vida, gente população, sem os meneios da putice de mordomo.

O Ma-schamba interrompe outra vez. Bastou um pouco de bloguismo para enjoar alhures. Mar alto? Nada ... Apenas constatar que custa tugar. Ele há cada merda nos patrícios.

Como se diria de onde venho: "fecalismo a blog aberto". Que pivete!

Publicado por jpt às 11:26 AM | Comentários (5) | TrackBack

janeiro 15, 2006

Era pré-IPod

Ainda bem que estou de saída

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que isto está a tocar há uma semana e não desiste. Devem ser saudades. Só pode ser.

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janeiro 13, 2006

Olhares Estrangeiros

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Em Lisboa a exposição Olhares Estrangeiros. Fotografias de Portugal, a colecção da Caixa Geral de Depósitos, germinada na (já tão distante) Europália. Registo que no ano passado também encontrei uma série de exposições fotográficas de estrangeiros sobre Portugal, Magnum. Um interesse geral pelo olhar alheio? Uma angústia enfartada do espelho próprio, viciado já, vicioso? Seja.

Também concordo com Jorge Calado, e não só nas fotografias:

"Quem vê mais e melhor? Quem está dentro e conhece as circunstâncias, ou quem vem de fora sem preconceitos [hum ... descreio eu, jpt] nem - assim se espera - más vontades? O bom-senso aconselharia a confiar no olhar estrangeiro, mais distante e por isso, também, mais independente." (p. 19)

Uma bela exposição. Fotógrafos estrangeiros, entre os quais Ricardo Rangel, representado com dois célebres símbolos do Império ("O Porteiro do Moulin Rouge" e Lavabos) e estrangeirados. Uma boa mescla e uma boa atitude. Entre muitos reproduzo (pobremente, sem o vigor exposto) o Portugal que reconheço. O de sempre.

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[Henri Cartier-Bresson, Lisboa, 1955]

Publicado por jpt às 02:25 AM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 12, 2006

Sergio Leone (e James Coburn)

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[Sergio Leone, A Fistful of Dynamite]

Publicado por jpt às 09:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 11, 2006

Antropófagos

Em plena Av. de Roma, a estancar diante daquela velha barraca, à esquina do Café Luanda, "Alfarrabista Roma" diz-se. No espreitar lá para dentro dois monos a cobiçarem-me, e eu a tropeçar-me num hesitante "será desta?", um tomo encardernado vermelho rutilante "Lourenço Marques. Xilunguíne. Biografia de uma Cidade", de Alexandre Lobato (115 euros, aviso já), e o fabuloso "Antropófagos" de Henrique Galvão. Deste desde miúdo fui-lhe vendo os livros, e não só o Kurika, mesmo os outros álbuns de África, coisas únicas, entretanto muito justamente partidos de casa de meus pais em direcção aos meus irmãos. Dessas coisas de miúdo às tantas do hoje avanço-me para o livro no "quanto custa esse?". E nisso o vendedor vira displicente num "háá, este é muito caro!!", no arrastar implicitando o "para si!". Eu levo o soco do desprezo, "Filha da puta" não lho digo, apenas resmungo um hipócrita "boa tarde" e vou-me, para a esplanada ler o "Record". "Cabrão, fique com lá com o livro", ainda hei-de amargar com o café.

E sempre poupei os 200 e tal euros.

Publicado por jpt às 02:28 PM | Comentários (6) | TrackBack

janeiro 08, 2006

Pedido de Ajuda

Algum leitor amigo tem um exemplar extra do primeiro dvd da série de animação Tintin que o Público publicou? Está esgotado, e não creio que venha a ser reeditado.

Dão-se alvíssaras, se solicitadas.

Publicado por jpt às 08:32 PM | Comentários (7) | TrackBack

Oitenta Anos

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Lido daqui

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[Escher, 1991]

Publicado por jpt às 05:49 PM | Comentários (1) | TrackBack

Natal de Filho

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É assim.

Sem nunca ter sido assim, claro

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Coisas que se lembram aqui

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[Escher, 1991]

Publicado por jpt às 05:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

Intervalo: a cachupa de Lisboa

A propósito de um texto que aqui coloquei sobre a lendária "cachupa", esse antro de boémios lisboetas, coisa muito séria, alguns leitores têm-me perguntado pela morada do local. Confesso que não sei, e a minha descrição do caminho será sempre tão nebulosa como a mente que até lá me levou. A bem comum poderá alguém aqui indicar morada ou, pelo menos, a descrição do "como lá chegar"?

Publicado por jpt às 03:35 AM | Comentários (4) | TrackBack

dezembro 23, 2005

Nós, a família IPT, vamos à santa terrinha, esperando que a horrorosa TAP não faça o habitual. Se amanhã a TAP fizer excepção ao tratamento de polé que dá aos passageiros destas "linhas de África", gente preta e tuga de segunda, conseguiremos comer o bacalhau (com azeite de oliveira). É muita fé, a chegada está prevista para as 19 horas, e ainda para mais o Portela é um dos aeroportos mais lentos que conheço. Mas pode ser que ... enfim. Bem, pelo menos esperamos chegar a tempo do almoço de domingo, 25. Para o ultimamente habitual na TAP será espantoso. Uma vitória.

Nos próximos tempos o Ma-Schamba fica entregue à minha boa amiga MS, essa que insiste em dizer que "não tem vida para blogs". A MS, além de amiga, é a única mulher que conheço que poderá dizer (se um dia ela e o seu bom homem saírem daqui): "Once I had a garden in Africa", garden mesmo, desses com leões e leopardos passantes, e todo o resto da fauna residente.

Temas e teclas não lhe faltam. Arranja lá um bocado do tempo, não deixes estas machambazitas quase silvestres secarem. Boas festas mulher, e dá abraço meu ao teu homem. E beijos da minha senhora ...

Publicado por jpt às 06:03 PM | Comentários (14) | TrackBack

Ida a Portugal

Quem me dera ser Bateson:

Carolina (madrugada mesmo): Hoje é?

Papá (muito madrugada mesmo): Sexta-feira. Amanhã é?

Carolina: Sábaduuuu!

Papá: E onde vamos amanhã?

Carolina: Portugáál!

Papá: E como vamos para Portugal?

Carolina: Carro?...(sorri)

Papá: Nããão ... como é que vamos?

Carolina: Vamos de avião (sorri, a mão ascendendo) ... ... ... Papá, Portugal é nas nuvens??

Papá: .......... (sorriso até às nuvens)

[Moral: uma filha lusófona, era só o que me faltava]

Publicado por jpt às 05:52 PM | Comentários (2) | TrackBack

BOAS FESTAS, caros machambeiros

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E aqui junto história de Natal. Verídica, acontecida com um bloguista que conheço. Em pleno este âmbito chegou-se ele bem atrasado ao jantar de Natal, já eufórico e nos abraços e saudações euforizando toda a família mais alargada. Logo, pudera, se sentou à mesa batendo palmas ao lauto repasto que então se consoava, de acepipe em acepipe chegou-se ao bacalhau, exigível, ali opíparo, bíblico, regou-o abundante e repetidamente com o nectar azeite (de oliveira, como aqui se diz), aguçando o palato a tamanha promessa, e nesse exagero também simbolizando o tanto apreço em ali estar, junto aos queridos. Logo, do fundo da mesa, vigilante como sempre o são elas, a mãe, então quase vencida, cruzou a mesa familiar em voz de sentença, até arrastada de mesmo fastio: "Ó filho!!!, usaste o vinagre!!!".

Boas Festas!!! E cuidado com o galheteiro.

Publicado por jpt às 07:05 AM | Comentários (6) | TrackBack

dezembro 20, 2005

Há dias Filimone Meigos, falando em público, citava um provérbio chinês que apanhei mais ou menos assim:

"A experiência é um pente que só nos oferecem quando somos carecas".

Dedicado (também) ao João Gonçalves.

Publicado por jpt às 08:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 19, 2005

Os perigos letais do SMS

"Amor, preciso tanto de ti. Telefona. bjs.", diz-me o sms recebido de origem desconhecida. Telefono de volta, no aviso que o número é o errado mas também, sei-o, na secreta esperança de um secreto amor. Ela ri-se, atrapalhada, "acho que me enganei", "sim, boas festas" culmino, afável. E suspiro, do alívio, o esgar que teria sido se não fosse eu a abrir a mensagem ...

Publicado por jpt às 12:55 AM | Comentários (7) | TrackBack

all work and no play makes jake a dull boy

Publicado por jpt às 12:40 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 16, 2005

Ela

Penduradas as cortinas e a neura, amanheci (como se diz por aqui) já o sol ia alto. Bafejada por uns 39 graus, andei pela cidade, num jogo de cabra cega, entre a baía e as acácias rubras. Não é possível ficar-se indiferente... Percorrendo pensamentos, veio-me à memória, não uma frase batida, mas o nosso blog. Acho que Isto é coisa para países com muito inverno...

Entre outras coisas, também o Francisco e o Jerónimo me saltaram à estrada. Tudo muito civilizado, tudo muito preparado, tudo muito plástico....(Sem querer ser "old fashion", sinto saudades da autenticidade daqueles primeiros debates!) No entanto, o dom da palavra do Francisco não deixa de me espantar.

De resto, hoje foi um dia bom ("nice") e, jpt, sempre fiz as tais comprinhas...


MS

Publicado por jpt às 06:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 15, 2005

Afinal, nada de compras, como disse ao jpt. Fiquei-me por casa, em coisas de mulher...arrumações, ou seja, neura!!!
Dois anos depois, cumpro uma promessa. Não sei se para ficar.
ms

Publicado por jpt às 04:58 PM | Comentários (3) | TrackBack

Afinal, nada de compras, como disse ao jpt. Fiquei-me por casa, em coisas de mulher...arrumações, ou seja, neura!!!
Dois anos depois, cumpro uma promessa. Não sei se para ficar.
ms

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dezembro 14, 2005

Pedido de colaboração aos eventuais comentadores

Vou a Lisboa a correr. Sem tempo. Reparo (votações alheias assim mo demonstram) que não sei nada sobre livros publicados em Portugal neste ano. Que livros hei-de comprar? Alguém tem ideias (por favor, austríacos estalinistas e austríacos liberais não, por favor, isso não)?

Dão-se agradecimentos. E, quiçá, elos perecíveis.

Publicado por jpt às 12:33 AM | Comentários (33) | TrackBack

dezembro 13, 2005

As regras e os estereótipos: convites e chamussas

[crónica de costumes, coisa feia a nem merecer arranjos formais]

Isto dos convites para os eventos, aqui, é importante. Sei que um dia há-de deixar de ser. Mas ainda ... Estatuto, claro, o "então por cá!" a marcar o "quem é quem". Mas também, e agora moralizo, nem que seja para avisar das actividades, comprar depois as que se compram, ver depois as que continuam.

De vez em quando também recebo convites para as "inaugurações" e "apresentações", esses aleluias dias de cocktail. Um bocado a pedido, diga-se, que é vasto o meu afã por chamussas, rissóis, croquetes (e já nem falo da saudosa, e em tempos afamada, cornucópia). Vasto afã mas envergonhado. Explico-me ...

Dos "portugueses" (o Camões) [aqui desde 2000 diz documentação publicada para uma recente "exposição por ocasião da visita de sua Excelência ..."] recebo-os para algumas coisas vulgares (não quando vem "sua Excelência" claro). Recebo-os pois fui pedir. Aquando da colectiva do Lugar do Desenho tive pena de nunca receber convites, mais porque em tempos tinha vagamente encontrado esses artistas na Ilha de Moçambique e gostava de os ter ido cumprimentar, tantos anos passados. Mesmo que fosse para aqueles "haas...claro que me lembro de si" mas está-se mesmo a ver que não. E tanto assim foi que tirei-me de vergonhas e, pelos vistos quatro anos depois de recepções e issos, fui lá aos serviços culturais a dar a morada para esses dias, afinal sempre sou cooperante e tenho um blog. Como vêm adepto de chamussas mas envergonhado.

Dos "franceses" (o Franco-Moçambicano) nada mas talvez por não ser francófono, dos "brasileiros" (o CEB) também nada, e nestes já me chegou ter sido barrado à porta, que ir à Baixa para chegar lá e nem o livrito comprar ("desculpe, só para convites, e estes só para moçambicanos e brasileiros"), só a um parvo acontece repetir. Às vezes vêm da AMF, mas aí as pessoas estão em casa, são assim tratadas, e achamos que podemos aparecer, basta o boca-a-boca (ainda que bem se pudesse fazer aviso via circular email para maior conhecimento das actividades).

Nisto dos convites e não, às vezes há estranhezas. Um dia estava à porta, do lado de dentro atente-se, do Camões, ali chamado pelo artista, e chegou-se à entrada um jornalista cultural, escritor (e às vezes sacando umas belissimas crónicas, lembro uma antológica dedicada a Ana Magaia) além de emérito e único bluesman bi-thonga. Vinha em traje informal e sem convite, tal e qual eu, diga-se. O (decerto) neófito porteiro barrou-o pois, naquele dia, "sem convite ...". Ele a espantar-se. E eu, como quem não quer a coisa, a chegar-me num sussurro "então vocês têm ali o livro dele à venda e agora não o deixam entrar?". Lapsos, curtos e resolúveis, e lá entrou ele.

Enfim, as coisas nossas, os que andamos aqui à chamussa e copo de vinho barato (um brinde ao falecido Navarro) oferecidos. Sem convite. Mas com sede. E fome. Mesmo que para isso tenhamos que aturar livros, coisas ditas das artes, gente a palestrar, filmes. E até, ali e acolá, discos.

Coisas lembradas a propósito do ontem, da apresentação do filme "Muvart", sobre o Muvart. Filme e movimento a resmungarem, a ultrapassarem os estereótipos, a exigirem fazer coisas que queiram, mais ou menos como "a arte é um país (?)/mundo (?) sem fronteiras". Desregrada, desestereotipizada. Depois belissimo chop-chop (o serviço do restaurante Cristal, é excelente, muito recomendável).

Esqueci o convite em casa. Eu que sou eu, entrei, chegado a horas, entre mais gente, aperto de mão à porta. Depois, já sem gente à porta, sem convite, chegou Idasse que é Idasse. Não entrou. Não entra no Franco sem convite. "São regras". Eu que sou eu entro, Idasse que é Idasse não entra. São "regras"?

Quando saio, filme visto, chamussa à espera, ele está lá fora, já sem ser para entrar. Passo-me, azeda-se-me o vinho, aquece-se-me a cerveja, oleia-se-me a chamussa, enboloriza-se-me a sanduiche. Protesto publicamente, que merda de instituição cultural trava à porta Idasse que é Idasse? Que "arte contemporânea" pode ser assim? Espanto, dos artistas, dos amigos, dos intelectuais: que são as regras do centro, que "agora só com convite". Em alguns vejo, um "vejo com os meus olhos" que vale o que vale, até a sensação do "nós é que estamos aqui". Coisa reaccionária até mais não, paradoxo seria se não mera pobreza do "são as regras". Um gajo que me enche a rua com lixo a dizer que é arte e depois, afinal, tão burguesote no "bomcomportamentismo"?

Saio, furibundo. Com uma instituição que trava Idasse que é Idasse. Mas muito mais com a "corporação" ali a desenhar-se, com a pequenez do pequeno sorriso irónico.

Gargalho hoje com a aflição pequeno-burguesa. Que só hoje sei de outro dos travados: o maior coleccionador de arte aqui, o maior mecenas privado, o eterno desenrascador da gente artista. O homenageado no filme. Pois, esqueceu o convite em casa. Agora "frisson" (galicismo, sempre é no Franco).

Rio-me. Sem qualquer hipótese de contra-argumentação. Apenas de coro de gargalhada. E ainda que resmungando "quer romper fronteiras da arte? então abra as portas ... e deixe o sorrisinho". Ou melhor, desista da chamussa, vai ver que a gente vai à mesma. Até eu, apesar do afã comensal. E, porque não, instalem-se chamussas. Antes isso. Muito mais antes isso.

Publicado por jpt às 07:00 PM | Comentários (1) | TrackBack

Infelicidade. Deixemo-nos de relativismos: o olho, o focinho e a tripa do boi não são de agradável degustação. Ainda que os digam (e esperem) filet mignon. E principalmente quanto (m)os dão em primeira mão, grossa quantidade. Simpatia dura de roer.

Publicado por jpt às 12:39 AM | Comentários (0) | TrackBack

Felicidade. Lagoa, vai um pezinho de dança na tua lisboa? Dia 30 está bem para ti? 2 bloguistas só, a mais a gente? Ou já não aguentas?

Publicado por jpt às 12:22 AM | Comentários (2) | TrackBack

Felicidade. É ter um blog e não escrever sobre a wikipédia ("qu´éssa merda?") nem sobre "debates". É não ser "pobre gente".

Publicado por jpt às 12:15 AM | Comentários (1) | TrackBack

Felicidade. Pode ser uma 2ª feira com festa de duplo aniversário (parabéns kok, parabéns genas) com dança até desoras de dia de semana. Com dança dessas até ao "zé,. estou ... eu estou a brincar", "exe, estamos a brincar menina, estamos a brincar, que é isso?!?!!?!", coisa de gente graúda que ainda sabe brincar que não é. Só isso. Tanto isso.

Publicado por jpt às 12:11 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 12, 2005

Infelicidade: depressão mesmo, coisa a modos que proto-suicidária, é o após três festas de casamento seguidas.

Publicado por jpt às 01:26 PM | Comentários (1) | TrackBack

Felicidade: pode ser uma boda alheia, se esta quase todo um dia domingo a beber (e a dançar) no Infulene.

Publicado por jpt às 12:10 PM | Comentários (1) | TrackBack

Vila Verde, na Matola: muito a conhecer. Local belissimo para festas. E bodas. Em suma, a tornar excelente um sábado, ainda que de fato-e-gravata.

Publicado por jpt às 12:09 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 10, 2005

Felicidade: pode ser uma boda alheia, se esta quase toda uma noite a dançar na Casa Macamo.

Publicado por jpt às 02:31 AM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 07, 2005

Aquela Peça

Filha: Mamã, estou cansada ...

Mamã: Ó minha querida, vamos deitar.

Filha: Nããão, quero ficar aqui, quero tu ...

Mamã: Tá bem, só um bocadinho. Encosta a mim, vá.

Filha (beicinho): Estou a cair da outra peça!

Papá: Hã ... o quê?

Filha: Estou a cair da outra peça!!

Mamã (sorrindo, muito, no entredentes para o papá): está a cair "da tripeça".

Publicado por jpt às 07:05 PM | Comentários (2) | TrackBack

(ontem)

Filha (de súbito): Xinhor ... Dôtor...

Papá: O quê?

Filha (sorrindo): És xinhor ... dôtor?

Papá (sorrindo muito): Sim..., sou xinhor dôtor??

Filha (sorrindo ainda mais): És Zé ....... Flávio?

Papá (continuando): Sim, sou Zé Flávio.

Filha (toda sorriso): .....Teixeira?

Papá: Sim, Teixeira: José Teixeira.

Filha (sorriso mais que toda. E já arqueando sobrancelhas ou imaginação do "papá"?): És todos??

Papá (rindo, claro): Sim, sou todos esses.

(para o o doutor Bivar)

Adenda: aconselho uma descida aos comentários para leitura do que o Alves Fernandes ali deixou.

Publicado por jpt às 12:47 PM | Comentários (4) | TrackBack

Festa Acidental num clube lisboeta

Gentil, Pedro Marques Lopes endereçou-me convite para a Festa Acidental (Frágil, 15.12.).

Ali mesmo explico razões do declinar de tal convite. Mas o meu amigo Lagoa [que, decerto, nada conhece do abaixo explicado] lembra-me ser mais educado responder aqui em cima. Eis então quase transcrição da minha resposta, em linguagem descuidada de comentário:

(algo refeito, mas não actualizado)

Eu também gostava de ir à festa no Frágil, mas chego 10 dias depois. Não sei é se gostariam de me ter por lá. Claro que não me apresentaria sozinho, chegaria com grupo de fundadores, retirados da naftalina. Passaríamos primeiro pela Tasca Azul (essa que os parvenus chamam, literais, Arroz Doce) onde beberíamos, a desafio da velha Alice que a Rosa já lá não deve estar, umas rodadas valentes de "pontapés na cona" (como da última vez que lá entrei, 1997, natais, mais de 10 anos depois de lá ter ido pela última vez, rodeado nesse dia de 7 sobrinhos "a mostrarem-me o Bairro Alto", e logo a ex-tia aos gritos ao ver-me a assomar à porta, "óóóóó homem!!!!, há quantos anos!!!! Sai já uma rodada de pontapés ..." para o balcão, e os sobrinhos e as sobrinhas a olhar para mim, esgazeados, que à espera de tanto, apesar do tudo, não estavam. Nem eu, confesso, num esgar de "ixe, que bandeira". A desse dia, mas acima de tudo que grande estendal devia(mos) ter feito in illo tempore).

Se tivessemos tempo iríamos depois ao Estádio ver os putos (mas só por ir, por ser dia de refazer velhos trajectos, que aquilo para além do quadro nunca teve nada), desceríamos ao B'artis ver a Paula, dado que o Judeu se ausentou de vez, resmungaríamos que o raio do Targus é uma merda a querer-se chic (malditas cadeiras, raio de jornalistas enfatuados amais os publicitários), rir-nos-íamos dos tempos de um tal de Juke Box/Rock House ou vice-versa que já não lembro, coisas até de acabar por lá, enquanto detestaríamos a Tertúlia a não ser as tostas, recusaríamos o cinéfilo do Majong e nem os matrecos jogaríamos, lamentaríamos o já não dos Lábios do Vinho (esta é de conhecedor veterano), fumaríamos umas coisas estranhas junto de vários caixotes de lixo da Diário de Notícias ou adjacentes, contestaríamos o estado lamentável do BA de hoje e das novas gerações, coisa sem jeito, aportaríamos aos Pastorinhos (reaberto, disseram-me os tantans) à procura do Eduardo e do Hernâni que não sei se ainda andam por lá, beberíamos ainda mais cálices de rajada, interromperíamos a noite para ir picar o ponto ao Frágil, interrogarmo-nos sobre o raio de porteiro que não tem, decerto, a pinta do Alfredo. Se nisto tudo ainda estivessemos de pé alguns dos meus amigos assumiriam, histriónicos, pérfidas identidades bloguísticas (de falsos barnabés ao terceiro anel tudo seria de esperar) e destruiriam a minha parca reputação no bloguismo. Logo depois, quais Bijagós, regressaríamos mal-vistos (que os gajos dos Olivais "são sempre a mesma merda") aos Pastores ouvir o melhor funk do mundo (será ainda assim?).

Nisto tudo ainda bem que não estou aí no dia 15. Porque não há fígado e coração para tanto? Nada disso. Apenas porque há que saber sair com dignidade, ainda no apogeu. Dar lugar aos novos. Com a nostalgia de que no nosso tempo é que era. Mirando(-as) de soslaio.


Publicado por jpt às 01:27 AM | Comentários (48) | TrackBack

dezembro 06, 2005

Auto-definição política

No Quase em Português pediu-se uma auto-definição política. Confesso o meu incómodo, o da dificuldade. Como auto-definir-me politicamente? Ideologicamente?

Só o consigo, e de modo bem medíocre, através de uma pequena história. Que os livros e seus sistemas fiquem para os cultos.

Há alguns meses Maputo recebeu um congresso, coisas das ciências sociais. Daí aos jantares nem passo é. Donde, nem passo foi. E chegou-se então a almoço de fim-de-semana, na propriedade de bom amigo, coisa já de "campo", terreno invejável tão apropriado parece para a conclusão de teses e romances. Ali à mesa quatro ou cinco nacionalidades, todas "em português". À mesa não, Há mesa!, que bem farta era ela. Conversa vasta, mais nos longos relatos autobiográficos tão habituais em académicos, quasi-sempre tão pouco interessados no que e no quem os rodeia. Eu mais no calado, não só parcos recursos para esse campeonato do "eu" como também nesse dia "pai solteiro", portanto mais atento às inquietudes desse real verdadeiro, o real das crianças.

Súbito, sabe-se lá porquê, talvez da modorra da 2M, caris e matapadas, houve interrupção no rame-rame. E nessa brecha aportou, até tímido, o futebol. A Carolina entretinha-se com os filhos da casa daí que aproveitei para botar opinativo sobre o assunto, assim até me distraindo dos libombos pequenos lá do fundo. Mas mal me iniciei logo fui submerso pelos brasileiros da mesa. Estes, claro, cientistas da esquerda explícita, no trajar e pentear, dêmocrátas logo ríspidos no anti-capitalismo e, mais ainda, contra a globalização. Pois nem eu consolidara ainda o meu sportinguismo e já estava decidido que futebol bom era o antes deste tempo, agora mercadoria pura, sem sentimento, mundo mercenário ao serviço da publicidade, contratos milionários, ofensa até a quem labuta, jogadores cirandando apenas em busca de salário graúdo. Bom neles era Pelé no Santos, aquele Garrincha, o futebol sem neoliberalismo, o "amor à camisola", os bons velhos tempos.

Morreram-se-me os elogios ao Figo e Cristiano, as esperanças no Quaresma. Mastiguei-me, claro. Ainda assim antes de me regressar à pura paternidade, essa do "cuidado, Carolina", "vá lá, empresta o brinquedo ao ..." e tudo isso, assim decerto desnudando-me execrável burguês pater familia, sempre lhes fui dizendo, neste sotaque português, miserável colono explorador, "ah, vocês gostavam era do tempo da "lei do passe"! em que os jogadores estavam amarrados aos clubes, nada de liberdade. Coisa de escravocrata, hein?", deixando-me sorrir no levantar de encontro à filhota enquanto "esta é a nova esquerda!".

Depois, algum tempo depois, chegou o tarde de voltarmos a Maputo. Não trocámos emails ...

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dezembro 04, 2005

Quem me dera

ser Bateson:

Filha: Papá ... este não é o caminho para casa.

Papá: O papá só vai falar com um senhor, é um bocadinho.

Filha: Papá, quero ir para casa ... estou cansada.

Papá: Carolina, só vamos ali ao fundo buscar uma coisa ...

Filha: Papá, onde é o fundo?

Papá: ................

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Omar Pene

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Mão (Mala) amiga trouxe-me de Dakar este "Myamba" de Omar Pene. Músico que desconhecia por completo. Mais de que o recomendo. Natalizem-no até.

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AA e Lutz recordam. O Lutz chega a duvidar se, hoje, os moços terão estofo para entrar no domínio do Dr. Frank N. Furter?. Duvido, muito duvido: acho mesmo que

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nem compreendem quem é o terrível Rattigan, nem compreender o que o tornou possível onde está. Pobre gente!

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Excelente [+ cosmologia em adenda]

SonhoDeUmaNoiteDeSaoJoao.jpg

Este filme é verdadeiramente excelente.

E como bónus traz cosmologia complementar:

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Carolina

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SonhoTitania2.jpg
Mãe Inês

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Pai Zé

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dezembro 03, 2005

Ir ao teatro e passar o espectáculo todo no bar: que os americanos isto, que o bush aquilo, que guantanamo etc e tal, o iraque, o iraque...

Expatriados, desses mesmo, europeus, da franja dos quase 10 000 dolares mês. Nem uma peça, decerto, sobre Chirac (e Miterrand) e as Áfricas, nem uma palavra sobre Blair, nem uma lembrança sobre o Kohl e a "former Yugoslavia", nem uma diatribe para quem paga os euros que se tornam dolares. A "inteligência" desenvolvimentista europeia, a bem-pensante. Um seu resumo encenado num fim-de-tarde na 25 de Setembro.

Enfim, não se perde tudo. É barato o whisky no bar do Teatro Avenida.

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novembro 30, 2005

Isto de viver num país de enorme multiplicidade religiosa, até a nível individual, influenciará um tipo quando olha para a sua paróquia? E os párocos lá locais?

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novembro 29, 2005

Bloguismo em Mavalane

Dois anos de ler blogs. Belas surpresas com gente conhecida, belos blogs, até inesperados. A melhorar-me os seus autores, suas memórias ou seus convívios. E, claro, grandes surpresas com gente de quem não fazia a mínima ideia.

Mas também a desabarem algumas imagens de conhecidos. Esses campanhistas. Esses que sempre estão onde esperamos que estejam, seja lá o que aconteça. Sempre pendulares, inatacáveis segundo o "aparelhómetro". A complicar-me hipotético convívio. Mesmo que mero cumprimento de Matalane. Apertar a mão?, as boas-vindas a Maputo?, a quem faz do lúdico o torce-honra?

Depois recuo. E a quantos dos que aqui passaram, que me conhecem, lhes desabou boa imagem? E, pior até, confirmaram imagem?

Mavalane? "Então por cá?", "seja bem-vindo?", "precisa de alguma coisa?", "há-de ir jantar lá a casa". "Conheces?" perguntar-me-ão, "Sim. Um filho-da-, hás-de ler o que escreve". Tal e qual outros, se calhar. Mas se calhar, também, há limites para o relativismo. Entenda-se, da superioridade de quem não tem agenda. Aqui.

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novembro 28, 2005

Do "correctismo"

Estou sempre a lembrar-me de uma jovem colega, espanhola de Estado, de região muito autonómica de coração. Aqui colegámos algum tempo, ela centrada nas questões do género, feminista até mais não. Ríspida na conversa, e até nos actos. Rispidez do radicalismo e de juventude, diziam alguns. Comigo a negar, a pensá-la ao contrário, coisa decerto crescente com a idade, uma rispidez onde lhe adivinhava eu o desprezo por nós, portugueses, coisas colonialistas, por nós, conservadores, coisas de antanho. Acima de tudo por nós, coisas exploratórias. E tudo isso misturado com toque de má-educação, esse mesmo que há quem pense ser o tal radicalismo.

Não se pense que a desgostei. Bem pelo contrário. Descobri-me no beneplácito sempre devido às mulheres bonitas, ainda que neste caso algo mitigado pela minha ocasional impaciência. Mas logo redobrado no prazer que sentia quando a via invectivar de conservadores/reaccionários os meus colegas, em especial os patrícios, tremelicando-lhes as belas auto-imagens de pensadores críticos e, até, radicais.

Já disse, lembro-me muito dela, do seu delírio do "correctismo". E do arquétipo deste. Certo dia referi, não lembro a que propósito, a "minha mulher". Fulminou-me, um esgar mortífero, o desprezo vincado, a contraposição ridicularizadora "tua mulher? pertence-te? compraste-a?" e eu, a imaginar-me a cara espantada (por esta nem dela esperava) ainda ali a matizar "ouve lá, ela também diz "meu marido"" mas isso já nem lhe interessava, nem ouviu, tão na raiva contra a incorrecção, o verme machista/patrimonialista que eu ali era.

Lembro-me imenso dela. Aliás, estão sempre a lembrar-me dela. Nos blogs e lá fora. Por vezes, em silêncio, solidário, até brindo ao homem dela. Perdão, ao "homem que vai estando junto dela".

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Etnografia

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[Quarto de Vestir de Ateu (vista parcial); Maputo, 2005; pau-preto, autor anónimo; foto Jpt]

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novembro 19, 2005

Idade

Sim Zé, com essa idade toda já tens a suficiente para saber que se um escritor te pede a opinião não é para a dares, não é no a sério. Se alguém te pergunta um "suplantei-me" não to pergunta, diz-to. É para anuíres, "sim", abraço e brinde. Sim Zé, com essa idade toda já a tens suficiente para saber que isto aqui são loas, o resto é nada.

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Idade?

Ali ao pé do Pérola, logo na chegada, apresenta-se o dito Philip, talvez Filipe não sei, como sempre carregado de dvds legitimamente piratas. "Vendeste-me um dvd estragado", resmungo-lhe, "não há problema tio, quero-te satisfeito, troco já, qual era?", "esse da guerra dos mundos" "tenho aqui", "e também já tenho aquele que a senhora encomendou" "qual? o quê?", "este aqui, para a menina", ah, o madagáscar, "tá bem, quanto é?" "aquele preço de sempre, já sabe". Estou a pagar, ele aproximado no receber, baixa a voz entre-sorrisos, ainda que nós ali sozinhos, "e não está a precisar daqueles filmes para idade avançada?". "Ixe, ainda ... ". Filho-da-mãe, ali na gentileza a propósito do porno e a chamar-me velho.

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novembro 09, 2005

Noto nesse JPT alguma deriva pró-governo, decerto oportunista. Em loas, primeiro aqui. E agora por causa disto.

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novembro 08, 2005

Franjinhas

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O "Franjinhas" do eu-miúdo, ainda me lembro de o receber, aquele boneco dele, macio, até lustroso, meu encanto. A coisa mais plácida de então, muito gostava eu dos desenhos animados para pequeninos mesmo pequeninos. Agora aqui a chegar e logo, logo, papá e filha no cinema, pois então

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o carrossel mágico de domingo de manhã.

E ... o Franjinhas a lutar contra Zombies!!!!, estes enormes ossadas a reconstruírem-se, a multiplicarem-se naquele grande ecrã cheio disso e de outras malvadezas, a minha menina Carolina no encolher-se.

É isto o Franjinhas d'agora? Está tudo maluco?

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outubro 30, 2005

B.Leza de Lisboa

Amigos enviam-me uma petição (mais uma, deve estar na moda) para a manutenção do B.Leza, uma bela casa em Lisboa, onde muito me diverti (até demais), do melhor da música africana lá na santa terrinha, e uma cachupa no andar lá em cima para se conseguir regressar a casa. Antes do B.Leza nesse mesmo sítio (palácio Almeida Carvalhais, aprendo na citada petição) o Hernâni Miguel, o Zé da Guiné e o Mário do B'Artis inventaram a noite lisboeta nos princípios dos 80s: as Noites Longas [tempos em que não havia pastilhas e ainda assim as pessoas iam até à manhã do amanhã].

Ok, assinei a petição. Ainda que ela na lamúria "salvem as baleias" perdão, "salvem o B. Leza" local de Lusofonia e isso (só faltava). Enfim o jargão. Não sei qual o problema do B.Leza - o tal palácio a cair aos bocados, os donos a não quererem renovar o arrendamento, os clientes que já não vão? Sei que gostava muito da casa, que era muito amigo de uma das donas. Sei que me diverti imenso. Que era mais novo e solteiro. E que a última vez que lá fui estava separado, e notou-se. Salve-se a beleza do B. Leza? Sim, eu assinei. Deixei lá este comentário:

"Eu apoio a manutenção do B. Leza. Eu assino a petição. Eu conheci o B.Leza como uma óptima casa. Mas uma casa comercial. O cliente não ia à Lusofonia. Ia lá, pagava, depois bebia e pagava. Depois até subia por vezes à cachupa. E pagava. Ou seja isto não vai lá com petições e apoios de Estado ou fundações pró-lusófonos. Quem assine que vá lá beber e comer, dançar, pagar. O bastante possível."

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Eu vivo em Maputo. Alguém que assine e vá lá, beba um ou outro copo à minha saúde ("esta é pelo Zézé!). E vale mais do que uma assinatura. Um rabo de dança, sff. Enleio, requebro. Ainda haverá cachupa lá em cima?

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outubro 22, 2005

Chapelaria

Nestas ligeirezas que tão bem fazem ao Ma-Schamba gabei-me há alguns dias do meu chapéu novo. Um sonho já de décadas adquirido com júbilo na chapelaria Azevedo Rua, ao Rossio de Lisboa, aquando da minha última visita.

É pois com muito agrado que recebo visita de alguém, aqui chegado via Sapo, em busca da dita Azevedo Rua. Recomendo, visite e compre. E fique assim, entre o esparvoado e o não sei-bem-o-quê.

E também cosmopolita, dizia-me há dias uma das educadoras da escola da miúda: "I like your hat. You look like a old boer" lá da terra dela, e eu vaidoso, ali no broken english, "it´s just the old portuguese way". É isso mesmo, Azevedo Rua, ao Rossio.

Publicado por jpt às 01:13 AM | Comentários (0) | TrackBack

outubro 20, 2005

Mini-conto

Simpático, o Francisco colocou a minha versão de conto mínimo.

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outubro 12, 2005

Espanto

Como é que eles viviam antes do Google?

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outubro 09, 2005

O Acontecimento do Dia

fungando, fungando, fungando "Não consigo", "não con-sssigo", "consegues...vê, vê como é", fungando, fungando, fungando "não con-sssigo, não con-ssigo", "consegues, vê, faz lá assim", sim, um assim de madrugada tão longa, e ela fungando, fungando, fungando "não con-sssigo", "tás a ver!!!?? Viva, viva ... ranhoca ... viva a Carolina ... ranhoca" e ela, rindo, linda, rindo na madrugada "ranhoca, ranhoca, ranhoca".

Hoje a Carolina aprendeu a assoar-se. Viva!, viva!, ranhoca!!!, ranhoca!!! Viva a Carolina!!!

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outubro 08, 2005

Um bloguista em Maputo

Chegou bem. E recomenda-se.

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outubro 07, 2005

Ufano, lá vou eu em plena Nyerere com o meu chapéu novo (chapelaria Azevedo Rua, ao Rossio), até sonho de jovem, este de me chapear. Mas à porta do banco, eu uma mão a abri-la outra de cartão já a assomar, o sorridente guarda Alfa nem hesita: "Lá dentro tem que tirar o chapéu". Espanto-me, estupefacto mesmo, e enquanto me descubro, coisa do sempre no debaixo de tecto, ouvida nos avós e, no muito depois, impingida na tropa, ainda consigo sorrir ao dizer-lhe, quase pergunta, "guarda, v. está a mandar-me tirar o chapéu?", e ele que sim, que lá dentro, "cá dentro" já, tenho que o fazer. "Mas isso é questão de educação, nisso v. não pode mandar nos clientes" mas já nem é conversa, ele continua a sorrir e a confirmar o "é assim".

Fico-me na fila do ATM, ao dinheiro do fim-de-semana. Acabrunhado, chapéu nas mãos, "paisano". O cliente da frente, brasileiro, murmura solidário um "ele mandou-lhe tirar o chapéu?" e trocamos esgares.

Depois saio para a cacimba quase chuva, fria hoje. Nyerere abaixo, milhões no bolso. E chapéu na mão ...

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outubro 04, 2005

Globalização

Ali no Casterbridge Farm, o simpático centro comercial ao ar livre a Whiteriver (onde mora o enternecedor museu de automóvel do Mpumalanga), subsiste um aprazível restaurante, o "Ten Green Bottles" paredes meias com uma "Tasca (Portuguesa?)", algo suspeita mas a qual nunca experimentei. Mas aos domingos à noite ambos estão fechados, assim a obrigar à enésima pizzaria, essa maldita praga sul-africana. E este exemplar particularmente penoso. Seria mesmo de evitar se não tivesse monumental, único e extraordinário exemplo de globalização, imperdível observação (que não degustação, claro): pizza de biltong!

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Apiska-Sul

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"A Apiska-Sul é bonita", diz a Carolina.

E é, o Mpumalanga é bem mais do que o mall de Neilspruit - ainda que tantas vezes o esqueçamos.

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setembro 27, 2005

A estudar, atentamente.

[via o (agora) A Tonga da Mironga do Kabulete]

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setembro 25, 2005

Pois claro.

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setembro 05, 2005

Mau começo de semana, está visto.

Hoje, domingo, andaram por aqui a rondar a casa, a perguntar pelos guardas. Ladroagem certa. Lá vem noite de insónia, vigília de guarda. De blog em blog?

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setembro 04, 2005

O melhor dos últimos tempos. E o quão pequeninas são as outras vaidades.

Publicado por jpt às 07:47 PM | Comentários (1) | TrackBack

setembro 01, 2005

31 de Agosto - Dia dedicado

Dia Africano da Medicina Tradicional

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[Nos dísticos, aqui quase ilegíveis devido à necessária redução da fotografia para seu acerto com o "template" do blog, propõe-se "Reintegração social dos espíritos"; "Purificação e cura de pessoas, espíritos e da terra"]

(cerimónia ocorrida em Maluana)

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agosto 25, 2005

Nabokov, ofertado pelo R. Gross.

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Dia da memória da escravatura e da sua abolição, a seguir as ligações colocadas pelo Boticário de Província.

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agosto 17, 2005

O Altino Torres merece beber esse copo.

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agosto 11, 2005

É melhor sorrir:

Animado pelo anúncio da recandidatura de Mário Soares à Presidência da
República, o nosso querido Eusébio já confirmou o seu regresso à Selecção. Por seu turno, António Calvário começou a ensaiar o tema que vai levar ao Festival da Eurovisão de 2006. No caso de Rosa Mota, a atleta portuense reconheceu não ter tempo para se preparar devidamente para os Jogos Olímpicos, a disputar em Pequim, em 2008, pelo que resolveu adiar o seu regresso para os Jogos de Paris,
em 2012, onde participará na Maratona.

(obrigado Jp; e paciência ...)

Adenda: há correcção à anedota aqui transcrita, que o leitor O Raio colocou nos comentários - os JO de 2012 serão em Londres, não em Paris. Aqui fica para todos os que a andam a FWardar via email. Já agora, com os próximos JO na Pequim comunista e colonialista para que raio andamos nós preocupados com essa tralha dopada? Mero lixo. Os atletas, os gestores-políticos. E, acima de tudo, os telespectadores.

Publicado por jpt às 09:22 AM | Comentários (2) | TrackBack

agosto 09, 2005

Leão

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O Ngonhamo para Ídasse.

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Dragão

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Um desses dragões segundo Ídasse.

Publicado por jpt às 10:12 AM

O Matreco

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O Matreco, aliás JPT, segundo Gemuce.

Publicado por jpt às 10:01 AM

agosto 06, 2005

Sábado Académico

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Publicado por jpt às 10:32 PM | Comentários (5)

agosto 04, 2005

Rescaldo das férias lá no país

Pois aqui coloquei vários itens, desses que saltam à vista após quase um ano sem visitar a "santa terrinha". E interrompi o propósito, que há outras coisas para além do blog. Uma das irritaçãozinhas que me deixei esquecer regressa-me (até surpreendentemente) via o até agora insuspeito Food-I-Do. Não resisto, ei-la:

Portugal. Onde os velhos chanatos ou chinelos-de-meter-o-dedo são agora promovidos em "havaianas". Burguesotes.

Publicado por jpt às 09:15 PM | Comentários (2)

julho 25, 2005

Portugal. Recorte do princípio de férias, porque sociologia política esclarecedora do conjunto, desde o "mais alto magistrado" até ao "povo que bandeiras no rio". E logo, bem antes do fim de férias, pertinência do recorte absolutamente sublinhada: mais vale uma imagem do que mil demagogias. E faltam personagens que dificultem a vida ao humorista Luís Afonso.

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Publicado por jpt às 10:52 AM

Portugal. Saudoso dos tempos em que os vinhos não se apresentavam as castas nos rótulos. Vinho é vinho, região é região, casa é casa, ano é ano. E chega. Leigo serei mas de palato sensível ao novo-riquismo.

Publicado por jpt às 04:31 AM | Comentários (2)

Portugal. Fácil readaptação à condução ... em Moçambique também se ultrapassa pela direita.

Publicado por jpt às 03:58 AM

Portugal. Na Antena 2 muito se fala agora. Saudades de menor afectação e mais música.

Publicado por jpt às 03:55 AM | Comentários (1)

Google Earth

"Até a piscina cá de casa se vê", mostram-me os meus anfitriões, entusiasmados com as potencialidades do brinquedo, e logo voamos, rasantes, até Setúbal.

Não resisto a pensar que se tão assim é torna-se óbvio que uma queca na piscina também é filmável. Não lhes digo, amizade grande. Mas é óbvio, mano grande, duplipensamos e nem sabemos. Os porcos triunfaram nesta quinta.

Publicado por jpt às 03:31 AM

Portugal. Os saldos de Agosto começaram em meados de Junho. Boa, não há comerciante que eu despreze tanto como o lojista dos trapos.

Sim, eu sei que há escribas afamados que se lamentam do mal-vestir português, até lisboeta. Ah, a elegância cosmopolita alhures (no belo alhures, claro).

[na última festa na escolinha da minha Carolina, basto multinacional, dizia uma educadora moçambicana a uma mãe sul-africana: "os filhos dos portugueses conhecem-se pela forma de vestir, sempre com roupas de marcas"].

Ah, o trajar, o trajar.

Publicado por jpt às 03:15 AM | Comentários (3)

Portugal. Sem máquina fotográfica passo à frente da minha antiga escola, então a Secundária dos Olivais, secção Viveiros, nesses tempos em que eu e outros a inaugurámos. Para males das nossas educações, diga-se.

Hoje mais composta. E digna, que o competente Ministério da Educação rebaptizou-a. É agora a Escola Secundária Eça de Queirós. Sim, com S e sem Z.

Mau-feitio, dizem-mo?

Publicado por jpt às 02:55 AM

julho 24, 2005

Portugal. Já não há valores. Não há respeito.

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"Miniaturas" de whisky distribuídas na TAP, em saquitos de plástico! Sacos de plástico? Isto não é mostarda, não é ketchup. A TAP tem capital público, tem obrigações de decência e respeito. Já não há valores! Já não há respeito.

Publicado por jpt às 11:03 PM

Portugal. Cerejas...não palavras, cerejas mesmo. E queijos curados.

Publicado por jpt às 07:48 PM | Comentários (1)

Portugal. Verde, Verde, OK...

Publicado por jpt às 07:47 PM

Portugal. "Tem cartão de cliente?", ene vezes ...

Já não o cartão do clube, o do partido, ou o significante "passe social". Agora os cartões das lojas fazem-(n)os.

Publicado por jpt às 07:44 PM

Portugal. Verde, código, verde.

Publicado por jpt às 07:42 PM | Comentários (3)

Portugal. Luxo de emigrante quando por cá, jornais e jornais. Muitos teclando decadentismo (e como não?). E o fim, tipo desistência, do regime, até passo-a-passo para o presidencialismo. Se Cavaco Silva claro.

Sidónio, agora? Falta de imaginação.

Publicado por jpt às 07:23 PM

Portugal. 2ª circular e ponte Vasco da Gama à noite, na rádio The Who e Pink Floyd ao vivo e em directo. Idade (muito) para trás?

Publicado por jpt às 05:45 PM

Portugal. cavalo de ferro logotipo.jpg A olhar para os (outros) lados. Uma muito boa onda.

Publicado por jpt às 05:52 AM

Portugal. Quixote bibelot. Foda-se.

Publicado por jpt às 05:50 AM

Portugal. Tanta Tralha. Ser ardina é hoje trabalho de Atlas.

Publicado por jpt às 05:30 AM

Velhas gavetas. Sobre o insulto (já aqui, neste Ma-Schamba, aflorei este assunto.)

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[recorte de "Público", 8.5.1992]

"..."Le Haddock Illustré" (Bibliothèque de Moulinsart, Éditions Casterman), uma recolha exaustiva de todos os palavrões e demais expressões grosseiras proferidas por essa personagem, quase sempre em estados de grande excitação e cólera ... Albert Algoud propõe-se demonstrar que o insulto pode ser considerado como uma das bela-artes..."

Publicado por jpt às 04:55 AM

Velhas Gavetas. Hoje turista em terra própria.

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Esta "boca" está suja. Muito.

Publicado por jpt às 04:35 AM

Velhas gavetas. Coisas de hoje.
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Publicado por jpt às 04:26 AM