maio 10, 2006
Tom, coerência, sistematicidade, elevação, serenidade. Dignidade. Civilização, perdão, civilidade?
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Tom, coerência, sistematicidade, elevação, serenidade. Dignidade. Civilização, perdão, civilidade.
Publicado por jpt às 07:35 PM | Comentários (0) | TrackBack
maio 07, 2006
Do tom certo
Claro, Paulo Gorjão, tudo depende do objectivo de cada um. É isso o que comanda(ria) o tom de cada um. E (quase) todos os objectivos são legítimos - cada um como cada qual. E para quase todos tão difícil é acertar no tom - ainda para mais se quotidiano. Eu nunca o acertei, já agora. Narcisismo incompetente?

(uma reprise)
Publicado por jpt às 11:44 PM | Comentários (0) | TrackBack
Alquimia
(modificado)
Não tenho qualquer sensibilidade poética. Digo-me (até mais do que mo dizem) boçal. Não creio em sonhaduras e alquimias. Somos pós morremos pobres, espírito e o resto. A fusão de blogs da pouca gente tuga (sim, ainda que
alemão já és da malta) que tem "alma" para não se saber comportar em público - sim, exactamente essa questão do "tom" certo, levantado no Bloguítica, discutida no A Origem das Espécies, tão percorrida no Miniscente, mas, afinal, sumarizada no Mas Certamente Que Sim, nessa coisa do "saber posicionar o "discurso" (em) público" - a fusão da pouca gente tuga, dizia, que os tem de não se aparentar em público, de não se CVizar in-blog, deprime-me. Cada um como cada qual? Sim, mas irracionalismos de feiticeiros? Alquimia de concentração do capital bloguístico?
Sei que blogs de gente quando colectivos servem para menos. Se políticos, agendas e isso, trampolins e aquilo, até ganham. Mas se de gente, coisa séria, ficam meros híbridos, não se reproduzem (e isso está visto). Assim sendo blogoentristeço-me. Até incrédulo. A-linkador (perdão, a-elador), apesar do coro elogiador.
Que o sitemeter vos caia sobre a cabeça, é o meu desejo. E voto. E praga.
Publicado por jpt às 03:35 AM | Comentários (4) | TrackBack
maio 03, 2006
sobre o bloguismo
No fundo é como em tudo. As opiniões sobre o blogar brotadas no grã-bloguismo português são aceites segundo quem e como as expressa e não por aquilo que expressam. Há pouco o Abrupto hierarquizou o modo bloguístico, desvalorizando formas marginais de blogar, hiper/infra-comentadoras, algo que me pareceu um bocado pacífico. Pois caíu o Weblog e o Blogger, de "normativo" a "facínora" tudo lhe saíu em rifa.
De seguida no Estado Civil expressa-se outra forma de hierarquia do blogar, como se afirmando um modo essencial de o fazer, o texto curtissimo. Forma e moral, um despojamento intuído já agora, como se uma desambição de transposição. É algo de muito mais abrangente, uma hierarquia, uma norma se se quiser, uma desvalorização bem mais lata. Aparentemente seria de esperar um muito maior coro exaltado, o brandir do eixo de epítetos entre o "polícia" e o "malandro". Mas nada. E ainda bem. Pois, sem artimanhas, nenhuma polémica contra este texto me move. Discordo, mas sem ênfase. Apenas me divirto com as diferentes recepções. Gritos face ao marginal, silêncio sobre o essencial.
Sobre o bloguismo ver ainda a angústia quanto ao tom próprio no Bloguítica e os belos textos a esse respeito no Miniscente do Luís Carmelo.
Publicado por jpt às 06:27 PM | Comentários (4) | TrackBack
abril 28, 2006
Cada Um Como Cada Qual
Um blog muito novo, é via sitemeter que o conheço, tem elo para aqui. Obrigado. Vou lá conhecer. Clico para deixar nos favoritos, é até automático, guardar morada para ir acompanhando até porque a primeira impressão é simpática [tem música mas eu tenho uma enorme vantagem, não tenho colunas, não ouço o ruído alheio]. Clico para deixar nos favoritos, dizia eu, depois colocar aqui o elo, reciprocidade também. Mas logo me aparece a caixinha (pop-up??) informando-me
copyright .. 2006 [ .... ] Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução, cedência, distribuição ou armazenamento de qualquer informação (texto, imagem e som) publicada neste site
Ambiente hostil. Nem o endereço posso guardar - teria que copiar na barra acima e passá-lo para algures (copy-paste, diz-se). Digo teria porque a vontade esmorece. Ainda desço até ao início (blog novo, já disse), para ver o que é. O primeiro post afixa cartaz, algumas notas importantes sobre os direitos de autor, informando-nos, lembrando-nos que não podemos copiar o que ali se passa. Ixe, cofre-forte, e decerto abundam por lá tesouros. Cada um como cada qual, insisto-me. Mas para quê abrir a porta se tão trancado se está? Saio. Pode ser muito interessante mas não hei-de regressar - convidarem-me para entrar e tratarem-me como um ladrãozeco? Insisto, cada um como cada qual. Serve para todos. Portanto serve para os outros e também para mim. Daí que ali não volto.
Publicado por jpt às 04:00 AM | Comentários (2) | TrackBack
abril 27, 2006
Bloguismo
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Grã-Bloguismo, hoje? Já?



[AC/DC]

Publicado por jpt às 07:20 AM | Comentários (0) | TrackBack
Bloguismo
Punk.
Publicado por jpt às 06:59 AM | Comentários (0) | TrackBack
abril 23, 2006
Ainda o anonimato
Sobre essa questão do anonimato nos blogs e nos comentários ver isto, um blog incógnito. Ao que sei o autor também foi comentador [E.O.].
Publicado por jpt às 11:34 PM | Comentários (6) | TrackBack
abril 22, 2006
Bloguismo em Moçambique
Um pequeno contributo para a "pequena história". Que eu tenha visto aconteceu a primeira referência nos jornais ao bloguismo moçambicano. Foi uma invectiva (claro) aos desejos bloguísticos, da autoria de Fernando Lima, na sua coluna "Espinhos da Micaia" (Savana, edição de 21 de Abril).
Publicado por jpt às 09:06 PM | Comentários (0) | TrackBack
Comentadores anónimos: o meu outing
Já várias vezes aqui botei, o tom dos comentadores muito depende do tom do blog. Há excepções [a praga na caixa de comentários do Da Literatura foi disso caso extremo] mas a esquizofrenia comentatária é atraída pela loucura postadora.
"Há que assumi-lo", eu também fui comentador anónimo. Comecei no bloguismo por via do Abrupto e do Aviz mas rapidamente me deixei seduzir pelo O Meu Pipi. E tão bons como os textos vigorosos do blog eram os delirantes comentários. Certo que entre aquelas centenas havia muita palha, mera ordinarice. Mas havia um ambiente espantoso, uma mão-cheia de personagens fabulosas. Conversas, invectivas, até boicotes (lembro que um dia um tipo conseguiu trancar os comentários). Um espanto. Total non-sense. E tipos engraçadissimos - havia um comentador auto-intitulado Fodósofo que era genial. Mas mais uma mão-cheia de gente divertidissima.
Saio do armário, também lá botei comentário, e anónimo. Fiz uma espécie de recensão académica a um texto do Pipi sobre sexo oral. E muito contente fiquei porque neófito no meio daquela imponente tribo foi o textito (a esta distância bem absurdo, tanto que me coíbo de aqui o colocar) bem recebido pelos veteranos da maluquice.
Escusado será dizer que naquele cume da blogosfera ninguém assinava com o nome. Públicas políticas, pipis privados, claro está.
Publicado por jpt às 01:43 AM | Comentários (8) | TrackBack
abril 21, 2006
Publicado por jpt às 12:41 AM | Comentários (1) | TrackBack
abril 20, 2006

Com estas novidades no bloguismo em Moçambique fiz arranjo na coluna de elos (à direita), na zona respeitante. Para maior facilidade. E orientação.
Publicado por jpt às 09:47 AM | Comentários (1) | TrackBack
abril 19, 2006
Contributo para quase-bloguistas moçambicanos
O bloguismo em Moçambique está, finalmente, a crescer. Por onda mundial, claro, mas também por culpa do Machado da Graça. É ainda, com a belíssima excepção do Nkhululeko (que me vai antecipando posts, sacana), um bocado para o académico, mas há-de deixar de ser. Mais blogs é mais leitores. De clic em clic, de elo em elo alguns hão-de vir cá cair, ao blog do tuga, quase ma-guerre (muito ma-guerre in blog). Então é para esses que aqui deixo o melhor do bloguismo lá minha Tuga, assim tipo Mosteiro de Jerónimos, Expo ou pataniscas de bacalhau. Que é para verem que, por mais que vocês não o queiram aceitar, a gente tem gente. E, se calhar, para inspiração de algum eleito.
Está transcrito porque o homem tem a mania de apagar os textos, daí que não valha a pena colocar elos para o blog dele. É ir indo ver. O autor chama-se Maradona e costuma ser assim:
Brasil 0 - Brasil 1
Ontem, em Milão, o Brasil jogou contra o Brasil. Foi um jogo entretido, apesar de orfãos de um dos jogadores brasileiros mais inteligentes, Deco. Tacticamente a coisa podia ter descambado mais cedo, mas, infelizmente, os postes, o Eto'o e o Gilardino trataram de prolongar até tarde a desestruturação das equipas.
Não sei se repararam, mas o Ronaldinho Gaúcho está em acentuada baixa de forma. Falhou um enormidade de tabelas, de passes, e há quase dois meses que os seus livres não passam da barreira. Melhor jogador em campo? Ronaldinho Gaúcho.
O Kaka só apareceu nos últimos 20 minutos, o que foi mais que suficiente para ser considerado o segundo melhor jogador em campo. Depois vem Iniesta (Paulo Catarro confirma-se como o melhor relatador-comentador de futebol português), depois Oleguer, depois Edmilson.
Giuly, uma amálgama de Folha com Dominguez, convenceu-me definitivamente da sua utilidade, apesar de o querer ver morto como futebolista. Seedorf, definitivamente farto de futebol, é neste momento o melhor ex-jogador do mundo. Serginho e Cafu, duas trituradoras das linhas laterais, continuam a deliciar a audiência sabedora com a sua sobreespecialização numa das tarefas mais dificeis e ingratas no futebol. Gattuso, de quem se gosta pelo cansaço, continua a sua eternamente impromissora carreira no topo futebol profissinal, um homem que sozinho vai conseguir criar um novo ditado: "Passou ao lado de uma péssima carreira".
Chegados a Shevchenko. Para mim, Shevchenko, é o actual melhor ponta-de-lança do mundo. Ser o actual melhor ponta-de-lança do mundo não quer dizer que seja o melhor ponta-de-lança do mundo, atenção. Significa tão só que é o melhor a jogar na posição de ponta-de-lança: todas as suas intenções são inteligentes, todas as suas execussões são perfeitas, fisicamente tem potencialmente dois campeonatos italianos por ano nas pernas. Sucede que está a passar ao lado da melhor carreira de ponta-de-lança do mundo. Não consigo perceber por que é que isso acontece. Mas está para chegar do estrangeiro a pessoa que me vai convencer do contrário.
O resultado final, embora injusto, compreende-se. O Barcelona parece-me escravo da sua condição de futuro Campeão Europeu, e não vejo como libertar os homens dessa sentença.
Uma nota final para o jogo de hoje à noite, a outra meia-final da Liga dos Campeões, o França-Argentina, a jogar Highbury Park. Thierry Henry defrontar-se-à com Riquelme.
Sobre Thierry Henry não vejo necessidade de falar, suas excelências poderão ter visto a rotação-recepção sobre uma defesa inteira da Juventus que o inacreditavel senhor realizou no estádio Del Alpi nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Andei dois dias a sonhar com aquilo.
Mas sobre Riquelme gostaria de fazer um ou outro apontamento. Riquelme falhou no Barcelona porque o Barcelona não tinha equipa. Mas dir-me-ão vocês: O Villarreal não tem equipa! Tem, o Vilarreal tem uma grande equipa, para a equipa do Vilarreal o Villarreal tem uma grandíssima equipa. Riquelme é um mini-génio que não quer estar metido em trabalhos de superação do eu, de elevação acima das circunstâncias. Por ser regularmente a pessoa mais inteligente em cada estádio que pisa e sem que ninguém lhe exija nada de extraordinário depois do falhanço de Barcelona, tudo o que ele tem de melhor lhe escorre sem dificuldade, como quem está em casa a jogar ao Tomb Raider.
Quem viu o jogo dos quartos-de-final da Liga dos Campeões contra o Inter-de-Milão notou-lhe o esgar permanente da face, como se no fim de cada jogada lhe encostassem um ferro em brasa nas costas. Esta máscara é a fronteira visivel do que ele nunca poderá ser: um menino prodigio sempre em dor por não conseguir fazer as coisas nos momentos que o elevariam acima dos mortais. É não a face de um desapontamento pessoal, mas sim a imagem do incómodo que lhe causa imaginar milhares a perguntar porque é que ele não é assim sempre.
A sua exibição contra o Inter de Milão foi uma sequência interminavel de coisas bem feitas, que só ele e menos de meia duzia seriam actualmente capazes de fazer. Gostava de ter gravado o jogo, para vos mostrar. Destaco apenas o seu remate intencional ao primeiro poste a partir da linha lateral: só o Toldo é que seria capaz de ir buscar aquele missil, o mais improvável remate que vi em muitos anos. Se no mundial ele jogar assim a Argentina não será campeã, mas se mais alguém da sua equipa ajudar, e se somarmos o azar que inevitavelmente vai cair sobre a equipa rainha chamada Brasil, quem sabe....
Hoje, à noite, Thierry Henry versus Riquelme, e com o hipotético hiper-bonus-jackpot-euromilhões de assistirmos a meia horazita do cardeal Dennis Bergkamp
Publicado por jpt às 05:00 PM | Comentários (4) | TrackBack
abril 17, 2006
O meu desabafo ilegítimo, preconceituoso, contraditório (não boto eu aqui recorrentemente que em blogs cada um como cada qual?) e irreflectido (mais que não seja porque doente de "endobloguismo") foi canelado no Insónia. A irritação (doente de todos os defeitos acima referidos ) não era para ali dirigida mas pronto(s) ... Lá, nos comentários, falámos de futebol e espero ter-me explicado, que o futebolês é linguagem que me é acessível. O meu textito é incoerente, reconheço - repito, nos blogs cada um como cada qual. Mas como texto desabafo esta aí e assim fica, ainda que incoerente. O des-gosto também.
Publicado por jpt às 12:11 PM | Comentários (0) | TrackBack
abril 16, 2006
(quase) tudo sobre o sitemetergate
[Já que a Sara não tem comentários fica aqui a nota, para ela e para outros - por mais que ela queira basta tentar perceber o sentido dos textos, ou seja clicar no que os outros procuram (sitemeter + referrers) que lá surge a foto de uma loura de seio saliente debruçada sobre uma morena. A do seio leva o nome de Watts. Como na fábula, quem não quer ser loba não lhe despe a pele ...]
Publicado por jpt às 08:28 PM | Comentários (8) | TrackBack
Bloguismo, fauna e flora
Entre os tipos da bola, os políticos em stand-by (e com teclados senatoriais), psicólogos (ui, ui), comentadores anónimos, opinativos políticos, quase-escritores e mesmo poetas, tipos emigrados em áfrica, portugueses irascíveis, gente suave, ga[i]jas, ecologistas/homossexuais/liberais e outras causas, jornalistas e pro-jornalistas, gajos dos sites das putas, tipos retornados de áfrica, evangelistas, dizia eu, entre toda esta fauna o pior do bloguismo português é mesmo a flora de críticos literários. Raios lhes partam as lutazinhas.
Publicado por jpt às 07:11 PM | Comentários (2) | TrackBack
abril 06, 2006
Inédito na Blogosfera
O heliocêntrico Blasfémias achava-se a fonte da blogosfera liberal, o Acidental acha-se o ser da escatologia, o Lutz acha o Abrupto ego-pomposo, o Murcon é a coisa mais ego-insuportável da blogosfera portuguesa. Mas todos eles reduzir-se-ão à sua, afinal, insignificância mortal quando constatarem que o Apenas Mais Um tem um Eufigénio Fan Club.
O primeiro blog de fans de um blog. Grande acontecimento!
Publicado por jpt às 01:31 AM | Comentários (6) | TrackBack
abril 03, 2006
E ainda dizem que a blogosfera está a acabar. Eis um blog que acaba, literalmente, à porrada. Quereis maior sinal de vitalidade?
Publicado por jpt às 10:55 PM | Comentários (5) | TrackBack
Custa-me, mas tenho que o denunciar ...
e só o faço pois no Quase em Português o silencioso Lutz e a explícita Zazie discordam do meu "liberalismo" blogueiro (pelo menos adivinho-lhes a discordância).
Assim sendo refiro que em tempos houve blogs (infelizmente esqueci quais) que roubaram (sem a elegância da referência) a minha coluna de elos (ou rol de blogs, como gostam os anglicistas). Coisa absolutamente original e que me dá um enorme trabalho. Pois foi chegar, via technorati, a blogs novinhos em folha e lá estava tudo copiado. E entenda-se, um rolo de blogs também é estético, para além da trabalheira que dá ...
Publicado por jpt às 10:25 PM | Comentários (88) | TrackBack
Acidental
O Acidental, o meu blog de direita em Portugal, decide acabar. Estou a lamentar, gosto-lhe da leveza (ainda que Kant) e da (auto)ironia. Honestamente só me irrita(ra)m as suas (deles) chilenices, de resto muito bem lá andei. Acabam em festa, talvez por isso eu goste dali, a "direita festiva" é-me aprazível. Tão ao contrário do que me causa a "esquerda festiva", o que me deve (auto)definir, já agora.
E com mais esta "fragilidade" lembro-me que há alguns anos houve um partido que acabou com um jantar. Passados uns anos estavam todos no poder. Agora ... vamos esperar e ver?
Publicado por jpt às 01:27 AM | Comentários (0) | TrackBack
março 28, 2006
No Ilhas um belo texto sobre isto de blogar, com recuperação de texto de George Orwell.
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março 25, 2006
Publicado por jpt às 11:56 PM | Comentários (0) | TrackBack
março 20, 2006
Comentários em blog (e, já agora, telemóveis)
Certo é que já várias vezes escrevi que no bloguismo cada um como cada qual. Mas muito concordo com este texto do Apenas Mais Um sobre o que fazer com os comentários, por uma etiqueta in-blog. E, já agora, ainda mais concordo mais com o que ali se reclama sobre o uso de telemóveis.
Publicado por jpt às 06:25 PM | Comentários (10) | TrackBack
março 18, 2006
Legislatura
O Bruno adere à tendência legisladora do bloguismo e propõe a sua lei fátua: quanto mais visitas menos comentadores e vice-versa. Da sua comprovação empirico-estatística nada posso dizer, faltam-me dados e métodos. Mas, indutivamente, posso garantir uma adenda: quanto mais um tipo se aplica num texto menos comentários tem.
(eis-me auto-promovido a assessor de blogoparlamentar)
Publicado por jpt às 01:20 AM | Comentários (7) | TrackBack
março 15, 2006
Da linguagem por aí, na tv e nos blogs
Recebo os canais cabo da África do Sul. Têm tiques linguísticos engraçados. Em terra onde não se vendem bebidas alcoólicas ao domingo não surpreende o "Não invoques o nome de Deus em vão", e vai daí censuram todos os constantes "gods" dos filmes yankees, nem surdina é, mesmo silêncio. Puro puritanismo. Mas actual, que isto de estarmos às 8 e tal da noite com umas louraças a copularem, a serem penetradas (é muito mais elegante do que escrever "foderem", "assumirem* o caralho" como é óbvio), no constante "soft-sexy" do Hollywood série A, e se a alguma escapa um "ó my god", muito necessário ao reforço do box office dos galãs, lá vem o censor: fodam, perdão, copulem à vontade mas não invoquem o nome de Deus em vão.
Tem piada, confesso que não tenho muita paciência para ver uns tipos a esfregarem-se ali no ecrã, mas está bem, antes isso do que o telejornal da rtp. E a censurazinha, esta, até tem piada, coisas de paradoxo se nos lembrarmos da velha imagem padrão do puritano. Mudam-se os tempos, mudam-se as censuras ...
Mais piada tem quando as coisas aquecem no outro sentido, seja lá na guerra, que não há dia em que Hollywood A, B ou C não nos apresente marines, seals ou outros aferindo o mundo, seja nos policiais ou isso. Enquanto a rapaziada - sempre na hora das criancinhas, note-se - se aplica a esfacelar-se com arreganho, às vezes com até pouco realismo, outras mais tripas à mostra, jorros de sangue (é um must, cagar a câmara com sangue) e solavancos de "peidos-mestres", perdão, estertores agonizantes, seja no vietname, no afeganistão, nos subúrbios, seja ainda nos filmes de zombies série Z que são mais às 9 e picos, que isto de morrer no ecrã morre-se como o caralho, perdão, muito, enquanto eles se aplicam a esfacelar-se, dizia eu, e o ecrã se vai tornando vermelhusco, lá vêm os silêncios, cuidadosamente recortados, a cada "chupa-me o caralho", "fodilhão da tua mãe", "foda-se", "merda", "brochista". E, juro, que assistir a alguns filmes americanos mais recentes, sem legendas atenção, torna-se um bocado difícil, tantos os silêncios que ali vão surgindo, alguns diálogos imperscrutáveis, até pela desconcentração que tudo isso provoca. São contradições interessantes, acho, coisas de um puritanismo engraçado: meto-te uma bazucada pelo ânus acima mas que não se ouça que te enrabo.
Lá no meu país é (ou era, que me desactualizo) um bocado assim. Recordo as legendas celestiais que não traduziam o vernáculo estrangeiro, pura abstenção. E depois, sinais dos tempos, o ridículo do "sacana", "bolas" ou "caramba" em troca do "porco filho da puta", "colhões" ou "foda-se" em inglês. E no diz-que-diz lá na terra, filmeco, vilasfaias ou "conversas moles" nem pensar em arriscar a língua. Lembro que nos meados dos anos 80 um olivalense então célebre, e depois morto estupidamente cedo, Rogério Rodrigues Tell Tapia, foi à tv a um concurso de "talentos" fazer o seu número de "comédia em pé" e, na tardinha de sábado, dizer a sua ladaínha então semi-celebrizada em concertos do pop Radar Kadhafi (a qual, diga-se, era sempre a mesma, mas ao menos era dele) onde um dos pratos-fortes rezava assim: "...esfrega-me o caralho com brilhantina, besunta-me ele, esfrega-me ele..." entre outras peças deste quilate. E do que me ri ao vê-lo nisso, não da piada que não seria grande, mas do escatológico record vernacular que aquilo foi na paróquia ("ah, ganda olivais!!"). Depois, para aí 10 anos depois, dizem-me que Herman José avançou para estes territórios, mas não acredito que tenha ultrapassado o velho Tapia, em limites e em genuinidade. Talvez no cinema, talvez, ainda que algumas das "porras" que tenho ouvido mais parecem a Palmira Bastos a "morrer de pé". Acima de tudo por lá se mantém a ideia de que as caralhadas são muito dignas se em escritor de grã-porte ou marginal. Ou seja, o vernáculo agressivo, invocação ou dedicação, pertence (por direito divino?) à aristocracia, hoje a do pensar, ou (por ónus divino?) ao povo rasteiro, carroceiro. E Isto é nada mais do que a continuação da velha noção da alguma homologia, e cumplicidade, entre nobreza e povo e lá no meio, em distância ambivalente, a burguesia, bem comportada, equilibrada, a sobriedade, levando-se e levando "a sério", purificando comportamentos, apurando linguagens, no seu charme discreto: públicos discursos caralhadas privadas. Burguesotes de merda, a ver se sobem no escritório. E se, pelo aprumo, casam com o camafeu dotado. A sobrinha do chefe. Está nos romances, caralho.
Invocar o vernacular "palavrão"? Não se deve na "esfera pública", na representação do nós-mesmos. E arraste-se tal, com as togas do hoje, para o "palco público" do bloguismo. E dedicar o vernacular "palavrão"? Isso então nem pensar, grosseria redutora desta burguesia, antes de toga, agora de tecla, apoucar-lhe estatuto, brilho, sobriedade. E acima de tudo a competência, o desígnio. O colectivo, por soma de todos o que o são. Repito-me, o mandamento do "oqueéqueestefilhodaputaquer? privado" "meucaropermita-merespeitosamentediscordar público".
Não vou aí, e é assim. Por republicanismo, acima de tudo, a exigência de não dourar as origens. Nem o caminho. E porque a extensão da linguagem é significante e, em muitos contextos, ela não é substituível. É-nos necessária. E um direito. E, já agora, porque não casei com nenhum camafeu.
*esta expressão é minha, modesto contributo para a ideologia do "género", implicando a recusa linguística da passividade feminina no acto copular, crismada no popularizado "levar com ele".
Nota já agora: a propósito de uma discordância explícita (e condignamente reciprocada) com o Bombyx Mori há um blog snob (sem nome, anónimo), desejando-se acólito, que me dedica um texto ridículo de rococó, muito ofendido com um "vá à merda" alheio. E quer que eu lhe largue a mão - "largar a mão"? ... o pobre snob que leia a tralha acima e saiba os privados termos que lhe dedico. E já agora tire o link, não visite, vá andando, que a mãozita marota vem daí. E antes que se vá não saia sem o lembrete, quem opina e não assina é um bom montículo orgânico. Está bem assim?
Publicado por jpt às 05:44 PM | Comentários (9) | TrackBack
março 10, 2006
Empate Luso
[Tem adenda]
pos. nome total visitas média visitas total páginas média páginas
8 O Espectro (stats) 164019 3806 245015 5887
9 Abrupto (stats) 2326876 3806 2988734 4244
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Não é por nada ... mas parece-me que o desporto do bloguismo luso passa a ser, a partir de hoje, "dizer mal do Vasco Pulido Valente".
Adenda: "das duas uma", ou esta minha ideia foi acertada ("presunção e água benta cada um ...") e "ala que se faz tarde"...; ou assistiu-se a uma magistral manobra de "maquiavelismo" bloguístico, e com que remate final. Para ambas um sorriso.
Publicado por jpt às 09:47 AM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 24, 2006
Traço blogosférico português
É interessante. No bloguismo português, umas centenas de teclados informados, a atenção sobre a política externa portuguesa é nula. Muito requentado tardo-jornalístico, "fait-divers" e "gaffes", no fundo nada mais do que criticar, aliás "dizer mal", da política interna a propósito de qualquer coisa externa. E pouco mais. Um vazio de atenção que bem mostra o encerramento do país sobre o si-próprio, a falta de reflexão. Atraso estrutural. Atraso intelectual, nada mais.
Não admira que se contem pelas unhas de um dedo aqueles que olham a política externa portuguesa para além do nhanhanha da maledicência. Ainda que com pinças, diga-se.
Adenda: um comentário veio que me fez reler a entrada e ... exigir-me uma ressalva. Este é um texto sobre a blogsfera mainstream (sobre o mainstream cf. Blogómetro, edição do dia, para aí os 250 primeiros classificados, e mais umas dezenas de ausentes). Há no exo-mainstream alguns blogs que vão de Portugal olhando para fora - quase sempre por via de incidências biográficas dos seus autores.
Publicado por jpt às 12:52 PM | Comentários (4) | TrackBack
A mediocridade dos jornalistas, segundo os académicos
Via Adufe chego a um interessante texto: a reflexão de um intelectual académico sobre a mediocridade e superficialidade dos jornalistas.
Publicado por jpt às 12:43 PM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 19, 2006
Eu à conversa com o E. Lagoa: "escreve-se para ter um blog, não se tem um blog para escrever".
Publicado por jpt às 11:08 PM | Comentários (0) | TrackBack
Pré-requiem do Weblog.com.pt?
Espero que não, mas não há paciência para este tipo de mentalidade empresarial.
Adenda: ler o comentário.
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Q: O bloguismo serve
Publicado por jpt às 06:47 PM | Comentários (0) | TrackBack
fevereiro 15, 2006
O bloguismo serve para alguma coisa?
Serve o bloguismo para alguma coisa? Digo, para além do lúdico egocentrismo? Vale como expressão de causas, grandes ou pequenas, alertas, chamadas de atenção, etc e tal? Talvez, mas isso depende do tonitruar do nome que "posta". Ao cidadão médio, do anónimo com nome, não serve para tal. Indutivo o raciocínio, e egocêntrico (claro, é bloguismo).
Prova? Fui agora ver o que se passava aqui há um ano. Tinha encerrado o estaminé, cansado. E escolhera um texto que considero o melhor de todos que aqui coloquei (se aqui é bom ou mau é critério alheio, mas dentro do aqui é o melhor): este. É um ensaio sobre Portugal e sobre os portugueses, assim eu a alcandorar-me a Lourenço ou Gil, já para não falar no agora centenário Agostinho da Silva. Sobre sua essência, retórica, processo (abrangente, como se nota. E, teoricamente, multicultural).
Pois em um ano passado está tudo na mesma. Talvez um pouco mais silvestre, presumo.
Serve o bloguismo para alguma coisa? Digo, para além do lúdico egocentrismo? Vale como expressão de causas, grandes ou pequenas, alertas, chamadas de atenção, etc e tal? Talvez, mas isso depende do tonitruar do nome que "posta". Ao cidadão médio, do anónimo com nome, não serve para tal. Apenas como espelho vaidoso. Rasteiro.
Publicado por jpt às 05:10 PM | Comentários (17) | TrackBack
fevereiro 12, 2006
Argumentação e contra
Sobre liberdade de expressão e bloguismo vai havendo troca de argumentos no BlogCafé. Com filial aqui.
Publicado por jpt às 03:15 PM | Comentários (9) | TrackBack
fevereiro 10, 2006
Liberdade de expressão
É um tipo estar grosso, sentar-se ao blog, teclar, postar e não deletar. O resto é tanga.
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fevereiro 07, 2006
Etologia
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janeiro 28, 2006
Apelo geral ao neo-realismo
Há uns meses saíu-me na caixa de comentários do Tugir que dentro de anos a blogosfera portuguesa será recordada pela I Nacional Liberal e pela (hipotética) futura influência do Esplanar na crítica literária portuguesa.
Esta última, a adivinhar pelo eco bloguístico actual, será frutuosa. Pois a propósito da rabecada no José Rodrigues dos Santos (estou inocente, não li nem me cheira que lá vá) vai para aí um alarido. E todos concordarão, o dever dos homens que ficcionam sobre sexo é o da narrativa das negas, das rapidinhas, das trepas precoces e mal-dadas, o invocar e evocar de pilinhas frustres e cansadas, das angústias deste mundo, das misérias e miseriazinhas, e etc e tal, o mergulho no mundo do não e do viagra. A boa verga, a epopeia, o sonho? Nada disso, a função da arte, a função da literatura está, e há muito, bem explícita.
Viva o neo-realismo. E o pessoal adere. Vigorosamente. Potentemente. Alvar no riso, e nem percebem.
Como diz o povo (tão neo-realismável), como diz o jpt: Foda-se.
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janeiro 27, 2006
Números, apenas números
A entrada anterior foi a 2222ª do Ma-schamba.
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Prática bloguista
No belo estaminé da Zazie acabo de confessar, em primeira vez, o meu cansaço com os blogadores que nos seus blogs evitam descer às suas sub-caves e até adegas, prenhes do pessoal menor comentador,.
Publicado por jpt às 08:01 PM | Comentários (0) | TrackBack
Matriz Moral (Moral Matrix)
Os visitantes do Ma-Schamba dão-me licença que não integre o clube de "postadores" das suas "matrizes morais", sem que por isso deixe de ser "alguém"?
Antecipadamente grato.
Jpt
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janeiro 15, 2006
Um passeio pelos elos
Bloguismo. Uma elevada taxa de mortalidade bloguística.
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Bloguismo e anonimato
Completamente de acordo. Mas mais radical. A única coisa a fazer com esta gente é não ler, não referenciar, não elar. Desprezar. E, obviamente, temer. A besta são eles. Mas não bestas. Espertíssimos. Estrategas. Cobardes.
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janeiro 13, 2006
Para que serve um blog?
Outra vez?. Já disse que não sei!
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janeiro 11, 2006
Maschambismo/Bloguismo (case-study/ensaio sobre)
Então, e porque abaixo se fala do assunto, aqui coloco as palavras que orientam as buscas que têm desembocado no Ma-Schamba nas últimas 4000 visitas [as que originaram mais de 1%]. Enquanto agradeço aos leitores que em comentário foram avisando que por cá chegaram assim e que têm vindo a ficar, minorando a ar escatológico que a questão me assumiu.
E sublinhando o meu exagero. Há muitas buscas que justificam a visita, nem tudo é inútil. Até nas mais frequentes - p.ex. Angela Basset, muito requestada, e a quem eu, via foto, prestei a homenagem devida àquela que é, muito provavelmente, a mulher mais bonita do mundo (título o qual, como é sabido, é ocupado ex-aqueo por um colectivo de senhoras, ainda que neste momento só me lembre de uma sua parceira, a Lange de seu apelido); e o meu fiel e leal Ssangyong Musso, em tempos homenageado por ínclitos serviços à causa familiar. E, mais que tudo, o constante peso das "lulas recheadas", pesquisa que há já muito acompanha o Ma-Schamba, e que sempre muito bem remeterá os investigadores para o Café Correia (Vila do Bispo; encerra aos sábados), um verdadeiro templo oracular da questão. Saliento ainda a relativamente modesta posição da problemática "putas", sempre sonante mas pelos vistos não tão omnipresente. Quero ainda referir o elevado número de buscas que requerem os Ena Pá 2000, um grupo musical algo mítico (se estes são tão procurados se for metendo Stones, U2 e Clash o contador disparará, não?).
Enfim, esta pequena investigação permite-me suspirar. Nem tudo está ao deus dará. Afinal nem tudo estará perdido para os googladores.
Eis a lista e alguns comentários adjacentes, tipo notas de rodapé a este ensaio.
6 Vitor Damas [para além de qualquer percentagem]
1,926 Not referred from a search engine 48.2%
41 - sida - 1.0%
34 - ena - 0.8%
5 - "só eu sei porque não fico em casa" - 0.1% (aliás, 100%)
31 - dragões (ou dragão) - 0.8%
22 - ssangyong (ou musso) - 0.6%
21 - putas [variadas abordagens, inclusive "em elvas"!!!] - 0.5%
20 - ena pa 2000 - 0.5%
20 - maschamba - 0.5%
19 - angela basset - 0.5%
15 - isabel pires de lima - 0.4%
14 - lulas recheadas - 0.3%
10 maputo 0.2%
10 toussaint 0.2%
10 blogs presidenciais 0.2%
9 lojas de roupa 0.2%
9 calma 0.2%
8 musica para bebes 0.2%
8 louis braille birthdate 0.2%
8 etnocentrismo 0.2%
7 cytotec 0.2%
7 b 0.2%
7 Maria Filomena Mónica 0,2%
6 dizeres 0.2%
6 bebes 0.2%
5 s 0.1%
5 metoclopramida 0.1%
5 libelinha 0.1%
5 leao 0.1%
5 gaijas 0.1%
5 fred flinstone 0.1%
5 arquitectura moçambique 0.1%
5 lusofonia 0,1% (afinal?)
4 postais antigos 0.1%
4 po 0.1%
4 numeros cabalisticos 0.1%
4 misoprostol 0.1%
4 luis miguel rocha 0.1%
4 jogos olimpicos 0.1%
4 gaffes 0.1%
4 eduardo cintra torres 0.1%
Entretanto confirmo que nada sei sobre esta questão mas muito sei disto, pois vivo-o. Confesso ainda que não sei, mas que não deve ser difícil encontrar alguém que nos diga, e que não tenho a mínima ideia. Já sobre este assunto tão actual lamento mas também não sei, ainda que julgue ser isso coisa desta gente, esses dessa idade, parece-me. Já quanto a este assunto creio que não.
Em questão basto sensível declaro que estou inocente quanto à publicitação disto ou disto, reafirmando a minha total ignorância.
E, saberão o porquê os leitores veteranos do Ma-Schamba deste meu afinco, espero bem que sim, ainda que não saiba como. Isso não invalida que eu muito gostasse de ter uma.
Por causa das coisas afirmo que não vou, mas falo com e algumas vezes pago umas Reds.
Em conclusão, obrigado a todos, e desculpem qualquer coisa. E Boa Sorte.
Adenda sisuda: a quantidade de pesquisas na net sobre métodos de abortar é incrível. Não seria melhor distribuir um encarte gratuito com o Expresso, o Correio da Manhã e o Record? Que hipocrisia. Tal e qual a minha, neste censurar das entradas mais picantes deste cardápio. Coisas de conversa de homens, dizia-se nos tempos da educação marialva. Os meus, entenda-se.
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Bloguismo/Maschambismo
Proveniência das últimas 4000 visitas (de acordo com o sitemeter)
1,152 google.pt 28.8%
253 google.com.br 6.3%
159 images.google.pt 4.0%
156 google.com 3.9%
113 images.google.com.br 2.8%
112 pesquisa.sapo.pt 2.8%
108 frescos.no.sapo.pt 2.7%
94 images.google.com 2.4%
82 weblog.com.pt 2.1%
39 apenasmaisum... 1.0%
38 pesquisa.clix.pt 1.0%
31 blo.gs 0.8%
29 images.google.fr 0.7%
29 maschamba2. 0.7%
29 sitemeter.com 0.7%
25 google.fr 0.6%
24 cade.search.yahoo... 0.6%
21 almocrevedaspetas. 0.5%
21 daliteratura.blogspot... 0.5%
1-20 of 345 Previous 20 | Next 20 Highest | Lowest
Associando estes dados aos das "folhas" seguintes e contabilizando apenas as referências a origens de visitas iguais ou superiores a 1% (4, portanto) dá
Google (diferentes menções) : 52,1%
Sapo : 2,8%
Yahoo : 1,3%
Clix : 1,0%
Altavista : 0,4%
Buscador : 0,2%
Ou seja, 57,8 % das visitas ao Ma-Schamba chegam via motores de busca. E basta uma vista de olhos à lista de palavras buscadas (hilariante, em tantos casos) para saber que chegam ao engano.
Hesito entre o desânimo bloguista e a vergonha de a tantos enganar.
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dezembro 17, 2005
Debates da campanha presidencial portuguesa
Ainda não vi nenhum. Mas tenho lido blogs que sobre eles discorrem. Alguns pontos sobre estes. Mas, note-se, apenas sobre os ecos dos debates. Pois uma coisa é escrever sobre eleições e seus candidatos, outra coisa é escrever sobre "debates" e seus "resultados". É sobre esta última "actividade" que boto:
1. O primado do "quem ganhou", impressionista, "o candidato x ganhou por 6-0", "3-2", "por esmagamento", "KO", "humor", "aparência elegante". Quem ganha um debate? O que melhor passa as suas ideias, quem melhor combate as alheias. Quem melhor passa a sua pessoa, quem melhor dilui a pessoa alheia. Decerto que a forma de avaliar a melhor (no sentido de mais eficaz) actuação de um candidato não é a opinião (mesmo que douta) de um bloguista, ainda para mais sendo este quase sempre já apoiante, passível de rigidez preconceituosa. Tem que ser uma avaliação global, estatística se se quiser.
Este tipo de "eu-achismo" é um caso radical da pobreza intelectual no bloguismo "que-se-quer político" português.
2. É normal e legítimo que cada um opine. Claro. Mas é espantoso ver que os apoiantes de um candidato opinam sempre no sentido de que o seu candidato debateu melhor do que os oponentes: "o candidato X [que por acaso é o que eu apoio, mas só por acaso] ganhou o debate contra o candidato abecedário".. Dir-se-á que se alguém está mais sensível e mobilizado para determinado candidato e seus argumentos tenderá a valorizar as suas afirmações. Certo. Mas isso não implica, em caso nenhum, que essa maior sensibilidade implique muito sérias e assertivas considerações de "vitórias em debate", tipo juri de patinagem artística naquilo das "nota técnica" e "nota artística". Mais que não seja dado que uma "derrota" num debate não implica qualidades ou defeitos instrínsecos de um candidato presidencial.
Este tipo de "eu-achismo" enviesado é um caso total de desonestidade intelectual no bloguismo "que-se-quer político" português.
3. É normal que numa campanha eleitoral se valorizem as propostas próprias e as que se apoiam. Mas isso não implica gritar, em tom arbitral, vitórias num debate televisivo. Além disso isso conduz a considerar os blogs como instrumentos de campanha eleitoral. Há-os explícitos. Os outros, os perenes, ao subordinarem-se a uma campanha eleitoral, subordinando os pontos de vista dos seus autores aos dos interesses de uma campanha, menorizam-se. Não por se politizarem, longe disso. Menorizam-se pois matizam a franqueza com que a escrita, perene repito, desses blogs é realizada. E também se menorizam pois evidenciam um, desajustado, propósito de moldar as suas afirmações à vontade de influenciar o sentido eleitoral dos seus leitores.
Este tipo de "eu-achismo" estrategizado é um caso total de prostituição no bloguismo "que-se-quer político" português. E de imbecilização dos seus hipotéticos leitores.
4. Mas, acima de tudo, é um caso radical de auto-estima tonta do bloguismo "que-se-quer político" português. Pois muito dificilmente algum bloguista (passivo ou activo) mudará o sentido de voto devido ao que lê nos blogs, ainda para mais neste contexto de parcialidade histriónica. Aqui há apenas uma ladainha auto-convencida da sua influência. Inútil. Inútil politicamente. Mas muito útil bloguisticamente. Pois mostra a pobre gente que está às teclas.
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dezembro 13, 2005
Bloguismo (teoria do). Dizem os célebres e antigos: um "post" deve ser curto.
Ok. Tá bem ...
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dezembro 12, 2005
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dezembro 06, 2005
Prémios Blogs 2005
No bloguismo já começou a intra-atribuição de Prémios Blogs 2005.
Uma cuidadosa escolha no 100Nada. Uma mais restrita no excelente Insónia.
O ano passado aqui organizei os Prémios Gandula Blog 2004, que decorreram com o maior sucesso. Este ano, por inexistência de patrocínios, só há disponibilidade para um prémio: o "Sem Ponta De Colher De Chá". Dedicado ao texto político mais decente no bloguismo português:: parte I, parte II.
O melhor blog político segue sem prémio (a tal falta de patrocínio): é o Ideias Para Debate onde se fala a sério sobre coisas sérias. Mas tem espessura a mais para as levezas europeias. Nem como exemplo serviria. Coisas da civilização, do progresso. Que há-de chegar, creio. Nacionalista.
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dezembro 04, 2005
Kinja
Sim, atrasa um pouco, é algo mouco e lerdo. Mas o Kinja tem estado a funcionar. Os outros serviços de "actualizações" também?
(há quem chame "rações" a isto. Desagrada-me ...).
Publicado por jpt às 09:40 PM | Comentários (3) | TrackBack
O bloguismo português: reprodução de comentário alhures
Vale o que vale (bem ... como tudo o que para aqui se bota), mas apetece-me deixar aqui um excerto de um comentário que me saíu numa discussão no Tugir:
"... acho que dentro de anos o bloguismo português será recordado acima de tudo por duas coisas: o impacto (se muito, positivo ou os inversos não sei) na crítica literária do Esplanar (essa reencarnação do actual velho do principe real) e por esta I Nacional Liberal. Diga-se que com esta minha ideia não quero minimamente desvalorizar o Esplanar (sobre o qual não posso opinar com fundamento, e o qual muito me agrada ler). Mas que I NL me parece saída da [velha] constelação Mir/Avante/Estampa parece ..."
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novembro 29, 2005
Bloguismo em Mavalane
Dois anos de ler blogs. Belas surpresas com gente conhecida, belos blogs, até inesperados. A melhorar-me os seus autores, suas memórias ou seus convívios. E, claro, grandes surpresas com gente de quem não fazia a mínima ideia.
Mas também a desabarem algumas imagens de conhecidos. Esses campanhistas. Esses que sempre estão onde esperamos que estejam, seja lá o que aconteça. Sempre pendulares, inatacáveis segundo o "aparelhómetro". A complicar-me hipotético convívio. Mesmo que mero cumprimento de Matalane. Apertar a mão?, as boas-vindas a Maputo?, a quem faz do lúdico o torce-honra?
Depois recuo. E a quantos dos que aqui passaram, que me conhecem, lhes desabou boa imagem? E, pior até, confirmaram imagem?
Mavalane? "Então por cá?", "seja bem-vindo?", "precisa de alguma coisa?", "há-de ir jantar lá a casa". "Conheces?" perguntar-me-ão, "Sim. Um filho-da-, hás-de ler o que escreve". Tal e qual outros, se calhar. Mas se calhar, também, há limites para o relativismo. Entenda-se, da superioridade de quem não tem agenda. Aqui.
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novembro 26, 2005
O que é que o cu tem a ver com as calças?
(para quem não queira perceber o imediato abaixo)
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novembro 24, 2005
Ser um bloguista de referência
será ter talento, acuidade, elevação. Inteligência, estilo e ponderação. Convirá não ser desabrido, não praguejar. E, de certa forma, não ser autobiográfico (como disse, noutro contexto, o Francisco). Enfim, ter gravitas, como eu próprio (me) denunciei há tempos. Mérito.
Mas, acima de tudo, ser bloguista de referência é responderem-lhe às perguntas.
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novembro 20, 2005
Sitemetergate (mais desenvolvimentos)
Mais um episódio do Sitemetergate (iluminada denominação avançada pelo Luís Carmelo).
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novembro 16, 2005
Excelente definição que me chega proveniente de blog onde a prosa ilumina: Sitemetergate.
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novembro 13, 2005
Aos que visitam o blogómetro
Há muito tempo que se escutam disputas sobre audiências, respectivas e absolutas. Vaidades e políticas. Influências. Nessas questiúnculas também se liam ecos da sensação de que na contabilidade mais generalizada, o sitemeter, os blogs blogspot seriam privilegiados face aos weblog.
Na última semana o Ma-Schamba dobrou o número médio de visitantes:

Avisado pelo Eufigénio Lagoa e ensinado pelo Rui Cerdeira Branco acertei a inclusão desse contador no blog segundo as instruções do próprio sitemeter. Crescimento das visitas. E constatação que a maioria aqui chega por indicação dos motores de busca, leitores acidentais que decerto partem desiludidos. Enganados.
Enfim. Crescimento de audiência do bloguismo? Não será mais crescimento do googlismo?
Conversas sobre audiências? Para quê, se a maioria dos que chegam partem para sempre? Resmungando no clic.
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novembro 05, 2005
Há em algum bloguismo muita partilha de informação teórica. É agradável e até educativo. Ainda que às vezes tão superficial que tudo pareça link dropping.
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novembro 04, 2005
Blogs femininos
Não leio muito os blogs femininos, esses nos quais somos informados, insistentemente, de que quem ali escreve é mulher ("muito mulher", diria um cómico brasileiro da minha juventude). Vou sim lendo vários elogios, rapazes gabando esse isso que por lá se passa.
Acho que compreendo, isto de olhar mulheres dá sempre para complacência (todas as mulheres têm beleza, dizia um poeta/cantor brasileiro da minha juventude) - até que o sinalzinho (o tal beauty spot) se torne verruga, está claro.
Daqui encontro-lhes um ponto comum. Interessante, mesmo significante. São blogs escritos por mulheres que se auto-definem como "gajas" ou "gaijas" (ainda não percebi se esta diferenca ortográfica é coisa ideológica ou regionalismo/etnicidade). Esse auto-ga(i)jeamento é mesmo o fundamental, sempre presente, constante.
Enfim, há quem precise de causas. E a cada um(a) a sua causa.
Ainda assim confesso-me, não há paciência para tais meninas. Coisa de ga(i)jo que gosta de senhoras e de ga(i)jas? E que, já no para-o-velho, sabe que ambas nunca precisam de dizer que o são? Em especial quando essas ambas são as mesmas.
Ou será apenas coisa de ga(i)jo velho que já vê as verrugas?
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novembro 03, 2005
Adenda ao anterior
E na sequência do que abaixo informei, todo lampeiro dos meus conhecimentos, aqui fica um texto sobre estas coisas ("feeds", rsss e isso, coisas que nem imagino o que sejam) de alguém que percebe do assunto.
(percebe muito mas tem um blog que leva imenso tempo a abrir: ok, pirraça minha, inveja minha.)
Publicado por jpt às 01:26 PM | Comentários (6) | TrackBack
Novo Serviço de Favoritos: recomendação
Descobri agora este Kinja que me parece um bom sistema de acompanhar as actualizações dos favoritos [até porque o blo.gs decaí, há muito sem possibilitar a introdução de novos blogs, s e irritantemente sensível à introdução de comentários nos blogs do blogspot - a quantidade de clics desnecessários que isso implica].
Mais, o Kinja tem um design agradável e um sistema de digest que melhora a selecção de leituras.
Recomendável.
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novembro 02, 2005
O Livro do Dia

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outubro 30, 2005
MyBlogLog
Encontrei este serviço no Fazedor de Comida: o MyBlogLog do qual gosto: mostra de onde os leitores chegam, tal e qual outros sistemas; mas, e isso é o interessante, mostra para onde vão, quais os nossos elos que utilizam. E isso é simpático.
Minudências de bloguista.
Publicado por jpt às 09:05 PM | Comentários (1) | TrackBack
outubro 26, 2005
Excitações
As bloguísticas, claro. Ando a reler o Ma-schamba, coisas de o rearrumar por novas categorias, que isto estava uma confusão. (Está quase). Ando a relê-lo, dizia, e a muitas das ligações que fui fazendo [categoria "blog-in, blog-out, já agora]. Tanta palha aqui. E tanta excitação aqui e além, tantas excitações. Ridículas, as de aqui e as de além - ainda que o ridículo alheio seja sempre ainda mais ridículo e o nosso, ainda que escasso claro, mais doloroso.
Divago? Pois não. Há exactamente um ano aqui (e em tantos outros lados) urrava-se sobre Butti ... Butti ... Butti ... Buttiglione, Buttiquem? E hoje?
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outubro 24, 2005
Anonimato nos blogs
Já aqui várias vezes referi a questão do anonimato nos blogs, da minha repulsa pelos "embuçados" que não sendo "el-rei" por aí andam no fado da opinião política. (É coisa velha esta minha, vejo-o aqui e aqui; e ainda, mais recentemente, aqui discordando com o Viva Espanha, e aqui, em resmungo face a anónimo com prosápias de humorista).
Agora deparo-me com este texto. Como lá comentei, parece-me o mais absurdo texto bloguístico que já li. Subordinado a uma conspiratória tese: a aproximação das eleições presidenciais obriga à recusa do anonimato, agora (só agora?) mera "cobardia" ao que parece. Tanta que João Gonçalves deixa de partipar no Grande Loja... por este acoitar anónimos. Diz o meu povo que "mais vale tarde do que nunca...". Assim seria se aqui não estivesse implícita uma perversa concepção, em que se diferencia o normal exercício da vida pública (e bloguismo político-opinativo é vida pública) daquele exigível no momento da eleição da "...mais alta Magistratura...". Sacralização desta? Desvalorização do restante "correr do tempo"? Após a eleição presidencial portuguesa de novo no reino dos anónimos?
Que absurdo. Que perverso absurdo.
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outubro 22, 2005
Blogo-Escola
Talvez por não ter o hábito de visitar os blogs de ensino - o meu mandamento de separar trabalho e hóbi - não tenho encontrado nas reflexões sobre o bloguismo (influências, efeitos, associações, hierarquias, modalidades, conteúdos, etc.) eco de uma área que nos últimos tempos encontro em expansão: os blogs de ensino. Organizados em departamentos universitários, centros de investigação, cursos de pós-graduação, disciplinas curriculares, etc., acredito que estarão em rápida multiplicação.
Não só pelo "V. não tem um blog na sua cadeira?!", "vs. não têm um blog no departamento?!", mas acima de tudo pela rapidez da troca de informação e de reflexão que um sítio não permite, por muito estático para os dias de hoje.
Já aqui dei conta do Oficina de Etnografia, Ritual & Performance e do Estudos Africanos (que agora tem a ligação indisponível). E de outros tenho vindo a ser informado.
De momento encontro-os naturalmente auto-centrados. Mas acredito que rapidamente serão geradas redes de interligações específicas (tal como no bloguismo geral) e deixo-me imaginar as formas de interacção, em tempo real, entre os núcleos de ensino. Espantoso? Não tanto no hoje em dia. Mas prometedor.
*****
["Ó Flávio/Teixeira, tu/V. não tens/m blogs nas suas cadeiras?", "ahhh ... pois!", "he pá, isso é uma pena, aquilo ajuda imenso os alunos, temos que nos actualizar", "ahhh ... pois!"]
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outubro 21, 2005
Contributo nada original
Há dias, uma eternidade no blogotempo, aqui e aqui discutiram sobre a possibilidade da interacção entre blogs e de hipotéticos efeitos na acção exobloguística. Coisa assim não muito surpreendente nem tampouco omnipotente. Assim ao correr das releituras aqui deixo contributo não original, apenas para retirar ênfase:
"Cada vez há mais provas de que o consumo de comunicação de massas origina em todo o mundo resistência, ironia, selectividade e, em geral, impulso para a acção."
[Arjun Appadurai, "Introdução", Dimensões Culturais da Globalização, Teorema, 2004 (1996), p. 19]
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outubro 20, 2005
Blogopédia
Muito interessante esta Blogopédia: recenseamento inteligente de blogards e de blogs.
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outubro 14, 2005
De novo o anonimato
Sobre o anonimato bloguístico um muito recomendável texto no A Barriga de um Arquitecto (não, não é por causa da epígrafe).
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De novo o anonimato
Sobre o anonimato bloguístico um muito recomendável texto no A Barriga de um Arquitecto (não, não é por causa da epígrafe).
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outubro 13, 2005
Micro-causas avulsas
"Em segundo lugar há aqueles que procuram ridicularizar e descredibilizar o instrumento em si que constitui uma micro-causa. Não faltaram, nos últimos dias, micro-causas avulsas...", diz o Paulo Gorjão. Mas não me parece possível a relação simples. Certo, a tal "causa avulsa" muitas vezes será para ridicularizar. Mas outras é fruto do sucesso da m-c do Bloguítica (e antes aquela do Abrupto), o qual não pode reclamar a exclusividade momentânea, tipo a "Micro-Causa do momento é a minha" - eu presumo (e não digo "eu sei" porque isso seria minha presuncão) que não seja isso que PG quer dizer, mas é isso que se retira do texto. E exemplo é esta m-c lançado pelo Altino Torres [n assinaturas, já agora], bem como outras: o instrumento m-c está na berra, as pessoas utilizam-no. Até à (sua) exaustão.
Depois há o humor, que nem sempre é para ridicularizar: é evidente que quando muito se fala em m-c o pessoal, mesmo até os que subscrevem, goza. Acho saudável, até para não nos levarmos muito a sério - saudável e acertado (veja-se o caso do Público, o qual não pode deixar os bloguistas levarem-se muito a peito: é óbvio que a montanha pariu uma ratazana). Eu já por aí andei a comentar que "o ma-schamba é a minha micro-causa", deixei aqui "apoia a minha micro-causa que eu apoio a tua", talvez pobre humor. E outros também sorriem ou riem. Se não fosse assim isto tornava-se insuportável. Tal como gozo, interiormente acima de tudo, com a m-c da fifa, é ir lá e ver a exaltação patriótica dos comentários - rais parta, é só para os tipos da fifa colocarem um sítio em língua portuguesa, ninguém quer tomar Ormuz. Já agora, tem alguma lógica nos tempos de hoje que a Fifa não tenha um sítio em mandarim? E já nem digo em hindi ou japonês.
Em suma, já há seriedade "postal" a mais nisto do bloguismo português (e, em particular, no Ma-Schamba). Tendências orgânicas, também (mas aqui não). Goze-se, de modo avulso ou sistémico. Goze-se, muito! E, em especial, sobre as "coisas sérias".
Publicado por jpt às 01:49 PM | Comentários (6) | TrackBack
Micro-causas avulsas
"Em segundo lugar há aqueles que procuram ridicularizar e descredibilizar o instrumento em si que constitui uma micro-causa. Não faltaram, nos últimos dias, micro-causas avulsas...", diz o Paulo Gorjão. Mas não me parece possível a relação simples. Certo, a tal "causa avulsa" muitas vezes será para ridicularizar. Mas outras é fruto do sucesso da m-c do Bloguítica (e antes aquela do Abrupto), o qual não pode reclamar a exclusividade momentânea, tipo a "Micro-Causa do momento é a minha" - eu presumo (e não digo "eu sei" porque isso seria minha presuncão) que não seja isso que PG quer dizer, mas é isso que se retira do texto. E exemplo é esta m-c lançado pelo Altino Torres [n assinaturas, já agora], bem como outras: o instrumento m-c está na berra, as pessoas utilizam-no. Até à (sua) exaustão.
Depois há o humor, que nem sempre é para ridicularizar: é evidente que quando muito se fala em m-c o pessoal, mesmo até os que subscrevem, goza. Acho saudável, até para não nos levarmos muito a sério - saudável e acertado (veja-se o caso do Público, o qual não pode deixar os bloguistas levarem-se muito a peito: é óbvio que a montanha pariu uma ratazana). Eu já por aí andei a comentar que "o ma-schamba é a minha micro-causa", deixei aqui "apoia a minha micro-causa que eu apoio a tua", talvez pobre humor. E outros também sorriem ou riem. Se não fosse assim isto tornava-se insuportável. Tal como gozo, interiormente acima de tudo, com a m-c da fifa, é ir lá e ver a exaltação patriótica dos comentários - rais parta, é só para os tipos da fifa colocarem um sítio em língua portuguesa, ninguém quer tomar Ormuz. Já agora, tem alguma lógica nos tempos de hoje que a Fifa não tenha um sítio em mandarim? E já nem digo em hindi ou japonês.
Em suma, já há seriedade "postal" a mais nisto do bloguismo português (e, em particular, no Ma-Schamba). Tendências orgânicas, também (mas aqui não). Goze-se, de modo avulso ou sistémico. Goze-se, muito! E, em especial, sobre as "coisas sérias".
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outubro 11, 2005
Micro-Modo
"Apoio a tua micro-causa se apoiares a minha".
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Um blog como deve ser
Um pouco por causa da Bloguítica regressou a conversa sobre os links, os visitantes, e as causas de micro-causas, e dos diálogos e isso tudo. Nesse âmbito eis um blog como deve ser ...

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outubro 10, 2005
David Sifry
Como todos os bloguistas usam o sistema: David Sifry, fundador do technorati, no Economist.
[via Linha dos Nodos]
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outubro 01, 2005
A blogosfera lá no(s) burgo(s)
No A Natureza do Mal uma frase desencantada: "Os que desde o início preveniam que a blogosfera não podia ser melhor do que o país estavam certos."
Lembro-me sempre de alguém (mas não me lembro de qual alguém) dizer que o futebol não era uma escola de virtudes, decerto chateado com os apontadores de manigâncias que por lá pululam. Tal como, pelos vistos, a blogosfera (portuguesa e não só) o não é. E será esse o seu encanto. Que de virtuosos estará o inferno cheio. Nem tampouco será elite a tal blogosfera. E será esse outro dos seus encantos, que nada há pior do que uma elite a importantar-se. E a reclamar-se direito preferencial à (blogo)palavra. Nem tampouco ainda será a tal blogosfera uma "comunidade", essa de que ouvi falar quando comecei a blogar (mas isso foi conversa que deu uvas), que para isso chega lá a associação da paróquia.
Um país não existe. O que há é bloguistas. Uma merda, é o que é, ao que parece. Húmus, se em versão poética.
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A blogosfera lá no(s) burgo(s)
Há uns tempos o Paulo Querido (que agora anda outra vez na berra, mas por razões menos amplas, diga-se assim) escreveu um texto em que aventava a redução da preponderância do bloguismo político português, ou seja o crescimento da realização e da leitura de blogs não políticos, no fundo a complexificação do bloguismo (infoconversas pessoais não se ecoam mas deste eco não virá grande mal ao mundo, disse-lhe então que discordava da forma, pois tendo ele sublinhado a importância de um contador não (quase)universal no bloguismo português "deu o flanco" a críticas ao seu argumento central). Algo que me parece evidente, pacífico e, até, tardio (como explicar tão tardio desenvolvimento do bloguismo erótico-pornográfico?).
Bem, tendo ele dito isso "caíu o google e o yahoo", como se tivesse negado a importância do opinativo. Ou até reduzido manhosamente a estatística absoluta desse opinativo (qual ministro das finanças à volta de um défice público). Pareceu-me então tudo isso um misto de tresleitura com empáfia, mas também de excitações do momento, coisas que passam.
Agora que tanto blogotempo depois ainda se venha afirmar a importância do bloguismo político português, refutando quebras estatísticas ... ai, meu deus, diz o ateu.
(e, para maus entendedores, nada disto tem a ver com a tal polémica menos ampla em que PQ anda metido)
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setembro 29, 2005
Aumento de leitura de blogs
Uma vistoria ao blogómetro e das duas uma: ou o Site Meter (é sobre os seus dados que aquela tabela se estabece) se tornou mais sensível, aumentando os números de leitores; ou nos últimos meses há muito mais gente a ler blogs portugueses.
Para uma ideia desse hipotético crescimento: que eu tenha reparado este ano o Ma-schamba já foi o 35º mais lido nesta tabela, com cerca de 200 leitores diários (talvez nesse dia com um pouquito mais, mas nunca muito mais). Hoje em dia o mesmo lugar (já agora, ontem do Ciberjus) corresponde a cerca de 540 visitantes. Parece óbvio um enorme crescimento da leitura de blogs.
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agosto 27, 2005
Sobre o capim que é esta coisa toda (apesar de se [nos] almejarem a pobre mandioca, coitados) diz aqui, em comentário, o Miguel Silva: "Mas, concordo inteiramente, qualquer blogue com aspirações a exercer influência que passe ao lado deste assunto atesta a sua própria irrelevância. Capim, pois então."
Capim, pois então. Quem vai seguindo o Ma-schamba sabe bem que este depende dos humores do machambeiro. Sem agenda e (como o disse há pouco) sem gravitas. Coisas várias do político da santa terrinha, coisa de emigrante que há anos aprendeu que um socialista português nada mais é do que um mero filho da puta (mesmo que seja meu irmão), aldrabão e mafioso (mesmo que seja filho da minha mãe), ladrão (ainda que neto das minhas avós). Há outros assim? Talvez, aliás, estou certo, mas não os conheci. E coisas várias do quotidiano, da minha filha, dos livros, das andanças, um ou outro restaurante, coisas soltas. Sem agenda é assim o Ma-Schamba. E achando que o bloguismo é isso mesmo, o cada um meter o que lhe apetece. Sem agenda, repito.
Agora todos esses, pomposos, neuróticos (um bloguista é, obviamente, um neurótico, que não faz desporto, não lê, fode pouco e bloga), que vão discursando sobre poderes variados que julgam ter, sejam eles lá da direita extrema (tipo último reduto, último reduto a que chego e só por sabê-lo apreciador de xai-xai), da direita regular tipo não sei o quê, pomposa e ensinadora das maiores simplicidades, com nome mais ou menos pomposos, tipo tomar partido que toma partido à espera ..., tipo abrupto, que afinal se cala quando o partido fala (áfinal?, como se exclama aqui), tipo a tralha socialista com causa ou não - e não falo dos trostkistas eróticos porque aí não vou, que sou filho de uma senhora -, amais o camarada foodido, afinal, dizia eu, blablabla mas um palhaço confessa ser corruptor e ninguém diz nada.
Não há agenda obrigatória, Miguel Silva, mas esses caralhos que andam para aí a julgarem não sei o quê, dizerem-se isto e aquilo. Que vão, sitemeter ou weblizer, levar no cu.
O Ma-schamba emigra. De vez.
O machambeiro, 6 da manhã, concerto dos ghorwane antes, metaforicamente vomita. Mero nojo. E diz, fel e bilis, Viva Espanha. Ainda que sabendo que não lhe serve de nada. Mas foda-se, merda de país, merda de patrícios.
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agosto 25, 2005
Ainda sobre o influenciometro
"A vaidade de atribuir à filosofia, às declarações dos intelectuais, efeitos tão imensos como imediatos parece-me constituir o exemplo por excelência daquilo a que Schopenhauer chamava o "cómico pedante", entendendo por isso o ridículo em que incorre quem efectua uma acção que não está compreendida no seu conceito, como um cavalo de teatro que defecasse."
(P. Bourdieu, Meditações Pascalianas, Oeiras, Celta, 1998, p. 2)
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agosto 24, 2005
Andradismo
Atrevimento só lá em casa, lantejoulas até, rodriguinhos à cubillas, já no fora-de-portas, para lá da ponte, a tremideira do "o respeitinho é muito bonito", "por quem é, sô doutor", "quem sou eu para o afirmar..." que nem nome tenho quanto mais opinião para o encher, chapéu na mão, de preferência bem encostadinho ao peito.
Roupita nova, verve esgalhada e até com tempero local, coisas como que dos tempos de agora. Mas mesmo mesmo afinal só os tais rodriguinhos do cubillas, no refúgio lá em casa, no esconso das noites, essas festivas que deram nome à lenda. E assim nada mais que o bedum do antigamente, no indo de mansinho, do outra vez "quem sou eu, sô doutor", o elogiozinho da humildadezinha. É, ainda os há, aos andrades.
Passo à frente, nem enjoo ou nojo. Só mesmo passar à frente.
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Do franchising weblog
(ligeiramente retocado)
Mão amiga fez-me chegar o texto que o Paulo Querido publicou no Expresso sobre a blogosfera portuguesa. Registo que ali se referem estatísticas que procuram demonstrar o que me parece demonstrável até sem elas - a diferenciação temática do bloguismo no país, e o concomitante descentramento no político e afins. Basta andar por aí para ver. Em suma, com mais ou menos credo na popularidade do Hollywood não me parece haver ali alguma heresia, apesar do argumento vir em contra-corrente à auto-imagem das últimas semanas (Ota, fogos e etc. a escaldarem o verão do norte).
Leio críticas (nascidas em blogs políticos, claro) que denunciam o Paulo Querido como parte interessada [dono do weblog.com.pt]. Ele próprio interessante, o argumento, principalmente porque oriundo de blogs de teor político-ideológico vincado, e o qual não parece ser o dos inimigos da iniciativa privada: então não é que agora, súbito, estes consideram deficitária a condição de empresário? O PQ é o único empresário português do bloguismo, possui um "franchising", com ele constituiu uma PME de relativo sucesso, vende produtos a contento dos clientes e consumidores. E agora criticam-no, e bem lá no fundo por essa razão? Que não pode falar com um mínimo de objectividade
sobre a actividade onde empreende?
Então agora um empresário que confia na qualidade dos seus produtos e na recepção que eles têm no mercado torna-se um indivíduo duvidoso, só por o ser?
Está tudo louco. Ou então estou eu.
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agosto 23, 2005
O influenciometro
Leio no O Acidental que Carmona Rodrigues, candidato do PSD à Câmara de Lisboa (e ex-ministro, e ex-presidente da câmara) afirmou ter negociado o apoio político do PND de Manuel Monteiro em troco de uma de "...uma consultadoria ou qualquer coisa (...) não faço ideia, ficou assim no ar".
JBR questiona-se sobre o conteúdo dessa oferta "Para além de todas as considerações de natureza ética que se possam fazer, e que no caso concreto são absolutamente legítimas há que saber o que estaria Carmona Rodrigues disposto a dar ao PND por este apoio".
Eu estou completamente espantado. Fico de boca aberta. Estou de boca aberta desde ontem à noite quando li isto. A ser verdade - pois só conheço o post do O Acidental, não li a entrevista à revista Sábado - o candidato à câmara de Lisboa (repito, ex-ministro, ex-presidente da câmara) admite calmamente a intenção de utilizar dinheiros públicos de forma preferencial, recompensando alianças políticas.
Não me espanta que isso exista em Portugal. Espanta-me que essa disponibilidade seja reconhecida por Carmona Rodrigues. Que me lembre é a primeira vez que um político português reconhece a possibilidade de pagar honorários, e com dinheiro público, aos seus aliados políticos. Um total desplante. Ou uma grande candura. Ou ambos. Sendo como sendo isto é totalmente inaceitável. Mesmo muito para além do aceitável.
Se é verdade o que JBR coloca no texto (até me custa a acreditar, e não por algum preconceito quanto ao bloguista) nem é exactamente o conteúdo das futuras oferendas ao PND que é o fulcro. São mesmo "...as considerações de natureza ética que se possam fazer...". Se isto é verdade Carmona Rodrigues está a mais na política, na coisa pública - em qualquer coisa pública. E de uma forma tão radical que nem tem consciência disso, nem o esconde. Um inconsciente suicidário. Melhor dizendo, um inconsciente suicidado.
Se o que li está certo o homem não pode ir a votos, não há quaisquer condições de ser apoiado por um partido democrático, que respeite a lei. Ele tem que ser retirado - ele nunca se retirará, as suas palavras são prova de que não tem consciência do que pensa. Imagine-se o que já estariam a escrever os bem-pensantes se fosse um Valentim Loureiro a ter estas declarações.
Nestes últimos dias os grande-bloguistas portugueses têm escrito muito sobre a influência dos blogs na sociedade - eivados de um politicocentramento pouco avisado, a profunda influência do bloguismo está alhures, na extrema expansão do domínio da publicitação (edição) da expressão individual, da qual a política será porventura a menos liberta dos constrangimentos mediáticos. E das estratégias individuais (o que, até dolorosamente em alguns casos, se vê no auto-silenciamento ou auto-neutralização dos bloguistas da área socialista, antes tão ágeis na palavra crítica. Parece que é mais difícil ser livre perto do poder do que fora dele - mas se calhar é isso mesmo a democracia).
Tanta preocupação com o respectivo peso social levou-me ontem, com outra disposição, outros humores, a pedir um influenciometro, que tirasse as teimas quanto à influência dos blogs lá no país. Hoje, outros humores, nem duvido, também espantado com o relativo silêncio sobre este assunto (só o vi tocado pelo O Acidental, nem em jornais, nem em outros blogs): se o cadáver político de Carmona Rodrigues for a votos, se ninguém pega nisto, se ninguém se espanta com isto, então não há qualquer influência. Nem razão para tal.
Não que veja este hobi como coisa de mastim desaçaimado, como o querem alguns. Mas se isto passa na espuma do verão então bloguismo político é capim.
(Ou então Carmona Rodrigues não disse nada daquilo, a Sábado mentiu ou O Acidental tresleu. Nesse caso eu deletarei esta entrada, como qualquer cão o faz. Após, quando o instinto o conduz).
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agosto 20, 2005
Os direitos do bloggard
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agosto 18, 2005
O Anonimato Bloguístico e a Famocracia
[versão matizada, tendo sido cortado o último parágrafo, mera ira]
(ou do como se pode ficar verdadeiramente irritado com um blog de que se gosta).
O renomado e mui apreciado cidadão Miguel Silva com preocupações ontológicas. Procuro ajudar, à medida das minhas possibilidades, num nível mais comezinho, que o abstracto me confunde.
Quando na TV ouve falar o "senhor doutor ou outro título qualquer X" considera assinada a opinião lavrada e mera boca quando se ouve o quase-anónimo "Miguel", normalmente de aparência operária ou pobretanas? E lá no fundo coisas do mero senso comum quando balbuciadas pelo também quase-anónimo "senhor Miguel", pequeno comerciante ou velhote ali a jeito?
Considera verificado o acto ecoado ou lamentado por determinado "indivíduo" ou até mesmo "Miguel Silva, Bloguista", até nem mal vestido, desses dantes ditos colarinhos brancos? E a exigir verificação ou rápido esquecimento aquele que apela a declarações de "populares", "homens" ou até "testemunhas"?
Ou seja, aceita o reconhecido Miguel Silva a imbecil estratificação que por aí continua a grassar, esta que a imbecil televisão reproduz quasi-todos os dias, e que a imbecil audiência aceita no quasi-todos os dias? Essa em que uns têm direito ao nome e outros nem tanto. Pois parece-me, por via da aparente auto-ironia que nele encontro, da defesa do primado de um qualquer estatuto social prévio no que aos indivíduos diz respeito. Essa em que uns têm dever ao nome e outros nem tanto.
Pois quando se fala na questão do anonimato nos blogs [agora retomada no Terras do Nunca] logo surgem as repetidas referências ao desigual valor das assinaturas, dos nomes de quem opina. De divulgação importante ou necessária em pessoas (algo) conhecidas (os tais "indivíduos", os tais "senhores doutores ou outro título qualquer"), despiciendas se de cidadãos (algo) desconhecidos (os tais "populares" ou "Miguéis"), esses cuja existência ninguém pode comprovar, dizem.
Em suma, os nomes (quase)famosos são importantes, os outros nomes, os dos não-(quase)famosos pouco importam. O acto de assinar é relevante e digno em quem tenha linhagem ou seja bem-sucedido self made man. E inútil no vulgo, mera formalidade.
O acto de assinar, a atitude, isso não conta. O importante é o estatuto social prévio à assinatura. Esse que dá diferentes dignidades às atitudes. Coisa da tal ontologia, diferentes "ser" às gentes.
Assim nestas opiniões, que se querem e julgam ariscas, muito frescas, (auto)irónicas, provocatórias, só se pode mesmo encontrar um regresso das ordens, bafiento. Por isso mesmo opiniões afinal acomodadas, podres, risíveis.
É uma pobre, triste, serôdia famocracia. O vácuo do pensamento. A quem nem a aparência de (auto)ironia serve de naftalina.
Interessante, nunca li bloguistas mais conhecidos sobrevalorizarem as suas assinaturas face às dos outros. Pois esta famocracia explícita surge sempre como auto-desvalorização, nunca como alter-desvalorização. Que se quer, disse-o, irónica. Por isto até contestatária de algumas normas.
Mas na prática coitados discursos nadas, meros reprodutores de normas, de hierarquias balofas. Como se defensores do Antigo Regime. Sem sequer o saberem.
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agosto 05, 2005
Blogs e Comunidade (2)
Haverá uma comunidade de bloguismo? Talvez não, acho que não. Um meio de comunicação e, acima de tudo, uma mania. Muito auto-centrada, porventura, muito auto-incensada decerto: fui a Portugal ao fim de quase um ano e nas investidas às livrarias lá percebi que os tão famosos blogolivros nem estão à vista. Portanto com muito menos peso (audiência) do que imagina.
Mas que é comunidade isso também me surge. Ou, mais do que tudo, que pode ser modo de (re)construir comunidade. O que Pacheco Pereira está a sumariar sobre
MICRO-CAUSAS:
PODE O GOVERNO SFF COLOCAR EM LINHA OS ESTUDOS SOBRE O AEROPORTO DA OTA PARA QUE NA SOCIEDADE PORTUGUESA SE VALORIZE MAIS A “BUSCA DE SOLUÇÕES” EM DETRIMENTO DA “ESPECULAÇÃO”?
é não só traços de uma hipotética "comunidade bloguística" mas também, e acima de tudo, passos de uma comunidade nacional. Acto a acto, tecla a tecla, no que dizem e reafirmam bloguistas vários, e de vários tons, procurando que a espuma do verão (e a liga da bola que ainda não começou) não afogue a preocupação com o país.
Aquele país Portugal que fenece. Às mãos de um governo indigente [veja-se como Luís Aguiar-Conraria desmonta o discurso do actual ministro da Economia, assim demonstrando que este [ou os seus assessores escribas] intelectualmente ou é indigente ou é desonesto]? Governo já de si sucessor de um outro tal e qual? Ou desmaia Portugal às mãos de um governo meramente desonesto, instrumento de (auto)interesses muito para aquém do bem-comum [como se pode perspectivar p. ex. aqui, aqui, aqui resumido]? Sucessor de um outro talvez tal e qual, que já nem lembramos o então ministro Nobre Guedes.
Vozes certas ou erradas, crentes em conspirações ou não, mas vozes (re?)construindo uma comunidade nacional. De gentes agentes, não de espectadores de futebol.
O país fenece. Mas lá há gente a dar trabalho a esses .... outros. [Dos quais, diga-se, nada seria de esperar senão isto.]
Publicado por jpt às 12:03 AM
agosto 04, 2005
Blogs e Comunidade
Já comparei o bloguismo aos velhos radioamadores. É-me uma imagem recorrente, o solitário no sotão, horas a fio agarrado ao aparelho, à escuta, a balbuciar, códigos ou não. Mas se a esses sempre imaginei como uma "comunidade" sempre discordei com a ideia de uma "comunidade bloguística", em particular com os componentes que lhe querem afirmar, declarados - uma "ética" própria (modus blogante), uma "amizade" comum construída num convívio - ou não - estes mais os tiques e maneirismos que se assumem.
Não sei bem o porquê desta distinção que faço. Talvez, e à falta de melhor ideia, pelo diferido da comunicação aqui. Da impossibilidade do socorro urgente. Ou (por enquanto) do calor do íntimo da voz. Ou talvez por outra via, por minha contraposição, por sentir essa afirmação de "comunidade" como produzindo o irritante e constante coro de inter-elogios bloguísticos ("magnífico texto", "excelente análise", "grande escritor", "belissimo poema", e tantos etcs, quasi-sempre aplicados às coisas mais corriqueiras, por vezes até indigentes). Como se tal comunhão comunitária se alimentasse e/ou germinasse apenas de superlativos.
Ou seja, isto do blog é-me (apenas) um meio de comunicação, em particular de catarse do fel. Não o vejo como construtor de qualquer algo. Mas o recente encerramento de blogs mais-que-favoritos, os do Luís Ene primeiro e o do Jcd agora, marcos da minha paisagem pessoal nisto de bloguices, leva-me a repensar tal noção. Em certa medida isto é mesmo uma comunidade, labirinto de clics por mim construído, algo nada recíproco (as simetrias de gostos são mais do que improváveis. E se os respectivos autores se encontrassem porventura não passariam de algumas gentilezas devidas aos bloguismos, com nada mais em comum. E talvez até antipatia pessoal.). O apagamento destas tabuletas dos meus blogocaminhos constrói-me um vazio, uma incomodidade in-blog, um esvaziamento do meu interesse, um "nadear" dos meus passos, algo que sinto agora como nada mais do que uma incomunidade. Essa presumindo, afinal, uma qualquer "comunidade" (apenas a do meu gosto e simpatia?) anterior.
Tantos outros blogs existem, tão bons ou até melhores. Mas estes eram os meus vizinhos, coisa de saudar ainda que mero "bom dia" no sair à rua. Sinto-me como se a aldeia se esvaziasse. Outros há? Tantos, mas a minha mesa da taberna está quase vazia. A conversa, já pouca.
Será isto o envelhecimento? O mundo barulha, mas nós já não.
Publicado por jpt às 09:41 PM | Comentários (11)
julho 24, 2005
Portugal. Os blogolivros não estão nos escaparates. Surpresa minha, não somos o centro das atenções?
Publicado por jpt às 07:09 PM | Comentários (2)