eXTReMe Tracker
Ma-Schamba: Bloguismo Arquivos

maio 10, 2006

Tom, coerência, sistematicidade, elevação, serenidade. Dignidade. Civilização, perdão, civilidade?

Publicado por jpt às 07:38 PM | Comentários (4) | TrackBack

Tom, coerência, sistematicidade, elevação, serenidade. Dignidade. Civilização, perdão, civilidade.

Publicado por jpt às 07:35 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 07, 2006

Do tom certo

Claro, Paulo Gorjão, tudo depende do objectivo de cada um. É isso o que comanda(ria) o tom de cada um. E (quase) todos os objectivos são legítimos - cada um como cada qual. E para quase todos tão difícil é acertar no tom - ainda para mais se quotidiano. Eu nunca o acertei, já agora. Narcisismo incompetente?

CartoonBlogs.jpg

(uma reprise)

Publicado por jpt às 11:44 PM | Comentários (0) | TrackBack

Alquimia

(modificado)

Não tenho qualquer sensibilidade poética. Digo-me (até mais do que mo dizem) boçal. Não creio em sonhaduras e alquimias. Somos pós morremos pobres, espírito e o resto. A fusão de blogs da pouca gente tuga (sim, ainda que
alemão já és da malta) que tem "alma" para não se saber comportar em público - sim, exactamente essa questão do "tom" certo, levantado no Bloguítica, discutida no A Origem das Espécies, tão percorrida no Miniscente, mas, afinal, sumarizada no Mas Certamente Que Sim, nessa coisa do "saber posicionar o "discurso" (em) público" - a fusão da pouca gente tuga, dizia, que os tem de não se aparentar em público, de não se CVizar in-blog, deprime-me. Cada um como cada qual? Sim, mas irracionalismos de feiticeiros? Alquimia de concentração do capital bloguístico?

Sei que blogs de gente quando colectivos servem para menos. Se políticos, agendas e isso, trampolins e aquilo, até ganham. Mas se de gente, coisa séria, ficam meros híbridos, não se reproduzem (e isso está visto). Assim sendo blogoentristeço-me. Até incrédulo. A-linkador (perdão, a-elador), apesar do coro elogiador.

Que o sitemeter vos caia sobre a cabeça, é o meu desejo. E voto. E praga.

Publicado por jpt às 03:35 AM | Comentários (4) | TrackBack

maio 03, 2006

sobre o bloguismo

No fundo é como em tudo. As opiniões sobre o blogar brotadas no grã-bloguismo português são aceites segundo quem e como as expressa e não por aquilo que expressam. Há pouco o Abrupto hierarquizou o modo bloguístico, desvalorizando formas marginais de blogar, hiper/infra-comentadoras, algo que me pareceu um bocado pacífico. Pois caíu o Weblog e o Blogger, de "normativo" a "facínora" tudo lhe saíu em rifa.

De seguida no Estado Civil expressa-se outra forma de hierarquia do blogar, como se afirmando um modo essencial de o fazer, o texto curtissimo. Forma e moral, um despojamento intuído já agora, como se uma desambição de transposição. É algo de muito mais abrangente, uma hierarquia, uma norma se se quiser, uma desvalorização bem mais lata. Aparentemente seria de esperar um muito maior coro exaltado, o brandir do eixo de epítetos entre o "polícia" e o "malandro". Mas nada. E ainda bem. Pois, sem artimanhas, nenhuma polémica contra este texto me move. Discordo, mas sem ênfase. Apenas me divirto com as diferentes recepções. Gritos face ao marginal, silêncio sobre o essencial.

Sobre o bloguismo ver ainda a angústia quanto ao tom próprio no Bloguítica e os belos textos a esse respeito no Miniscente do Luís Carmelo.

Publicado por jpt às 06:27 PM | Comentários (4) | TrackBack

abril 28, 2006

Cada Um Como Cada Qual

Um blog muito novo, é via sitemeter que o conheço, tem elo para aqui. Obrigado. Vou lá conhecer. Clico para deixar nos favoritos, é até automático, guardar morada para ir acompanhando até porque a primeira impressão é simpática [tem música mas eu tenho uma enorme vantagem, não tenho colunas, não ouço o ruído alheio]. Clico para deixar nos favoritos, dizia eu, depois colocar aqui o elo, reciprocidade também. Mas logo me aparece a caixinha (pop-up??) informando-me

copyright .. 2006 [ .... ] Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução, cedência, distribuição ou armazenamento de qualquer informação (texto, imagem e som) publicada neste site

Ambiente hostil. Nem o endereço posso guardar - teria que copiar na barra acima e passá-lo para algures (copy-paste, diz-se). Digo teria porque a vontade esmorece. Ainda desço até ao início (blog novo, já disse), para ver o que é. O primeiro post afixa cartaz, algumas notas importantes sobre os direitos de autor, informando-nos, lembrando-nos que não podemos copiar o que ali se passa. Ixe, cofre-forte, e decerto abundam por lá tesouros. Cada um como cada qual, insisto-me. Mas para quê abrir a porta se tão trancado se está? Saio. Pode ser muito interessante mas não hei-de regressar - convidarem-me para entrar e tratarem-me como um ladrãozeco? Insisto, cada um como cada qual. Serve para todos. Portanto serve para os outros e também para mim. Daí que ali não volto.

Publicado por jpt às 04:00 AM | Comentários (2) | TrackBack

abril 27, 2006

Bloguismo

diagnóstico.

Publicado por jpt às 05:04 PM | Comentários (0) | TrackBack

Grã-Bloguismo, hoje? Já?

Depeche-Mode-sm01.jpg

[Depeche Mode]

Human League.jpg

[Human League]

AC DC.jpg

[AC/DC]

pastel de bacalhau.jpg

[Pastel de Bacalhau??]

Publicado por jpt às 07:20 AM | Comentários (0) | TrackBack

Bloguismo

Punk.

Publicado por jpt às 06:59 AM | Comentários (0) | TrackBack

abril 23, 2006

Ainda o anonimato

Sobre essa questão do anonimato nos blogs e nos comentários ver isto, um blog incógnito. Ao que sei o autor também foi comentador [E.O.].

Publicado por jpt às 11:34 PM | Comentários (6) | TrackBack

abril 22, 2006

Bloguismo em Moçambique

Um pequeno contributo para a "pequena história". Que eu tenha visto aconteceu a primeira referência nos jornais ao bloguismo moçambicano. Foi uma invectiva (claro) aos desejos bloguísticos, da autoria de Fernando Lima, na sua coluna "Espinhos da Micaia" (Savana, edição de 21 de Abril).

Publicado por jpt às 09:06 PM | Comentários (0) | TrackBack

Comentadores anónimos: o meu outing

Já várias vezes aqui botei, o tom dos comentadores muito depende do tom do blog. Há excepções [a praga na caixa de comentários do Da Literatura foi disso caso extremo] mas a esquizofrenia comentatária é atraída pela loucura postadora.

"Há que assumi-lo", eu também fui comentador anónimo. Comecei no bloguismo por via do Abrupto e do Aviz mas rapidamente me deixei seduzir pelo O Meu Pipi. E tão bons como os textos vigorosos do blog eram os delirantes comentários. Certo que entre aquelas centenas havia muita palha, mera ordinarice. Mas havia um ambiente espantoso, uma mão-cheia de personagens fabulosas. Conversas, invectivas, até boicotes (lembro que um dia um tipo conseguiu trancar os comentários). Um espanto. Total non-sense. E tipos engraçadissimos - havia um comentador auto-intitulado Fodósofo que era genial. Mas mais uma mão-cheia de gente divertidissima.

Saio do armário, também lá botei comentário, e anónimo. Fiz uma espécie de recensão académica a um texto do Pipi sobre sexo oral. E muito contente fiquei porque neófito no meio daquela imponente tribo foi o textito (a esta distância bem absurdo, tanto que me coíbo de aqui o colocar) bem recebido pelos veteranos da maluquice.

Escusado será dizer que naquele cume da blogosfera ninguém assinava com o nome. Públicas políticas, pipis privados, claro está.

Publicado por jpt às 01:43 AM | Comentários (8) | TrackBack

abril 21, 2006

Para ter em arquivo.

Publicado por jpt às 12:41 AM | Comentários (1) | TrackBack

abril 20, 2006

jornaldopovo.jpg

Com estas novidades no bloguismo em Moçambique fiz arranjo na coluna de elos (à direita), na zona respeitante. Para maior facilidade. E orientação.

Publicado por jpt às 09:47 AM | Comentários (1) | TrackBack

abril 19, 2006

Contributo para quase-bloguistas moçambicanos

O bloguismo em Moçambique está, finalmente, a crescer. Por onda mundial, claro, mas também por culpa do Machado da Graça. É ainda, com a belíssima excepção do Nkhululeko (que me vai antecipando posts, sacana), um bocado para o académico, mas há-de deixar de ser. Mais blogs é mais leitores. De clic em clic, de elo em elo alguns hão-de vir cá cair, ao blog do tuga, quase ma-guerre (muito ma-guerre in blog). Então é para esses que aqui deixo o melhor do bloguismo lá minha Tuga, assim tipo Mosteiro de Jerónimos, Expo ou pataniscas de bacalhau. Que é para verem que, por mais que vocês não o queiram aceitar, a gente tem gente. E, se calhar, para inspiração de algum eleito.

Está transcrito porque o homem tem a mania de apagar os textos, daí que não valha a pena colocar elos para o blog dele. É ir indo ver. O autor chama-se Maradona e costuma ser assim:


Brasil 0 - Brasil 1

Ontem, em Milão, o Brasil jogou contra o Brasil. Foi um jogo entretido, apesar de orfãos de um dos jogadores brasileiros mais inteligentes, Deco. Tacticamente a coisa podia ter descambado mais cedo, mas, infelizmente, os postes, o Eto'o e o Gilardino trataram de prolongar até tarde a desestruturação das equipas.

Não sei se repararam, mas o Ronaldinho Gaúcho está em acentuada baixa de forma. Falhou um enormidade de tabelas, de passes, e há quase dois meses que os seus livres não passam da barreira. Melhor jogador em campo? Ronaldinho Gaúcho.

O Kaka só apareceu nos últimos 20 minutos, o que foi mais que suficiente para ser considerado o segundo melhor jogador em campo. Depois vem Iniesta (Paulo Catarro confirma-se como o melhor relatador-comentador de futebol português), depois Oleguer, depois Edmilson.

Giuly, uma amálgama de Folha com Dominguez, convenceu-me definitivamente da sua utilidade, apesar de o querer ver morto como futebolista. Seedorf, definitivamente farto de futebol, é neste momento o melhor ex-jogador do mundo. Serginho e Cafu, duas trituradoras das linhas laterais, continuam a deliciar a audiência sabedora com a sua sobreespecialização numa das tarefas mais dificeis e ingratas no futebol. Gattuso, de quem se gosta pelo cansaço, continua a sua eternamente impromissora carreira no topo futebol profissinal, um homem que sozinho vai conseguir criar um novo ditado: "Passou ao lado de uma péssima carreira".

Chegados a Shevchenko. Para mim, Shevchenko, é o actual melhor ponta-de-lança do mundo. Ser o actual melhor ponta-de-lança do mundo não quer dizer que seja o melhor ponta-de-lança do mundo, atenção. Significa tão só que é o melhor a jogar na posição de ponta-de-lança: todas as suas intenções são inteligentes, todas as suas execussões são perfeitas, fisicamente tem potencialmente dois campeonatos italianos por ano nas pernas. Sucede que está a passar ao lado da melhor carreira de ponta-de-lança do mundo. Não consigo perceber por que é que isso acontece. Mas está para chegar do estrangeiro a pessoa que me vai convencer do contrário.

O resultado final, embora injusto, compreende-se. O Barcelona parece-me escravo da sua condição de futuro Campeão Europeu, e não vejo como libertar os homens dessa sentença.

Uma nota final para o jogo de hoje à noite, a outra meia-final da Liga dos Campeões, o França-Argentina, a jogar Highbury Park. Thierry Henry defrontar-se-à com Riquelme.

Sobre Thierry Henry não vejo necessidade de falar, suas excelências poderão ter visto a rotação-recepção sobre uma defesa inteira da Juventus que o inacreditavel senhor realizou no estádio Del Alpi nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Andei dois dias a sonhar com aquilo.

Mas sobre Riquelme gostaria de fazer um ou outro apontamento. Riquelme falhou no Barcelona porque o Barcelona não tinha equipa. Mas dir-me-ão vocês: O Villarreal não tem equipa! Tem, o Vilarreal tem uma grande equipa, para a equipa do Vilarreal o Villarreal tem uma grandíssima equipa. Riquelme é um mini-génio que não quer estar metido em trabalhos de superação do eu, de elevação acima das circunstâncias. Por ser regularmente a pessoa mais inteligente em cada estádio que pisa e sem que ninguém lhe exija nada de extraordinário depois do falhanço de Barcelona, tudo o que ele tem de melhor lhe escorre sem dificuldade, como quem está em casa a jogar ao Tomb Raider.

Quem viu o jogo dos quartos-de-final da Liga dos Campeões contra o Inter-de-Milão notou-lhe o esgar permanente da face, como se no fim de cada jogada lhe encostassem um ferro em brasa nas costas. Esta máscara é a fronteira visivel do que ele nunca poderá ser: um menino prodigio sempre em dor por não conseguir fazer as coisas nos momentos que o elevariam acima dos mortais. É não a face de um desapontamento pessoal, mas sim a imagem do incómodo que lhe causa imaginar milhares a perguntar porque é que ele não é assim sempre.

A sua exibição contra o Inter de Milão foi uma sequência interminavel de coisas bem feitas, que só ele e menos de meia duzia seriam actualmente capazes de fazer. Gostava de ter gravado o jogo, para vos mostrar. Destaco apenas o seu remate intencional ao primeiro poste a partir da linha lateral: só o Toldo é que seria capaz de ir buscar aquele missil, o mais improvável remate que vi em muitos anos. Se no mundial ele jogar assim a Argentina não será campeã, mas se mais alguém da sua equipa ajudar, e se somarmos o azar que inevitavelmente vai cair sobre a equipa rainha chamada Brasil, quem sabe....

Hoje, à noite, Thierry Henry versus Riquelme, e com o hipotético hiper-bonus-jackpot-euromilhões de assistirmos a meia horazita do cardeal Dennis Bergkamp

Publicado por jpt às 05:00 PM | Comentários (4) | TrackBack

abril 17, 2006

O meu desabafo ilegítimo, preconceituoso, contraditório (não boto eu aqui recorrentemente que em blogs cada um como cada qual?) e irreflectido (mais que não seja porque doente de "endobloguismo") foi canelado no Insónia. A irritação (doente de todos os defeitos acima referidos ) não era para ali dirigida mas pronto(s) ... Lá, nos comentários, falámos de futebol e espero ter-me explicado, que o futebolês é linguagem que me é acessível. O meu textito é incoerente, reconheço - repito, nos blogs cada um como cada qual. Mas como texto desabafo esta aí e assim fica, ainda que incoerente. O des-gosto também.

Publicado por jpt às 12:11 PM | Comentários (0) | TrackBack

abril 16, 2006

(quase) tudo sobre o sitemetergate

No Vidro Duplo.

[Já que a Sara não tem comentários fica aqui a nota, para ela e para outros - por mais que ela queira basta tentar perceber o sentido dos textos, ou seja clicar no que os outros procuram (sitemeter + referrers) que lá surge a foto de uma loura de seio saliente debruçada sobre uma morena. A do seio leva o nome de Watts. Como na fábula, quem não quer ser loba não lhe despe a pele ...]

Publicado por jpt às 08:28 PM | Comentários (8) | TrackBack

Bloguismo, fauna e flora

Entre os tipos da bola, os políticos em stand-by (e com teclados senatoriais), psicólogos (ui, ui), comentadores anónimos, opinativos políticos, quase-escritores e mesmo poetas, tipos emigrados em áfrica, portugueses irascíveis, gente suave, ga[i]jas, ecologistas/homossexuais/liberais e outras causas, jornalistas e pro-jornalistas, gajos dos sites das putas, tipos retornados de áfrica, evangelistas, dizia eu, entre toda esta fauna o pior do bloguismo português é mesmo a flora de críticos literários. Raios lhes partam as lutazinhas.

Publicado por jpt às 07:11 PM | Comentários (2) | TrackBack

abril 06, 2006

Inédito na Blogosfera

O heliocêntrico Blasfémias achava-se a fonte da blogosfera liberal, o Acidental acha-se o ser da escatologia, o Lutz acha o Abrupto ego-pomposo, o Murcon é a coisa mais ego-insuportável da blogosfera portuguesa. Mas todos eles reduzir-se-ão à sua, afinal, insignificância mortal quando constatarem que o Apenas Mais Um tem um Eufigénio Fan Club.

O primeiro blog de fans de um blog. Grande acontecimento!

Publicado por jpt às 01:31 AM | Comentários (6) | TrackBack

abril 03, 2006

E ainda dizem que a blogosfera está a acabar. Eis um blog que acaba, literalmente, à porrada. Quereis maior sinal de vitalidade?

Publicado por jpt às 10:55 PM | Comentários (5) | TrackBack

Custa-me, mas tenho que o denunciar ...

e só o faço pois no Quase em Português o silencioso Lutz e a explícita Zazie discordam do meu "liberalismo" blogueiro (pelo menos adivinho-lhes a discordância).

Assim sendo refiro que em tempos houve blogs (infelizmente esqueci quais) que roubaram (sem a elegância da referência) a minha coluna de elos (ou rol de blogs, como gostam os anglicistas). Coisa absolutamente original e que me dá um enorme trabalho. Pois foi chegar, via technorati, a blogs novinhos em folha e lá estava tudo copiado. E entenda-se, um rolo de blogs também é estético, para além da trabalheira que dá ...

Publicado por jpt às 10:25 PM | Comentários (88) | TrackBack

Acidental

O Acidental, o meu blog de direita em Portugal, decide acabar. Estou a lamentar, gosto-lhe da leveza (ainda que Kant) e da (auto)ironia. Honestamente só me irrita(ra)m as suas (deles) chilenices, de resto muito bem lá andei. Acabam em festa, talvez por isso eu goste dali, a "direita festiva" é-me aprazível. Tão ao contrário do que me causa a "esquerda festiva", o que me deve (auto)definir, já agora.

E com mais esta "fragilidade" lembro-me que há alguns anos houve um partido que acabou com um jantar. Passados uns anos estavam todos no poder. Agora ... vamos esperar e ver?

Publicado por jpt às 01:27 AM | Comentários (0) | TrackBack

março 28, 2006

No Ilhas um belo texto sobre isto de blogar, com recuperação de texto de George Orwell.

Publicado por jpt às 01:01 PM | Comentários (2) | TrackBack

março 25, 2006

Bloguismo.

Publicado por jpt às 11:56 PM | Comentários (0) | TrackBack

março 20, 2006

Comentários em blog (e, já agora, telemóveis)

Certo é que já várias vezes escrevi que no bloguismo cada um como cada qual. Mas muito concordo com este texto do Apenas Mais Um sobre o que fazer com os comentários, por uma etiqueta in-blog. E, já agora, ainda mais concordo mais com o que ali se reclama sobre o uso de telemóveis.

Publicado por jpt às 06:25 PM | Comentários (10) | TrackBack

março 18, 2006

Legislatura

O Bruno adere à tendência legisladora do bloguismo e propõe a sua lei fátua: quanto mais visitas menos comentadores e vice-versa. Da sua comprovação empirico-estatística nada posso dizer, faltam-me dados e métodos. Mas, indutivamente, posso garantir uma adenda: quanto mais um tipo se aplica num texto menos comentários tem.

(eis-me auto-promovido a assessor de blogoparlamentar)

Publicado por jpt às 01:20 AM | Comentários (7) | TrackBack

março 15, 2006

Da linguagem por aí, na tv e nos blogs

Recebo os canais cabo da África do Sul. Têm tiques linguísticos engraçados. Em terra onde não se vendem bebidas alcoólicas ao domingo não surpreende o "Não invoques o nome de Deus em vão", e vai daí censuram todos os constantes "gods" dos filmes yankees, nem surdina é, mesmo silêncio. Puro puritanismo. Mas actual, que isto de estarmos às 8 e tal da noite com umas louraças a copularem, a serem penetradas (é muito mais elegante do que escrever "foderem", "assumirem* o caralho" como é óbvio), no constante "soft-sexy" do Hollywood série A, e se a alguma escapa um "ó my god", muito necessário ao reforço do box office dos galãs, lá vem o censor: fodam, perdão, copulem à vontade mas não invoquem o nome de Deus em vão.

Tem piada, confesso que não tenho muita paciência para ver uns tipos a esfregarem-se ali no ecrã, mas está bem, antes isso do que o telejornal da rtp. E a censurazinha, esta, até tem piada, coisas de paradoxo se nos lembrarmos da velha imagem padrão do puritano. Mudam-se os tempos, mudam-se as censuras ...

Mais piada tem quando as coisas aquecem no outro sentido, seja lá na guerra, que não há dia em que Hollywood A, B ou C não nos apresente marines, seals ou outros aferindo o mundo, seja nos policiais ou isso. Enquanto a rapaziada - sempre na hora das criancinhas, note-se - se aplica a esfacelar-se com arreganho, às vezes com até pouco realismo, outras mais tripas à mostra, jorros de sangue (é um must, cagar a câmara com sangue) e solavancos de "peidos-mestres", perdão, estertores agonizantes, seja no vietname, no afeganistão, nos subúrbios, seja ainda nos filmes de zombies série Z que são mais às 9 e picos, que isto de morrer no ecrã morre-se como o caralho, perdão, muito, enquanto eles se aplicam a esfacelar-se, dizia eu, e o ecrã se vai tornando vermelhusco, lá vêm os silêncios, cuidadosamente recortados, a cada "chupa-me o caralho", "fodilhão da tua mãe", "foda-se", "merda", "brochista". E, juro, que assistir a alguns filmes americanos mais recentes, sem legendas atenção, torna-se um bocado difícil, tantos os silêncios que ali vão surgindo, alguns diálogos imperscrutáveis, até pela desconcentração que tudo isso provoca. São contradições interessantes, acho, coisas de um puritanismo engraçado: meto-te uma bazucada pelo ânus acima mas que não se ouça que te enrabo.

Lá no meu país é (ou era, que me desactualizo) um bocado assim. Recordo as legendas celestiais que não traduziam o vernáculo estrangeiro, pura abstenção. E depois, sinais dos tempos, o ridículo do "sacana", "bolas" ou "caramba" em troca do "porco filho da puta", "colhões" ou "foda-se" em inglês. E no diz-que-diz lá na terra, filmeco, vilasfaias ou "conversas moles" nem pensar em arriscar a língua. Lembro que nos meados dos anos 80 um olivalense então célebre, e depois morto estupidamente cedo, Rogério Rodrigues Tell Tapia, foi à tv a um concurso de "talentos" fazer o seu número de "comédia em pé" e, na tardinha de sábado, dizer a sua ladaínha então semi-celebrizada em concertos do pop Radar Kadhafi (a qual, diga-se, era sempre a mesma, mas ao menos era dele) onde um dos pratos-fortes rezava assim: "...esfrega-me o caralho com brilhantina, besunta-me ele, esfrega-me ele..." entre outras peças deste quilate. E do que me ri ao vê-lo nisso, não da piada que não seria grande, mas do escatológico record vernacular que aquilo foi na paróquia ("ah, ganda olivais!!"). Depois, para aí 10 anos depois, dizem-me que Herman José avançou para estes territórios, mas não acredito que tenha ultrapassado o velho Tapia, em limites e em genuinidade. Talvez no cinema, talvez, ainda que algumas das "porras" que tenho ouvido mais parecem a Palmira Bastos a "morrer de pé". Acima de tudo por lá se mantém a ideia de que as caralhadas são muito dignas se em escritor de grã-porte ou marginal. Ou seja, o vernáculo agressivo, invocação ou dedicação, pertence (por direito divino?) à aristocracia, hoje a do pensar, ou (por ónus divino?) ao povo rasteiro, carroceiro. E Isto é nada mais do que a continuação da velha noção da alguma homologia, e cumplicidade, entre nobreza e povo e lá no meio, em distância ambivalente, a burguesia, bem comportada, equilibrada, a sobriedade, levando-se e levando "a sério", purificando comportamentos, apurando linguagens, no seu charme discreto: públicos discursos caralhadas privadas. Burguesotes de merda, a ver se sobem no escritório. E se, pelo aprumo, casam com o camafeu dotado. A sobrinha do chefe. Está nos romances, caralho.

Invocar o vernacular "palavrão"? Não se deve na "esfera pública", na representação do nós-mesmos. E arraste-se tal, com as togas do hoje, para o "palco público" do bloguismo. E dedicar o vernacular "palavrão"? Isso então nem pensar, grosseria redutora desta burguesia, antes de toga, agora de tecla, apoucar-lhe estatuto, brilho, sobriedade. E acima de tudo a competência, o desígnio. O colectivo, por soma de todos o que o são. Repito-me, o mandamento do "oqueéqueestefilhodaputaquer? privado" "meucaropermita-merespeitosamentediscordar público".

Não vou aí, e é assim. Por republicanismo, acima de tudo, a exigência de não dourar as origens. Nem o caminho. E porque a extensão da linguagem é significante e, em muitos contextos, ela não é substituível. É-nos necessária. E um direito. E, já agora, porque não casei com nenhum camafeu.

*esta expressão é minha, modesto contributo para a ideologia do "género", implicando a recusa linguística da passividade feminina no acto copular, crismada no popularizado "levar com ele".

Nota já agora: a propósito de uma discordância explícita (e condignamente reciprocada) com o Bombyx Mori há um blog snob (sem nome, anónimo), desejando-se acólito, que me dedica um texto ridículo de rococó, muito ofendido com um "vá à merda" alheio. E quer que eu lhe largue a mão - "largar a mão"? ... o pobre snob que leia a tralha acima e saiba os privados termos que lhe dedico. E já agora tire o link, não visite, vá andando, que a mãozita marota vem daí. E antes que se vá não saia sem o lembrete, quem opina e não assina é um bom montículo orgânico. Está bem assim?

Publicado por jpt às 05:44 PM | Comentários (9) | TrackBack

março 10, 2006

Empate Luso

[Tem adenda]


pos. nome total visitas média visitas total páginas média páginas

8 O Espectro (stats) 164019 3806 245015 5887
9 Abrupto (stats) 2326876 3806 2988734 4244

--------------

Não é por nada ... mas parece-me que o desporto do bloguismo luso passa a ser, a partir de hoje, "dizer mal do Vasco Pulido Valente".


Adenda: "das duas uma", ou esta minha ideia foi acertada ("presunção e água benta cada um ...") e "ala que se faz tarde"...; ou assistiu-se a uma magistral manobra de "maquiavelismo" bloguístico, e com que remate final. Para ambas um sorriso.

Publicado por jpt às 09:47 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 24, 2006

Traço blogosférico português

É interessante. No bloguismo português, umas centenas de teclados informados, a atenção sobre a política externa portuguesa é nula. Muito requentado tardo-jornalístico, "fait-divers" e "gaffes", no fundo nada mais do que criticar, aliás "dizer mal", da política interna a propósito de qualquer coisa externa. E pouco mais. Um vazio de atenção que bem mostra o encerramento do país sobre o si-próprio, a falta de reflexão. Atraso estrutural. Atraso intelectual, nada mais.

Não admira que se contem pelas unhas de um dedo aqueles que olham a política externa portuguesa para além do nhanhanha da maledicência. Ainda que com pinças, diga-se.

Adenda: um comentário veio que me fez reler a entrada e ... exigir-me uma ressalva. Este é um texto sobre a blogsfera mainstream (sobre o mainstream cf. Blogómetro, edição do dia, para aí os 250 primeiros classificados, e mais umas dezenas de ausentes). Há no exo-mainstream alguns blogs que vão de Portugal olhando para fora - quase sempre por via de incidências biográficas dos seus autores.

Publicado por jpt às 12:52 PM | Comentários (4) | TrackBack

A mediocridade dos jornalistas, segundo os académicos

Via Adufe chego a um interessante texto: a reflexão de um intelectual académico sobre a mediocridade e superficialidade dos jornalistas.

Publicado por jpt às 12:43 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 19, 2006

Eu à conversa com o E. Lagoa: "escreve-se para ter um blog, não se tem um blog para escrever".

Publicado por jpt às 11:08 PM | Comentários (0) | TrackBack

Pré-requiem do Weblog.com.pt?

Espero que não, mas não há paciência para este tipo de mentalidade empresarial.

Adenda: ler o comentário.

Publicado por jpt às 07:41 PM | Comentários (3) | TrackBack

Q: O bloguismo serve

para alguma coisa?
R: Catarse

Publicado por jpt às 06:47 PM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 15, 2006

O bloguismo serve para alguma coisa?

Serve o bloguismo para alguma coisa? Digo, para além do lúdico egocentrismo? Vale como expressão de causas, grandes ou pequenas, alertas, chamadas de atenção, etc e tal? Talvez, mas isso depende do tonitruar do nome que "posta". Ao cidadão médio, do anónimo com nome, não serve para tal. Indutivo o raciocínio, e egocêntrico (claro, é bloguismo).

Prova? Fui agora ver o que se passava aqui há um ano. Tinha encerrado o estaminé, cansado. E escolhera um texto que considero o melhor de todos que aqui coloquei (se aqui é bom ou mau é critério alheio, mas dentro do aqui é o melhor): este. É um ensaio sobre Portugal e sobre os portugueses, assim eu a alcandorar-me a Lourenço ou Gil, já para não falar no agora centenário Agostinho da Silva. Sobre sua essência, retórica, processo (abrangente, como se nota. E, teoricamente, multicultural).

Pois em um ano passado está tudo na mesma. Talvez um pouco mais silvestre, presumo.

Serve o bloguismo para alguma coisa? Digo, para além do lúdico egocentrismo? Vale como expressão de causas, grandes ou pequenas, alertas, chamadas de atenção, etc e tal? Talvez, mas isso depende do tonitruar do nome que "posta". Ao cidadão médio, do anónimo com nome, não serve para tal. Apenas como espelho vaidoso. Rasteiro.

Publicado por jpt às 05:10 PM | Comentários (17) | TrackBack

fevereiro 12, 2006

Argumentação e contra

Sobre liberdade de expressão e bloguismo vai havendo troca de argumentos no BlogCafé. Com filial aqui.

Publicado por jpt às 03:15 PM | Comentários (9) | TrackBack

fevereiro 10, 2006

Liberdade de expressão

É um tipo estar grosso, sentar-se ao blog, teclar, postar e não deletar. O resto é tanga.

Publicado por jpt às 06:51 PM | Comentários (10) | TrackBack

fevereiro 07, 2006

Etologia

Rei morto rei posto.

Publicado por jpt às 11:11 AM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 28, 2006

Apelo geral ao neo-realismo

Há uns meses saíu-me na caixa de comentários do Tugir que dentro de anos a blogosfera portuguesa será recordada pela I Nacional Liberal e pela (hipotética) futura influência do Esplanar na crítica literária portuguesa.

Esta última, a adivinhar pelo eco bloguístico actual, será frutuosa. Pois a propósito da rabecada no José Rodrigues dos Santos (estou inocente, não li nem me cheira que lá vá) vai para aí um alarido. E todos concordarão, o dever dos homens que ficcionam sobre sexo é o da narrativa das negas, das rapidinhas, das trepas precoces e mal-dadas, o invocar e evocar de pilinhas frustres e cansadas, das angústias deste mundo, das misérias e miseriazinhas, e etc e tal, o mergulho no mundo do não e do viagra. A boa verga, a epopeia, o sonho? Nada disso, a função da arte, a função da literatura está, e há muito, bem explícita.

Viva o neo-realismo. E o pessoal adere. Vigorosamente. Potentemente. Alvar no riso, e nem percebem.

Como diz o povo (tão neo-realismável), como diz o jpt: Foda-se.

Publicado por jpt às 04:50 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 27, 2006

Números, apenas números

A entrada anterior foi a 2222ª do Ma-schamba.

Publicado por jpt às 11:39 PM | Comentários (2) | TrackBack

Prática bloguista

No belo estaminé da Zazie acabo de confessar, em primeira vez, o meu cansaço com os blogadores que nos seus blogs evitam descer às suas sub-caves e até adegas, prenhes do pessoal menor comentador,.

Publicado por jpt às 08:01 PM | Comentários (0) | TrackBack

Matriz Moral (Moral Matrix)

Os visitantes do Ma-Schamba dão-me licença que não integre o clube de "postadores" das suas "matrizes morais", sem que por isso deixe de ser "alguém"?
Antecipadamente grato.
Jpt

Publicado por jpt às 07:29 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 15, 2006

Um passeio pelos elos

Bloguismo. Uma elevada taxa de mortalidade bloguística.

Publicado por jpt às 05:21 PM | Comentários (0) | TrackBack

Bloguismo e anonimato

Completamente de acordo. Mas mais radical. A única coisa a fazer com esta gente é não ler, não referenciar, não elar. Desprezar. E, obviamente, temer. A besta são eles. Mas não bestas. Espertíssimos. Estrategas. Cobardes.

Publicado por jpt às 03:54 PM | Comentários (3) | TrackBack

janeiro 13, 2006

Para que serve um blog?

Outra vez?. Já disse que não sei!

Publicado por jpt às 12:09 AM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 11, 2006

Maschambismo/Bloguismo (case-study/ensaio sobre)

Então, e porque abaixo se fala do assunto, aqui coloco as palavras que orientam as buscas que têm desembocado no Ma-Schamba nas últimas 4000 visitas [as que originaram mais de 1%]. Enquanto agradeço aos leitores que em comentário foram avisando que por cá chegaram assim e que têm vindo a ficar, minorando a ar escatológico que a questão me assumiu.

E sublinhando o meu exagero. Há muitas buscas que justificam a visita, nem tudo é inútil. Até nas mais frequentes - p.ex. Angela Basset, muito requestada, e a quem eu, via foto, prestei a homenagem devida àquela que é, muito provavelmente, a mulher mais bonita do mundo (título o qual, como é sabido, é ocupado ex-aqueo por um colectivo de senhoras, ainda que neste momento só me lembre de uma sua parceira, a Lange de seu apelido); e o meu fiel e leal Ssangyong Musso, em tempos homenageado por ínclitos serviços à causa familiar. E, mais que tudo, o constante peso das "lulas recheadas", pesquisa que há já muito acompanha o Ma-Schamba, e que sempre muito bem remeterá os investigadores para o Café Correia (Vila do Bispo; encerra aos sábados), um verdadeiro templo oracular da questão. Saliento ainda a relativamente modesta posição da problemática "putas", sempre sonante mas pelos vistos não tão omnipresente. Quero ainda referir o elevado número de buscas que requerem os Ena Pá 2000, um grupo musical algo mítico (se estes são tão procurados se for metendo Stones, U2 e Clash o contador disparará, não?).

Enfim, esta pequena investigação permite-me suspirar. Nem tudo está ao deus dará. Afinal nem tudo estará perdido para os googladores.

Eis a lista e alguns comentários adjacentes, tipo notas de rodapé a este ensaio.

6 Vitor Damas [para além de qualquer percentagem]

1,926 Not referred from a search engine 48.2%

41 - sida - 1.0%

34 - ena - 0.8%

5 - "só eu sei porque não fico em casa" - 0.1% (aliás, 100%)

31 - dragões (ou dragão) - 0.8%

22 - ssangyong (ou musso) - 0.6%

21 - putas [variadas abordagens, inclusive "em elvas"!!!] - 0.5%

20 - ena pa 2000 - 0.5%

20 - maschamba - 0.5%

19 - angela basset - 0.5%

15 - isabel pires de lima - 0.4%

14 - lulas recheadas - 0.3%

10 maputo 0.2%

10 toussaint 0.2%

10 blogs presidenciais 0.2%

9 lojas de roupa 0.2%

9 calma 0.2%

8 musica para bebes 0.2%

8 louis braille birthdate 0.2%

8 etnocentrismo 0.2%

7 cytotec 0.2%

7 b 0.2%

7 Maria Filomena Mónica 0,2%

6 dizeres 0.2%

6 bebes 0.2%

5 s 0.1%

5 metoclopramida 0.1%

5 libelinha 0.1%

5 leao 0.1%

5 gaijas 0.1%

5 fred flinstone 0.1%

5 arquitectura moçambique 0.1%

5 lusofonia 0,1% (afinal?)

4 postais antigos 0.1%

4 po 0.1%

4 numeros cabalisticos 0.1%

4 misoprostol 0.1%

4 luis miguel rocha 0.1%

4 jogos olimpicos 0.1%

4 gaffes 0.1%

4 eduardo cintra torres 0.1%


Entretanto confirmo que nada sei sobre esta questão mas muito sei disto, pois vivo-o. Confesso ainda que não sei, mas que não deve ser difícil encontrar alguém que nos diga, e que não tenho a mínima ideia. Já sobre este assunto tão actual lamento mas também não sei, ainda que julgue ser isso coisa desta gente, esses dessa idade, parece-me. Já quanto a este assunto creio que não.

Em questão basto sensível declaro que estou inocente quanto à publicitação disto ou disto, reafirmando a minha total ignorância.

E, saberão o porquê os leitores veteranos do Ma-Schamba deste meu afinco, espero bem que sim, ainda que não saiba como. Isso não invalida que eu muito gostasse de ter uma.

Por causa das coisas afirmo que não vou, mas falo com e algumas vezes pago umas Reds.

Em conclusão, obrigado a todos, e desculpem qualquer coisa. E Boa Sorte.

Subscrevo-me, atenciosamente.

PS: Então não disseste nada?.

Adenda sisuda: a quantidade de pesquisas na net sobre métodos de abortar é incrível. Não seria melhor distribuir um encarte gratuito com o Expresso, o Correio da Manhã e o Record? Que hipocrisia. Tal e qual a minha, neste censurar das entradas mais picantes deste cardápio. Coisas de conversa de homens, dizia-se nos tempos da educação marialva. Os meus, entenda-se.

Publicado por jpt às 11:59 PM | Comentários (5) | TrackBack

Bloguismo/Maschambismo

Proveniência das últimas 4000 visitas (de acordo com o sitemeter)

1,152 google.pt 28.8%
253 google.com.br 6.3%
159 images.google.pt 4.0%
156 google.com 3.9%
113 images.google.com.br 2.8%
112 pesquisa.sapo.pt 2.8%
108 frescos.no.sapo.pt 2.7%
94 images.google.com 2.4%
82 weblog.com.pt 2.1%
39 apenasmaisum... 1.0%
38 pesquisa.clix.pt 1.0%
31 blo.gs 0.8%
29 images.google.fr 0.7%
29 maschamba2. 0.7%
29 sitemeter.com 0.7%
25 google.fr 0.6%
24 cade.search.yahoo... 0.6%
21 almocrevedaspetas. 0.5%
21 daliteratura.blogspot... 0.5%

1-20 of 345 Previous 20 | Next 20 Highest | Lowest

Associando estes dados aos das "folhas" seguintes e contabilizando apenas as referências a origens de visitas iguais ou superiores a 1% (4, portanto) dá

Google (diferentes menções) : 52,1%
Sapo : 2,8%
Yahoo : 1,3%
Clix : 1,0%
Altavista : 0,4%
Buscador : 0,2%

Ou seja, 57,8 % das visitas ao Ma-Schamba chegam via motores de busca. E basta uma vista de olhos à lista de palavras buscadas (hilariante, em tantos casos) para saber que chegam ao engano.

Hesito entre o desânimo bloguista e a vergonha de a tantos enganar.

Publicado por jpt às 03:49 PM | Comentários (21) | TrackBack

dezembro 17, 2005

Debates da campanha presidencial portuguesa

Ainda não vi nenhum. Mas tenho lido blogs que sobre eles discorrem. Alguns pontos sobre estes. Mas, note-se, apenas sobre os ecos dos debates. Pois uma coisa é escrever sobre eleições e seus candidatos, outra coisa é escrever sobre "debates" e seus "resultados". É sobre esta última "actividade" que boto:

1. O primado do "quem ganhou", impressionista, "o candidato x ganhou por 6-0", "3-2", "por esmagamento", "KO", "humor", "aparência elegante". Quem ganha um debate? O que melhor passa as suas ideias, quem melhor combate as alheias. Quem melhor passa a sua pessoa, quem melhor dilui a pessoa alheia. Decerto que a forma de avaliar a melhor (no sentido de mais eficaz) actuação de um candidato não é a opinião (mesmo que douta) de um bloguista, ainda para mais sendo este quase sempre já apoiante, passível de rigidez preconceituosa. Tem que ser uma avaliação global, estatística se se quiser.

Este tipo de "eu-achismo" é um caso radical da pobreza intelectual no bloguismo "que-se-quer político" português.

2. É normal e legítimo que cada um opine. Claro. Mas é espantoso ver que os apoiantes de um candidato opinam sempre no sentido de que o seu candidato debateu melhor do que os oponentes: "o candidato X [que por acaso é o que eu apoio, mas só por acaso] ganhou o debate contra o candidato abecedário".. Dir-se-á que se alguém está mais sensível e mobilizado para determinado candidato e seus argumentos tenderá a valorizar as suas afirmações. Certo. Mas isso não implica, em caso nenhum, que essa maior sensibilidade implique muito sérias e assertivas considerações de "vitórias em debate", tipo juri de patinagem artística naquilo das "nota técnica" e "nota artística". Mais que não seja dado que uma "derrota" num debate não implica qualidades ou defeitos instrínsecos de um candidato presidencial.

Este tipo de "eu-achismo" enviesado é um caso total de desonestidade intelectual no bloguismo "que-se-quer político" português.

3. É normal que numa campanha eleitoral se valorizem as propostas próprias e as que se apoiam. Mas isso não implica gritar, em tom arbitral, vitórias num debate televisivo. Além disso isso conduz a considerar os blogs como instrumentos de campanha eleitoral. Há-os explícitos. Os outros, os perenes, ao subordinarem-se a uma campanha eleitoral, subordinando os pontos de vista dos seus autores aos dos interesses de uma campanha, menorizam-se. Não por se politizarem, longe disso. Menorizam-se pois matizam a franqueza com que a escrita, perene repito, desses blogs é realizada. E também se menorizam pois evidenciam um, desajustado, propósito de moldar as suas afirmações à vontade de influenciar o sentido eleitoral dos seus leitores.

Este tipo de "eu-achismo" estrategizado é um caso total de prostituição no bloguismo "que-se-quer político" português. E de imbecilização dos seus hipotéticos leitores.

4. Mas, acima de tudo, é um caso radical de auto-estima tonta do bloguismo "que-se-quer político" português. Pois muito dificilmente algum bloguista (passivo ou activo) mudará o sentido de voto devido ao que lê nos blogs, ainda para mais neste contexto de parcialidade histriónica. Aqui há apenas uma ladainha auto-convencida da sua influência. Inútil. Inútil politicamente. Mas muito útil bloguisticamente. Pois mostra a pobre gente que está às teclas.

Publicado por jpt às 02:21 PM | Comentários (10) | TrackBack

dezembro 13, 2005

Bloguismo (teoria do). Dizem os célebres e antigos: um "post" deve ser curto.

Ok. Tá bem ...

Publicado por jpt às 12:43 AM | Comentários (18) | TrackBack

dezembro 12, 2005

Concordo.

Publicado por jpt às 02:51 PM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 06, 2005

Prémios Blogs 2005

No bloguismo já começou a intra-atribuição de Prémios Blogs 2005.

Uma cuidadosa escolha no 100Nada. Uma mais restrita no excelente Insónia.

O ano passado aqui organizei os Prémios Gandula Blog 2004, que decorreram com o maior sucesso. Este ano, por inexistência de patrocínios, só há disponibilidade para um prémio: o "Sem Ponta De Colher De Chá". Dedicado ao texto político mais decente no bloguismo português:: parte I, parte II.

O melhor blog político segue sem prémio (a tal falta de patrocínio): é o Ideias Para Debate onde se fala a sério sobre coisas sérias. Mas tem espessura a mais para as levezas europeias. Nem como exemplo serviria. Coisas da civilização, do progresso. Que há-de chegar, creio. Nacionalista.

Publicado por jpt às 08:00 PM | Comentários (2) | TrackBack

dezembro 04, 2005

Kinja

Sim, atrasa um pouco, é algo mouco e lerdo. Mas o Kinja tem estado a funcionar. Os outros serviços de "actualizações" também?

(há quem chame "rações" a isto. Desagrada-me ...).

Publicado por jpt às 09:40 PM | Comentários (3) | TrackBack

O bloguismo português: reprodução de comentário alhures

Vale o que vale (bem ... como tudo o que para aqui se bota), mas apetece-me deixar aqui um excerto de um comentário que me saíu numa discussão no Tugir:

"... acho que dentro de anos o bloguismo português será recordado acima de tudo por duas coisas: o impacto (se muito, positivo ou os inversos não sei) na crítica literária do Esplanar (essa reencarnação do actual velho do principe real) e por esta I Nacional Liberal. Diga-se que com esta minha ideia não quero minimamente desvalorizar o Esplanar (sobre o qual não posso opinar com fundamento, e o qual muito me agrada ler). Mas que I NL me parece saída da [velha] constelação Mir/Avante/Estampa parece ..."

Publicado por jpt às 04:14 PM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 29, 2005

Bloguismo em Mavalane

Dois anos de ler blogs. Belas surpresas com gente conhecida, belos blogs, até inesperados. A melhorar-me os seus autores, suas memórias ou seus convívios. E, claro, grandes surpresas com gente de quem não fazia a mínima ideia.

Mas também a desabarem algumas imagens de conhecidos. Esses campanhistas. Esses que sempre estão onde esperamos que estejam, seja lá o que aconteça. Sempre pendulares, inatacáveis segundo o "aparelhómetro". A complicar-me hipotético convívio. Mesmo que mero cumprimento de Matalane. Apertar a mão?, as boas-vindas a Maputo?, a quem faz do lúdico o torce-honra?

Depois recuo. E a quantos dos que aqui passaram, que me conhecem, lhes desabou boa imagem? E, pior até, confirmaram imagem?

Mavalane? "Então por cá?", "seja bem-vindo?", "precisa de alguma coisa?", "há-de ir jantar lá a casa". "Conheces?" perguntar-me-ão, "Sim. Um filho-da-, hás-de ler o que escreve". Tal e qual outros, se calhar. Mas se calhar, também, há limites para o relativismo. Entenda-se, da superioridade de quem não tem agenda. Aqui.

Publicado por jpt às 01:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 26, 2005

O que é que o cu tem a ver com as calças?

(para quem não queira perceber o imediato abaixo)

Publicado por jpt às 09:40 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 24, 2005

Ser um bloguista de referência

será ter talento, acuidade, elevação. Inteligência, estilo e ponderação. Convirá não ser desabrido, não praguejar. E, de certa forma, não ser autobiográfico (como disse, noutro contexto, o Francisco). Enfim, ter gravitas, como eu próprio (me) denunciei há tempos. Mérito.

Mas, acima de tudo, ser bloguista de referência é responderem-lhe às perguntas.

Publicado por jpt às 10:23 AM | Comentários (6) | TrackBack

novembro 20, 2005

Sitemetergate (mais desenvolvimentos)

Mais um episódio do Sitemetergate (iluminada denominação avançada pelo Luís Carmelo).

Publicado por jpt às 04:05 PM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 16, 2005

Excelente definição que me chega proveniente de blog onde a prosa ilumina: Sitemetergate.

Publicado por jpt às 07:48 AM | Comentários (0) | TrackBack

novembro 13, 2005

Aos que visitam o blogómetro

Há muito tempo que se escutam disputas sobre audiências, respectivas e absolutas. Vaidades e políticas. Influências. Nessas questiúnculas também se liam ecos da sensação de que na contabilidade mais generalizada, o sitemeter, os blogs blogspot seriam privilegiados face aos weblog.

Na última semana o Ma-Schamba dobrou o número médio de visitantes:

server13.11.05.gif

Avisado pelo Eufigénio Lagoa e ensinado pelo Rui Cerdeira Branco acertei a inclusão desse contador no blog segundo as instruções do próprio sitemeter. Crescimento das visitas. E constatação que a maioria aqui chega por indicação dos motores de busca, leitores acidentais que decerto partem desiludidos. Enganados.

Enfim. Crescimento de audiência do bloguismo? Não será mais crescimento do googlismo?

Conversas sobre audiências? Para quê, se a maioria dos que chegam partem para sempre? Resmungando no clic.

Publicado por jpt às 10:20 PM | Comentários (5) | TrackBack

novembro 05, 2005

Há em algum bloguismo muita partilha de informação teórica. É agradável e até educativo. Ainda que às vezes tão superficial que tudo pareça link dropping.

Publicado por jpt às 10:16 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 04, 2005

Blogs femininos

Não leio muito os blogs femininos, esses nos quais somos informados, insistentemente, de que quem ali escreve é mulher ("muito mulher", diria um cómico brasileiro da minha juventude). Vou sim lendo vários elogios, rapazes gabando esse isso que por lá se passa.

Acho que compreendo, isto de olhar mulheres dá sempre para complacência (todas as mulheres têm beleza, dizia um poeta/cantor brasileiro da minha juventude) - até que o sinalzinho (o tal beauty spot) se torne verruga, está claro.

Daqui encontro-lhes um ponto comum. Interessante, mesmo significante. São blogs escritos por mulheres que se auto-definem como "gajas" ou "gaijas" (ainda não percebi se esta diferenca ortográfica é coisa ideológica ou regionalismo/etnicidade). Esse auto-ga(i)jeamento é mesmo o fundamental, sempre presente, constante.

Enfim, há quem precise de causas. E a cada um(a) a sua causa.

Ainda assim confesso-me, não há paciência para tais meninas. Coisa de ga(i)jo que gosta de senhoras e de ga(i)jas? E que, já no para-o-velho, sabe que ambas nunca precisam de dizer que o são? Em especial quando essas ambas são as mesmas.

Ou será apenas coisa de ga(i)jo velho que já vê as verrugas?

Publicado por jpt às 09:54 AM | Comentários (9) | TrackBack

novembro 03, 2005

Adenda ao anterior

E na sequência do que abaixo informei, todo lampeiro dos meus conhecimentos, aqui fica um texto sobre estas coisas ("feeds", rsss e isso, coisas que nem imagino o que sejam) de alguém que percebe do assunto.

(percebe muito mas tem um blog que leva imenso tempo a abrir: ok, pirraça minha, inveja minha.)

Publicado por jpt às 01:26 PM | Comentários (6) | TrackBack

Novo Serviço de Favoritos: recomendação

Descobri agora este Kinja que me parece um bom sistema de acompanhar as actualizações dos favoritos [até porque o blo.gs decaí, há muito sem possibilitar a introdução de novos blogs, s e irritantemente sensível à introdução de comentários nos blogs do blogspot - a quantidade de clics desnecessários que isso implica].

Mais, o Kinja tem um design agradável e um sistema de digest que melhora a selecção de leituras.

Recomendável.

Publicado por jpt às 11:09 AM | Comentários (1) | TrackBack

novembro 02, 2005

O Livro do Dia

Lampedusa.jpg

Publicado por jpt às 04:53 PM | Comentários (2) | TrackBack