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abril 10, 2006
Do Acontece
A outro propósito (ou talvez não) Eduardo Pitta lembra o fim do Acontece, de Carlos Pinto Coelho. O texto é agudo e grave, "ambos os dois".
Já agora lembra-me que quando decidiram acabar o programa ("o seu custo daria para cada um dos seus espectadores dar a volta ao mundo") andou por aqui (a net) uma petição para a sua continuidade. Inútil como todas as petições (até as do Altino Torres, ainda que apareçam na TV). Lá assinei e reenviei (fwardei) a uma lista de gente amiga ou conhecida. Quando fui a Lisboa, passados meses, lá jantei com alguns correspondentes (quiçá hoje leitores de blogs), todos a rirem "o que é te deu?" a propósito do apoio ao Acontece.
A amizade sobrepõe-se a estes médios nadas. Mas a cagança de Lisboa, vista de longe, torna-se tão ingerível como a água do Tejo, ali ao Cais do Cacilheiro. Ou seja, é uma boa merda.
Publicado por jpt às abril 10, 2006 12:35 AM
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Comentários
Vou enfiar a carapuça com este post. E se o meu comentário sugeriu cagança lisboeta deve ter sido porque o meu português é pobre, tão pobre quanto o espírito nacional. Sim porque o que as pessoas deveriam ver era os quadros e não se preocuparem com a legenda. Foi nesse sentido que falei em analfabetismo. Com a imagem à frente que importãncia tem a legenda? Eram centenas a ler as legendas e aqulo era uma exposição de quadros. Passavam por eles sem sequer os olhar. Cagança era o que depois iriam dizer sobre a obra da senhora, esquecendo-se do que a obra lhes provocou.É "bem" saber umas coisas. Sentir o que nos é oferecido, nem por isso.
Publicado por: vanrose às abril 10, 2006 01:03 AM
É bem verdae JPT, o que escreve e o que Eduardo Pitta diz, o fim do "Magazine" vai passar despercebido enquanto a cagança de Lisboa aplaudiu o fim do "Acontece" que era visto e era falado e a muita gente fez falta.
No entanto, estimado José Pimentel Teixeira, ao fim de tantos anos de crispação, essa "cagança", hoje, dá-me vontade de rir - a ignorância de quem acha que tudo sabe sempre funcinou eficazmente em guiões de comédia! Carlie Chaplin usou e abusou da receita!
Publicado por: Carlos a.a. às abril 10, 2006 01:39 AM
vanrose, vou ser muito franco. este texto nada tem a ver com qualquer comentário seu. ali abaixo referiu que foi a uma exposição no CCB, mas honestamente não associei. Já agora, que exposição?
CAA, a cagança de lisboa não me é um abstracto, apanho-o ao vivo de vez em quando, em gente de que gosto. essa chateia-me, talvez por dela não partilhar, só por isso (complexo de inferioridade). a "geral"/abstracta é-me indiferente,
Publicado por: jpt às abril 10, 2006 01:54 AM
"Another one bites the dust..."
Publicado por: Mário às abril 10, 2006 11:06 AM
????
Publicado por: jpt às abril 10, 2006 11:58 AM
Era só um comentário acerca de mais um programa que saiu do ar. Acho que vi um, o Acontece devo ter visto menos de uma dezena. O tempo de antena é demasiado caro para que directores de programas se esforçem denmasiado em manter magazines culturais, repetições e conteúdo enlatado são sempre mais baratos. Já há muito tempo que o "mercado" invadiu os espíritos da televisão pública para mesmo ela ser capaz (querer?) de dar uma alternativa. Das privadas não falo porque só lhes interessa vender anúncios e propagar estéreotipos nocivos da inteligência. Felizmente já há agendas culturais bem estruturadas (em papel) em várias cidades que podem substituir a função divulgadora, mas irrita-me mesmo os coros de protestos dos "amigos" telecomandados, AMR não quis ou não pôde fazer tal uso e por isso quase não se deu por isso.
O outro comentário era bem mais sucinto......
Publicado por: Mário às abril 10, 2006 04:47 PM
Tenho saudades do Acontece. Uma vez ganhei um prémio de trezentos livros com um concurso que por lá havia. E era simpático, o Carlos Pinto Coelho. Aquela dos "artistas naif", de que fala o Eduaro Pitta, entrou no rol dos mitos urbanos e não sai de lá. Por essas e por outras...
Publicado por: caramelo às abril 10, 2006 05:21 PM
Grande Caramelo...é sempre bom conhecer (blogoconhecer) essas "entidades" que ganham concursos. "ele" há-os. (parabéns atrasados). e é isso, a dos "mitos urbanos" está bem sacada
´Mário, excelência, de fotógrafo, um verso vale mais do que mil palavras. Ainda assim nestas v. tem razões...não me vou agora por a discutir o Acontece, aceito-as (e até concordo com várias). Mas sabe, apesar daquelas coisas do "Mãe África" e isso, divulgava coisas e tinha gente a ouvir (e a divulgar-se, também, concordo). E não fazia mal a ninguém. Depois tanto argumento para nada
Publicado por: jpt às abril 10, 2006 05:28 PM
Ok, não fazia mal é verdade e havia pessoas que viam com gosto, se calhar o problema é as expectativas demasiado elevadas que ponho nas coisas (mea culpa)!
Publicado por: Mário às abril 10, 2006 06:02 PM
é isso, Mário, muitos então desejavam, genuinamente, que se fizesse melhor. Mas esses muitos eram, acredito, a minoria. a maioria continua a "puxar da pistola" quando se fala em "cultura". principalmente quando a misturam com a divindade demoníaca "erário público", esse Moloch que desejam retirado do panteão - nada mais do que isso, lá bem no fundo
Publicado por: jpt às abril 10, 2006 07:49 PM