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Ma-Schamba:

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fevereiro 24, 2006

Tânia Laranjo e Natália Faria, "jornalistas" do jornal português Público, e autoras deste inenarrável texto são, em termos muito actuais, revisionistas e falsificadoras. Não que eu advogue, para me manter em comparações muito actuais, qualquer pena de prisão. Apenas um profundo desprezo: por Tânia Laranjo; por Natália Faria. Por José Manuel Fernandes, director do jornal e último responsável por esta prosa infame.

Adenda: Domingos Amaral, o qual presumo ser um jornalista português, considera, com eminente sapiência, que os bloguistas pensam como condutores de taxi (os "carroceiros" de hoje, claro está). Estará decerto certo, até pela elegância da verve. Pois a este carroceiro ocorre-lhe a questão, com amostras destas que pensará ele dos jornalistas portugueses? Em que bas-fond os arrumará, o menino? Se arrumará?

Publicado por jpt às fevereiro 24, 2006 11:16 PM

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Comentários

Caro Jpt desculpa-me: sabes o que é a MaxMem? Ser Director de uma pocilga? É verdade que há muita gente que compra. E depois? Este país é uma choldra? Não.
Têem que haver mediocridades destas.Qualquer um que rabisca ou palrra nos jornais ou na TV é JORNALISTA. Só que agora é diferente:
-Trabalham á jorna!;
-Se não se portarem bem vão para a rua!;
-O estômago está antes do cérebro, e com toda a razão;
- A Informação é como vender roupa na Feira do Cambodja, gato como lebre , o 24H, ou transgénico como o Expresso;
- Neste momento estou a ouvir na Rádio que os Patrãos (sic) da Comunicação Social afirmam com arrotos aflitos e indignados que a Democracia está em risco de existência!
- E o mano Oliveira encostado ao Balsemão, chora compulsivamente por este infame ataque á liberdade de expressão !;
- E ninguém se ri!

Publicado por: Carlos Indico às fevereiro 25, 2006 01:17 AM

Caro JPT,
Compreendo e partilho as suas repugnância e revolta.
Eu não tive a coragem para expor o que me ia na alma perante crime tão horrendo, vil e ignóbil.
Curiosamente, sem ter graça, tenho vindo a reler o livro de Truman Capote "A Sangue Frio" onde realidade se mistura com a ficção, e o que é mais aviltante neste mundo horrendo é o facto de não conseguirmos sequer discernir a fronteira que deveria delimitar os dois mundos.
A citação de Pessoa (B. S.) que emoldura o meu blogue é a crua verdade!
Bem-haja!
Um abraço
AMC

Publicado por: André Moura e Cunha às fevereiro 25, 2006 03:25 AM

Fica bem lado a lado com o pai. Pois, pois. Esse mesmo. O ministro que foi elogiado pelo embaixador do Irão. Não é coincidência de apelidos.

Publicado por: Máquina Zero às fevereiro 27, 2006 12:59 AM

Ouça, não deve condenar um jornal por um artigo de uma ou duas jornalistas ou somos todos merdosos no Público? Vai-me mandar à merda porque está indignado com o trabalho de uma colega minha?
Nuno Ferreira
Jornalista do Público
351-21-0111068

Publicado por: nuno ferreira às fevereiro 27, 2006 02:44 AM

E faça o favor de me dar os parabéns porque hoje ganhámos ao Porto :) ehehehe

Publicado por: nuno ferreira às fevereiro 27, 2006 02:46 AM

Bem, aqui e no email já me informaram quem é o autor do texto (não conheço a revista, pelo nome estou a intuir algo meio fracote, mas se calhar...). Não acho o texto mau, está uma boa picaretada, com humor - atrás tinha deixado um elo para o texto, é muito homólogo ao que tantos colegas meus (e eu próprio) com humor e verrina dizemos da mediocridade e superficialidade do jornalismo. - acho que faz um bocado o número de incomodidade coorporativo face a algo, e estou farto aqui de o dizer, que NÃO é concorrencial.

Mas quem está tão incomodado com a mediocridade alheia conviria que se incomodasse com a mediocridade intra-muros (coorporativa).

Se há coisa em que eu sou fundamentalista é no meu republicanismo. Peço desculpa, mas ser filho de quem é não conta para nada. "Filho de peixe saber nadar?" Tudo bem. Mas não vou no caminho de criticar ou louvar alguém por ser filho de alguém. (podemos louvar a alguém o pai que tem; o inverso já será inútil e deselegante: agora louvar ou criticar por causa do pai que tem, francamente passo ...)

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 06:22 AM

Nuno Ferreira, talvez responda em post, mas esta semana é difícil, dái que fique aqui, no curto do comment. Sim, mando-o à merda (como tipo do publico). Isso de que a comunicação é flat, de que é o resultado de olhares individuais, é tanga - se quer saber eu acho mesmo que as suas duas coleguitas (bruxas, como lhes chamei acima) devem ser umas imberbes semi-ignorantes. A cultura que têm (curso que tenham, que é isso) é televisiva, onde todos dizem dos crimes ainda por julgar que são "alegados".
Mas o que está ali é uma produção, de imagens, de símbolos, de representações, de hierarquias de indivíduos - está implícita (e até explícita). A comunicação (no sentido de media) é sempre isso, é-lhe condição, não é defeito. o texto que liguei, do QeP, é cristalino quanto ao que subjaz o texto - eu acho que não é só o substrato, é o projecto, o objectivo. Não sou muito de inconscientes manipulatórios da acção individual - o que as suas colegas (e, note, o que o seu director ou a sua equipa cujo responsável é o director) quiseram explicitamente fazer foi reproduzir essa tralha nocional.

Repito-me, há merdas com que não se pactua. Eu mando à merda não duas mulheres incompetentes que escrevem mal uma notícia. Eu mando à merda duas mulheres conscientes que têm esta visão do mundo, das hierarquias e das representações legítimas e a manter. Mando à merda, enojado, quem por elas é profissionalmente responsável. E mando à merda, com repugnância, os colegas que não têm tomates para escrever "essa merda não sou eu" (e não me venham dizer que um jornal não se faz assim, coisas de paginação e trabalhos de cada um, etc). Mando-o à merda Nuno Ferreira, não por causa de um mau trabalho das colegas - mando-o à merda por cumplicidade.

Vamos beber uma cerveja por causa da bola? Tá bem. (eu não deixo o telefone, que foi coisa bonita que v. deixou aí, tipo "olha bem para mim", sim senhor - mas se passar aqui não há-de ser difícil encontrar-me, basta aliás o email, na coluna da direita, clicar no meu nome) Beberemos a cerveja, um papo sobre bola e isso. Mas não se esqueça, eu terei de si uma imagem inferior, "é um jornalista do Publico". Porreiro, parece, mas é-o. Colaboracionista. O leite das crianças, as aspirações profissionais, isso tudo - mas, apesar do isso tudo, apesar do telefone da cabeça erguida, colaboracionista.

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 06:38 AM

é um tique meu, um erro gramatical crónico: "coorporativo" escreve-se "corporativo"

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 06:41 AM

O leite das crianças e muitas, muitas outras coisas que vc à distância não sabe nem pode saber da mesma forma que eu não sei como é e de que se tece a sua vida profissional aí em Maputo. O mandar-me à merda ou chamar-me colaboracionista ou insinuar que não tenho tomates só me afectaria se o fosse (cobarde, colaboracionista), na realidade, o que de facto não sou nem nunca serei.
Em relação ao texto em questão, vc pode escrever já e por e-mail ao provedor dos leitores e garanto-lhe que obterá resposta à sua indignação.
Gostava, sim, de estar aí e partilhar consigo umas laurentinas...(não gosto da cerveja sul-africana)...

Publicado por: nuno ferreira às fevereiro 27, 2006 03:42 PM

Nuno Ferreira, há coisas que nos separam, e não é só o gosto pela cerveja (eu gosto da sul-africana). Mas o que nos separa não será decerto "o leite das crianças e as aspirações profissionais" [não reduzi, não reduzamos as coisas ao vil metal], dos quais ambos precisamos e almejamos. No caixa de comentários acima respondendo ao miguel silva acabo de deixar mais uma arenga sobre isto, ele acha que o publico como objecto de observação se justifica, eu acho que decerto. mas isso é para observador. como cidadão não, aquele texto é um cruzar de rubicão, impede uma partilha ética, de co-cidadania - como disse ali há nele uma maldade racional, estratégica, explícita (sei que os termos são pueris, mas como olhar para isto com subtileza). Para mim só admite ruptura.
V. fala no provedor - o publico não começou ontem, tem uma equipa, tem uma linha, diz-se (e dizem-no) de refereência. Quem escreve é aí conhecido, os jornalistaas são escolhidos (presumo que também formados, ensinados) Têm uma hierarquia, não sei qual o conteúdo mas serão dirigidos ou direccionados - decerto que com autonomia, mas não é de certeza cada um como cada qual. Escrever ao provedor? O Publico errou? O Publico é uma instituição, tem história já. Se permite um texto daqueles (e se assobia para o lado, mas a isso já lá vou) assume-o. Não é um erro. É uma vontade. Ou então, por iniciativa própria demarca-se (mais ou menos fluidamente, não estou a ver fogueiras na redacção). Eu não estou a protestar com um erro noticioso, com uma falsa fonte, com uma calúnia, com uma diferença de opinião. Nem mesmo com uma interpretação. Estou indignado com uma "mensagem" (usava-se muito o termo, há uns anos). E a mensagem é assumida por esse jornal experiente. Eu sou um consumidor, e não consumo coisas dessas, desprezo-as. Afasto-me.
E insisto, não é do exterior que se esperaria uma resposta a este tipo de discursos, do tipo que compra o jornal no quiosque ou assina na net. É de dentro - não há um "provedor de jornalistas da casa"? Ou o silêncio é de ouro?

V. não sabe da minha profisssão e do como. E eu não sei da sua. Mas garanto-lhe que se algum colega meu tivesse discursos públicos, institucionalmente enquadrados, com o teor que o das suas colegas tiveram, eu protestaria, contra-arguemntaria, demarcar-me-ia. E não estou no "a mim ninguém me cala"! Estou a ser cristalino

Também podia ser simpático, "não, isto não é nada pessoal, esqueça lá isso" - apareça para beber uma manica, 2m, laurentina. Ficava em blog, entre-bloguistas, as simpatias dos clics mútuos. Depois v. aparecia e lá para o fim do caranguejo, já estávamos no "tu", a dizer uns palavrões, 4 ou 5 cervejas (isto cada um tem o seu ritmo" e eu no já à vontade havia, afinal, de disparar: "ó pá, então o que foi aquela merda?, quem são aquelas gajas? onde é que vs já chegaram?" e v. havia de tentar explicar, e lá as coisas daí, e eu havia de dizer mais uns palavrões, "nada, não me convence, vs vão mas é a merda!!". Assim já está dito, sem hipocrisias. E, se indignado com o textito, espero que se queixe ao provedor dos jornalistas. Ou, por que não, ao dos leitores - ou v. não lê o jornal?

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 04:24 PM

Mas quem lhe disse a si homem de Deus que não me indignei e que não expressei essa indignação? Aliás, eu indigno-me normalmente em público e não por detrás de um computador.
Quem lhe dá o direito de chamar colaboracionista ou merdoso ou cobarde a um profissional, seja médico, seja canalizador, seja enfermeiro, seja operário da construção civil que vc não conhece, nunca viu, não sabe quem é?
Mande a mensagem à merda, mande o jornal para o lixo, a mim é que vc não manda a merda, nem que eu tenha de virar a mesa com o caranguejo (não gosto de caranguejo)...
E porque não escrever um post sobre os colaboracionistas aí no seu trabalho? Vamos lá, quero saber, como é que funcionam aí as coisas no seu trabalho, quem manda em quem? Como é que vc aí chegou? Também gostava que eu fizesse insinuações sobre quem trabalha no seu local de trabalho e cobrisse todos com a manta da covardia?
Meu amigo, pimenta no cú dos outros é refresco!
Saia do escuro. Apareça aqui na redacção quando vier a Lisboa. Isto não é só liberdade de expressão e blogar e prontos...

Publicado por: nuno ferreira às fevereiro 27, 2006 09:49 PM

NF, isto azedou mesmo mas enquanto não se partir a loiça ... (até virarmos a mesa, com o raio do bicho?)

1. V. perguntou: "não deve condenar um jornal por um artigo de uma ou duas jornalistas ou somos todos merdosos no Público? Vai-me mandar à merda porque está indignado com o trabalho de uma colega minha?" - eu digo-lhe que sim, e já escrevi do porquê. V. diz-me (agora): já protestei com aquilo, e eu retiro o mandá-lo à merda (não sou assinante, não lerei o seu texto a não ser que mo mande, mas como esta conversa já está até duvido da sua pachorra para tal), tiro-lhe o (meu) chapéu, peço desculpa, e "sim, senhor, é de homem". É esse o caso?, fantástico! Fico, mesmo antes do texto, desde já nesse registo. Se for o caso individual do NF, ainda mais de louvá-lo, mas não só por isso. Se for o caso do Publico melhor ainda, se a coisa vista por outro lado, pois será a instituição a suplantar essa coisa rasteira.

2. V. perguntou: "não deve condenar um jornal por um artigo de uma ou duas jornalistas ou somos todos merdosos no Público? Vai-me mandar à merda porque está indignado com o trabalho de uma colega minha?". Eu digo-lhe que sim, pois (repito) naõ reduzo isso ao trabalho de uma colega (naõ é compet~encia ou não), continuo a insistir, é uma mensagem do jornal, assumida. V. perguntou se eu o mandava, eu confirmei e expliquei-me. Agora diz-me que eu não tenho o direito? Então foi uma não-pergunta. A uma não-pergunta só correpsonde uma não-resposta. Foi uma inutilidade. começou daí, continuou aqui, mas por indução sua.
(ou então foi uma pergunta capciosa, a obrigar-me a reformular o argumento por vias de solidariedade inter-bloguistica. peço desculpa, por aí não)

3. "no meu trabalho" - v. tem vindo aqui. Eu escrevo sobre trabalho? Não escrevo, estou farto de dizer, aqui é hóbi, não é trabalho. "Fecho-me em copas" dirá V. Eu respondo "fecho-me em copas", sim senhor. Já aí o pus, não escrevo sobre política moçambicana por um feixe de razões, pragmáticas (sim, senhor, não pense que o escamoteio) e intelectuais. E não escrevo sobre trabalho porque não me apetece - isto é-me um hóbi. Chega?
PAralelamente, v. não tem razão nenhuma em querer obrigar-me a escrever sobre algo. Tem curiosidade sobre como funcionam as coisas aqui, tudo bem. Mas daí a exigir-me, vai uma distância [e já agora, para que fique explícito, não lhe pedi nenhum texto. Nunca em blog, e quanto a um hipotético texto no Publico, respondi-lhe à tal pergunta] - como vê, não estamos no mesmo registo, e não me pareça que haja alguma razão nessa sua invectiva.

Que fique bem explícito, eu não fiz nenhuma insinuação sobre o seu jornal, nem sobre os que lá trabalham: está nos posts e está nos comentários - o texto é uma merda, as tipas são aspeadas na categoria jornalisticas, "bruxadas" depois, o jornal é chamado de merda; v. surgiu, simpaticamente (vamos recordar) a matizar o assunto, eu expliquei o meu ponto de vista - v. não concorda, tudo bem. V. não gosta, tudo bem. V. quer-me ir às trombas, tudo mal. Agora não pode dizer que eu insinuei alguma coisa. O que disse está aí. Não há insinuação, nem meias-tintas.

Se V. disser mal do sítio onde eu trabalho não gostarei. Posso concordar com alguma coisa, com tudo, com pouca coisa ou com nada. Mas não gostarei. Se eu intervier a protestar consigo então sim, homem, diga-me lá, "não concorda, escreva, ponha de sua justiça se os tem no sítio". Então sim, será uma situação simétrica.

Continuemos, não estou no escuro. Tem nome, tem sítio de trabalho, tem email, tem tanta história sobre mim aí. Que escuro é esse?

Atrás de um computador? Onde quer v. que eu escreva um blog? Num palanque no jardim da cidade?
Na ardósia do bairro?

Liberdade de expressão é limitada, se visita o ma-schamba sabe dessa minha opinião. Nesses limites cabem opinar sem calúnia. E praguejar. É a minha opinião. E não me venha dizer que eu o caluniei. Se v. se ofendeu, ofendeu-se. Agora não o caluniei. disse-lhe, tintin por tintin, o que pensava - se é isso o que v. pensa como calúnia estamos mal.

´Gosto do "pimenta no cú dos outros é refresco", não conhecia.

Finalmente, é um bocado a despropósito que v. me pergunta como é que eu cheguei aqui. DAqui não veio questões sobre isso [eu falei sobre o publico como um todo presumindo que tem uma organicidade e uma hierarquia - e decerto a tem. não foi daqui nenhuma insinuação (lá está)] ]- não me interessa saber como é que v. ou outros chegaram "aí". Mas respondo-lhe, cheguei "aqui" por convite - a moçambique por convite do estado português, ao meu trabalho actual por convite dos seus responsáveis, aos anteriores idem. Presumo que mais ou menos como se entra no público (concursos, convites). Satisfeita a curiosidade?

Aparecer na redacção (ainda é nas Telheiras?) com um convite feito nesse tom não me parece.

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 11:20 PM

Eu sei pela experiência de ter vindo aqui ao blog que você nunca atirará a toalha ao chão. Ficaríamos eternamente a degladiarmo-nos. A coisa só azedou por você usar a blogosfera,um universo inimputável, sem regras e onde quem escreve raramente é responsabilizado, para atacar quem exerce uma profissão, no meu caso honradamente. Podia ter ido para sapateiro, fui para jornalista.
Peço-lhe que esqueça o objecto Público e coloque a questão em termos de empresa. Todas as empresas têm os seus mecanismos de punir e de responsabilizar quem infringe as regras. No caso concreto do texto e no caso concreto do Público, ele é sujeito às críticas dos colegas, bem como às eventuais críticas dos superiores e do conselho de redacção se este entender que é caso disso. Existe ainda a figura do provedor do leitor. Existem ainda as cartas dos leitores. Existe ainda, e muito bem, a possibilidade de alguém processar juridicamente o autor do texto. Você escolheu, repito, a fórmula mais fácil e menos responsabilizadora que é a de utilizar a blogosfera para criticar. Está no seu direito mas é a mais fácil.
2- Iremos discordar disto até a milésima troca de mensagens. Não é uma mensagem do jornal assumida. Em Janeiro, o Jornal de Notícias publicou “Simão Sabrosa no Liverpool”. Vc acha que eu vou chamar merdosos a todos os que trabalham no JN? Parti do princípio mais lúcido de que aquela mensagem tinha sido enviada por alguém, neste caso o empresário Jorge Mendes, a quem interessava que o Simão fosse o mais rapidamente vendido. Vou dizer que todos os que escrevem no JN são colaboracionistas? Olha, o Francisco José Viegas devia ter-se indignado, aquele grande colaboracionista...Claro que não...
3 Ouça, quem vai à guerra, dá e leva. Vc não pode querer escrever sobre o trabalho dos outros e ficar imune, impávido e sereno no seu trono inimputável da blogosfera. Aliás, vc sabe tanto como eu as teorizações que tem feito sobre o bloguismo e a importância que vc dá à blogosfera. Não é trabalho? Pois parece. Vc usa a blogosfera como território para atacar os outros, logo os outros têm o direito de entrar na blogosfera e pedir meças. Estou certo ou estou errado? Não escreve sobre política moçambicana? Pois devia escrever! Seu colaboracionista!:)
Não fez nenhuma insinuação sobre o meu jornal? O jornal não é meu mas insinuou e bem que somos todos colaboracionistas. O texto é uma merda? E o que é que eu tenho a ver com isso? A política moçambicana também é uma merda e você não fala sobre ela...estamos quites...
Nunca quis ir às trombas de ninguém, vc é que é um chato que me obriga a irritar-me sem eu querer. Gostou do “pimenta no cú dos outros”? É uma expressão usada no Brasil.Ehehehe
Abraço,seu merdoso:)

Publicado por: nuno ferreira às fevereiro 28, 2006 01:15 AM

sim, poderíamos continuar até nos encerrarem o bloguismo. e eu podia agora pronto, acabe-se, que era maneira elegante, v. ficava com a última palavra, eu acusava, vénia, e como estou em casa deixava-lhe o final. mas não vou fazer isso, naõ quero continuar uma polémica, mas há coisas com que não concordo
1. inimputável? ouça, nada do que eu aqui escrevi pode ser considerado imputável no sentido que presumo que lhe queira dar (blogosfera sem regras e onde não se é responsabilizado). Uma coisa é escrever algo que será passível de ir para tribunal - onde realmente julgo que aqui é difícil (mas não conheço as leis). Outra coisa é o que aqui está. Esse seu argumento de inimputabilidade francamente, não o apanho
2. inimputável num sentido mais amplo? Também não - com regras ou não. V. vem aqui e sabe o quanto resmungo com o anonimato. quando digo o que penso sobre o publico (e não num registo blog-chic) não é um inimputável jpt. Tem nome. Não é famoso, não é personagem. Mas é detectável. Daí que não é inimputável (em sentido amplo) nem irresponsabilizado.
Desculpe lá mas isso é importante. Não caluniei ninguém. Não caí sob nenhuma imputabilidade jurídica - a não ser que me queiram processar por dizer o que disse do jornal, ou porque aspeei as senhoras ou lhes chamei bruxas (ou colaboracionista a si). Caio, sempre, sobre uma imputabilidade pessoal (lá está o maluco do teixeira), uma responsabilidade pessoal (lembro-lhe o meu post "liberdade de expressão": escrever grosso, savar, postar e não deletar) - vai até esse nível.
Atenção, aqui não estou a polemizar. É uma realidade que me é cara
3. é menos responsabilizadora do que escrever ao publico (repito, rompi, cortei. é uma atitude. ética já o disse). mas como o é? tem nome, está no "eter" (lembra-se do termo). e não subentende nenhuma cooperação (já escrevi sobre isso por demais)
4. o publico tem regras? mas foi isso que eu disse. é por isso mesmo a indignação
5. jornais desportivos - tem toda a razão. já escrevi para aí (já agora, desculpe a auto-referência) se a tal alta autoridade ou coisa parecida (e agora vai piorar ao que me parece) não devia intervir com as mentiras que os "orgãos de comunicação" utilizam no defeso para vender jornais - lembro-me que levei uns bons comentários discordantes. mas acho que sim, que deviam levar na cachimónia. mas, ainda assim, acho que são só aldrabões (e aqui isto fiou mais fino)

6. "ficar imune, impávido e sereno no seu trono inimputável da blogosfera". impune a quê? a críticas, a porradas? pedir meças? mas leia, onde é que eu escrevi o contrário? critiquei um jornal, v. contestou, eu contra-argumentei. Não percebo (sem retórica). Repito o desagrado com isso do inimputável (em sentido restrito) e a diferente visão quando ao inimputável (em sentido amplo) Trono não tenho, desculpe lá, se há fundamentalismo cá em casa é o republicanismo. Mas isso já é meu jogo de palavras

7. Não há nada de quites. Eu não faço política, muito menos política moçambicana - não tenho face a ela a mesma posição que v. terá no seu emprego, que ambos (os dois, como agora se diz) temos diante da política portuguesa. Referi-a apenas para lhe dizer, não falo de trabalho, não falo de po´lítica daqui, são os meus limites, por opção e gosto.

8. se calhar tem razão, devia pôr-me a escrever um texto em forma chata de artigo sobre a blogosfera - era linha de curriculo e alguém me pagava uma viagem a congresso qualquer. não está mal pensado - mas, até agora, é hóbi

9. ok, por mim, paz. lamento que não goste de caranguejo. é um defeito, não uma característica. tente emendar-se nesse ponto. ainda vai a tempo

até uma próxima caixa de comentários (ou esta, se quiser). que seja em breve

Publicado por: jpt às fevereiro 28, 2006 01:55 AM

Continuarei não só a ler este blog que me deu a conhecer a fotografia do Rangel como a usar os comentários. Este blog é uma referência na blogosfera:) (ehehehe) JPT, quando eu citei o JN é porque o Jornal de Notícias é o jornal mais vendido e mais lido em Portugal. Tem tantas ou mais responsabilidades do que o jornal onde trabalho. Espero que quando se indignar com o Jornal de Notícias chama colaboracionista ao escritor Francisco José Viegas.
Abraço e mande a passagem que eu por mim já estava aí...convenhamos, granda sortudo, o pessoal aqui no frio, a cabeça a deprimir com as nuvens baixas...se eu estivesse aí 'tava no computador? Tava mas é no Bilene, no Bazaruto, em Inhaca...
Abraço sincero
nuno

Publicado por: nuno ferreira às fevereiro 28, 2006 02:52 AM

Aceito o remoque, escapou-se-me, o JN não é um jornal desportivo. Repito, as aldrabices da bola são mais Oliveira de Figueira, não as coloco ao mesmo nível. Mas irritam-me (atenção ao Mercado do Público, sobre a mesma matéria, já agora).
Se v. estivesse aqui presumo que sim, que estaria na praia, turistando. Aqui não há férias de Carnaval, e eu estou no pico do trabalho - ao computador, claro.
O ma-schamba não é de referência, é antigo, o que é diferente. E se fosse de referência não escreveria com palavrões. Mas passa a alfinetada.
Até breve, pois então

Publicado por: jpt às fevereiro 28, 2006 08:12 AM

O rapaz Amaral é nem mais em menos que o dilecto rebento de Sua Exa. o Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros da socrática República e de sua excelsa esposa, autora pseudónima de romances de cordel.

Publicado por: aa às março 6, 2006 12:41 AM

Caro Sr. JPT, vim parar ao seu blog por mero acaso. Depois de ler alguns posts e comentários seus, só me apraz dizer o seguinte: VOCÊ É UM ATRASADO MENTAL. É pena mas é verdade. Faça um favor aos cibernautas: não deposite mais lixo na net. Precisamos do espaço para outras coisas bem mais úteis.

Publicado por: Luis Lopes às novembro 9, 2006 01:44 AM

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