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Ma-Schamba: Ontem

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fevereiro 15, 2006

Ontem

Maputo de noite cheia, azáfama quasi-noctívaga de trânsito de hora de ponta, queixas só suaves com o "semaforismo" ausente, todos os restaurantes cheios mesmo aqueles que nunca, rosas muitas em mãos compradoras e outras já nas receptoras, casais (até os tristes) bem vestidos acompanhando-se, é o dia ... A mim sobra-me aula nocturna, a primeira do ano, turma ausente, apenas uma aluna, senhora já, sorrindo à total ausência (merecida, merecida) à ritual "apresentação", caloiros relapsos. Dou-lhe um mito, o primeiro mito universitário porventura, os "dez minutos académicos" (5, 15, não depende isso do narrador?), depois "vamos lá embora" que haveremos de recomeçar. Que ontem foi dia de "namorado amador", profissional tem o resto da vida, hei-de biliar. Ainda beberei café no caminho da casa, mesa de canto no meio dos tais comensais emparelhados, meros cinco minutos roubando-lhes bocados, mesa a mesa. Nem uma mão na mão, nem tampouco mão na perna (quem bem procurei), nem a rápida mão na cara, nem afago no cabelo, nem beijo qu'isso seria demais ainda que dos castos. Estão só ali, falas poucas, levaram-nos a jantar. Saio, noite de dia do namorado reformado. Também já vou assim?

Publicado por jpt às fevereiro 15, 2006 03:20 PM

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Comentários

Espero um dia conhecer esse lugar...

Publicado por: Paulo J. Ribeiro às fevereiro 15, 2006 04:36 PM

Nem te digo como é que esteve Luanda. Tudo cheio e ainda, noite feita, as montras cheias de toda uma parafernália de objectos alusivos à data. Nunca imaginei que tivesse o impacto que teve, na cidade de pedra...

Publicado por: Miguel às fevereiro 15, 2006 10:52 PM

Isso, o cimento rejubilou. Engraçado, quando cheguei não havia tal data. Foi aumentando. Um dia destes também vamos

Publicado por: jpt às fevereiro 16, 2006 12:35 AM

Namorado amador nunca se reforma. é essa a vantagem.Afinal, sabemos lá o que se passa depois das cenas inócuoas do café? Em Lisboa, reparei no mesmo. Desta vez, em vez de mal dizer importações de vatentins ou pais natais, tive que me render ao sorriso das pessoas. Não era de facto uma noite como as outras e não apenas pelas montras cheias de corações vermelhos à espera que o pessoal abra os cordões à bolsa. Afinal nem tudo está perdido no reino da Dinamarca. Bom, não sei, podem ser peguices de miúda

Publicado por: afonsa às fevereiro 16, 2006 02:45 PM

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