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fevereiro 02, 2006
Livro borda fora
"Regressei a Chicago e abri um escritório na Van Buren Street. Industriei os meus empregados de maneira a tomarem conta dela por mim, e assim fiquei livre para preencher a minha vida com actividades mais interessantes. De certo modo para surpresa minha, dei comigo a fazer parte de um grupo de pessoas curiosas. A maior ameaça em Chicago é o vazio - vazios humanos, uma espécie de ozono espiritual que cheira a lexívia."
[Saul Bellow, A Autêntica, p. 9]
Edição da Teorema (Lisboa, 2000); tradução de Rui Zink; revisão não referida. Quem me devolve os meus euros?
(para quem não percebeu, volte a ler a citação, agora mais devagar. Tipo aquele "descubra as diferenças").
Publicado por jpt às fevereiro 2, 2006 12:41 PM
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Comentários
Em Moçambique não deve ser preciso, mas quando das suas viagens a Portugal, principalmente no inverno, traga-o porque pode dar jeito para atear a lareira. Quanto aos Euros, esses, já eram.
Publicado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) às fevereiro 2, 2006 01:34 PM
Pois! Acho que um pouco de "lexivização" não lhe ficava nada mal.
Porém, os erros de palmatória nas traduções são tantos que nem toda a lixívia do mundo os poderia expurgar!
Um abraço,
AMC
Publicado por: AMC às fevereiro 2, 2006 01:54 PM
AMC neste pequeno trecho, logo na pagina 3, v. apanhou um dos dois. há mais
Pd, não sabe, mas muitas casas aqui em Maputo têm lareira, que o "frio" aperta no inverno
Publicado por: jpt às fevereiro 2, 2006 02:18 PM
Só se for “dela”, “a escritória”!
Por acaso, há cerca de meio ano li o Ravelstein dos mesmos autor e editora, com tradução “zinkiana”, mas já não me recordo se havia erros ou não. Eles são tantos, em tantos livros, que já passamos por eles como “cão por vinha vindimada” – como se costuma dizer por aqui.
Mas, se quiser ficar mesmo irritado com o dinheiro despendido, poderá ler “Um país encantado” de Luís Miguel Rocha. Esse não foi traduzido…
Um abraço
Publicado por: AMC às fevereiro 2, 2006 06:20 PM
amc, terá toda a razão, às vezes nem reparamos outras vezes nem podemos reparar. mas uma edição actual do bellow assim tratada, ainda para mais ornamentada com o sonoro de zink irrita-me
esse que diz nem conheço. e, pelos vistos, nem vou conhecer - obrigado
Publicado por: jpt às fevereiro 3, 2006 02:31 AM