eXTReMe Tracker
Ma-Schamba: Gesundes Volksempfinden

« | Entrada | Obrigado »

fevereiro 25, 2006

Gesundes Volksempfinden

O Lutz retrata-nos.

Perdão, deixo-me de merdas:

O Lutz retrata-vos.

Eu, assim no ridículo quixotesco, faço a única coisa que posso fazer: nunca mais compro o Público (para aí uns 15 por ano, não será grande prejuízo para aquela gente). Nem leio, nem comento, nem etc. A merda caga-se, limpa-se. Puxa-se o autoclismo. E lavam-se as mãos. Isto é cá em casa. Em outras não, vivem na merda. São merda.

Publicado por jpt às fevereiro 25, 2006 03:15 AM

Trackback pings

TrackBack URL para esta entrada:
http://maschamba2.weblog.com.pt/privado/mt-tb.cgi/123578

Comentários

Corrigi no meu post um erro ortográfico em alemão, que tu aqui naturalmente reproduziste: "Volksempfinden", com "p" está certo. Soory.
E agora vou mesmo para o campo...

Publicado por: Lutz às fevereiro 25, 2006 12:30 PM

Tens razão quando dizes que há gajos que só vivem na/da merda.
O JN de hoje a dado passo refere " De acordo com fonte conhecedora do processo existe forte possibilidade de a morte ter sido causada por afogamento".
É o remexer da merda, o diz que disse, típico desta sociedade de merda.
E já que de merda se trata:

Ninguém posta nada acerca dos "volteios" do alegado senhor doutor advogado de um alegado BIBI acusado de não sei quantos, mas seguramente muitos, crimes de pedofilia e que se diz ameaçado de morte e de tratamento diferenciado??

Publicado por: JAzevedo às fevereiro 25, 2006 12:49 PM

Temo vir aqui fazer o papel de advogado do diabo, mas cá para mim anda a falar-se demais do caso sem informação suficiente e credível. Ninguém sabe o que aconteceu, certo? Então para quê e com que legitimidade julgamentos precipitados? Calma, homens desta sociedade (de merda?). Calma. Também há quem, por viver tão no meio dela, ponha o pé de vez em quando. Já agora, é importante referir que ser travesti, toxicodependente, sem abrigo, etc… não atenua nada. Antes pelo contrário. Se é isso que os jornais fazem crer, então a mentira propaga-se. Em tribunal a coisa é diferente. E aqui nem se trata de atenuar ou deixar de atenuar, trata-se de saber de que morreu a vítima e qual culpa dos suspeitos. Sabendo isso, quais os suspeitos serão imputáveis em função da lei existente. Sabendo isso, qual a “pena” a aplicar a cada um deles. Os jornais fazem o seu trabalho: querem-se vender. Sensacionalismo? Eu ontem já vi manifestações contra a homofobia sem que saibamos ao certo se se tratou de um crime de homofobia. Há quem chame àqueles rapazes gang, um gang não mata à pedrada (?) travestis sem abrigo toxicodependentes! Pelo menos, não conheço essa variante de gang. Um gang usa pistolas, naifas e coisas assim, para roubar, saquear, assaltar. Enfim… muito para esclarecer entre a algaraviada do costume.

Publicado por: hmbf às fevereiro 25, 2006 01:21 PM

Já não o compro há uns tempos.

Publicado por: paperlife às fevereiro 25, 2006 10:32 PM

pois é, Lutz, o meu alemão é fraco... obrigado, já emendei.

Publicado por: jpt às fevereiro 26, 2006 07:26 PM

JAzevedo eu para paladino da justiça não tenho jeito nem queda - não falo de crimes e isso por aqui. Não por respeito à sacrossanta justiça, a cuja aliás entendo epifenómeno (ou pelo menos o seu estado - continuo a dizer, para fazer a verdadeira história da II República não é com biografias de Cunhal, Soares e outros que se vai lá (não é SÓ...). Faça-se a biografia monográfica do ex-provedor vitalício, peça chave, bem jogada no seu tempo, âncora do sistema político (e económico).
Quanto ao resto não sou justiceiro popular e muito me desagradam esses rodeios. Por isso hmbf e JA não é se há crime ou não, se deve haver lynch ou não que me levou ao espanto (hmbf, v. tem uma concepção um bocado essencialista do que é um gang, mas também não é isso que me choca). Por outra, não sei quem é ou não criminosos, não conheço nem quero conhecer as tais "instituições", não tenho opinião sobre que fazer com os putos, se são ou não gangs. Acho que sim, que alguma homofobia devia haver (e vagabundofobia, e junkiefobia), e como vs. são visita frequente aqui saberão que esses assuntos de paladinos da moral e da justiça popular não é no maschamba, isto não toca o portugal profundo. O que me chocou foi a narração, o horror lento, dois dias de sevícias - da ira individual a desgraçar alheios e autos compreendo bem; da ira instantânea da turba idem - agora a lentidão, confesso que aquele texto me comoveu, me deu laivos de um abismo que quero contornável

de resto não opino sobre os factos, não os conheço e, repito, não sou o tipo do portugal profundo, de verdades (pedófilas ou outras) nas teclas - acho aliás uma boa merda a atitude de lone ranger que por aí se defende

mas além do horror (o tal horror lento, desgraçado do homem, que coisa atroz) aquilo que mais me levou a botar foi o inacreditável texto (pro isso JA, EP, hmbf, não é que ache parasitar a discussão aqui, bem pelo contrário, acho muito bem que se instalem, mas não discuto causas e isso - discuto mesmo é a capacidade daquelas mulheres cometerem o delito de elisão diante de uma coisa destas - quem são elas, que coração têm, que gente são?

Publicado por: jpt às fevereiro 26, 2006 07:40 PM

Explicado, JPT. Confesso que o tinha entendido mal. Diz tudo agora, aqui: «acho aliás uma boa merda a atitude de lone ranger que por aí se defende». Para um lado e para o outro, digo eu. Quanto à imprensa, os relatos da imprensa, há que vender sensações. É isso que vende jornais. Há que provocar debates, “vozeirão”, confusão. É isso que vende, vende, vende, vende...

Publicado por: hmbf às fevereiro 27, 2006 12:11 AM

h. não deixa de ser um bocado absurdo diante de uma coisa daquelas um tipo irar-se com um texto, reconheço. mas há malvadez naquelas linhas - se calhar ainda sou um puto ingénuo, não gosto de bruxas. é o que aquelas gajas são, uma bruxas horríveis

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 12:33 AM

Também eu fiquei esclarecido, não tinha chegado lá à primeira e entendi mal o que escreveste.

Publicado por: JAzevedo às fevereiro 27, 2006 12:12 PM

pois. e se não me apanharam o mal só pode estar aqui. confesso que fiquei perturbado com aquilo tudo (o que não implica afirmaçaõ de que quando não estou perturbado sou explícito - enfim, implicará um pouco, mas presunção e água benta...)

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 12:46 PM

Deixei, há uns mesitos, de comprar o Público. Regressei ao DN, onde deposito maiores esperanças na equipa de direcção para fazer um diário decente (embora continue a pensar que falta um diário com jornalismo de referência nas nossas bancas).
Mas fazemos mal em deixar de ler o Público. Sobretudo, você, JPT, como cientista social, perde um manancial de informações sobre estes pensares da sociedade. Aprende-se muito sobre o país nestas páginas, na leitura destas leituras da realidade. O desagradável é que nos cobrem dinheiro por isso.

Publicado por: Miguel Silva às fevereiro 27, 2006 03:54 PM

Miguel Silva, tem razão no Publico como objecto (parte de). Mas para isso seria necessário partir para uma investigação sobre ... Ora não é como analista/investigador que eu olho, é como cidadão. Digamos, passa-se (passaram) um limite que se torna inaceitável - após um fim-de-semana noutras coisas passei muito rapidamente por meia dúzia de blogs, algum bruaa sobre isso, as inefáveis causas que logo surgem(vs as fobias do hoje), as recusas dessas causas etc e tal. E fico-me na minha, a morte de um desgraçado de uma forma atroz a servir para as bandeiras de cada qual (a da valorização, a da desvalorização). Mas, e repito-me para além do natural (já percebi que não me fiz entender nos "posts", disseram-me os leitores habituais), há uma maldade "irracional" neste crime que me ultrapassa e sobre a qual nem me pronuncio para além do "credo!". Mas há uma maldade "racional" neste texto que me horroriza também - e de modo muito prosaico deixe-me lá facilitar, se a maldade "irracional" irrompe, "faz parte", nos ultrapassa, já a maldade "racional", estratégica, não merece convivência. como objecto sim, como diz. como co-cidadania, como partilha ética, não.

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 04:04 PM

Bom, evidentemente estamos ao nível da cidadania, e a esse nível a resposta só pode ser a recusa em pactuar com tais leituras e com quem as patrocina.
Mas permito-me uma série de perguntas que me ocorrem a este propósito, embora levem a conversa para outros caminhos:
Não está já o olhar do cidadão eivado do treino do olhar do investigador? É ainda possível separá-los? E, sendo-o, é conveniente que assim seja? Ou existe uma responsabilidade acrescida da parte de quem tem treino para tal análise?

Publicado por: Miguel Silva às fevereiro 27, 2006 06:56 PM

MS, talvez. Mas, pelo contrário, bem diz o povo: "casa de ferreiro, espeto de pau".
Ok, um olhar da gente das ciencias sociais (e não só, diga-se) pode estar (deve estar) mais atento ao para lá do explícito (daí a recusa da mera análise da competência ou incompetência - veja caixa abaixa, em discussão até acalorada com o nuno ferreira).
Há muita gente (e então in-blogs não faltam) que recusam o haver produção de seres (de seres pensantes), o que até lhes passa pela negação da sociedade, coisa não existente em muitos. Tudo é mera comunicação (salvo as cabalas daqueles que pensam e por isso escrevem/falam, maquiavelicamente, de uma forma diferente da deles) - até a publicidade não produz nada a não ser informação. Por outras palavras, muito simples, neles informação e conhecimento são o mesmo (quando lhes convém ao argumento, claro) - estou, é claro, a falar dos liberais fundamentalistas, no fundo os actuais grã-adversários do liberalismo político ("o inimigo interno" na velha terminologia marxista).

Bem, afastei-me, dizia que talvez as gentes das ciências sociais tenham mais facilidade em ir para além do explícito, do aparentemente flat, tenham maior capacidade de interpretação - não de um agente malévolo, mas das estratégias de afirmação e de re-afirmação. Talvez isso (se quer que lhe diga duvido, há muita gente que o faz sem ser dessas áreas, há muita gente dessas áreas que não o faz).

Agora o que me parece é que há uma "angelização" dos textos dos media que nada mais é do que um potenciar da sua "naturalidade" - meras opiniões de indivíduos. Certas ou erradas. quanto muito poluídas por interesses esconsos (torpers lobistas do BE ou do BES ou seja lá do que seja) - não vou nisso. E, aliás, prefiro quem lobiza do que quem se "naturaliza" (naturaliza no sentido de "individualiza", esse mónada exclusivo, portanto "natural", liberto e nada imiscuidor)

vai um arrazoado, que me apanhou a escrever outras coisas. deixe-me lá voltar ao terra-a-terra onde me mexo bem melhor - eu já não leio a Bola, não é dogma, não é nada. Foi o meu jornal desde os 8/9 anos, e o meu pai nunca leu um jornal desportivo na vida, nem ninguém lá em casa. A bola, não sei bem porquê, mas parece-me que por causa da volta à frança e dos nossos campeonatos de carica com camisolas e nomes dos ciclistas todos, passou a fazer parte do meu trissemanal ritmo. Acompanhou-em até para aí uns 12-15 anos. Mas ficou tão clubista, tão baixaria que o larguei (com pena, com saudade, com nostalgia), com respeito aos velhos mestres. Mas não quero nada a ver com aquilo.

Esta é uma opção, que me faz perder o mundo benfiquista, o mais garrafal do nacionalismo bacoco, etc e tal. Mas é uma opção de consumidor.

Neste caso não é o mero consumidor analista que se afasta. É o cidadão. (Sei que há aqueles, de quem falava acima, que acham que isto é sinónimo - pobre pensamento, ainda que muito dominante)

naõ sei se me fiz perceber - mas como não tenho tempo para blogar vou auto-comentando-me, ainda para mais se assim espicaçado

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 07:27 PM

com tanta verve e não lhe respondi. é impossível separar investigador e cidadão. quem disser o contrário mente. agora o investigador tem um conjunto de instrumentos conceptuais para se controlar enquanto cidadão. não são absolutos, claro, mas são eficientes (são eficientes na gestão individual, e são eficientes na gestão colectiva, que quem investiga fá-lo institucionalimente e terá uma corporação a "medi-lo")
vice-versa, o cidadão também põe parentesis na sua condição de investigador? claro que sim, e aí tem uma parafernália de processos, conscientes ou não, desejados ou não, que o provoca - um médico não fuma? um antropológo naõ pré-concebe?

Publicado por: jpt às fevereiro 27, 2006 07:33 PM

Tá bonito isto, está...nem estou cá só vim ver a Bol...não, a Bola também não pode ser...bem, o blog, prontos.

JPT, devo um agradecimento. Até me arrependi de uma posta que tinha escrito lá nos meus lados colectivos e que acabou por dar margem a dúvidas sobre aquilo que eu estava a escrever..mas fica pelo menos registado que agradeço aqui a forma veemente como se colocam pontos nos ii's. Não é que a gente não os veja:mas, apesar de sabermos que há muitos cinzentos, em certas alturas é preferível escrever a preto no branco.

Este é daqueles comentários que nem vale a pena um gajo tentar perceber: fica o 'obrigada'; é isso.

Publicado por: catarina às fevereiro 28, 2006 12:37 AM

Catarina, obrigado digo eu, que isto anda agreste. Lá em cima nas "entradas", cá em baixo nos "comentários", ficou-me bem esse piparote no ombro (o Julio César do Asterix puxava a orelha dos legionários, cf. Asterix na Hispânia). Mais que tudo obrigado pelo preto e branco, mas eu acho que isto anda um bocado cinzento, ou por outra, um bocado para o nebuloso, os textos não saíram muito explícitos, alguns dos companheiros habituais não perceberam lá muito bem. Acho que me emocionei com aquilo posto no DL. Envelheço, não haja dúvida. Quanto ao resto também não percebi bem, vou lá ao teu colectivo ver o texto

Publicado por: jpt às fevereiro 28, 2006 12:43 AM

olha...não tenho elo?!

Publicado por: jpt às fevereiro 28, 2006 12:46 AM

Isto vem quase a despropósito mas é uma imagem que não me sai da cabeça 8ainda que - não sei porquê- não transpus para o blogue): Há dias numa série americana (CSI qualquer coisa) uns putos passeavam-se de carro atirando a paredes, caixotes do lixo, carros com uma arma de paint ball. Pelo caminho deram com um sem abrigo e fuzilaram-no com bolinhas de borracha cheias de tinta. O personagem morreu literalmente de susto.
A realidade ultrapassou a ficção. Mais uma vez.

Publicado por: Rui MCB às fevereiro 28, 2006 02:26 AM

pois é rui. e leio que por aí se agitam as homofobias. decerto que sim - mas as vagabundofobias (tão mais antigas)? e as junkiefobias? o desgraçado estava no fundo da escala (e da escada), a jeito para todos os des-gostos alheios.

Publicado por: jpt às fevereiro 28, 2006 08:17 AM

Como viste, era um texto escrito com alguma 'paixão'...mas realmente, depois de muito pensar, creio que estes assuntos têm que ser olhados com a frieza necessária (coisa que bem sei, é impossível).

(Não tens elo na SOCA? Era essa a pergunta de cima? Se era, bem, na SOCA não há links, só agradecimentos às referências. Se fosse pôr os favoritos das sócias todas, não fazia outra coisa na vida...)

Publicado por: catarina às fevereiro 28, 2006 08:11 PM

não, o que me espantou é que fui clicar para ao blog colectivo e aqui não tinha elo para aí, o espanto era ao contrário (misoginia, decerto)

Publicado por: jpt às fevereiro 28, 2006 10:25 PM

Comente




Recordar-me?