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Ma-Schamba: Portugal

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janeiro 08, 2006

Portugal

[modificado e completado, pois encontrei o recorte do texto referido]

O melhor texto sobre Portugal que li durante o ano passado não foi nenhum "ensaio" de café de filósofo conceituado. Nem post brilhante de bloguista talentoso. Foi, imagine-se, um editorial do jornal Público, abaixo transcrito.

Está lá tudo sobre o país que é. Não nos surpreendamos, um país há vinte anos inundado de ajuda pública ao desenvolvimento, vulgo cooperação (isso que em Portugal é eufemisticamente chamado de "fundos estruturais"), só se pode corromper. A gestão de riqueza não-produzida é mais passível de corruptora do que a de riqueza produzida, nem que seja porque esta "tem donos", tem quem a controle. (A bem dizer a dita "riqueza não-produzida", a tal APD, é produzida diplomática e politicamente e paga-se, mas isso é complicar-me o argumento). Os ignorantes muito falam da corrupção em África e bem podiam exercer o espírito comparativo a ver se abrem os olhos.

Esse texto jornalístico, esse "Joaquim Pina Moura", mostra o país. E mostra, ao limite do essencial a essência do PS. Moldado desde a sua legalidade na gestão patrimonial dos bens públicos, na apropriação partidária (e por essa via também pessoal) dos bens sociais. Blindado por essa figura cuja biografia monográfica urge fazer para perceber esta II República, o anterior vitalício Provedor. Orientalizado em Macau. E crismado no guterrismo, ante um país espantado, saído de uma laranjização corrupta do país (com Cavaco, apesar de muitos pensarem que "apesar de Cavaco". Eu acho que "até com Cavaco".) e julgando que ia para melhor. Mas não indo. Bem pelo contrário.

E agora com avatares. De Guterres, óbvio. Socrates foi o homem do PS, do verdadeiro PS, desse que qualquer homem de bem abominará, se assim se entender. De Pina Moura, até por analogias político-biográficos. Está aí, aeroportizando. Essa gente "anda aí". No poder. E não há como ser gente de bem e teclar por eles, fechando a honra e vendendo os olhos. O respeito democrático, o respeito pelas diferentes opiniões, cessa diante da aldrabice. De quem rouba. E de quem defende.

Em alguns blogs (no Da Literatura, no Portugal dos Pequeninos) discute-se agora a minudência do Teatro Nacional. Não posso deixar de sorrir diante da indignação ingénua. Pois o "socialismo", o "ps" é "isto". Um a um, passo a passo, canto a recanto, coisa enorme ou quasi-nadas. "Está-lhes na natureza", como na piada do escorpião. Na realidade está na mundivisão dessa gente, que nada é natural neste mundo de homens. Gente acantonada, vivendo da fidelidade, da submissão, de "favorismo" em "favorismo". Assim. E está também, está fundamentalmente, em quem lhes aperta a mão, apesar de ...

A merda toda é que acima de tudo a culpa é, sei-o bem, minha.

[abaixo transcrição do texto]

Joaquim Pina Moura.jpg

Publicado por jpt às janeiro 8, 2006 08:02 PM

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Comentários

É de todos caro amigo dos que votam sucessivamente em ambos apartidos que estão no governo desde o vinte cinco de abril. Eu já yive a minha cota parte de culpa desde 1990 deixei de votar na mafia socialista e social democrata e muito menos no cds, claro, voto no pequeno que num dia será grande e hoje já em dia já se vê a grandeza do lider.
Eu também sou culpado por não conseguir que portugal vote diferente para por os dois em sentido e orientados para aquilo que foram criados, estar lado a lado de quem vota e governo este pais que somos todos.
Tem um bom domingo e boa semana com amizade me despeço.
Paulo

Publicado por: paulo às janeiro 8, 2006 08:37 PM

Leio "Fundos Estruturais", entendo "Defundos Estruturias". Parece que é o destino à nossa procura... porque se não for assim, nós iremos ter essse destino...
Não sei bem se este estado de espirito tem a ver com a quadra, com as eleições, com o frio... ou com alguma outra coisa. Acredito que nada de bom de avizinha.
Já agora, bom ano de 2006 ... ou devo antecipar-me e desejar-vos um 2007 pq este, ..., já foi

Publicado por: João Carioca às janeiro 8, 2006 10:51 PM

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