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janeiro 28, 2006
Apelo geral ao neo-realismo
Há uns meses saíu-me na caixa de comentários do Tugir que dentro de anos a blogosfera portuguesa será recordada pela I Nacional Liberal e pela (hipotética) futura influência do Esplanar na crítica literária portuguesa.
Esta última, a adivinhar pelo eco bloguístico actual, será frutuosa. Pois a propósito da rabecada no José Rodrigues dos Santos (estou inocente, não li nem me cheira que lá vá) vai para aí um alarido. E todos concordarão, o dever dos homens que ficcionam sobre sexo é o da narrativa das negas, das rapidinhas, das trepas precoces e mal-dadas, o invocar e evocar de pilinhas frustres e cansadas, das angústias deste mundo, das misérias e miseriazinhas, e etc e tal, o mergulho no mundo do não e do viagra. A boa verga, a epopeia, o sonho? Nada disso, a função da arte, a função da literatura está, e há muito, bem explícita.
Viva o neo-realismo. E o pessoal adere. Vigorosamente. Potentemente. Alvar no riso, e nem percebem.
Como diz o povo (tão neo-realismável), como diz o jpt: Foda-se.
Publicado por jpt às janeiro 28, 2006 04:50 PM
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