« dezembro 2005 | Entrada | fevereiro 2006 »
janeiro 31, 2006
Blog Memes
Blog Memes é uma forma de partilhar textos de que gostámos em blogs alheios . Convidaram, nem sabia que havia coisas assim (o que mais hão-de inventar ... ) e entrei com gosto. Passível de visitar, consultar, votar (a parte menos interessante, acho) e participar.
Publicado por jpt às 11:33 PM | Comentários (6) | TrackBack
Ai a língua-bandeira ...
Chega-me, via email d'amigo, anúncio de mais uma petição em prol do Português, língua-pátria mas também mais que Pátria. Modo de Pátria-mais-que-Pátria, entenda-se. Já há meses aqui fui, honrado, um dos "aguadeiros" de querela com a pérfida FIFA em defesa do português lá no sítio deles (fomos derrotados, saímos alegres, convencidos mas derrotados). Agora, contudo, fia mais fino. Eis a história: a pérfida Castela, disfarçada de Banco Santander, alvitra diferenças entre "português" e "brasileiro", vingando Aljubarrota, repetindo-nos o desastre da Vencível Armada.
Assinei, claro. De sorriso diante dos comentários exaltados ali deixados, verdadeira Ala dos Namorados. E, reconheço-me preconceituoso, olhando sociologicamente a longa lista dos 634 que me antecedem. Ninguém é menos por ser mero silva ou santos. E portanto ninguém será menos pelos compósito de seus nomes. Mas é sociologicamente interessante ver tanto nome sonante e/ou conhecido, velhas famílias e homens bons, lentes, defenestrando o Santander. Traídos, até agora, e mais uma vez, por esse Tiradentes.
Assino, repito, mero homem-bom patriota. Por S. Jorge, grito. E convoco-vos à lida. Aqui.
Publicado por jpt às 10:57 PM | Comentários (2) | TrackBack
Sobre a Europa
Aparelhos Ideológicos do Estado, dizia-se na minha meninice.
Publicado por jpt às 04:29 PM | Comentários (2) | TrackBack
Tendo recebido um esclarecedor comentário a uma dúvida minha actualizei a entrada Sogobó - Máscaras e Marionetas do Mali, relativa à exposição apresentada no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa.
Publicado por jpt às 03:30 PM | Comentários (0) | TrackBack
É tão evidente. Seria até cristalino não fosse a necessidade de "postar", "postar". Tempos em que blogar é preciso, viver não é preciso.
Publicado por jpt às 03:17 PM | Comentários (0) | TrackBack
A profissionalização da blogosfera
No O Telescópio dois textos sobre o assunto. Interessantes, apesar da relativa idolatria do Mercado, esse paganismo agora tão em voga.
[via O Insurgente]
Publicado por jpt às 03:09 PM | Comentários (0) | TrackBack
Bloguismo português
Não só o nevão animou o bloguismo luso pós-eleitoral. Agora a chegada do historiador Vasco Pulido Valente provoca as mais unânimes e até desvairadas reacções de júbilo. Benvindo seja, como se diz na Câmara Municipal de Lisboa (de vez em quando convém lembrar que por lá mora um engenheiro eleito que compra apoios partidários com o orçamento geral do Estado. Não é que tenha a ver com o acima referido, apenas me veio à tecla/cabeça. De facto as pessoas gostam dele, elegeram-no e ainda bem. Até faz nevar na autarquia, não deve ser mau homem).
Publicado por jpt às 11:23 AM | Comentários (2) | TrackBack
janeiro 30, 2006
UB40 em Maputo
Já disse que não fui. Mas lê lá, o André tem uma bela reportagem do concerto.
Publicado por jpt às 04:15 PM | Comentários (0) | TrackBack
Guardanapos de Papel (bocadinho)
....
Olham para o céu esses poetas,
poetas, poetas
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas
...
[Guardanapos de Papel, Leo Masliah, versão de Carlos Sandroni, ouvindo-se em Milton Nascimento, Tambores de Minas]
Publicado por jpt às 03:41 PM | Comentários (0) | TrackBack
Lá em Portugal o blog do momento é, indiscutivelmente, este.
Publicado por jpt às 12:48 PM | Comentários (4) | TrackBack
Publicado por jpt às 12:06 PM | Comentários (0) | TrackBack
Azáfama bloguística
Uma grande azáfama bloguista, na lusa terra. Aliás estrutural, contínua. Blogs aqui companhia que fecham [o O PréDatado que termina com um bom texto, o 100Nada, o Mas Certamente Que Sim]. Outros que renascem [agora mais mais o Azul Cobalto]. Que se transformam [o True Lies que germina o Noite Americana, o 6 em 1& algo + que origina o Ante et Post].
E belos blogs que surgem, constantemente. Uma lista de leituras é conservadora, pelo menos a partir de determinada altura de bloguismo, e não só por sermos homens de hábitos. Por mais atento que se esteja há tanto blog que se torna difícil acompanhar esta constante mutação. Há tanto blog bom, vs o cepticismo de alguns, altaneiro claro [em baixo meti o "clic-clic", quinze dias fora e a enxurrada de coisas boas que uma pequena secção de blogs nos permite] ...
Enfim, deixo aqui coisas boas que me surgem agora, uns mais antigos outros recentes, a ver se os consigo acompanhar. Para partilha de outros que lá não tenham chegado. E para meu próprio lembrete:
- o Novíssimo Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda a Sela;
- o A Invenção de Morel;
- o Ler Alto;
- o Coisas de Outros Tempos;
- o O Amigo do Povo;
- o De Vagares (Catarina oblige);
- o TóColante.
Publicado por jpt às 10:22 AM | Comentários (1) | TrackBack
(brinde) "À Nossa...!". Nem mais, nem mais. Não só, mas também.
Publicado por jpt às 10:19 AM | Comentários (0) | TrackBack
janeiro 29, 2006
A gente lê-se e vai-se conhecendo: o que é um mangusso, explica o Carlos Gil.
Publicado por jpt às 10:32 PM | Comentários (3) | TrackBack
O Rock (esteve) na Machava
Foi há já vinte anos, e ficou na lenda maputeca (o "laurentino" pós-colonial). Em plena guerra, uma cidade já sitiada, um país devastado por intempéries humanas e naturais. E ainda assim organizou-se, coisa única não só então como desde então, o encontro entre o estádio da Machava repleto e este

slowhand. Vezes sem fim mo contaram, os que nele participaram e os então ausentes, do espectáculo, assim tornado, já o disse, lenda. Pelo raro do rock de tal quilate, ícone do mundo, aqui; pela sensação de triunfo, de possibilidade, de esperança de normalidade, que tal brotou, adivinho-a em todo esse ênfase na memória do "Clapton Was Here". Os detalhes do que tal se passou, os nomes de quem o trouxe (o organizador Eddy Mondlane sempre, às vezes sussurado também a audácia inicial de António Branco, mas disso já não sei). Confesso-me sorrindo às histórias. Aceitando o feito de então, compreendendo o brio, imaginando a onda. Mas assustando-me (já então me assustaria) aos longos pastéis guitarrais do "Cocaine", paradoxando-me com um "I Shot the Sheriff" em momentos em que os xerifes de cá eram os primeiros a ser decapitados senão mesmo pior, resmungando o xaroposo "You Are Wonderful Tonight" - ainda que venha o primeiro que nunca tenha slowmente sussurrado assim mesmo.
Enfim, mito da Machava que ficou e que alguns sempre quiseram repetir, assim aspergir-se, bentamente. Lembro há anos a chegada de uma seita portuguesa, literais no "Regresso das Caravelas" e "Camões", gentes dessas com que o Estado desbarata o País, a referirem-no, em ânsias de conquistas. Dessa vez lusofonamente queriam com a Daniela Mercury (re)encher o estádio, rodeando-o de quiosques propagandistas das instituições portuguesas, crentes, coitados e malandros, que o mito remolda a história e brilha até em casa própria, mesmo que longínqua. E eu a aturá-los, ouvindo-lhes o arfar da cobiça e cheirando-lhes o hálito boçal, desistido de qualquer oposição a restar-me o desprezo num "encher a Machava? com a Mercury? é pá, se o objectivo é esse tragam o Roberto Carlos" que para cultura na língua de Camões ainda os tropicalistas legitimariam - mal imaginava eu que, bem poucos dias depois o amigo AM, afinal contactado como produtor que isto de trabalho é trabalho, me telefonaria de Lisboa num espantadissimo "Ouve lá, dizem-me que querem o Roberto Carlos aí em Maputo, que foste tu que aconselhaste" e eu no quase (então apenas quase) desespero face a tipos que nem a ironia do desprezo compreendem.
Mas estas são histórias outras, tudo vindo a propósito da convocatória da Passada. Gravidissima, obviamente que se absteve de comparecer ontem na Machava aos esperadissimos UB 40, cabeças de cartaz de festival gigantesco. Atirou ela que as imagens (in-blog) ficariam por minha conta. Pois, também senti a azáfama maputense, o chamamento até ritual, o estádio cheio, o sinal da capacidade de fazer e sonhar tempos melhores [que o jornal Domingo hoje sublinha na capa] que um ritual destes, o giga-rock, aqui implica de tão inusitado ainda.
Mas, minha querida vizinha, eu sou do tempo de importar de Londres, via mão amiga o
.
coisa vinil de então. E nisto tudo, distraidamente, correram décadas. Já não tenho arcaboiço para para um dia de estádio in-rock, mesmo se refugiado no sector vip (hoje esquecido nos convites restar-me-ia desembolsar o tal milhãozito de meticais). Dos UB40, do dia que fará memória nestas gerações maputecas (como na minha, lá na terrinha, fizeram o Lou Reed e os Tubes), do ajuntamento do povo diante do meio reggae-branco-e-preto (e do como é bom frisar misturas nesta terra de preto-e-branco, apesar do sol múltiplo, da terra tantas vezes vermelha e do verde quando não o abatem), fica-me apenas o ultrapassá-los ali à marginal, eles na voltinha panorâmica no machibombo do Quadros.
Que o provecto bloguista ficou-se, quem mo diria há algum tempo apenas, em jantar de amigos, casais apenas separados pelas diferentes atenções ao jogo da bola. E que jogo, que jogo: ontem passei-me. Bem mais do que com qualquer rock-in-maputo.
Publicado por jpt às 09:24 PM | Comentários (1) | TrackBack
Nunca duvidei (claro)

[Foto retirada daqui.]
Publicado por jpt às 03:45 AM | Comentários (5) | TrackBack
janeiro 28, 2006
Retrato do Trabalho em Maputo

Seminário Académico, Maputo, Junho 2005.
(a minha contribuição para a bela série colectiva em publicação no Abrupto. Sobre a concepção de "trabalho" que ali brota acho óbvio: um imagem vale por mil palavras)
Publicado por jpt às 07:36 PM | Comentários (0) | TrackBack
Apelo geral ao neo-realismo
Há uns meses saíu-me na caixa de comentários do Tugir que dentro de anos a blogosfera portuguesa será recordada pela I Nacional Liberal e pela (hipotética) futura influência do Esplanar na crítica literária portuguesa.
Esta última, a adivinhar pelo eco bloguístico actual, será frutuosa. Pois a propósito da rabecada no José Rodrigues dos Santos (estou inocente, não li nem me cheira que lá vá) vai para aí um alarido. E todos concordarão, o dever dos homens que ficcionam sobre sexo é o da narrativa das negas, das rapidinhas, das trepas precoces e mal-dadas, o invocar e evocar de pilinhas frustres e cansadas, das angústias deste mundo, das misérias e miseriazinhas, e etc e tal, o mergulho no mundo do não e do viagra. A boa verga, a epopeia, o sonho? Nada disso, a função da arte, a função da literatura está, e há muito, bem explícita.
Viva o neo-realismo. E o pessoal adere. Vigorosamente. Potentemente. Alvar no riso, e nem percebem.
Como diz o povo (tão neo-realismável), como diz o jpt: Foda-se.
Publicado por jpt às 04:50 PM | Comentários (0) | TrackBack
Dava (muito) jeito hoje à noite.
Publicado por jpt às 04:17 PM | Comentários (0) | TrackBack
Memória selectiva
memória instrumento, memória instrumentalizadora: sobre futebol. Não recusei a ira, com a arrogância do estrangeiro, com quem a alimenta. E com o bloguista.
Publicado por jpt às 03:52 PM | Comentários (0) | TrackBack
Clic-Clic (no regresso)
No Africanidades dois textos fabulosos sobre "O Canto dos Daris no Sul" (é uma pena que o Africanidades não tenha elos permanentes para as entradas): o bloguismo no seu muito melhor. Brilhante. Abraço, Jorge Neto, se cá vieres ...
Aqui, belissimo texto do Miguel Cardina.
E ainda uma bela memória de Torga.
Aqui, sobre o escrever.
Aqui, conspícuo.
Aqui, sobre um tempo de Lisboa (se calhar ainda ...). [E é um belissimo blog, sempre].
Aqui, a pergunta.
Aqui, a minha inveja (neste caso) da absoluta distância.
Aqui, e do raro que é dizer: não gosto!
Aqui, alguém a pensar as coisas grandes que os distraídos chamam minudências.
Aqui, Saulo de Tarso.
Aqui, os meus parabéns.
Aqui, mais um poucochinho de Antigamente.
Aqui, uma rajada de VLX. Assim sim.
Aqui [via aqui]: não, não, não ... Estará bem o apelo ao auto-humor sportinguista, mas muito fraca está a mira. Além de que auto-humor não é auto-miserabilismo.
Aqui, a confirmar, só há um sol por aí.
[Ainda que, se me permite este prezado bloguista e vários outros de teclares semelhantes, será preciso tanto recurso a teóricos esteto-semiológicos para falar da beleza das mulheres? Das inalcancáveis, pois mortas ou ecrânicas? Das alcançáveis, a quem sabe ou pode, porque aqui mesmo à frente?
Ou será incapacidade minha, iliteracia apenas, a de não me ocorrerem teses face à Gardner, à Hepburn, à Basset, à Lange? Ou diante de alguns dos meus últimos "textos"? Sem arrufos valentões, entenda-se (ou se calhar...). Mas também sem pudores. Para além dos das (des)lealdades.]
Aqui, Miguel, nem de propósito, nem de propósito.
Aqui, pois claro.
E, ainda que as "autoridades bloguísticas" entendam agora errados os elogios inter-blogs:
o Cocanha anda excelente (e tem notas de rodapé);
o Triciclo Feliz regressou;
e o Anjos e Demónios também.
Entenda-se assim: é bom blogar bem.
Publicado por jpt às 02:14 PM | Comentários (2) | TrackBack
Tufo



Actuação do grupo Associação Forte Amizade.

Zinha, a excelente "1ª dançarina" da Associação Forte Amizade
Publicado por jpt às 11:06 AM | Comentários (3) | TrackBack
"Fecalismo a Céu Aberto"

Eparea Ohokolocha (praia desafinada), Ilha de Moçambique
Publicado por jpt às 10:54 AM | Comentários (0) | TrackBack
Um mundo global

Barbearia Levis 501, Ilha de Moçambique

"Viver Angola é uma riqueza", Ilha de Moçambique
Publicado por jpt às 10:44 AM | Comentários (0) | TrackBack
janeiro 27, 2006
Números, apenas números
A entrada anterior foi a 2222ª do Ma-schamba.
Publicado por jpt às 11:39 PM | Comentários (2) | TrackBack
Há só um sol por aí

Mariamo, namwina unyolela opatxa [1ª dançarina (+/-)], grupo Anuaril Hassanate; Ilha de Moçambique.
Publicado por jpt às 11:28 PM | Comentários (0) | TrackBack
Rota de Séculos

Congolês vendendo artesanato Luba na Ilha de Moçambique.
Publicado por jpt às 11:19 PM | Comentários (0) | TrackBack
Prática bloguista
No belo estaminé da Zazie acabo de confessar, em primeira vez, o meu cansaço com os blogadores que nos seus blogs evitam descer às suas sub-caves e até adegas, prenhes do pessoal menor comentador,.
Publicado por jpt às 08:01 PM | Comentários (0) | TrackBack
Matriz Moral (Moral Matrix)
Os visitantes do Ma-Schamba dão-me licença que não integre o clube de "postadores" das suas "matrizes morais", sem que por isso deixe de ser "alguém"?
Antecipadamente grato.
Jpt
Publicado por jpt às 07:29 PM | Comentários (0) | TrackBack
Cúmulo de Beleza

A beleza nas Linhas Aéreas de Moçambique é absolutamente inexcedível.
(fotografia reproduzida da Índico, II Série, nº 34)
E pensar que há tipos que blogam sobre estrelas de cinema ...
Publicado por jpt às 03:32 PM | Comentários (8) | TrackBack
Torre Eiffel

(Ilha de Moçambique, de dentro da casa de Mustafa Juma)
Publicado por jpt às 03:21 PM | Comentários (0) | TrackBack
Valores Civilizacionais

Um Medronho de Monchique na Ilha de Moçambique. A honra de encontrar alguém que o trouxe.
Publicado por jpt às 03:02 PM | Comentários (4) | TrackBack
Pequenas fraquezas
Ter que ir à Ilha para poder conhecer (nem é ter, apenas ver ...) este Viagem - Ilha de Moçambique foi coisa amarga. Apesar de lá.
Publicado por jpt às 08:24 AM | Comentários (0) | TrackBack
Dizer-te que a Ilha continua linda?
Pouco tenho para alinhavar
Dizer-te que estou longe
não apaga esta ausência que,
inelutavelmente,
nos distanciou.
Cercam-nos muros de silêncio
opresso.
A própria hera não ousa
na despudorada nudez branca
de paredes que interditam
a fantasia ao forasteiro
voraz.
O gesto tolhido
o pretexto adiado
e a memória a estiolar
(Eduardo Pitta, incluído em Viagem - Ilha de Moçambique, Porto, Lugar do Desenho, 2004)
Publicado por jpt às 08:22 AM | Comentários (4) | TrackBack
janeiro 26, 2006
Ao blog em Nampula
Nampula, calor. Quente ainda mais da minha directa, antes e durante a estrada até a este cá, refogada no "chapa" suicidário que me carregou, coisas já no para além da minha idade, concedo. E agora 8 horas de espera pela frente, tão quente assim que só na fácil leitura da net que não há livro ou escrita que resista ao sono. E não vai mal, quase duas semanas sem notícias justificam este refúgio de ar condicionado, vinte paus cada meia hora.
Nos blogs célebres novas, novas importantes, coisas engraçadas até. Beto saíu do Sporting (finalmente ... agora só falta o Polga). O meu mesmo Sporting que contratou um tal Koke, mais tralha decerto. E haverá um Benfica-Sporting no fim-de-semana, não me lembrava, já o irei apanhar em Maputo.
Entretanto o Porto tem 50 pontos, o Benfica 20, o Sporting 13. E, já descidos, o Guimarães 8 e o Penafiel 5, apenas.
Comentadores conhecidos, catedráticos, juizes, críticos afamados, ex-praticantes, dizem que a vantagem do Porto é tangencial. Já nem me espanto. Apenas hesito, serão homens a soldo do Veiga ou meros estúpidos? Ainda que afamados. Foda-se, que gente. De que vale lê-los, como crê-los sobre outros algos, se a tamanhos rasteiros se prestam?
Agora, espremido o fel que este regresso ao tugando me causou, vou almoçar ao Sporting de Nampula (o qual até é, pelo menos o ano passado era, explorado por um benfiquista). Gente assim como nós, gente "população", mera "população" nós, nada "estrutura". A fazermos pela vida, gente população, sem os meneios da putice de mordomo.
O Ma-schamba interrompe outra vez. Bastou um pouco de bloguismo para enjoar alhures. Mar alto? Nada ... Apenas constatar que custa tugar. Ele há cada merda nos patrícios.
Como se diria de onde venho: "fecalismo a blog aberto". Que pivete!
Publicado por jpt às 11:26 AM | Comentários (5) | TrackBack
janeiro 15, 2006
Por uma poupança
de clics: nos próximos dias o Ma-Schamba interrompe.
(Às visitas patrícias: votem bem. Ou não votem. Nada de novo haverá sob este sol. Às visitas vizinhas: gozem bem este sol, procurem-no. Ele basta de bom, assim).
Publicado por jpt às 11:41 PM | Comentários (5) | TrackBack
Blog moçambicano
Sol de Carvalho, realizador moçambicano, escolheu Paris para surgir também bloguista moçambicano: Damalisco.
Publicado por jpt às 11:33 PM | Comentários (3) | TrackBack
Publicado por jpt às 11:03 PM | Comentários (0) | TrackBack
Recycle Being, de Sara Machado da Graça, um blog de reciclagem, do que se queira: filha de bloguista sabe teclar.
Publicado por jpt às 09:24 PM | Comentários (0) | TrackBack
Era pré-IPod
Ainda bem que estou de saída

que isto está a tocar há uma semana e não desiste. Devem ser saudades. Só pode ser.
Publicado por jpt às 09:13 PM | Comentários (1) | TrackBack
Independentismo
Portugal. [entrada pós-moderna e pré-eleitoral]
Desconfiar, sempre, de quem não bebe. E mais ainda (se tal fosse possível) de quem fala do que não sabe.
Publicado por jpt às 09:04 PM | Comentários (1) | TrackBack
Abençoado seja
Eduardo Pitta pela pertinente e rara porrada no Jornal de Letras. Já agora, quais os custos opinativos da dependência de um jornal face ao Estado, leia-se, ao governo?
Publicado por jpt às 05:23 PM | Comentários (4) | TrackBack
Um passeio pelos elos
Bloguismo. Uma elevada taxa de mortalidade bloguística.
Publicado por jpt às 05:21 PM | Comentários (0) | TrackBack
Bloguismo e anonimato
Completamente de acordo. Mas mais radical. A única coisa a fazer com esta gente é não ler, não referenciar, não elar. Desprezar. E, obviamente, temer. A besta são eles. Mas não bestas. Espertíssimos. Estrategas. Cobardes.
Publicado por jpt às 03:54 PM | Comentários (3) | TrackBack
O amor

Lisa (Grace Kelly) é a dócil (e por isso perigosa) princesa de New York que quer domar Jeff (James Stewart), um caminhando-para-velho Lancelot, ambivalente pois renitente. Súbito, cúmplice, Lisa participa numa missão perigosa, indo a casa do vendedor (Raymond Burr) provocar-lhe reacção denunciadora, momento de frisson para todos. Quando, afinal sã e salva, ofegante da emoção, Lisa regressa ao apartamento Jeff olha-a assim.
Há mais de vinte anos que esta imagem me persegue. Pois este nada-mais-que-sopro do "Rear Window" é a maior expressão do amor da história do cinema. Um prodígio de representação. Talvez Hitchcock. Mas creio que acima de tudo Jimmy Stewart.
Publicado por jpt às 10:24 AM | Comentários (1) | TrackBack
Portugal. Dois pesos pesados nisto do pensar in-blog, o Eduardo Pitta e o Francisco, concordam que se encerre o Ministério da Cultura. Respeitando-lhes a opinião geral esta particular marca pontos.
E ocorre-me ainda, então e encerrar o Ministério da Economia? De obra feita não se conhecem ecos nem efeitos. E ao menos vamos recordando os nomes dos ministros da cultura. Aos da economia nem isso. Superlativo da irrelevância?
Publicado por jpt às 10:23 AM | Comentários (3) | TrackBack
(Mais) Heliodoro Baptista
O Henrique Fialho regressa, e bem, ao Heliodoro Baptista.
Publicado por jpt às 12:11 AM | Comentários (0) | TrackBack
janeiro 13, 2006
Sogobó - Máscaras e Marionetas do Mali

Para quem está em Portugal, e distraído, Sogobò - Máscaras e Marionetas do Mali é uma belissima exposição em Lisboa (Museu Nacional de Etnologia), há já um ano. Só agora a visitei, ainda bem que chego a tempo. Esplenderosa.
Pena a falta de material informativo acompanhando a exposição - fiquei como boi olhando o palácio. Mas que palácio!!! Certo que há um bom catálogo, mas caro. Todos os visitantes o comprarão? Decerto. A folhinha A4 explicativa, fotocópia nas instalações do Museu bastaria, "para pobre bacalhau basta".
E eu não sou especialista, talvez aqui passe algum, mas intitular "Jannus" uma máscara do Mali numa exposição no Museu Nacional de Etnologia é o quê? O regresso ao difusionismo? Haverá museólogos ou antropólogos nos leitores do Ma-Schamba? A caixa de comentários anseia-vos.
Actualização: muito agradeço o comentário aqui deixado, totalmente esclarecedor. "Janus" refere o local originário da máscara em questão, uma localidade da região de Mahina próxima da fronteira com o Senegal.
Posso resmungar a coincidência, uma máscara bi-facial originária de uma localidade africana chamada Janus? Uma armadilha, um "falso amigo" sem dúvida.
Ainda bem, a excelência desta exposição não mereceria (como não merece) outra explicação. (Espero, sinceramente, estar no próximo Natal em Lisboa para poder comprar o catálogo nos generosos saldos que o IPM organiza, pelo menos organizou este ano transacto.)
Publicado por jpt às 02:52 AM | Comentários (2) | TrackBack
Olhares Estrangeiros

Em Lisboa a exposição Olhares Estrangeiros. Fotografias de Portugal, a colecção da Caixa Geral de Depósitos, germinada na (já tão distante) Europália. Registo que no ano passado também encontrei uma série de exposições fotográficas de estrangeiros sobre Portugal, Magnum. Um interesse geral pelo olhar alheio? Uma angústia enfartada do espelho próprio, viciado já, vicioso? Seja.
Também concordo com Jorge Calado, e não só nas fotografias:
"Quem vê mais e melhor? Quem está dentro e conhece as circunstâncias, ou quem vem de fora sem preconceitos [hum ... descreio eu, jpt] nem - assim se espera - más vontades? O bom-senso aconselharia a confiar no olhar estrangeiro, mais distante e por isso, também, mais independente." (p. 19)
Uma bela exposição. Fotógrafos estrangeiros, entre os quais Ricardo Rangel, representado com dois célebres símbolos do Império ("O Porteiro do Moulin Rouge" e Lavabos) e estrangeirados. Uma boa mescla e uma boa atitude. Entre muitos reproduzo (pobremente, sem o vigor exposto) o Portugal que reconheço. O de sempre.

[Henri Cartier-Bresson, Lisboa, 1955]
Publicado por jpt às 02:25 AM | Comentários (1) | TrackBack
Ao menos não foi um googlador
Veio da Abuxarda, pela via Espumadamente, com o veículo Internet Explorer 6.0, modelo Mozilla/4.0 (compatible; MSIE 6.0; Windows NT 5.1; SV1), aqui chegado à 01.01.47 (menos uma hora na Abuxarda), o visitante 120 000. O prémio, faustoso, é um elo desaparecível para o blog de origem.
Publicado por jpt às 01:03 AM | Comentários (1) | TrackBack
Sporting Club de Portugal
A esperança é um prato que se come quente.
Publicado por jpt às 12:12 AM | Comentários (1) | TrackBack
Para que serve um blog?
Outra vez?. Já disse que não sei!
Publicado por jpt às 12:09 AM | Comentários (1) | TrackBack
janeiro 12, 2006
Astérix
Vejo e leio o Astérix desde que me lembro de mim. Aos 3 anos? Aos 4? No começar pelos livros dos meus irmãos, os franceses, e acho que o francês que sei aprendi-o naquela Gália, que por eles me era contada. Depois, logo depois, no Tintin semanal, religioso durante anos, e onde o Astérix, o Lucky Luke e o próprio dono eram os únicos residentes constantes. Mas também, ao mesmo tempo, nos álbuns nacionais, várias colecções feitas e desfeitas, dissipadas entre o emprestadar dessa idade e os tratos de polé, meus e alheios, aos livros. Astérix é minha família, é minha vida. Amo-o sem crítica, apenas com gosto e, ocasionais, desgostos.
Todo o Astérix! O pujante, belo, do antes. E o envelhecendo, tropeçando, gaga-izando, dos últimos anos, afinal já quase trinta de viúvez. Mas criou-me, amou-me, cuidou-me. Que me interessa se decadente? Alquebrado? Todo o Asterix é meu, carinho e felicidade do antes feitos hoje.

A este já nem comprei. E com isso quebrei, quebrou-se, qualquer coisa cá dentro. Quebra chamada idade?
Publicado por jpt às 11:57 PM | Comentários (6) | TrackBack
Nos Joelhos do Silêncio

A publicação deste "Nos Joelhos do Silêncio" de Heliodoro Baptista (Caminho, 2005) passou algo despercebida aqui em Maputo. Talvez não na Beira, a cidade do poeta, onde o livro contou com lançamento público, mas não me constou nada de semelhante na capital. Também algum silêncio mediático, vi publicado no Savana o texto de Adelino Timóteo, que constou do referido lançamento, e uma crónica muito elogiosa de Luís Carlos Patraquim (com cujas crónicas semanais tenho muitas dificuldades, por vezes até de entendimento, contrariamente ao correr da sua poesia). Talvez algo mais tenha sido ecoado, mas parece pouco para um novo livro, tantos anos depois, de um poeta (e personagem) aqui importante como HB, esse que veste os modos de poeta maldito e lenda beirense, ancorado no "Recordo o tanto mal que me fizeram / como se bebesse um misterioso vinho / Até à última gota da garrafa." [p. 78]
Certo é que o livro também não brotou. Nunca o vi nas livrarias (o meu foi comprado em Lisboa) e duvido até que tenha merecido edição local (Ndjra, a filial moçambicana da Caminho). Presumo que apenas tenha sido editado em Portugal, mera presunção. Mas se errada então a edição local foi em tão diminuta quantidade que não ultrapassou o boca-em-boca.
Eu confesso os meus problemas com a poesia de HB. Já com o

[Por Cima de Toda a Folha, AEMO, 1987] e com o

[A Filha de Thandi, AEMO, 1991]
a distância notou-se-me. Neste livro que colecta poemas de décadas repete-se.
Talvez seja eu por demais sensível ao veneno desse que se diz "A língua bifurcada da cobra / de duas cabeças; esse sou eu." [p. 17]. Talvez me custe o constante diagnóstico de um tempo longo em que "...as aves já não cantam, tossem" [p.18], constante opinião que é mesmo "Registo Anistórico" ("África se entorta-se / e o ditador coça-se") [p. 50]. Talvez não seja eu deste seu mundo, onde "É de vidas que se fala aqui / e, sobretudo, de destroços humanos, / do que restou de todos nós." [p. 76]. Talvez não tenha eu a mesma moral, não me chocando tanto com a "Improvável ficção / de uma terra; um país onde até o sonho / é comprado na economia programada / dos prolíferos dumba-nengues" [p. 77], talvez não ache obrigação aos "Malangatana Ngwenha" deste mundo o "Esgrime, na defesa e no ataque, os pincéis / do teu génio e junta, na tua aringa já cercada / ... todos os outros para a festa". Sim, talvez que todo o incómodo ou, sendo franco, o des-gosto com os textos de HB seja o de eu ser de outro mundo e de lá não entrar. Talvez isso. Mas também talvez a forma. Que o conteúdo não é tudo - nem no que olhamos como documento.
E como não o sei aqui deixo deixo um belo texto, bastante elogioso, que no Insónia foi dedicado a este livro. E também uma crítica de Pires Laranjeira (Jornal de Letras, 918, 7.12.2006; tem um pequeno erro, este é não o 2º, como aí é referido, mas o 3º livro de poesia do autor), de sinal um pouco diferente, e onde me encontro mais.
![]()




Publicado por jpt às 10:49 PM | Comentários (1) | TrackBack
Sonho Colonial


A Europa é feita de cafetarias, de cafés ... Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da "ideia de Europa"
[G. Steiner, A Ideia de Europa, Gradiva, 2005]
Publicado por jpt às 08:21 PM | Comentários (2) | TrackBack
"Lembro-me de Edmund Leach regressar de umas férias em Portugal em meados dos anos 60 e dizer aos seus alunos de investigação que havia visto camponeses arar as terras com bois - alguém deveria ir até estudá-los. Mas qualquer pessoa que insistisse em realizar trabalho de campo na Grã-Bretanha se arriscava a ver-se exilada num departamento de sociologia".
[Adam Kuper, "Histórias Alternativas", Etnográfica, 2, 2005, 222]
Publicado por jpt às 04:24 PM | Comentários (2) | TrackBack
Sergio Leone (e James Coburn)


[Sergio Leone, A Fistful of Dynamite]
Publicado por jpt às 09:39 AM | Comentários (0) | TrackBack
janeiro 11, 2006
Maschambismo/Bloguismo (case-study/ensaio sobre)
Então, e porque abaixo se fala do assunto, aqui coloco as palavras que orientam as buscas que têm desembocado no Ma-Schamba nas últimas 4000 visitas [as que originaram mais de 1%]. Enquanto agradeço aos leitores que em comentário foram avisando que por cá chegaram assim e que têm vindo a ficar, minorando a ar escatológico que a questão me assumiu.
E sublinhando o meu exagero. Há muitas buscas que justificam a visita, nem tudo é inútil. Até nas mais frequentes - p.ex. Angela Basset, muito requestada, e a quem eu, via foto, prestei a homenagem devida àquela que é, muito provavelmente, a mulher mais bonita do mundo (título o qual, como é sabido, é ocupado ex-aqueo por um colectivo de senhoras, ainda que neste momento só me lembre de uma sua parceira, a Lange de seu apelido); e o meu fiel e leal Ssangyong Musso, em tempos homenageado por ínclitos serviços à causa familiar. E, mais que tudo, o constante peso das "lulas recheadas", pesquisa que há já muito acompanha o Ma-Schamba, e que sempre muito bem remeterá os investigadores para o Café Correia (Vila do Bispo; encerra aos sábados), um verdadeiro templo oracular da questão. Saliento ainda a relativamente modesta posição da problemática "putas", sempre sonante mas pelos vistos não tão omnipresente. Quero ainda referir o elevado número de buscas que requerem os Ena Pá 2000, um grupo musical algo mítico (se estes são tão procurados se for metendo Stones, U2 e Clash o contador disparará, não?).
Enfim, esta pequena investigação permite-me suspirar. Nem tudo está ao deus dará. Afinal nem tudo estará perdido para os googladores.
Eis a lista e alguns comentários adjacentes, tipo notas de rodapé a este ensaio.
6 Vitor Damas [para além de qualquer percentagem]
1,926 Not referred from a search engine 48.2%
41 - sida - 1.0%
34 - ena - 0.8%
5 - "só eu sei porque não fico em casa" - 0.1% (aliás, 100%)
31 - dragões (ou dragão) - 0.8%
22 - ssangyong (ou musso) - 0.6%
21 - putas [variadas abordagens, inclusive "em elvas"!!!] - 0.5%
20 - ena pa 2000 - 0.5%
20 - maschamba - 0.5%
19 - angela basset - 0.5%
15 - isabel pires de lima - 0.4%
14 - lulas recheadas - 0.3%
10 maputo 0.2%
10 toussaint 0.2%
10 blogs presidenciais 0.2%
9 lojas de roupa 0.2%
9 calma 0.2%
8 musica para bebes 0.2%
8 louis braille birthdate 0.2%
8 etnocentrismo 0.2%
7 cytotec 0.2%
7 b 0.2%
7 Maria Filomena Mónica 0,2%
6 dizeres 0.2%
6 bebes 0.2%
5 s 0.1%
5 metoclopramida 0.1%
5 libelinha 0.1%
5 leao 0.1%
5 gaijas 0.1%
5 fred flinstone 0.1%
5 arquitectura moçambique 0.1%
5 lusofonia 0,1% (afinal?)
4 postais antigos 0.1%
4 po 0.1%
4 numeros cabalisticos 0.1%
4 misoprostol 0.1%
4 luis miguel rocha 0.1%
4 jogos olimpicos 0.1%
4 gaffes 0.1%
4 eduardo cintra torres 0.1%
Entretanto confirmo que nada sei sobre esta questão mas muito sei disto, pois vivo-o. Confesso ainda que não sei, mas que não deve ser difícil encontrar alguém que nos diga, e que não tenho a mínima ideia. Já sobre este assunto tão actual lamento mas também não sei, ainda que julgue ser isso coisa desta gente, esses dessa idade, parece-me. Já quanto a este assunto creio que não.
Em questão basto sensível declaro que estou inocente quanto à publicitação disto ou disto, reafirmando a minha total ignorância.
E, saberão o porquê os leitores veteranos do Ma-Schamba deste meu afinco, espero bem que sim, ainda que não saiba como. Isso não invalida que eu muito gostasse de ter uma.
Por causa das coisas afirmo que não vou, mas falo com e algumas vezes pago umas Reds.
Em conclusão, obrigado a todos, e desculpem qualquer coisa. E Boa Sorte.
Adenda sisuda: a quantidade de pesquisas na net sobre métodos de abortar é incrível. Não seria melhor distribuir um encarte gratuito com o Expresso, o Correio da Manhã e o Record? Que hipocrisia. Tal e qual a minha, neste censurar das entradas mais picantes deste cardápio. Coisas de conversa de homens, dizia-se nos tempos da educação marialva. Os meus, entenda-se.
Publicado por jpt às 11:59 PM | Comentários (5) | TrackBack
O Azeite&Azia fez o favor de associar o meu Portugal, colocado ali em baixo, a este Países Imperfeitos, colocado no Agridoce, e onde se ecoa texto de António Barreto. Obrigado.
Publicado por jpt às 08:32 PM | Comentários (0) | TrackBack
Bloguismo/Maschambismo
Proveniência das últimas 4000 visitas (de acordo com o sitemeter)
1,152 google.pt 28.8%
253 google.com.br 6.3%
159 images.google.pt 4.0%
156 google.com 3.9%
113 images.google.com.br 2.8%
112 pesquisa.sapo.pt 2.8%
108 frescos.no.sapo.pt 2.7%
94 images.google.com 2.4%
82 weblog.com.pt 2.1%
39 apenasmaisum... 1.0%
38 pesquisa.clix.pt 1.0%
31 blo.gs 0.8%
29 images.google.fr 0.7%
29 maschamba2. 0.7%
29 sitemeter.com 0.7%
25 google.fr 0.6%
24 cade.search.yahoo... 0.6%
21 almocrevedaspetas. 0.5%
21 daliteratura.blogspot... 0.5%
1-20 of 345 Previous 20 | Next 20 Highest | Lowest
Associando estes dados aos das "folhas" seguintes e contabilizando apenas as referências a origens de visitas iguais ou superiores a 1% (4, portanto) dá
Google (diferentes menções) : 52,1%
Sapo : 2,8%
Yahoo : 1,3%
Clix : 1,0%
Altavista : 0,4%
Buscador : 0,2%
Ou seja, 57,8 % das visitas ao Ma-Schamba chegam via motores de busca. E basta uma vista de olhos à lista de palavras buscadas (hilariante, em tantos casos) para saber que chegam ao engano.
Hesito entre o desânimo bloguista e a vergonha de a tantos enganar.
Publicado por jpt às 03:49 PM | Comentários (21) | TrackBack
Antropófagos
Em plena Av. de Roma, a estancar diante daquela velha barraca, à esquina do Café Luanda, "Alfarrabista Roma" diz-se. No espreitar lá para dentro dois monos a cobiçarem-me, e eu a tropeçar-me num hesitante "será desta?", um tomo encardernado vermelho rutilante "Lourenço Marques. Xilunguíne. Biografia de uma Cidade", de Alexandre Lobato (115 euros, aviso já), e o fabuloso "Antropófagos" de Henrique Galvão. Deste desde miúdo fui-lhe vendo os livros, e não só o Kurika, mesmo os outros álbuns de África, coisas únicas, entretanto muito justamente partidos de casa de meus pais em direcção aos meus irmãos. Dessas coisas de miúdo às tantas do hoje avanço-me para o livro no "quanto custa esse?". E nisso o vendedor vira displicente num "háá, este é muito caro!!", no arrastar implicitando o "para si!". Eu levo o soco do desprezo, "Filha da puta" não lho digo, apenas resmungo um hipócrita "boa tarde" e vou-me, para a esplanada ler o "Record". "Cabrão, fique com lá com o livro", ainda hei-de amargar com o café.
E sempre poupei os 200 e tal euros.
Publicado por jpt às 02:28 PM | Comentários (6) | TrackBack
janeiro 10, 2006
10 de Janeiro de 1929

Para bom entendedor, 77 anos é um número mágico.
[Irresistível entrada, totalmente decalcada do O Observador, e pela qual o André Abrantes Amaral faz total justiça ao nome do blog]
Publicado por jpt às 11:59 PM | Comentários (8) | TrackBack
Meridião (mais)
Abaixo referi a invisibilidade em Portugal do "Meridião", recente livro de contos de João Paulo Borges Coelho. E também a absurda ausência do livro em Moçambique. Confesso que não percebo tantos meses para mandar uns livros para Maputo e desalfandegá-los. E conheço bem as poucas livrarias de Maputo, sei-lhes as prateleiras e o que vai sendo vendido, e no Natal à vista desarmada. E, neste caso, o que não vai sendo vendido.
O Miguel, que persegue a literatura moçambicana e que há anos a vem divulgando no criterioso À Sombra dos Palmares, sendo portanto conhecedor, apaixonado, coleccionador (um Amador, no velho sentido da palavra), e que agora blogou excerto deste livro, veio comentar, reforçando o meu texto sobre o assunto (enquanto promete colocar mais excertos). Diz ele:
"incrível. não encontrei o livro nas grandes lojas, mas apenas numa feira do livro. suponho que a razão é porque a feira é organizada pela distribuidora da Caminho. ou qualquer coisa deste género."
Assim reforçando a ideia da relativa invisibilidade de um livro lançado há dois ou três meses, pois se até ele não o encontrava... O autor vai sendo referido nos jornais de mais dimensão, vi recensões, críticas e entrevistas no Expresso, Público e JL. Mas de que serve se os livros não estão, não procuram leitores/compradores? Mais, por lá vou ouvindo histórias de gente em Portugal que procura os livros e não os encontra (amigos a quem publicito, insistentemente, e não só via blog).
O mercado livreiro é isto? Talvez. Mas ao mesmo tempo surpreende-me. Vejo escritores africanos (não estou a falar de "literatura africana", que isso de catalogação e classificação são outras coisas) nos escaparates, realçados. Muito Manuel Rui (Cotovia), muitissimo Mia Couto (vá lá! E da Caminho, portanto eles sabem como), Pepetela (D. Quixote?), mas não Ruy Duarte de Carvalho, o que é um absurdo, este é mesmo enorme (devem estar à espera do Camões para o promover mesmo a sério. Já agora, dêem-lhe o Camões, porra! e para quem me venha com discordâncias fico-me no mais-que-mínimo "terá ele menos mérito do que Pepetela?"). Até Agualusa abunda, às vistas e nas vendas, presumo. A própria Caminho, realçando o seu savoir faire, avança o jovem angolano Ondjaki (uma prosa simpática, sim senhor), que se vê, o bastante suficiente para as minhas curtas visitas o alcançarem. Ou seja, há mercado para escritores em português.
Daí que me surpreende o cinzentismo da exposição do JPBC. Não deixo de mais citar o comentário do Miguel: "o JPBC é um escritor tão extraordinário, que me admira como há tão pouca gente a dar por isso.". Pois, assim torna-se difícil.
Poderia terminar com a costumeira declaração de interesses, eu sou muito amigo do autor. E claro que a verdadeira amizade acaba por obliterar a crítica (venha o Diabo e negue-o). Mas acho mesmo que para além de bom amigo é bom escritor: o "As Duas Sombras do Rio", o seu primeiro, esse que especialistas dizem não tão bom como os que se lhe seguiram, é o que/como eu gostaria de ser capaz de escrever (já que só em miúdo poderei ter sonhado escrever um "debaixo do vulcão" qualquer).
Se acham que estou a "amigar" comprem-no. Isto é, se o encontrarem ...
Publicado por jpt às 07:56 PM | Comentários (7) | TrackBack
Meridião
No À Sombra dos Palmares registo do Meridião - Índicos Indícios II de João Paulo Borges Coelho.
Em Portugal procurei em duas Fnacs e duas Bertrands. Nada, nem em escaparate, nem em prateleira, nem em arquivo de computador. O livro saíu "para o Natal". Numa Bertrand lá saquei, como prenda, um único exemplar do "Setentrião". A Caminho a falhar, ou pelo menos a Caminho a falhar um bocadinho.
Em Moçambique o livro ainda não chegou. Ainda que tenha saído "para o Natal". A Ndjira a afogar, ou pelo menos a afogar um bocadinho.
Ao menos há blogs.
Publicado por jpt às 12:51 PM | Comentários (4) | TrackBack
O comboio muito rápido
Jcd como Jcd. 100 bloguistas destes e construía-se um império (intra-fronteiriço, intra-fronteiriço ...). Mas como não fica Portugal socialista com o "comboio (rápido) descendente".
Publicado por jpt às 12:46 PM | Comentários (0) | TrackBack
"Para acabar de vez com a virilidade".
Publicado por jpt às 04:17 AM | Comentários (0) | TrackBack
King Kong
Aqui um rasgado elogio ao King Kong actual. Apesar das explicações, até a posteriori, muito duvido. Como será possível que sobreviva sem

a Jessica Lange? Impossível?
Publicado por jpt às 03:58 AM | Comentários (3) | TrackBack