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dezembro 01, 2005
Efemérides
não sou lá muito disso, acima de tudo uma canseira. E até assim para o seco ("hoje é o dia de falar de ... porque tem que ser"). Mas neste caso, neste seu verdadeiro sentido de "tábuas astronómicas que indicam a posição dos planetas para cada dia do ano", é no Da Literatura que me acordo do meu desnorte [o cujo, caso diferente tivesse sido o clic-clic, ter-se-ia estancado ainda que insone].
O dia em que nasci meu pai cantava
versos que inventam os pastores do monte
com palavras de lã fiada fina
cordeiro lírio neve tojo fonte
esta é uma velha história de família
para dizer como ele e eu chegámos
à raiz mais profunda do afecto
do qual nunca jamais nos separámos
nem Deus feito menino teve um pai
que o abraçasse e lhe cantasse assim
desde a primeira hora até ao fim
fui vê-lo ao hospital quando morria
olhos parados num sorriso leve
tojo cordeiro lírio fonte neve
Antes expliquei-me sobre este Fernando Assis Pacheco, do "Respiração Assistida" único seu livro que aqui tenho: aqui e com outro poema.
Agora podia continuar a teclar, a "postar" poemas. Mas vão ler.
Publicado por jpt às dezembro 1, 2005 04:34 PM
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Comentários
Justiça e Humanidade na Margem Sul do Tejo veja em a-sul.blogspot.com
Publicado por: pontoverde às dezembro 1, 2005 10:40 PM
Boa escolha.
Pois cá está este teu amigo de regresso após um tempo bastante assoberbado com outros afazeres. Espero voltar ao "ritmo normal" outra vez.
Obrigado pelas tuas visitas no entretanto.
Aquele abração do
Zecatelhado
Publicado por: zecatelhado às dezembro 1, 2005 10:55 PM
BElíssimo poema. Mais ainda para mim que tive a sorte de ter um pai assim.
:)
Publicado por: paper life às dezembro 2, 2005 02:04 PM