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dezembro 23, 2005
Publicado por jpt às 11:37 PM | Comentários (3) | TrackBack
Nós, a família IPT, vamos à santa terrinha, esperando que a horrorosa TAP não faça o habitual. Se amanhã a TAP fizer excepção ao tratamento de polé que dá aos passageiros destas "linhas de África", gente preta e tuga de segunda, conseguiremos comer o bacalhau (com azeite de oliveira). É muita fé, a chegada está prevista para as 19 horas, e ainda para mais o Portela é um dos aeroportos mais lentos que conheço. Mas pode ser que ... enfim. Bem, pelo menos esperamos chegar a tempo do almoço de domingo, 25. Para o ultimamente habitual na TAP será espantoso. Uma vitória.
Nos próximos tempos o Ma-Schamba fica entregue à minha boa amiga MS, essa que insiste em dizer que "não tem vida para blogs". A MS, além de amiga, é a única mulher que conheço que poderá dizer (se um dia ela e o seu bom homem saírem daqui): "Once I had a garden in Africa", garden mesmo, desses com leões e leopardos passantes, e todo o resto da fauna residente.
Temas e teclas não lhe faltam. Arranja lá um bocado do tempo, não deixes estas machambazitas quase silvestres secarem. Boas festas mulher, e dá abraço meu ao teu homem. E beijos da minha senhora ...
Publicado por jpt às 06:03 PM | Comentários (14) | TrackBack
Ida a Portugal
Quem me dera ser Bateson:
Carolina (madrugada mesmo): Hoje é?
Papá (muito madrugada mesmo): Sexta-feira. Amanhã é?
Carolina: Sábaduuuu!
Papá: E onde vamos amanhã?
Carolina: Portugáál!
Papá: E como vamos para Portugal?
Carolina: Carro?...(sorri)
Papá: Nããão ... como é que vamos?
Carolina: Vamos de avião (sorri, a mão ascendendo) ... ... ... Papá, Portugal é nas nuvens??
Papá: .......... (sorriso até às nuvens)
[Moral: uma filha lusófona, era só o que me faltava]
Publicado por jpt às 05:52 PM | Comentários (2) | TrackBack
Suponho que os blogues funcionam como uma forma adicional de ligação e de contacto com Portugal. diz o Paulo Gorjão, escrevendo sobre os "expatriados" que lhe entram blog adentro.
Pois olhe, deste "emigrante" (gente bem por demais para se arvorar em "expatriado") segue opinião diferente. Os blogs são cada vez mais forma prioritária de ligação e contacto com Portugal. O que não é bom sinal, o que não é bom sinal.
Publicado por jpt às 05:50 PM | Comentários (1) | TrackBack
"... o rosto, apesar de redondo, tinha as linhas firmes; a pele era fresca, branca e rosada, sem essa mancha azul da barba que desfeia tantos homens aliás simpáticos ..." - oops, e eu durante anos de alcunha Barba Azul. Feio ...
(citação de José Rodrigues Miguéis, "A importância da risca do cabelo" em Léah e Outras Histórias, Estampa, 1997, 11ª edição, p. 174
Publicado por jpt às 08:03 AM | Comentários (3) | TrackBack
BOAS FESTAS, caros machambeiros

E aqui junto história de Natal. Verídica, acontecida com um bloguista que conheço. Em pleno este âmbito chegou-se ele bem atrasado ao jantar de Natal, já eufórico e nos abraços e saudações euforizando toda a família mais alargada. Logo, pudera, se sentou à mesa batendo palmas ao lauto repasto que então se consoava, de acepipe em acepipe chegou-se ao bacalhau, exigível, ali opíparo, bíblico, regou-o abundante e repetidamente com o nectar azeite (de oliveira, como aqui se diz), aguçando o palato a tamanha promessa, e nesse exagero também simbolizando o tanto apreço em ali estar, junto aos queridos. Logo, do fundo da mesa, vigilante como sempre o são elas, a mãe, então quase vencida, cruzou a mesa familiar em voz de sentença, até arrastada de mesmo fastio: "Ó filho!!!, usaste o vinagre!!!".
Boas Festas!!! E cuidado com o galheteiro.
Publicado por jpt às 07:05 AM | Comentários (6) | TrackBack
dezembro 22, 2005
Não quero retomar questões que passaram de moda (a tal semana que referi aquando da semana em questão). Mas será legítimo que um organismo de um Estado laico envie cartões de "Boas Festas" com motivos bíblicos, ligado ao Natal cristão? Será legítimo que indivíduos colocados em lugares de um Estado laico enviem, em nome da sua posição, cartões desse género?
Sim, sei que cartões de boas festas decaem no uso, em troca de SMS e correio electrónico. Mas tal não impede a questão.
Eu estou-me, rigorosamente, nas tintas para o facto. Mas não deixo de sorrir. Sorrio porque passou a tal semana. Causas de semana. Em bom português, tesão de mijo. (Sim, sei que é ordinário. Leia, sff, com sotaque carioca, vai ver que é "bélo falarr âssim").
Publicado por jpt às 10:21 PM | Comentários (2) | TrackBack
A Estátua dos Prémios Gandula 2005
Via correio electrónico, telefone e comentários, alguns insatisfeitos premiados têm reclamado a inexistência de uma estatueta que acompanhe a distinção Gandula 2005. Óbvios efeitos da globalização pan-americana e da subjugação ao paradigma "oscar". Mas enfim, não sendo eu mais um do que um reaccionário não vou combater a alienação alheia. Assim sendo aqui rendo-me aos anseios alheios e apresento a extraordinária estátua que simboliza o Gandula 2005

["Admirado", Reinata]
Publicado por jpt às 04:56 PM | Comentários (8) | TrackBack
A agradecer a gentileza.
Publicado por jpt às 09:21 AM | Comentários (1) | TrackBack
Clics privados, públicos posts
Este sistema do MyBlogLog Stats é muito falível, é decerto pouco sensível atendendo aos números baixos que indica, mas tem decerto alguma relação percentual com o movimento in and out que se passa nos blogs. Mais uma tralha para a parafernália do bloguismo, sempre vai dando algumas indicações, enfim ... E tem piada. Atribuídos os 60 e tal prémios Gandula 2005, todos aí deixados com respectiva ligação, seguiu-se dia normal de visitas (a maioria via google et al já se sabe). Na manhã diz o tal sistema que o orgulhoso Most Popular Outgoing Link, esse que os prezados visitantes seguiram, é o Bela à Noite [Blog Erótico, Prémio Carreira]. Ainda bem, a Ladyana merece a visita.
Mas não posso deixar de me rir. (Post)vendo e antevendo os discursos contra o actual crescimento do bloguismo erótico e do pornográfico. Ah, sempre, sempre, isso do "clics privados, públicos posts "...
Publicado por jpt às 09:00 AM | Comentários (2) | TrackBack
dezembro 21, 2005
Prémios Gandula 2005
Eis a lista dos Prémios Gandula 2005. Repito o abaixo referido: o regulamento dos prémios permite que um blog possa ganhar vários Gandulas e possa repetir a vitória do ano transacto. Ou não. A filosofia dos prémios é herdeira da do grande Wilson Brasil: o melhor é que todos ganhem prémios que assim pode ser que me aturem, perdão, é preciso homenagear em vida (e na morte).
Gandula Melhor Blog de Poesia Moçambicana [Prémio de Carreira]: A Sombra dos Palmares
Gandula Blog Erótico [Prémio de Carreira]: Bela à Noite
Gandula Diamante [Prémio de Carreira]: Rua da Judiaria
Gandula Condição Feminina [Prémio de Carreira]: 100 Nada
Gandula Horóscopo: Linha dos Nodos
Gandula Arquipélago: Transpórtis Virtual di Kauberdi pa Aulil
Gandula Constante: Companhia de Moçambique
Gandula Melhor Blog Político: Ideias Para Debate
Gandula o Melhor Blog Bahai: Povo de Bahá
Gandula Blogómetro: Adufe
Gandula Mamba: Nkhululeko
Gandula Melhor Restaurante Que Teve Um Blog: Alentejanando
Gandula Apaga os Arquivos e Tira Sentido aos Meus Elos: Aviz
Gandula Arquivo d'Ouro: Memória Virtual
Gandula Apito d'Ouro: A Origem das Espécies
Gandula Alfarrabista: Antigamente
Gandula Acompanhamento Eleitoral: Africanidades
Gandula Sub-21: White Tiger
Gandula Análise Política: Apenas Mais Um
Gandula O Meu Pé Esquerdo: Mas Certamente Que Sim
Gandula Observatório Africano: Pululu
Gandula Cooperação para o Desenvolvimento: Bloguítica
Gandula Diálogos: Vai Meu Filho
Gandula Blog de Candidato Presidencial: Ditadura do Consenso
Gandula Poesia: Bombyx Mori
Gandula "Jogo-Justo": Tugir
Gandula Angola: Sem Destino
Gandula O Meu Pé Direito: Eclético
Gandula Pós-Moderno: Forum Comunitário
Gandula Blog do Ano: Miniscente
Gandula Saudade: Jaquinzinhos
Gandula Clandestinidade: Blog d' Apontamentos
Gandula Chat: Quase em Português
Gandula Revelação 2005: Da Literatura
Gandula Gravidez: Passada
Gandula Rio Atlântico: Gávea
Gandula Pai: Respirar o Mesmo Ar
Gandula Literário: Insónia
Gandula Escritor: Xicuembo
Gandula Arqueologia: Idanhense
Gandula Lusofonia: Tugir
Gandula Lusofonia: Lusofonia
Gandula Piri-Piri: Avatares de um Desejo
Gandula Luiz Pacheco: Esplanar
Gandula Comentador de Mérito: Cocanha
Gandula Sapo: A Estrada
Gandula Palato: A Montanha Mágica
Gandula Azul Cobalto: Azul Cobalto
Gandula Ecran: Babugem
Gandula Farra: O Acidental
Gandula O Único Fundo Escuro Que ...: Os Cavaleiros Camponeses ...
Gandula Religião: Uma Por Rolo
Gandula Água de Coco: Contra Capa
Gandula Quase Quase no Nobel: Klepsýdra
Gandula Tal A Minha Grã-Importância Que Fragilizaria O Governo do Qual Sou Apoiante Caso O Criticasse: Não vale a pena, escolha V. mesmo.
Gandula Readers Digest: Contra a Corrente
Gandula BD: Beco das Imagens
Gandula Excelência: Cocanha
Gandula Instituto Camões: Food-I-Do
Gandula Isto Afinal Aquece ou Não?: Klepsýdra
Gandula Cadernos Cinematográficos: La Saraghina
Gandula Nostalgia: O Cromo dos Cromos
Gandula Descompressão: Tempo dos Assassinos
Gandula O Único Anónimo Que ...: Almocreve das Petas
Publicado por jpt às 01:38 PM | Comentários (39) | TrackBack
O Altino Torres encerrou o seu blog e transferiu o seu bloguismo para o A Terceira Voz. E começa muito bem.
Publicado por jpt às 12:22 PM | Comentários (0) | TrackBack
Gandulas 2005
[modificado]
Tal e qual o presidente do Vitória de Setúbal consegui in extremis um financiamento que possibilita a produção dos prémios Gandula 2005, assim impedindo a anteriormente anunciada interrupção dessa já verdadeira instituição da esfera. [Resultados 2004 aqui]
Como já é hábito os prémios podem ser propostos pelos leitores, sendo imediatamente atribuídos após deliberação do juri residente no Ma-Schamba. O regulamento de candidatura, deliberação e atribuição é simples: um blog pode ganhar vários Gandulas e pode repetir a vitória do ano transacto. Ou não. A filosofia dos prémios é herdeira do grande Wilson Brasil: o melhor é que todos ganhem prémios que assim pode ser que me aturem, perdão, é preciso homenagear em vida (e na morte).
Publicado por jpt às 02:41 AM | Comentários (4) | TrackBack
dezembro 20, 2005
A Morte de João Reis
Pinto Lobo, leitor amigo do Ma-Schamba, envia-me nota biográfica de João Reis (o cujo aqui referi), escritor, editor, jornalista, personagem de referência na vida cultural moçambicana, muito recentemente falecido. Ei-la:
João Salva‑Rey, pseudónimo literário de João Correia dos Reis, natural de Lisboa, fixado em Moçambique, Lourenço Marques, desde Janeiro de 1937 até finais de Dezembro de 1975. Na capital moçambicana concluiu os estudos secundários, e iniciou curso universitário, cuja licenciatura acabaria em Lisboa (F.L.L.). Foi docente do ensino técnico, e mais tarde Administrador da Imprensa Nacional de Moçambique onde inaugurou uma Livraria pública para coincidir com o lançamento do Livro também de sua responsabilidade e autoria, Datas e Documentos da História da Frelimo.
Iniciou‑se no jornalismo (desportivo) no jornal "Eco dos Sports", passou depois a repórter, e, sucessivamente, a redactor desportivo, crítico de teatro e de cinema, redactor e chefe de redacção do Jornal Guardian, além de colaboração vária em outros jornais e revistas. Organizou (em duas sessões) um sarau de poesia por ocasião das Festas da Cidade (de L. Marques) em 1959, do qual sairia também, por sua iniciativa, e edição da Poliarte (da qual era sócio) um disco "Poetas de Moçambique", com a inclusão de Reinaldo Ferreira, José Craveirinha, Rui Knopfli e Rui Nogar. Organizou, com Reinaldo Ferreira e Antero Sobral e outros, o Círculo de Iniciação Teatral de L. Marques. Único fundador, e único proprietário do diário A Tribuna, em 1962, para o qual reuniu colaboradores como José Craveirinha, Rui Knopfli (de quem editou o "Reino Submarino"), Eugénio Lisboa, Orlando Mendes, Adrião Rodrigues, Luiz Bernardo Honwana (de quem editou o livro "Nós matámos o cão tinhoso"), Mário Sampaio, Domingos de Azevedo, Rui Martins, Rui Nogar, Teresa Sá Nogueira, F. Carneiro, e outros - jornal de que voluntariamente abdicou por interferências estranhas à orientação política até então seguida. Preso pela PIDE em 1964. Funda, igualmente sozinho, o semanário O Jornal, em 1966, que se extinguiria em 1975. Responsável pela 2.ª edição, autoria do prefácio e posfácio da obra de etnologia "Usos e Costumes dos Bantus" do Prof. H. Junod (1975). De regresso a Portugal, ingressou no Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, e depois na Faculdade de Letras de Lisboa, onde desempenhou funções de assistente de História (1978/1987). Em Macau desde 1988, onde foi igualmente assistente universitário e colaborador de jornais, da Revista do Instituto Cultural de Macau, e da Revista Macau. Editor da Colecção Cultura Portuguesa do Mar (da Mar-Oceano Lda). Regressou a Lisboa em 2004.
Obras & Artigos Publicados:
- Kufemba (1ª ed.) – Lourenço Marques – 1972
- Kufemba (2ª ed.) – Lourenço Marques – 1974
- A Saga Otomana – Lourenço Marques – 1974
- Datas e Documentos da História da Frelimo – Maputo – 1975
- Kufemba (3ª ed.) – Lisboa – 1977
- Alimentação e Saúde do Atleta – Lisboa – 1983
- A Empresa da Conquista do Monomotapa – Lisboa – 1985
- Desporto Alimentação e Saúde – Lisboa – 1988
- Polémicas de Eça de Queiróz (5 vol.) – Lisboa – 1986/1988
- Trovas Macaenses – Macau – 1991
- Introdução à História da Literatura da China – Macau – 1991
- Memória das Armadas da Índia – Macau – 1991
- Fortalezas Portuguesas do Oriente – Macau – não publicado
- As Igrejas portuguesas do Extremo Oriente (não publicado)
- O Livro de Tao – Macau – 1997 (mais três edições)
- Os 81 Capitulos de Lao Zi – Macau - 2004
- Um Macaense de Trás os Montes 3 Vol. Macau 2004
(Joaquim Morais Alves)
Na Revista do Instituto Cultural
-Ensaio sobre Malangatana Ngoenha e a sua Pintura (1996)
-Manuel Godinho de Erédia e a Descoberta da Austrália (1997)
- O Livro de Lao Zi (1999)
Na Revista Macau
- Macau e o Tratado de Tordesilhas (1998)
- A História do Victor (Marreiros)
Colaboração diversa em jornais de Macau
- Kufemba – 4a Edição – Maputo 2005 (no prelo)
Publicado por jpt às 11:23 PM | Comentários (0) | TrackBack
Há dias Filimone Meigos, falando em público, citava um provérbio chinês que apanhei mais ou menos assim:
"A experiência é um pente que só nos oferecem quando somos carecas".
Dedicado (também) ao João Gonçalves.
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Publicado por jpt às 04:39 PM | Comentários (2) | TrackBack
dezembro 19, 2005
Contribuição para o Natal alheio

"Mas se lhe tivessem dito: será sempre assim enquanto viveres, sempre igual até ao fim, também ele teria despertado. Impossível, teria dito. Algo diferente terá de acontecer, qualquer coisa realmente digna, que nos permita dizer: agora, mesmo que tenha chegado o fim, paciência"
[Dino Buzzati, O Deserto dos Tártaros, Cavalo de Ferro, p. 58]
Publicado por jpt às 03:07 PM | Comentários (2) | TrackBack
Prémios
Agradecendo a gentileza do Anjos e Demónios. Isto dos prémios de fim de ano valem o que valem, cada um com o seu critério, não há como concordar ou discordar. Mas neste caso quero sublinhar a minha total concordância com a atribuição do prémio de Melhor Análise Política.
Publicado por jpt às 01:09 AM | Comentários (13) | TrackBack
Os perigos letais do SMS
"Amor, preciso tanto de ti. Telefona. bjs.", diz-me o sms recebido de origem desconhecida. Telefono de volta, no aviso que o número é o errado mas também, sei-o, na secreta esperança de um secreto amor. Ela ri-se, atrapalhada, "acho que me enganei", "sim, boas festas" culmino, afável. E suspiro, do alívio, o esgar que teria sido se não fosse eu a abrir a mensagem ...
Publicado por jpt às 12:55 AM | Comentários (7) | TrackBack
all work and no play makes jake a dull boy
Publicado por jpt às 12:40 AM | Comentários (0) | TrackBack
dezembro 18, 2005
A Carolina Gostou


[Feiosa Mimosa, Janaína Tomás e Melo e João Athayde e Melo, Papiro, 2005]
Publicado por jpt às 08:57 PM | Comentários (3) | TrackBack
Crónica de um almoço com bloguista de regresso à pátria




[António Vinte; Casca de Banana sobre Cartolina]
Nota: Série também aqui e aqui.
Publicado por jpt às 01:59 AM | Comentários (5) | TrackBack
dezembro 17, 2005



[António Vinte; Casca de Banana sobre Cartolina]
Continuando mas também dialogando com o Lutz e a Zazie. E com atenção à longa série apresentada pela Carla.
Publicado por jpt às 05:36 PM | Comentários (5) | TrackBack
Debates da campanha presidencial portuguesa
Ainda não vi nenhum. Mas tenho lido blogs que sobre eles discorrem. Alguns pontos sobre estes. Mas, note-se, apenas sobre os ecos dos debates. Pois uma coisa é escrever sobre eleições e seus candidatos, outra coisa é escrever sobre "debates" e seus "resultados". É sobre esta última "actividade" que boto:
1. O primado do "quem ganhou", impressionista, "o candidato x ganhou por 6-0", "3-2", "por esmagamento", "KO", "humor", "aparência elegante". Quem ganha um debate? O que melhor passa as suas ideias, quem melhor combate as alheias. Quem melhor passa a sua pessoa, quem melhor dilui a pessoa alheia. Decerto que a forma de avaliar a melhor (no sentido de mais eficaz) actuação de um candidato não é a opinião (mesmo que douta) de um bloguista, ainda para mais sendo este quase sempre já apoiante, passível de rigidez preconceituosa. Tem que ser uma avaliação global, estatística se se quiser.
Este tipo de "eu-achismo" é um caso radical da pobreza intelectual no bloguismo "que-se-quer político" português.
2. É normal e legítimo que cada um opine. Claro. Mas é espantoso ver que os apoiantes de um candidato opinam sempre no sentido de que o seu candidato debateu melhor do que os oponentes: "o candidato X [que por acaso é o que eu apoio, mas só por acaso] ganhou o debate contra o candidato abecedário".. Dir-se-á que se alguém está mais sensível e mobilizado para determinado candidato e seus argumentos tenderá a valorizar as suas afirmações. Certo. Mas isso não implica, em caso nenhum, que essa maior sensibilidade implique muito sérias e assertivas considerações de "vitórias em debate", tipo juri de patinagem artística naquilo das "nota técnica" e "nota artística". Mais que não seja dado que uma "derrota" num debate não implica qualidades ou defeitos instrínsecos de um candidato presidencial.
Este tipo de "eu-achismo" enviesado é um caso total de desonestidade intelectual no bloguismo "que-se-quer político" português.
3. É normal que numa campanha eleitoral se valorizem as propostas próprias e as que se apoiam. Mas isso não implica gritar, em tom arbitral, vitórias num debate televisivo. Além disso isso conduz a considerar os blogs como instrumentos de campanha eleitoral. Há-os explícitos. Os outros, os perenes, ao subordinarem-se a uma campanha eleitoral, subordinando os pontos de vista dos seus autores aos dos interesses de uma campanha, menorizam-se. Não por se politizarem, longe disso. Menorizam-se pois matizam a franqueza com que a escrita, perene repito, desses blogs é realizada. E também se menorizam pois evidenciam um, desajustado, propósito de moldar as suas afirmações à vontade de influenciar o sentido eleitoral dos seus leitores.
Este tipo de "eu-achismo" estrategizado é um caso total de prostituição no bloguismo "que-se-quer político" português. E de imbecilização dos seus hipotéticos leitores.
4. Mas, acima de tudo, é um caso radical de auto-estima tonta do bloguismo "que-se-quer político" português. Pois muito dificilmente algum bloguista (passivo ou activo) mudará o sentido de voto devido ao que lê nos blogs, ainda para mais neste contexto de parcialidade histriónica. Aqui há apenas uma ladainha auto-convencida da sua influência. Inútil. Inútil politicamente. Mas muito útil bloguisticamente. Pois mostra a pobre gente que está às teclas.
Publicado por jpt às 02:21 PM | Comentários (10) | TrackBack
dezembro 16, 2005
"...é mais fácil emitir um juízo moral sobre um determinado episódio histórico ou sobre um determinado fenómeno social do que compreendê-lo. Compreender pressupõe ao mesmo tempo informação e competência analítica. Emitir um juízo moral, pelo contrário, não pressupõe nenhuma competência especial."
[Rayomond Boudon, Os Intelectuais e o Liberalismo, Gradiva, 2005, pp. 85-86]
Publicado por jpt às 09:42 PM | Comentários (3) | TrackBack
Ela
Penduradas as cortinas e a neura, amanheci (como se diz por aqui) já o sol ia alto. Bafejada por uns 39 graus, andei pela cidade, num jogo de cabra cega, entre a baía e as acácias rubras. Não é possível ficar-se indiferente... Percorrendo pensamentos, veio-me à memória, não uma frase batida, mas o nosso blog. Acho que Isto é coisa para países com muito inverno...
Entre outras coisas, também o Francisco e o Jerónimo me saltaram à estrada. Tudo muito civilizado, tudo muito preparado, tudo muito plástico....(Sem querer ser "old fashion", sinto saudades da autenticidade daqueles primeiros debates!) No entanto, o dom da palavra do Francisco não deixa de me espantar.
De resto, hoje foi um dia bom ("nice") e, jpt, sempre fiz as tais comprinhas...
MS
Publicado por jpt às 06:55 PM | Comentários (0) | TrackBack
Hino Internacional das Universidades

Desconhecia-lhe a existência. Uma maravilha de letra.
[publicado pelo Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique]
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O Regresso da Proler

Após quase um ano regressa a Proler, a mais significativa revista cultural aqui. Um novo responsável executivo, o meu patrício António Cabrita. Homem do jornalismo cultural, tarimba que aqui se nota, um miolo mais informativo, mais de "revista cultural" do que o conseguido nos 12 números anteriores: recensões várias a edições nacionais (Carlos Serra, Amâncio Miguel, Aldino Muianga, Nelson Saute), textos de Cabrita sobre o "Até Amanhã, Coração" de Eduardo White (crítica que irá mexer no pequeno meio literato, estou certo) e sobre o "Setentrião" de João Paulo Borges Coelho, uma entrevista com o sempre recomendável (e excessivamente discreto) Aldino Muinga, outra com o também bloguista Elísio Macamo, presença assídua no Ideias para Debate, bem como texto e reportagem sobre a literatura infantil do Machado da Graça. Saindo das "letras" (muito se saúda) textos curtos sobre Mucavele e Walter Zandamela, sobre os Thikyt, uma reportagem sobre filmes aqui a rodarem (Terra Sonâmbula e Grande Bazar), etc, etc.
Um progresso, este regresso da Proler.
Mas, por outro lado, a manter os problemas que sempre impediram um seu maior enraizamento. Enorme atraso da publicação em relação à data anunciada, o que é letal para uma, apesar de tudo, "revista de actualidades". Inexistência de rede de distribuição. E, também, ausência de anunciantes. É uma pena, a revista neste muito positivo molde, a sair com a regularidade anunciada e sendo distribuída, será um sucesso. Assim ... A ler vamos.
Publicado por jpt às 09:27 AM | Comentários (0) | TrackBack
dezembro 15, 2005

Publicado por jpt às 11:04 PM | Comentários (5) | TrackBack
Linha Editorial do Ma-Schamba (agora) colectivo
[Fotografia Luís Abelard]
(MS e JPT)
Publicado por jpt às 07:52 PM | Comentários (2) | TrackBack
Já que falámos no programa do Paco Bandeira.
Publicado por jpt às 06:19 PM | Comentários (0) | TrackBack
Soares vs Alegre
Doeu ver como dois velhos amigos e companheiros, grandes símbolos do meu Portugal democrático, chisparam raios e coriscos. Mais uma desilusão. Nada é para sempre, nem mesmo a amizade. Tantas cumplicidades, tantas batalhas para, na dita idade da sabedoria, tudo se esfumar. É triste!
MS
Publicado por jpt às 05:40 PM | Comentários (15) | TrackBack
Panfleto de seguradora sul-africana

Publicado por jpt às 05:28 PM | Comentários (1) | TrackBack
Com a estrutural alteração de hoje apetece-me lembrar aos (às) leitore(a)s do Ma-Schamba este pequeno texto.
Publicado por jpt às 05:22 PM | Comentários (8) | TrackBack
Ela
Uma tarde, à mesa do café, pensámos num blog colectivo. Não consegui, então, entusiasmar-me ao ponto de concretizar o desafio. Dois anos depois, quase por acaso e pela mão do jpt, juntei-me ao ma-schamba. Não sei se para ficar.
Veremos.
ms
Publicado por jpt às 05:14 PM | Comentários (2) | TrackBack
Afinal, nada de compras, como disse ao jpt. Fiquei-me por casa, em coisas de mulher...arrumações, ou seja, neura!!!
Dois anos depois, cumpro uma promessa. Não sei se para ficar.
ms
Publicado por jpt às 04:58 PM | Comentários (3) | TrackBack
Colectivização
Quando, ainda no local Mpundzu, abri o Ma-Schamba não o abri, abrimos. A ideia era ensaiar um blog a meias, eu [Ele] e uma amiga [Ela], e ver como nos divertiríamos com isso. [Ela] acabou por não se entusiasmar, nem se estreou. A mim deu-me o vício.
Hoje, até de modo inopinado, [Ela] decidiu iniciar-se como bloguista. E promoveu o Ma-Schamba ao ambicionado estatuto de blog colectivo. Até que enfim MS. Fico à espera.
Publicado por jpt às 02:58 PM | Comentários (0) | TrackBack
Mário Soares abusará um pouco ao repetir-se na denominacão "Caixa Geral dos Depósitos"?
(isto não é uma declaracão de voto).
(MS)
Publicado por jpt às 12:01 PM | Comentários (0) | TrackBack
Lusofonia?
(Finalmente o Ma-Schamba é o blog colectivo que era para ser ao princípio. Ela, dois anos depois, mete o primeiro post):
RTP-Internacional a apresentar o grande Paco Bandeira, ao que consta hoje dono de "programa-de-conversas" Divercidades. Coisa para o estrangeiro, é claro.
O anúncio do tal Divercidades leva como epítome esta pérola: "...Por esse mundo fora onde se fala português é Portugal".
Pura "lusofonia"? Pós-freyre, claro...
Ou puro veneno?
Pode alguém dizer ao senhor para não ser tão explícito? É só por causa das coisas ....
(MS)
Publicado por jpt às 11:58 AM | Comentários (0) | TrackBack
dezembro 14, 2005
Ocidentalismo

Afamado, coisa de recensões em jornais velhos e (julgo) em blogs lusos. Para o ler quebrei dogma estruturante - nunca comprar livro da Europa-América. Valeu a pena. Porque felicidade também é ler livros fraquitos. A querer-se óbvia contraposição ao "Orientalismo" de Said e linhagem de Berlin. Mas um bocado para o manual. Do como as ideias contra o ocidente se assemelham e são originadas (fundamentalmente, muito fundamentalmente) nesse próprio ocidente. A afirmar-se reflexão sobre a história destas ideias, muito esquecendo a sua sociologia (ainda que ali ou acolá um parágrafo a aludir a poderes e histórias como que a escorar-se). Lá pelo meio (até início) uma pérola:
"O objectivo deste livro não é reunir municões numa "guerra contra o terrorismo" global nem demonizar os actuais inimigos do Ocidente. Pretendemos antes compreender os actuais inimigos do Ocidente. Pretendemos antes compreender o que faz mover o Ocidentalismo e demonstrar que os bombistas-suicidas e guerreiros-santos dos nossos dias não sofrem de uma qualquer patologia singular, antes são impelidos por ideias que têm uma história. Essa história não possui fronteiras geográficas claramente definidas. O Ocidentalismo pode florescer em qualquer lugar. ... Compreender não é desculpar, tal como perdoar não é esquecer; mas sem compreendermos aqueles que odeiam o Ocidente, não podemos esperar impedi-los de destruir a humanidade" (19-20) [o negrito é meu].
Ou seja, esses que odeiam o Ocidente têm como fito destruir a humanidade. A conclusão do silogismo é necessária? Então o Ocidente é a humanidade.
Conclusão: a validade do tal dogma primevo. Nunca comprar um livro publicado pela Europa-América.
Publicado por jpt às 08:04 AM | Comentários (13) | TrackBack
Pedido de colaboração aos eventuais comentadores
Vou a Lisboa a correr. Sem tempo. Reparo (votações alheias assim mo demonstram) que não sei nada sobre livros publicados em Portugal neste ano. Que livros hei-de comprar? Alguém tem ideias (por favor, austríacos estalinistas e austríacos liberais não, por favor, isso não)?
Dão-se agradecimentos. E, quiçá, elos perecíveis.
Publicado por jpt às 12:33 AM | Comentários (33) | TrackBack
dezembro 13, 2005
Eu quanto à "esquerda/direita" enfim ... mas a votação que o Insurgente organiza tem piada. Eu já votei, com dúvidas e fragilidades.
Publicado por jpt às 08:24 PM | Comentários (2) | TrackBack
Vasco Manhiça
O artista, agora (e)migrado na Alemanha, Vasco Manhiça abriu o seu Vasco H. Manhiça Fotolog. Manhiça, que está cá em casa, marcou o desenho em Moçambique na última década, basta ver os caminhos dos seus mais-novos nessa área, em particular o muito celebrado Pinto. A seguir, portanto.
Publicado por jpt às 07:17 PM | Comentários (0) | TrackBack
As regras e os estereótipos: convites e chamussas
[crónica de costumes, coisa feia a nem merecer arranjos formais]
Isto dos convites para os eventos, aqui, é importante. Sei que um dia há-de deixar de ser. Mas ainda ... Estatuto, claro, o "então por cá!" a marcar o "quem é quem". Mas também, e agora moralizo, nem que seja para avisar das actividades, comprar depois as que se compram, ver depois as que continuam.
De vez em quando também recebo convites para as "inaugurações" e "apresentações", esses aleluias dias de cocktail. Um bocado a pedido, diga-se, que é vasto o meu afã por chamussas, rissóis, croquetes (e já nem falo da saudosa, e em tempos afamada, cornucópia). Vasto afã mas envergonhado. Explico-me ...
Dos "portugueses" (o Camões) [aqui desde 2000 diz documentação publicada para uma recente "exposição por ocasião da visita de sua Excelência ..."] recebo-os para algumas coisas vulgares (não quando vem "sua Excelência" claro). Recebo-os pois fui pedir. Aquando da colectiva do Lugar do Desenho tive pena de nunca receber convites, mais porque em tempos tinha vagamente encontrado esses artistas na Ilha de Moçambique e gostava de os ter ido cumprimentar, tantos anos passados. Mesmo que fosse para aqueles "haas...claro que me lembro de si" mas está-se mesmo a ver que não. E tanto assim foi que tirei-me de vergonhas e, pelos vistos quatro anos depois de recepções e issos, fui lá aos serviços culturais a dar a morada para esses dias, afinal sempre sou cooperante e tenho um blog. Como vêm adepto de chamussas mas envergonhado.
Dos "franceses" (o Franco-Moçambicano) nada mas talvez por não ser francófono, dos "brasileiros" (o CEB) também nada, e nestes já me chegou ter sido barrado à porta, que ir à Baixa para chegar lá e nem o livrito comprar ("desculpe, só para convites, e estes só para moçambicanos e brasileiros"), só a um parvo acontece repetir. Às vezes vêm da AMF, mas aí as pessoas estão em casa, são assim tratadas, e achamos que podemos aparecer, basta o boca-a-boca (ainda que bem se pudesse fazer aviso via circular email para maior conhecimento das actividades).
Nisto dos convites e não, às vezes há estranhezas. Um dia estava à porta, do lado de dentro atente-se, do Camões, ali chamado pelo artista, e chegou-se à entrada um jornalista cultural, escritor (e às vezes sacando umas belissimas crónicas, lembro uma antológica dedicada a Ana Magaia) além de emérito e único bluesman bi-thonga. Vinha em traje informal e sem convite, tal e qual eu, diga-se. O (decerto) neófito porteiro barrou-o pois, naquele dia, "sem convite ...". Ele a espantar-se. E eu, como quem não quer a coisa, a chegar-me num sussurro "então vocês têm ali o livro dele à venda e agora não o deixam entrar?". Lapsos, curtos e resolúveis, e lá entrou ele.
Enfim, as coisas nossas, os que andamos aqui à chamussa e copo de vinho barato (um brinde ao falecido Navarro) oferecidos. Sem convite. Mas com sede. E fome. Mesmo que para isso tenhamos que aturar livros, coisas ditas das artes, gente a palestrar, filmes. E até, ali e acolá, discos.
Coisas lembradas a propósito do ontem, da apresentação do filme "Muvart", sobre o Muvart. Filme e movimento a resmungarem, a ultrapassarem os estereótipos, a exigirem fazer coisas que queiram, mais ou menos como "a arte é um país (?)/mundo (?) sem fronteiras". Desregrada, desestereotipizada. Depois belissimo chop-chop (o serviço do restaurante Cristal, é excelente, muito recomendável).
Esqueci o convite em casa. Eu que sou eu, entrei, chegado a horas, entre mais gente, aperto de mão à porta. Depois, já sem gente à porta, sem convite, chegou Idasse que é Idasse. Não entrou. Não entra no Franco sem convite. "São regras". Eu que sou eu entro, Idasse que é Idasse não entra. São "regras"?
Quando saio, filme visto, chamussa à espera, ele está lá fora, já sem ser para entrar. Passo-me, azeda-se-me o vinho, aquece-se-me a cerveja, oleia-se-me a chamussa, enboloriza-se-me a sanduiche. Protesto publicamente, que merda de instituição cultural trava à porta Idasse que é Idasse? Que "arte contemporânea" pode ser assim? Espanto, dos artistas, dos amigos, dos intelectuais: que são as regras do centro, que "agora só com convite". Em alguns vejo, um "vejo com os meus olhos" que vale o que vale, até a sensação do "nós é que estamos aqui". Coisa reaccionária até mais não, paradoxo seria se não mera pobreza do "são as regras". Um gajo que me enche a rua com lixo a dizer que é arte e depois, afinal, tão burguesote no "bomcomportamentismo"?
Saio, furibundo. Com uma instituição que trava Idasse que é Idasse. Mas muito mais com a "corporação" ali a desenhar-se, com a pequenez do pequeno sorriso irónico.
Gargalho hoje com a aflição pequeno-burguesa. Que só hoje sei de outro dos travados: o maior coleccionador de arte aqui, o maior mecenas privado, o eterno desenrascador da gente artista. O homenageado no filme. Pois, esqueceu o convite em casa. Agora "frisson" (galicismo, sempre é no Franco).
Rio-me. Sem qualquer hipótese de contra-argumentação. Apenas de coro de gargalhada. E ainda que resmungando "quer romper fronteiras da arte? então abra as portas ... e deixe o sorrisinho". Ou melhor, desista da chamussa, vai ver que a gente vai à mesma. Até eu, apesar do afã comensal. E, porque não, instalem-se chamussas. Antes isso. Muito mais antes isso.
Publicado por jpt às 07:00 PM | Comentários (1) | TrackBack
Filme Muvart
Ontem apresentação aqui do filme "Muvart", a primeira obra de José Nhamtumbo, co-produção de Lisboa Filmes (o Luís Correia andou por cá há tempos, sem que nos tivessemos encontrado) e Avades Oy. Bom filme, bem pensado, bem filmado e muito bem montado, sobre a emergência do Muvart, das ideias e andanças dos seus membros. E excelência na malícia como é contada a epopeia de recolha de patrocínios necessários à primeira participação dos membros do movimento na Feira de Arte de Lisboa (Novembro de 2004), os silêncios dos "mecenas", as "demoras", as manobras dilatórias. Coisas de atitude. Coisas do poder.
Belissima estreia de Nhamtumbo. Até ali a mostrar-se companheiro de geração e de vontades dos membros do Muvart. Uma pequena nota, lateral: se o argumento, assumido, é a vontade de romper estereótipos a banda sonora, timbila em ritmo tradicional, surge paradoxal. E os paradoxos são bons. Mas quando voluntários.
Publicado por jpt às 04:14 PM | Comentários (0) | TrackBack
Bloguismo (teoria do). Dizem os célebres e antigos: um "post" deve ser curto.
Ok. Tá bem ...
Publicado por jpt às 12:43 AM | Comentários (18) | TrackBack
Infelicidade. Deixemo-nos de relativismos: o olho, o focinho e a tripa do boi não são de agradável degustação. Ainda que os digam (e esperem) filet mignon. E principalmente quanto (m)os dão em primeira mão, grossa quantidade. Simpatia dura de roer.
Publicado por jpt às 12:39 AM | Comentários (0) | TrackBack
Felicidade. Lagoa, vai um pezinho de dança na tua lisboa? Dia 30 está bem para ti? 2 bloguistas só, a mais a gente? Ou já não aguentas?
Publicado por jpt às 12:22 AM | Comentários (2) | TrackBack
Falhanço bloguístico. É (diz o technorati) não ter conseguido lançar uma vasta polémica sobre a perniciosa influência dos presépios no Ser Global. Enfim, o Ma-Schamba é apenas humano. Mero humano.
Publicado por jpt às 12:19 AM | Comentários (0) | TrackBack
Felicidade. É ter um blog e não escrever sobre a wikipédia ("qu´éssa merda?") nem sobre "debates". É não ser "pobre gente".
Publicado por jpt às 12:15 AM | Comentários (1) | TrackBack
Felicidade. Pode ser uma 2ª feira com festa de duplo aniversário (parabéns kok, parabéns genas) com dança até desoras de dia de semana. Com dança dessas até ao "zé,. estou ... eu estou a brincar", "exe, estamos a brincar menina, estamos a brincar, que é isso?!?!!?!", coisa de gente graúda que ainda sabe brincar que não é. Só isso. Tanto isso.
Publicado por jpt às 12:11 AM | Comentários (0) | TrackBack
dezembro 12, 2005
Leio e releio e não percebo se o Esquina do Mundo adere ou não à nossa Macro-causa.
Publicado por jpt às 11:54 PM | Comentários (0) | TrackBack
De vez em quando o Nkhululeko tem "entradas" (em inglês "posts") que eu gostava de ter. Hoje exagerou.
Publicado por jpt às 11:30 PM | Comentários (1) | TrackBack
Maschambismo puro. Anda aqui um gajo há dois anos e agora isto! Vocês acham justo?
Publicado por jpt às 11:27 PM | Comentários (2) | TrackBack
O Chá Príncipe aderiu à nossa Macro-causa.
Publicado por jpt às 03:21 PM | Comentários (0) | TrackBack
Publicado por jpt às 02:51 PM | Comentários (1) | TrackBack
Afinal. O Azul Cobalto está aí.
Publicado por jpt às 02:44 PM | Comentários (2) | TrackBack
Afinal. O Luís Ene tem dois Blog d'apontamentos Blog d'apontamentos [descubro-o via Fotoblogs]
Publicado por jpt às 02:20 PM | Comentários (4) | TrackBack
Infelicidade: depressão mesmo, coisa a modos que proto-suicidária, é o após três festas de casamento seguidas.
Publicado por jpt às 01:26 PM | Comentários (1) | TrackBack
Felicidade: pode ser uma boda alheia, se esta quase todo um dia domingo a beber (e a dançar) no Infulene.
Publicado por jpt às 12:10 PM | Comentários (1) | TrackBack
Vila Verde, na Matola: muito a conhecer. Local belissimo para festas. E bodas. Em suma, a tornar excelente um sábado, ainda que de fato-e-gravata.
Publicado por jpt às 12:09 PM | Comentários (0) | TrackBack
Depois dos crucifixos os presépios ...

[Dino Jethá, 2004; marrufeira]
Publicado por jpt às 10:06 AM | Comentários (2) | TrackBack
dezembro 11, 2005
Arquitectura em Moçambique
A Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da UEM (uma ligação passa a estar colocado na coluna de elos) tem estado muito activa quanto a publicações, as cujas espero aqui indicar em breve. Nesse seu seu sítio informático a FAPF tem notícia, algo desactualizada, das suas edições.
Como exemplo significativo do muito que tem vindo a ser publicado pode-se ver no Forever Pemba em entradas (incorrectamente) denominadas "A Pemba do Júlio Carrilho" notícia bem detalhada e ilustrada de "Pemba. As duas cidades" de autoria de Sandro Bruschi, Júlio Carrilho e Luis Lage (FAPF, 2005).
Publicado por jpt às 08:28 AM | Comentários (2) | TrackBack
dezembro 10, 2005
O A Fonte e o Postais de Província aderiram à nossa Macro-causa.
Publicado por jpt às 09:56 PM | Comentários (0) | TrackBack
Feiosa Mimosa

Lançamento do livro infantil "Feiosa Mimosa", de Janaína Melo e João Melo (publicado pela editora Papiro). No Instituto Camões, próxima quarta-feira, 14 de Dezembro, às 17.30.
Publicado por jpt às 08:50 PM | Comentários (5) | TrackBack
Felicidade: pode ser uma boda alheia, se esta quase toda uma noite a dançar na Casa Macamo.
Publicado por jpt às 02:31 AM | Comentários (1) | TrackBack
O Mau Tempo no Canil aderiu à nossa Macro-causa.
Publicado por jpt às 02:28 AM | Comentários (0) | TrackBack
dezembro 08, 2005
O White Tiger aderiu à nossa Macro-Causa.
Publicado por jpt às 07:10 PM | Comentários (0) | TrackBack
A agradecer a gentileza.
Publicado por jpt às 02:30 AM | Comentários (7) | TrackBack
dezembro 07, 2005
Hoje à noite: apoiemos uma Causa Nacional

Publicado por jpt às 07:08 PM | Comentários (17) | TrackBack
Aquela Peça
Filha: Mamã, estou cansada ...
Mamã: Ó minha querida, vamos deitar.
Filha: Nããão, quero ficar aqui, quero tu ...
Mamã: Tá bem, só um bocadinho. Encosta a mim, vá.
Filha (beicinho): Estou a cair da outra peça!
Papá: Hã ... o quê?
Filha: Estou a cair da outra peça!!
Mamã (sorrindo, muito, no entredentes para o papá): está a cair "da tripeça".
Publicado por jpt às 07:05 PM | Comentários (2) | TrackBack
Sorriso mais do que justificado.
Publicado por jpt às 05:24 PM | Comentários (1) | TrackBack
Relevante momento bloguístico.
Publicado por jpt às 05:08 PM | Comentários (0) | TrackBack
(ontem)
Filha (de súbito): Xinhor ... Dôtor...
Papá: O quê?
Filha (sorrindo): És xinhor ... dôtor?
Papá (sorrindo muito): Sim..., sou xinhor dôtor??
Filha (sorrindo ainda mais): És Zé ....... Flávio?
Papá (continuando): Sim, sou Zé Flávio.
Filha (toda sorriso): .....Teixeira?
Papá: Sim, Teixeira: José Teixeira.
Filha (sorriso mais que toda. E já arqueando sobrancelhas ou imaginação do "papá"?): És todos??
Papá (rindo, claro): Sim, sou todos esses.
(para o o doutor Bivar)
Adenda: aconselho uma descida aos comentários para leitura do que o Alves Fernandes ali deixou.
Publicado por jpt às 12:47 PM | Comentários (4) | TrackBack
Festa Acidental num clube lisboeta
Gentil, Pedro Marques Lopes endereçou-me convite para a Festa Acidental (Frágil, 15.12.).
Ali mesmo explico razões do declinar de tal convite. Mas o meu amigo Lagoa [que, decerto, nada conhece do abaixo explicado] lembra-me ser mais educado responder aqui em cima. Eis então quase transcrição da minha resposta, em linguagem descuidada de comentário:
(algo refeito, mas não actualizado)
Eu também gostava de ir à festa no Frágil, mas chego 10 dias depois. Não sei é se gostariam de me ter por lá. Claro que não me apresentaria sozinho, chegaria com grupo de fundadores, retirados da naftalina. Passaríamos primeiro pela Tasca Azul (essa que os parvenus chamam, literais, Arroz Doce) onde beberíamos, a desafio da velha Alice que a Rosa já lá não deve estar, umas rodadas valentes de "pontapés na cona" (como da última vez que lá entrei, 1997, natais, mais de 10 anos depois de lá ter ido pela última vez, rodeado nesse dia de 7 sobrinhos "a mostrarem-me o Bairro Alto", e logo a ex-tia aos gritos ao ver-me a assomar à porta, "óóóóó homem!!!!, há quantos anos!!!! Sai já uma rodada de pontapés ..." para o balcão, e os sobrinhos e as sobrinhas a olhar para mim, esgazeados, que à espera de tanto, apesar do tudo, não estavam. Nem eu, confesso, num esgar de "ixe, que bandeira". A desse dia, mas acima de tudo que grande estendal devia(mos) ter feito in illo tempore).
Se tivessemos tempo iríamos depois ao Estádio ver os putos (mas só por ir, por ser dia de refazer velhos trajectos, que aquilo para além do quadro nunca teve nada), desceríamos ao B'artis ver a Paula, dado que o Judeu se ausentou de vez, resmungaríamos que o raio do Targus é uma merda a querer-se chic (malditas cadeiras, raio de jornalistas enfatuados amais os publicitários), rir-nos-íamos dos tempos de um tal de Juke Box/Rock House ou vice-versa que já não lembro, coisas até de acabar por lá, enquanto detestaríamos a Tertúlia a não ser as tostas, recusaríamos o cinéfilo do Majong e nem os matrecos jogaríamos, lamentaríamos o já não dos Lábios do Vinho (esta é de conhecedor veterano), fumaríamos umas coisas estranhas junto de vários caixotes de lixo da Diário de Notícias ou adjacentes, contestaríamos o estado lamentável do BA de hoje e das novas gerações, coisa sem jeito, aportaríamos aos Pastorinhos (reaberto, disseram-me os tantans) à procura do Eduardo e do Hernâni que não sei se ainda andam por lá, beberíamos ainda mais cálices de rajada, interromperíamos a noite para ir picar o ponto ao Frágil, interrogarmo-nos sobre o raio de porteiro que não tem, decerto, a pinta do Alfredo. Se nisto tudo ainda estivessemos de pé alguns dos meus amigos assumiriam, histriónicos, pérfidas identidades bloguísticas (de falsos barnabés ao terceiro anel tudo seria de esperar) e destruiriam a minha parca reputação no bloguismo. Logo depois, quais Bijagós, regressaríamos mal-vistos (que os gajos dos Olivais "são sempre a mesma merda") aos Pastores ouvir o melhor funk do mundo (será ainda assim?).
Nisto tudo ainda bem que não estou aí no dia 15. Porque não há fígado e coração para tanto? Nada disso. Apenas porque há que saber sair com dignidade, ainda no apogeu. Dar lugar aos novos. Com a nostalgia de que no nosso tempo é que era. Mirando(-as) de soslaio.
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dezembro 06, 2005
Prémios Blogs 2005
No bloguismo já começou a intra-atribuição de Prémios Blogs 2005.
Uma cuidadosa escolha no 100Nada. Uma mais restrita no excelente Insónia.
O ano passado aqui organizei os Prémios Gandula Blog 2004, que decorreram com o maior sucesso. Este ano, por inexistência de patrocínios, só há disponibilidade para um prémio: o "Sem Ponta De Colher De Chá". Dedicado ao texto político mais decente no bloguismo português:: parte I, parte II.
O melhor blog político segue sem prémio (a tal falta de patrocínio): é o Ideias Para Debate onde se fala a sério sobre coisas sérias. Mas tem espessura a mais para as levezas europeias. Nem como exemplo serviria. Coisas da civilização, do progresso. Que há-de chegar, creio. Nacionalista.
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Auto-definição política
No Quase em Português pediu-se uma auto-definição política. Confesso o meu incómodo, o da dificuldade. Como auto-definir-me politicamente? Ideologicamente?
Só o consigo, e de modo bem medíocre, através de uma pequena história. Que os livros e seus sistemas fiquem para os cultos.
Há alguns meses Maputo recebeu um congresso, coisas das ciências sociais. Daí aos jantares nem passo é. Donde, nem passo foi. E chegou-se então a almoço de fim-de-semana, na propriedade de bom amigo, coisa já de "campo", terreno invejável tão apropriado parece para a conclusão de teses e romances. Ali à mesa quatro ou cinco nacionalidades, todas "em português". À mesa não, Há mesa!, que bem farta era ela. Conversa vasta, mais nos longos relatos autobiográficos tão habituais em académicos, quasi-sempre tão pouco interessados no que e no quem os rodeia. Eu mais no calado, não só parcos recursos para esse campeonato do "eu" como também nesse dia "pai solteiro", portanto mais atento às inquietudes desse real verdadeiro, o real das crianças.
Súbito, sabe-se lá porquê, talvez da modorra da 2M, caris e matapadas, houve interrupção no rame-rame. E nessa brecha aportou, até tímido, o futebol. A Carolina entretinha-se com os filhos da casa daí que aproveitei para botar opinativo sobre o assunto, assim até me distraindo dos libombos pequenos lá do fundo. Mas mal me iniciei logo fui submerso pelos brasileiros da mesa. Estes, claro, cientistas da esquerda explícita, no trajar e pentear, dêmocrátas logo ríspidos no anti-capitalismo e, mais ainda, contra a globalização. Pois nem eu consolidara ainda o meu sportinguismo e já estava decidido que futebol bom era o antes deste tempo, agora mercadoria pura, sem sentimento, mundo mercenário ao serviço da publicidade, contratos milionários, ofensa até a quem labuta, jogadores cirandando apenas em busca de salário graúdo. Bom neles era Pelé no Santos, aquele Garrincha, o futebol sem neoliberalismo, o "amor à camisola", os bons velhos tempos.
Morreram-se-me os elogios ao Figo e Cristiano, as esperanças no Quaresma. Mastiguei-me, claro. Ainda assim antes de me regressar à pura paternidade, essa do "cuidado, Carolina", "vá lá, empresta o brinquedo ao ..." e tudo isso, assim decerto desnudando-me execrável burguês pater familia, sempre lhes fui dizendo, neste sotaque português, miserável colono explorador, "ah, vocês gostavam era do tempo da "lei do passe"! em que os jogadores estavam amarrados aos clubes, nada de liberdade. Coisa de escravocrata, hein?", deixando-me sorrir no levantar de encontro à filhota enquanto "esta é a nova esquerda!".
Depois, algum tempo depois, chegou o tarde de voltarmos a Maputo. Não trocámos emails ...
Publicado por jpt às 03:03 PM | Comentários (9) | TrackBack
dezembro 05, 2005
jpt, bloguista, agradece a quem aqui saudou o aniversário deste estaminé. E, muito em particular, as simpáticas palavras (e até prendas e música) alusivas botadas alhures: A Arte da Fuga, no À Deriva, no Almocreve das Petas, A Montanha Mágica, Blasfémias, no Da Literatura, no Eclético, no La Force des Choses, no Miniscente, no O Acidental, no Os (In)separáveis, no Quase em Português, no Quatro Caminhos, no Sob a Estrela do Norte, no Tomar Partido e no Tugir.
Como em tempos se disse, bem hajam.
Publicado por jpt às 09:52 PM | Comentários (9) | TrackBack
Um texto precioso.
Publicado por jpt às 11:59 AM | Comentários (0) | TrackBack
"You must expect nothing from those who denigrate you, and less from those who support you"
(Julian Barnes, Cross Channel, Picador, 1996, p. 4)
Publicado por jpt às 08:13 AM | Comentários (1) | TrackBack
dezembro 04, 2005
Kinja
Sim, atrasa um pouco, é algo mouco e lerdo. Mas o Kinja tem estado a funcionar. Os outros serviços de "actualizações" também?
(há quem chame "rações" a isto. Desagrada-me ...).
Publicado por jpt às 09:40 PM | Comentários (3) | TrackBack
Quem me dera
ser Bateson:
Filha: Papá ... este não é o caminho para casa.
Papá: O papá só vai falar com um senhor, é um bocadinho.
Filha: Papá, quero ir para casa ... estou cansada.
Papá: Carolina, só vamos ali ao fundo buscar uma coisa ...
Filha: Papá, onde é o fundo?
Papá: ................
Publicado por jpt às 09:09 PM | Comentários (0) | TrackBack
Omar Pene

Mão (Mala) amiga trouxe-me de Dakar este "Myamba" de Omar Pene. Músico que desconhecia por completo. Mais de que o recomendo. Natalizem-no até.
Publicado por jpt às 08:59 PM | Comentários (0) | TrackBack
AA e Lutz recordam. O Lutz chega a duvidar se, hoje, os moços terão estofo para entrar no domínio do Dr. Frank N. Furter?. Duvido, muito duvido: acho mesmo que

nem compreendem quem é o terrível Rattigan, nem compreender o que o tornou possível onde está. Pobre gente!
Publicado por jpt às 07:43 PM | Comentários (1) | TrackBack
Ma-Schamba recebe prenda de aniversário
O LNT e o CMC, bloguistas venenosos como é do conhecimento geral, ofereceram-me, com gentileza viperina, uma prenda de aniversário. A cuja me apresso a partilhar com as restantes visitas deste quiosque. E com o nada secreto desejo que alguém lhe faça uma leitura crítica.

Obra co-elaborada por 358 especialistas
«Dicionário Temático da Lusofonia» lançado esta quarta-feira em Lisboa
2005-11-23 13:55:35
A Texto Editores e a Associação de Cultura Lusófona (ACLUS) apresentam, esta quarta-feira, na Sociedade de Geografia de Lisboa, o «Dicionário Temático da Lusofonia», uma obra co-elaborada por cerca de 358 especialistas dos vários países lusófonos.
A obra, que é dirigida e coordenada por Fernando Cristóvão, Maria Lúcia Garcia Marques, Maria Adelina Amorim e Susana Brites Moita, será apresentada pelo secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), embaixador Luís de Matos Fonseca.
O «Dicionário Temático da Lusofonia» dá a conhecer «os múltiplos laços afectivos, culturais, económicos e políticos que unem os oito países, explicitando, em suma, o que se entende por lusofonia», explica a editora em nota informativa.
Num único volume, com cerca de mil páginas, este dicionário, de tipo enciclopédico, reúne informação sobre os mais variados assuntos referentes aos oito países e regiões da lusofonia: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Desde conceitos linguísticos fundamentais, às línguas faladas, passando pela História, Geografia, Economia, Arte, Literatura, Instituições, Religiões, Usos e Costumes, a obra faculta ainda pormenores e curiosidades acerca do quotidiano e da cultura dos oitos países que se encontram unidos através da língua portuguesa.
[notícia reproduzida daqui]
Publicado por jpt às 07:00 PM | Comentários (1) | TrackBack
Ainda o "correctismo"
Só agora deparo com Linguisticamente Correcto, interessante texto no Palimpsesto que (também) dialoga com o meu "correctismo".
Publicado por jpt às 06:51 PM | Comentários (0) | TrackBack
Excelente [+ cosmologia em adenda]

Este filme é verdadeiramente excelente.
E como bónus traz cosmologia complementar:

Carolina


Mãe Inês


Pai Zé
Publicado por jpt às 04:31 PM | Comentários (1) | TrackBack
O bloguismo português: reprodução de comentário alhures
Vale o que vale (bem ... como tudo o que para aqui se bota), mas apetece-me deixar aqui um excerto de um comentário que me saíu numa discussão no Tugir:
"... acho que dentro de anos o bloguismo português será recordado acima de tudo por duas coisas: o impacto (se muito, positivo ou os inversos não sei) na crítica literária do Esplanar (essa reencarnação do actual velho do principe real) e por esta I Nacional Liberal. Diga-se que com esta minha ideia não quero minimamente desvalorizar o Esplanar (sobre o qual não posso opinar com fundamento, e o qual muito me agrada ler). Mas que I NL me parece saída da [velha] constelação Mir/Avante/Estampa parece ..."
Publicado por jpt às 04:14 PM | Comentários (0) | TrackBack
Baus, Arcas, Heranças
Publicado por jpt às 03:46 PM | Comentários (1) | TrackBack
Agora Existo

"Agora Existo", um documentário da jornalista Anabela Saint Maurice (RTP) rodado em Outubro em Moçambique, sobre a realidade do Sida aqui. Transmitido na RTP-África no 1º de Dezembro para assinalar o Dia Mundial da Sida.
O olhar jornalístico europeu sobre África é relativamente padronizado. O português é-lhe exemplo talvez máximo. Tudo moralista, das boas intenções às boas impressões, uma mistura de "denuncionismo", "coitadismo" e "exotismo", um caldo de pitoresco entre capulanas, raparigas sorridentes, estropiados das minas, corruptos e famintos, com pôr-de-sol em terra batida por pano de fundo, com maior ou menos enfoque nas aventuras havidas pelos ditosos jornalistas em causa. Tudo isso resultando em produtos oscilando entre o indigente e o até abjecto. Produzindo sensações e, mais que tudo, desconhecimento.
Também por isso, mas acima de tudo pelo seu valor intrínseco, que até se desmerece em comparações com o padrão habitual, muito é de saudar este documentário da RTP, "Agora Existo" de Anabela Saint-Maurice. Abordando a realidade dos seropositivos em Moçambique (com excertos em Naamacha, Beira, Caia, Chiure, Ibo - um rápido "da Naamacha ao Ibo" qual metáfora do célebre "do Rovuma ao Maputo") Saint-Maurice trouxe a vida dos doentes, suas dificuldades, as irredutíveis e as esperançosas, sem a sua vitimização usual, essa que "desagencia" os indivíduos, os naturaliza desumanizando, passivizando-os. Gente doente fazendo pela vida, reclamando a vida, estrategizando pela vida. Curandeiros doentes lutando contra a doença, ali sem exotismo (e o como deve ser difícil a um europeu de passagem evitá-lo neste caso), putas meninas sem preservativo e sem denuncianismo, poligamia também, hospitais no o como existentes, nisso do mostrar o real actual e o que talvez venha a ser. Sem a lágrima fácil, vendo gente a andar, mesmo que por vezes trôpega. E isso sem que haja fechar dos olhos, penso que as imagens da praga de ratos na enfermaria feminina do Hospital da Beira ficarão na história. Saint-Maurice não facilitou. Um belissimo programa. Vénia.
Vejam. E se alguém que por aqui passe conhece a jornalista diga-lhe, sff, que há bloguista que gostou.
Publicado por jpt às 02:24 AM | Comentários (1) | TrackBack
dezembro 03, 2005
Ir ao teatro e passar o espectáculo todo no bar: que os americanos isto, que o bush aquilo, que guantanamo etc e tal, o iraque, o iraque...
Expatriados, desses mesmo, europeus, da franja dos quase 10 000 dolares mês. Nem uma peça, decerto, sobre Chirac (e Miterrand) e as Áfricas, nem uma palavra sobre Blair, nem uma lembrança sobre o Kohl e a "former Yugoslavia", nem uma diatribe para quem paga os euros que se tornam dolares. A "inteligência" desenvolvimentista europeia, a bem-pensante. Um seu resumo encenado num fim-de-tarde na 25 de Setembro.
Enfim, não se perde tudo. É barato o whisky no bar do Teatro Avenida.
Publicado por jpt às 06:34 PM | Comentários (1) | TrackBack
Pois é, mais ou menos já dois anos de maschambismo. De minha inveja
"...a lances de catana e de machado desfaz a rama e a trama dos espaços virgens. Prepara um espaço para a nova lavra, esgotado o humus de uma lavra antiga. Alarga a circunferência de chão raso. Devolve o sol à terra e dá-lhe a mansa forma de um corpo fecundável e passivo. O tronco nu progride mata a dentro. Governa os braços firmes e velozes, confere exactidão ao gesto azado. E os fustes, gemem, fendidos pelo golpe. Martela, vigoroso, a rijeza maior de alguns dos paus, depois transforma em lenha as copas derrubadas...” [Ruy Duarte de Carvalho, Como se o Mundo Não Tivesse Leste, Cotovia, 117]
Publicado por jpt às 04:46 PM | Comentários (15) | TrackBack
dezembro 02, 2005
Invocação: para variar, num tugabloguismo de polémicas e pelejas, uma verdadeira peleja


Publicado por jpt às 07:00 PM | Comentários (1) | TrackBack
dezembro 01, 2005
Hum ... destas coisas pouco sei. Mas ... e o Eça?.
Publicado por jpt às 08:30 PM | Comentários (0) | TrackBack
Efemérides
não sou lá muito disso, acima de tudo uma canseira. E até assim para o seco ("hoje é o dia de falar de ... porque tem que ser"). Mas neste caso, neste seu verdadeiro sentido de "tábuas astronómicas que indicam a posição dos planetas para cada dia do ano", é no Da Literatura que me acordo do meu desnorte [o cujo, caso diferente tivesse sido o clic-clic, ter-se-ia estancado ainda que insone].
O dia em que nasci meu pai cantava
versos que inventam os pastores do monte
com palavras de lã fiada fina
cordeiro lírio neve tojo fonte
esta é uma velha história de família
para dizer como ele e eu chegámos
à raiz mais profunda do afecto
do qual nunca jamais nos separámos
nem Deus feito menino teve um pai
que o abraçasse e lhe cantasse assim
desde a primeira hora até ao fim
fui vê-lo ao hospital quando morria
olhos parados num sorriso leve
tojo cordeiro lírio fonte neve
Antes expliquei-me sobre este Fernando Assis Pacheco, do "Respiração Assistida" único seu livro que aqui tenho: aqui e com outro poema.
Agora podia continuar a teclar, a "postar" poemas. Mas vão ler.
Publicado por jpt às 04:34 PM | Comentários (3) | TrackBack
Henri Junod
Com a conferência de Pascoal Mocumbi terminou ontem o ciclo de quatro conferências que foi dedicado à vida e obra de Henri Junod, missionário suíço que trabalhou no sul de Moçambique (actual província de Maputo) entre 1889-1895 e 1907-1921. Grande obreiro da missão suíça aqui (cuja extrema influência se estenderá por longas décadas) e extraordinário etnógrafo (inclusive influenciando a teorização do seu contemporâneo Radcliffe-Brown) a evangelização de Junod teve ainda influência nas delimitações étnicas deste sul de Moçambique. Dele há edição nacional de Usos e Costumes dos Bantu (Maputo, Arquivo Histórico de Moçambique, 1998, 2 vols.)

Aqui deixo fotografia-epítome que, por excelente escolha, ilustrou o cartaz alusivo à primeira conferência, a cargo de Mia Couto.

Da vasta bibliografia que se pode encontrar na internet gostaria de realçar, aos hipotéticos interessados, estes textos:
Biographical Study of H.-A. Junod: the Fictional Dimension, de Bronwyn Louise Michler [texto longo, dissertação].
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