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Ma-Schamba: Noblesse oblige

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novembro 17, 2005

Noblesse oblige

["adendei"]

Via Adufe chego ao sítio onde o governo português está a divulgar os estudos técnicos que fundamentam a sua decisão de construir novo aeroporto. Algo a que se tinha comprometido realizar durante o mês transacto. Talvez também pelo impacto que a Micro-causa a isto dedicada JPP decidiu avançar e que também aqui ecoei.

Noblesse oblige, se o governo se comprometeu a divulgar e o está a fazer quem o exigiu que o refira e publicite. Sobre as críticas, voluptuosas acho, a quem exigiu esta divulgação ver o citado texto no Adufe. [adenda: e, caso interesse, também por lá botei nos comentários. O que ali começa a ser hábito]

Publicado por jpt às novembro 17, 2005 08:44 PM

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Comentários

Caro JPT: o que José Pacheco Pereira (JPP) exigiu, sendo depois seguido por muitos, foi a apresentação dos estudos sobre o projecto de construção de um novo aeroporto na Ota. Agora, que os mesmos estão disponíveis, sequer cria um link no seu blogue para ajudar na divulgação. Criticá-lo por isso, como Vital Moreira, por exemplo, fez, é absolutamente legítimo.

Quanto à questão levantada no "Adufe", da qual JPP prontamente se socorreu, cheira a desculpa esfarrapada, de mau pagador. O que JPP e muitos outros exigiram foi a apresentação dos estudos (questão de forma). Já a análise dos mesmos (questão de substância), deverá ser efectuada por especialistas na área, evidentemente. O que não implica que não se divulgue o que se exigiu.

Publicado por: Carlos Azevedo às novembro 18, 2005 01:23 AM

CA sobre o que acho disto pus comentários no Adufe, no post em causa, assim num "a correr". E aí boto algo que demonstra que estaremos de acordo, necessidade de publicação, agora trabalho para mediadores (especialistas ou amadores).

Quanto às tricas do bloguismo: já algures tinha lido que os docuemntos estavam a ser colocados no ar, e hoje no Adufe tomei conhecimento mais detalhado [do sítio, do modo, e das críticas]. Sobre quem liga ou não isso não vou ser polícia de costumes ("noblesse oblige" não chega?). A crítica que refere, de VM, não é só para JPP (ainda que possa ser entendida como fudnamentalmente para ele, mas isso é imputar intenções e isso não faço, aliás VM escreve no plural "nutrida frente" e "maior parte" - é explícito). Quanto à "desculpa esfarrapada" de JPP não percebo, mas porventura será algo que está no ABrupto e que ainda não li. Lá irei no amanhã.

Permito-me no entanto dizer que preferia que a "nutrida frente" de bloguistas mais ou menos socialistas se congratulassem com um exercício de apelo à cidadania participativa que este governo fez. E que tivessem, pelo menso "a maior parte", apelado a que isso acontecesse. Em vez de inverterem os olhares, só agora cutucando. A imagem da "velha direita", do poder afastado, e o seu conteúdo, cola-se à "velha esquerda" quando no poder.E as imagens dos cidadãos esbroam-se.

Finalmente, os estudos estão antiquados e vão ser actualizados. Li algures. O que demsontra que a decisão política foi construída e baseada sobre estudos de viabiliade económica não actualizados. Eu não defendo a tecnocracia. Mas isto é puro volutnarismo. Ou é mera má vontade minha?

"Somos julgados pelas medidas anunciadas. Não pela sua sustentabilidade" - é uma frase não pública que tem autor. Socialista.

Vamos lá então estudar os documentos (alguns) e esperar pelos mediadores (outros). Para provar ao tal socialista que não está certo. Ou por outras palavras, que não está eternamente certo.

Publicado por: jpt às novembro 18, 2005 02:38 AM

Apenas três observações:

1.º Refiro JPP porque foi ele o mentor, digamos assim, da exigência de apresentação dos ditos estudos.
2.º Tem razão quando diz que não devemos imputar intenções. Não era essa a minha intenção (embora ao ler VM tenha, de facto, pensado em JPP), mas foi o que acabei por fazer. Um erro (meu) que lamento.
3.º «Somos julgados pelas medidas anunciadas. Não pela sua sustentabilidade.» Desconheço o autor da frase (se não for indiscrição, podia dizer a quem se refere), mas acho-a absolutamente repugnante (embora, no fundo, seja a mera assunção de uma prática corrente, tanto da direita, como da esquerda).

Publicado por: Carlos Azevedo às novembro 18, 2005 12:10 PM

a prática desta teoria é, creio, recorrente. o autor nem vale a pena dizer, tanto porque conversas pessoais não se ecoam (E aqui é meu erro, nem devia ter escrito) como se, como acima digo, isto deve ser recorrente o que interessa é encarar todos como se passíveis desta maleita. Passíveis, atenção, não obrigatoriamente pacientes.

Publicado por: jpt às novembro 18, 2005 03:16 PM

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