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novembro 11, 2005
Há mais gente com memória (II)
Ainda sobre isto. Quando Paulo Gorjão ecoou as declarações de Freitas do Amaral que agora recorda propunha a discussão desta questão: Dito isto, a posição de Freitas do Amaral deveria ser discutida muito a sério..
Na altura ia colocar algo mas cortei. Já aqui o disse, sendo um modesto cooperante não opino sobre a política portuguesa em África [1. "cautelas e caldos de galinha"; 1. (ex-aqueo) é um absurdo o Estado pagar a alguém para trabalhar no estrangeiro (ainda que mero professor) e esse alguém criticar publicamente (ainda que em mero blog) a política que o Estado prossegue].
Ainda assim. Um recentramento na África da CPLP é uma insistência no bilateralismo (mesmo que articulado com pólos, EUA ou UE). O bilateralismo enfraquece, tem dias contados. Nem falo do pós-nacionalismo, mas é óbvio que as questões se discutem e executam multilateralmente. Ser parceiro, ainda que secundário ou intermediário, não será reforçado no futuro por via de projectos bilaterais.
Mais. Um recentramento na Áfica da CPLP assenta na "naturalização" de uma relação passada. E reforça o "complexo imperial", ao nível das concepções. Urge "pós-colonizar" Portugal. Será isso o cosmopolitismo. É isso o futuro. E a economia de recursos não é argumento contrário. Pelo contrário, quanto mais "economizarmos" menos economizaremos.
Publicado por jpt às novembro 11, 2005 12:47 AM
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