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novembro 22, 2005
As obras públicas
A ler, JCD sobre a construção do aeroporto da Ota. A argumentação poderá ser discutível por que quiser. Mas impossível de tornear este último parágrafo: "É por estas e por outras que os estudos que vão ser apresentados pelo governo não valem nem o custo do papel em que são impressos. Afinal, para que é que interessam estudos quando a decisão já está tomada?".
Não só um diagnóstico sobre esta macro-projecto. Acima de tudo o diagnóstico sobre o governo que Portugal tem. Sobre o povo que elegeu o governo que Portugal tem, acima de tudo.
Publicado por jpt às novembro 22, 2005 12:12 PM
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Comentários
Éh pá, não me venhas por culpa ao Povo. Não somos todos Povo?
Publicado por: Carlos Indico às novembro 22, 2005 08:13 PM
somos.
desse comentário depreendo uma curiosa teoria do político: a da geração espontânea do poder
Publicado por: jpt às novembro 23, 2005 11:15 AM
E outra também curiosa digo eu. É que alguns são por direito de nascimento mais clarividentes que o Povo e os governates eleitos pelo Povo, como nós aqui sentados a esta mesa a conversar
Publicado por: Carlos Indico às novembro 23, 2005 01:41 PM
Falando muito a sério, e com vincada rispidez, saída da educação: se eu posso olhar-me ao espelho e criticar-me (a verruga, a ruga, a borbulha, a barriga; os males morais, bastos) sem que com isso me digam que quero ascender acima de mim mesmo, porque é que criticando o povo a quem pertenço, nos seus males físicos ou morais, alguém me vem impingir que me quero ascender acima de mim (nós) mesmo
é um raciocínio recorrente. vazio.
o porreiro é dizer mal "deles", esses que são os culpados. que usurparam, sabe deus como.
francamente, rais parta
Publicado por: jpt às novembro 23, 2005 02:25 PM
Cada um ouve como quer ouvir.Porém, lições de moral é que não dou, se tal foi entendido.
Já agora, convencido que as carambolas não estão suspensas : quem é "eles"? Desculpa-me a burrice.
Publicado por: Carlos Indico às novembro 23, 2005 05:13 PM