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outubro 31, 2005

Ligar um texto alheio pode ser conselho/convite à leitura. Ou, se argumentando sobre o assunto abordado, será também constituição/convite de diálogo.

A Susana do Lida Insana botou o Desmemoriados, referindo a minha última courela de lusofonia. Dado que opina sobre o assunto entendo o texto como um convite, amável, ao diálogo, à consideração. Hesito, vou ver e tenho 56 entradas na categoria "lusofonia", muita repetição, muita insistência, muita palha decerto. Casmurrice porventura. Parvoíce talvez. E, acima de tudo, não tenho mais nada a dizer do que aqui botei à exaustão. ["Onde é que tu queres chegar com tudo aquilo da lusofonia?", perguntava-me um meu afilhado de casamento aquando da minha última ida a Lisboa. Honestamente? ... a lado nenhum. Mais que não seja dado que não acredito que um blog dê para chegar a algum lado]. Mas não resisto, é mania minha.

A Susana escreve sobre a lusofonia. Vou citá-la, mas o melhor é ler tudo, que a citação é sempre redutora:

- "A mensagem do dia é que a lusofonia, seja ela o que for, existe." e que "que a verdadeira oposição é entre os que têm e os que não têm consciência de que esta é uma das bases da nossa identidade, qualquer que seja a maneira como a representamos."

Pois, "seja o que ela for, existe". Tá bem. "É uma das bases da nossa identidade, qualquer que seja a maneira como a representamos". Tá bem. Ou por outras palavras, Assim Seja.

- "Não são os espanhóis que são "nossos irmãos", não são os primos brasileiros; são os africanos da matriz cultural portuguesa". Tá bem. Assim seja.

Haverá alguma hipótese de discutir formulações destas? Se há isso ultrapassa-me, minha lamentável incapacidade.

Passo. A categoria "lusofonia" encerra. (Até à próxima, se calhar. Mas isto desgasta, caramba).

Publicado por jpt às outubro 31, 2005 05:07 PM

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Comentários

Leio: "entendo o texto como um convite, amável, ao diálogo, à consideração". Mas não, não era um convite; tive o cuidado de me chamar "espectadora", lá para o fim do texto mas possivelmente isso não foi suficientemente claro. Tive também o cuidado de não deixar nenhum comentário no texto daqui lincado, pelo que, achava eu, estava lá sossegada no meu caixote a falar sobre o assunto, de que outros andavam também - felizmente, dizia eu - falando.
Por não ter escrito o texto como "convite ao diálogo", dispensei-me (talvez apressadamente) de incluir um "eu acho que" em todos os troços que aqui mereceram um "tá bem" (ainda por cima reforçado por um "assim seja", não havia necessidade de tanto..., havia ponta por onde pegar...).
Na verdade, não me tinha apercebido de que havia uma ligação tão apaixonada a este assunto aqui na Ma-schamba. Só depois de ler este post e de dar uma vista de olhos à catalogação é que percebi melhor que o estranho destaque que é feito aqui ao meu texto é animado por uma paixão pelo assunto. Uma paixão devoradora e inflamável?
Acontece que, para além de não ter tido o sentido de fazer convite ao diálogo - pelo menos mais do que em qualquer outro post, mesmo sem ligações - este é um assunto do meu próprio interesse desde há muitos anos e nem me passou pela cabeça que a sua mera menção deveria ser feita com especiais cuidados de exposição.
Longe de mim, também, querer agora, tanto mais que leio que o assunto foi encerrado, acrescentar qualquer acha sobre as cinzas, que ainda me parecem pouco esfriadas.
Assim, limito-me a acrescentar que me considero satisfeita com a menção à necessidade de ver todo o texto. Dessa maneira sempre ficará mais claro que a "miss lusofonia" é um concurso angolano de que os portugueses nunca ouviram falar, tal como não ouvem falar o suficiente do que se passa nos PALOP, politica e culturalmente (a sigla PALOP é a palavra mais útil!), apesar do bom serviço prestado por este blogue; ficará também mais claro que a lusofonia não tem necessariamente a sua sede em Portugal (por isso o cartaz), apesar do número cada vez mais elevado de africanos lusófonos em Portugal, e, espero eu ainda que fique também a suspeita de que esta portuguesa considera-se muito mais orientada no espaço desde que teve o privilégio de começar a fazer amigos africanos que lhe sabem devolver uma dimensão simultaneamente estranha e familiar da sua própria cultura. Chamar-lhe lusofonia ou outra coisa qualquer é o menos.
E...já agora, Susana é com "s".

Publicado por: Susana às outubro 31, 2005 06:51 PM

Obrigado, já emendei o nome - creia que não foi pirraça anglófona, foi mesmo erro.
Do resto enquanto há aqueles que falam de liberalismo aqui a maluquice é a lusofonia. A cada um a sua pancada. Cumprimentos, até breve

Publicado por: jpt às outubro 31, 2005 08:39 PM

Obrigada eu. Sejam assim todas as nossas maluquices e/ou divergências. Tátá.

Publicado por: Susana às novembro 1, 2005 11:11 AM

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