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Ma-Schamba: Memorialismo

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agosto 05, 2005

Memorialismo

Eu Não Tenho Culpa
Eu Não Votei PS

Publicado por jpt às agosto 5, 2005 01:13 AM

Comentários

eu também não! mas vivo por aqui

Publicado por: tavares às agosto 5, 2005 12:33 PM

e eu que votei no lula. que culpa tenho eu?

Publicado por: filho às agosto 5, 2005 10:12 PM

Aguente Tavares. Aguenta Filho (ingénuo?)

Publicado por: jpt às agosto 6, 2005 01:30 AM

Eu votei no PS, mas não sinto culpa.

Publicado por: Carlos Azevedo às agosto 7, 2005 04:29 PM

Mas devia sentir Carlos Azevedo, mas devia sentir ...

Publicado por: jpt às agosto 7, 2005 08:20 PM

Votei no partido que apresentou o programa que, globalmente, considerei mais interessante e importante para o país. Programa esse que, verdade seja dita, não tem sido integralmente cumprido (um eufemismo, eu sei); partido esse que, recentemente, aproveitou a sua posição para dar alguns "jobs" a alguns "boys". Mas, como calcula, eu não prevejo o futuro (não tenho uma bola de cristal, não lanço cartas, não atiro pedrinhas, etc.).
E, assim sendo, devia sentir culpa pelo quê?! Por ter depositado as minhas esperanças neste Governo? Por não ter votado num partido pequeno para me desresponsabilizar "a priori" pelos actos do futuro Governo? O que diz é o mesmo que dizer que o burlado deve sentir culpa por ter confiado no burlão (uma hiperbole, eu sei). Ou seja, é redutor e injusto.

Publicado por: Carlos Azevedo às agosto 9, 2005 02:58 AM

Carlos Azevedo antes de tudo há que entender o registo - não estou aqui a exigir penitências morais, jurídicas ou outras. Nem que adquira indulgências. Maldita palavra "culpa".
Duas coisas, do seu comentário depreendo que seja mais jovem do que eu, neo-eleitor talvez. Acreditar num partido como o PS da forma como V. o explicita depreende algum desconhecimento desse partido. Quanto ao voto nos pequenos partidos para se desresponsabilizar, como diz, acho, permita-me a franqueza sem acinte, uma aberração e um logro. É o tipo de argumento de quem está preso, enganado, pela falsidade da "bipolarização" - só vale a pena votar nos 2 partidos que podem ganhar. É uma falácia ao nível do ideário político, ao nível da prática política. Pode-se dizer que se muitos não pensarem assim os pequenos partidos deixarão de ser (tão) pequenos, e assim responsabilizarem-se na governação. Pode-se dizer que dever-se-ia votar em quem se acredita/concorda. Pode-se dizer que a falência pragmática e ética dos 2 grandes tal exigiria. Mas, a um nível menos elevado, assim rasteirinho, pode-se dizer que muitos dos países mais bem governados da Europa são governados por coligações (e estas nem são bipartidárias) sem que caiam na ingovernabilidade que aí se agita para assustar os incautos - as comparações com outros países não têm valor infinito, cada caso é um caso. Mas a imcomparabilidade também não é infinita, não acha?

Como há-de calcular o mito da "estabilidade" + "bipolarizasção" assente nessa ideia que V. ecoa "a desresponsabilização" sempre foi agitada por PS e PSD - e há alguma estabilidade política ´nos últimos anos? Aliás, isto não é um mito, é uma arma estratégica dos grupos de interesse que se alojaram no poder há vários anos.

Como corolário, eu não sou eleitor de pequenos partidos - quis votar ecológico mas a associação desses ao PSD de Santana Lopes tornou-os num grupo de malfeitores semelhantes aos execráveis (e ilegalizáveis) "Verde" do PCP. Agora votar em Sócrates e depois estar desiludido, francamente, o homem, perdão o "engenheiro", esteve no poder muito tempo - é conhecido. Tantas vezes reconhecido, o homem do aparelho do PS, pouco preparado, muito decidido/casmurro. Daqui para a frente só vai ser pior. Olhe à volta, há melhor?

Publicado por: jpt às agosto 9, 2005 09:37 AM

Apenas alguns esclarecimentos:
1. Não sou um neo-leitor, mas sim, sou mais jovem do que o jpt. Contudo, não é essa juventude que me impede de conhecer o PS, ou qualquer outro partido. Se me permite, dispenso a indulgência.
2. Eu não afirmei haver acreditado no PS, mas antes ter depositado aí as minhas esperanças (o que, concordará, é diferente).
3. Também não pretendi dizer que é inútil votar nos pequenos partidos, até porque já o fiz (votei no Bloco de Esquerda). Apenas pretendi dizer que há pessoas (não era uma indirecta para si, até porque desconheço o sentido do seu voto), e eu conheço muitas, que votam nos pequenos partidos não por convicção mas, para poderem dizer que não são responsáveis pelos actos dos Governos em exercício. Eu, quando voto num partido pequeno, faço-o por convicção, não por desresponsabilização.
4. Pessoalmente, considero que bipolarização a que se refere perniciosa, sobretudo desde o famoso Bloco Central liderado por Mário Soares no início dos anos 80. Contudo, não é por isso (só por isso, quero dizer), que vou votar num partido pequeno.
5. Considero a sua interrogação final muito pertinente. Caso lhe interesse a minha opinião, acho que não há melhor. Vivemos no tempo do "mal menor". É muito triste.

Publicado por: Carlos Azevedo às agosto 9, 2005 06:52 PM

3. ele há pessoas assim. mas não haverá pessoas que votam nos partidos grandes para se desresponsabilizarem de uma verdadeira opção? - esses é que ganham é só entre eles, daí que vai-se lá, ou por clubismo ou por vento mais forte

Eu também já votei em pequenos partidos (o saudoso PPM foi em quem mais votei ao longo da vida. e sou republicano fundamentalista). e em grandes partidos.

4. se restringimos o voto em partidos mais pequenos ao "irresponsável" - que é o que se pode retirar do seu enfoque - então bipolarizamos.

1/2 não há indulgência minha. mas acreditar no PS pós-guterres sem limpeza, acreditar ou esperar algo de Socrates, homem do partido profundo (um jorge coelho mais bonito) ... que quer que lhe diga. Se me diz que é mais novo compreendo, e sem paternalismo, talvez tenha tido um menor arrepio ao longo dos anos 90. O que eu tive chegou-me. Esta gente não serve. Não serve o país. Não serve para o país.

Publicado por: jpt às agosto 9, 2005 08:29 PM

Sócrates é a JSD no PS... Pedro Silva Pereira aspas aspas. Apurassem isso antes de votar.

Publicado por: Golfinho às agosto 10, 2005 08:54 PM

3. A sua questão pressupõe que existe uma verdadeira opção. Dos partidos mais pequenos (incluo nessa categoria o PCP, o BE eo CDS-PP, os únicos que elegem deputados), apenas o BE não esteve presente em qualquer Governo (o PCP integrou os Governos Provisórios). Mas será ele uma verdadeira opção? Na minha opinião, o BE não tem uma vocação de poder; é um contra-poder. Vejo-o mais como um movimento cívico do que como um partido, embora compreenda que seja um partido, devido à força que advém de ter voz no Parlamento. Em Portugal, que tem uma sociedade cívil anímica, dificilmente um movimento cívico conseguiria a repercussão que o BE tem.
4. Não é restringir ao "irresponsável". É, isso sim, votar num partido em que, de alguma forma, revemos, ainda que parcialmente, aquilo em que acreditamos, independentemente da sua dimensão. É, pelo contrário, restringir ao "responsável".
1/2. Não acho que Sócrates seja como Jorge Coelho. Acho, isso sim, que sucumbiu ao aparelho do partido (liderado por Jorge Coelho). O que, bem vistas as coisas, não é melhor; começa a revelar-se um fraco.

Publicado por: Carlos Azevedo às agosto 11, 2005 02:27 AM