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Ma-Schamba: Ghorwane

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agosto 29, 2005

Ghorwane

GhorwaneVanaVaNdota.jpg

"Vana Va Ndota" é o novo disco dos Ghorwane [o site está muito desactualizado, algo a cuidar em momento de lançamento], o seu quarto depois de "Majurugenta" (1991), "Não é preciso empurrar" (1994), "Kudumba" (1996).

O espectáculo de apresentação, na quase-madrugada de sábado passado, funcionou bem, ainda que para público fiel - sempre vi Ghorwane como o grupo da cidade, a gerar uma identificação talvez geracional talvez algo mais. Mas incompreendendo-lhes as letras das canções, satíricas, afiançam-me os extractos que me vão interpretando no "ao vivo", nada mais posso deduzir sobre isso.

O disco está bom, bem produzido e - fundamental - com bom som, algo fundamental para o que me parece perfeitamente plausível, a sua exportação. Qualidade e coisa própria tem (e Chitsonzo tem uma voz algo peculiar). Mas num mercado tão competitivo sem essa qualidade técnica seria impossível. Assim a prometer andar. Com o grupo ao lado, espero.

Copio o texto incluso (porque não estão as letras das canções? Adenda: porque a editora internacional assim o exigiu), de Filimone Meigos:

"Vana Va Ndota

Nascidos do "amor que há entre Deus e o Diabo" "os Bons Rapazes" [JPT: por alguma razão que desconheço é o epíteto do grupo. Adenda: terá sido o presidente da república, S. Machel a assim intitulá-los] presenteiam-nos com os "filhos da importância" [o título do disco]: Vana Va Ndota fecha a trilogia emparceirando com Majurugenta e Kudumba. Cá está a dança, a perseverança, o desafio, a auto estima e a sombra do papel tutelar da figura do pai de mãos dadas cantando essa contradição e mudança de velocidade que representam: uns dias são melhores, outros piores. Uma vezes devagar, outras assim-assim, e outras devagarinho. (...)

Nota-se a "medula musical" que lhes é característica, ao mesmo que tempo que divisamos a inovação na abordagem polirrítmica, sempre na mesma tentativa: a irreverência, a rapsódia e a paródia, qual sociologia musical do nosso quotidiano, sonho e realidade que acontecem todos os dias neste país..."

O disco é dedicado à memória de Zeca Alage e de Pedro Langa dois dos músicos do grupo que foram assassinados, dramas que também vão constituindo esta já lenda urbana de Maputo, Ghorwane.

Nota: Sobre as atribulações iniciais no espectáculo de apresentação, para as quais a minha idade já não permite nenhuma paciência, já o Domingo bula-bulou tudo.

(Se calhar preciso de aprender a colocar música no blog. Agora fazia jeito)

Publicado por jpt às agosto 29, 2005 10:37 AM

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Comentários

ora bem, músiva no blog.
veja este ex:


Se pusesse isso no main index apareceria o bullet the bkue sky dos u2. o segredo está aqui:

Ora, onde está QUALQUER MÚSICA e, substituir pela música que quiser, voilá. Desde que esta se encontre online.

Para encontrá-la até que é fácil, basta ir a um motor de busca e procurar a música em causa em MP3. Aconselho o formato wma. Só funcionam os urls que estejam online.

O motor de busca que uso é o altavista.com.

Um abraço.

Publicado por: Golfinho às agosto 30, 2005 06:52 AM

Não apareceu o código, mando-lhe por mail.

Publicado por: Golfinho às agosto 30, 2005 06:53 AM

Então, meu caro, nem um agradecimento no comentário no post que dediquei a si e a outros? Não quero um post de retribuição, mas um comentário...

Um abraço.

Publicado por: Golfinho às setembro 1, 2005 06:48 AM

obrigado pela lição sobre como colocar som aqui. hei-de ler o tal post, mas francamente, que comentar depois da insistência? desculpe lá, mas isto já me parecem os tipos que ligam para o telemóvel, não se atende por alguma razão e depois ficam ofendidos por que não se telefonou de volta - bons tempos do fixo. cumprimentos

Publicado por: jpt às setembro 1, 2005 07:29 PM

LOL.
Não há ofensa nenhuma.

Publicado por: Golfinho às setembro 1, 2005 10:18 PM

Ghrowane!!! Cresci ouvindo-os e sempre fui-lhes fiel. Nao me decepcionaram desta vez. Lamento que o disco e para o povo e pela maneira como vao as coisas, ou pelo menos como parece, nao vai ser o povo a ouvir.

Publicado por: Orvalho Joaquim Augusto às setembro 16, 2005 06:16 PM

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