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Ma-Schamba: julho 2005 Arquivos

Entrada | agosto 2005 »

julho 31, 2005

Tem visitado o Antigamente?

Publicado por jpt às 10:06 PM | Comentários (5)

julho 30, 2005

Mais Blog. Palácio da Razão [via Babugem]

Publicado por jpt às 07:32 PM

Bibliometria Universitária. A acompanhar a crítica aos estudos hierarquizadores das universidades, e às metodologias utilizadas, no
Canhoto [p.ex. aqui]. E que me lembra discussão sobre o mesmo assunto que há meses surgiu no Klepsýdra [sem pesquisa para visitantes não lhe encontro os endereços permanentes, talvez o Rui Curado Silva possa, se entender válido, divulgá-los].

Publicado por jpt às 07:15 PM | Comentários (3)

Moçambique. Os coco-taxis chegaram, mesmo agora, a Maputo.

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Publicado por jpt às 03:45 AM | Comentários (10)

julho 29, 2005

"O erotismo, encoberto ou declarado, em fantasia ou em actos, encontra-se intimamente ligado ao acto de ensinar, à fenomenologia da relação entre Mestre e discípulo. Este facto elementar tem sido trivializado através de uma fixação no assédio sexual. Mas continua a ser central. Como poderia ser de outro modo?

O pulso do ensino é a persuasão. O professor solicita atenção, concordância e, idealmente, divergência colaborativa ... A dinâmica é a mesma: construir uma comunidade de comunicação, uma coerência de sentimentos, paixões e rejeições partilhados. Na persuasão, na solicitação, seja ela do tipo mais abstracto e teórico - a demonstração de um teorema matemático, o ensino do contraponto musical - verifica-se um inelutável processo de sedução, voluntário ou acidental ... Na emissão e recepção, o psicológico e o físico são absolutamente inseparáveis (veja-se uma aula de ballet). O processo exige o envolvimento da mente e do corpo."

[George Steiner, As Lições dos Mestres, Gradiva, pp. 30-31]

Publicado por jpt às 01:38 PM | Comentários (4)

julho 28, 2005

Moral e política: as vítimas privilegiadas. No Ideias para Debate um debate sobre o terrorismo actual. Várias vozes, entre elas discordantes. Com o interesse duplo: pelas características do blog este é realmente plural e não apenas colectivo. E porque sendo de teclas moçambicanas surge, óbvia e explicitamente, menos eurocentrada (ocidentalocentrada). E com um ferrete face ao "ocidente" que pode incrementar a análise (pode, não obriga). Inclusive por lá me permiti a ligeiros comentários.

Súbito surge um texto que culmina assim: "As minhas condolências à familia do brasileiro Jean Charles de Menezes que foi vitima do “sistema em caos”, do sistema desorganizado e mal preparado."

Partilho as condolências, claro. Mas reparo que o autor não apresenta as condolências às famílias das vítimas dos recentes atentados. E, mais, não nomeia estas (um pico no google talvez o possibilitasse) - que melhor homenagem na morte do que esta que aqui fez ao infeliz imigrante brasileiro, vítima da histeria , a de nomear o indivíduo desconhecido para a sociedade?

Simples questão retórica? Não, absoluta actualização em mero blog: não há possibilidades de diálogo (de aprendizagem mútua e de negociação) sem que haja a partilha de uma base moral. É o que aqui se demonstra, gritante e desmesuradamente. Argumentação imoral? Não. Amoral? Não. Outra moral, subordinada ao anti-ocidentalismo (americanismo, na sua forma simplificadora). Não terrorista, não suicida. Não estamos no seio dos polos em conflito. Mas sim no discurso calmo e de aparência reflexiva, naquilo que se poderá considerar o "civilizado" mainstream reflexivo. Mas na realidade estamos face a outra moral, subordinada a estes outros valores profundos. Histórica, social e politicamente produzidos, contextualizáveis, compreensíveis? Sim. Mas também, e por isso mesmo, ultrapassáveis.

Caso único? Não, até recorrente, e enraízado em vários pontos de partida hermenêuticos. Mas demonstrando que se as diferenças ideológicas são estimulantes já as separações morais são irredutíveis. Sublinhando os limites do relativismo. Ou, de outra forma mais quotidiana, porque consciente de que se me acontecer algo gente que pensa assim não me nomeará, não terá condolências a apresentar. Para quê então, se simples cidadão, argumentar? Ler talvez, para aprender o outro. E temê-lo, bem mais do que ao terrorismo, mero epifenómeno a prazo curto. Porque este, esta "reflexão" tem futuro, e um enorme presente. Em várias línguas e bandeiras.

Espanto-me, pelo blog em causa. E retiro-me. E, contrariamente ao dístico que anda por aí de blog em blog, disto I'm afraid.

Publicado por jpt às 09:50 AM | Comentários (9)

julho 27, 2005

Futebol? Pergunta-me um comentador, e muito acertadamente, por Tomislav Ivic. Pois não tenho novas, mas iria jurar que o general Ramalho Eanes não vai avançar. Mas nunca se sabe, nestes dias que correm.

Publicado por jpt às 06:57 PM | Comentários (4)

Portugal. Ainda os ídolos estão no armazém e o povo a pecar, é a procissão mera promessa ... e já para aí vai um coro de ataques a Mário Soares ("velho", dizem-no os servos disso da "Juventude"). E estou certo que mal Cavaco Silva assome à soleira da porta os urros logo surgirão ("economista", di-lo-ão os aforradores?).

Resmungáveis? Resmungável é uma enorme gente que em vinte anos não sufragou mais ninguém de jeito. Velho? Economista? Fracturante? Demagogo? Autoritário? Ignorante? Ultrapassado? Tudo isso é uma enorme gente. Tudo isso sou eu, que em vinte anos não sufraguei ninguém de jeito. Nem me fiz sufragar.

Nesse dia votarei em ambos. Pois se não há melhores.

Publicado por jpt às 06:45 PM | Comentários (1)

Homenagens a José Negrão.

["the hero of mozambican poor" é justo epitáfio]

Publicado por jpt às 03:52 PM | Comentários (2)

Aforismo de minha autoria dedicado ao aforismo do Lutz - quem tem heranças tem temperanças.

Publicado por jpt às 02:19 AM

julho 26, 2005

Um país centrado em aeroportos e comboios é um país de emigrantes. Nada de novo sob este sol.

Publicado por jpt às 10:46 AM | Comentários (7)

julho 25, 2005

A ler (e não só por causa do esplenderoso final).

Publicado por jpt às 06:17 PM

Portugal. Recorte do princípio de férias, porque sociologia política esclarecedora do conjunto, desde o "mais alto magistrado" até ao "povo que bandeiras no rio". E logo, bem antes do fim de férias, pertinência do recorte absolutamente sublinhada: mais vale uma imagem do que mil demagogias. E faltam personagens que dificultem a vida ao humorista Luís Afonso.

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Publicado por jpt às 10:52 AM

Portugal. Saudoso dos tempos em que os vinhos não se apresentavam as castas nos rótulos. Vinho é vinho, região é região, casa é casa, ano é ano. E chega. Leigo serei mas de palato sensível ao novo-riquismo.

Publicado por jpt às 04:31 AM | Comentários (2)

Portugal. Fácil readaptação à condução ... em Moçambique também se ultrapassa pela direita.

Publicado por jpt às 03:58 AM

Portugal. Na Antena 2 muito se fala agora. Saudades de menor afectação e mais música.

Publicado por jpt às 03:55 AM | Comentários (1)

Google Earth

"Até a piscina cá de casa se vê", mostram-me os meus anfitriões, entusiasmados com as potencialidades do brinquedo, e logo voamos, rasantes, até Setúbal.

Não resisto a pensar que se tão assim é torna-se óbvio que uma queca na piscina também é filmável. Não lhes digo, amizade grande. Mas é óbvio, mano grande, duplipensamos e nem sabemos. Os porcos triunfaram nesta quinta.

Publicado por jpt às 03:31 AM

Portugal. Os saldos de Agosto começaram em meados de Junho. Boa, não há comerciante que eu despreze tanto como o lojista dos trapos.

Sim, eu sei que há escribas afamados que se lamentam do mal-vestir português, até lisboeta. Ah, a elegância cosmopolita alhures (no belo alhures, claro).

[na última festa na escolinha da minha Carolina, basto multinacional, dizia uma educadora moçambicana a uma mãe sul-africana: "os filhos dos portugueses conhecem-se pela forma de vestir, sempre com roupas de marcas"].

Ah, o trajar, o trajar.

Publicado por jpt às 03:15 AM | Comentários (3)

Portugal. Ah, como eu gostaria de emigrar.

Publicado por jpt às 03:11 AM

Portugal. Sem máquina fotográfica passo à frente da minha antiga escola, então a Secundária dos Olivais, secção Viveiros, nesses tempos em que eu e outros a inaugurámos. Para males das nossas educações, diga-se.

Hoje mais composta. E digna, que o competente Ministério da Educação rebaptizou-a. É agora a Escola Secundária Eça de Queirós. Sim, com S e sem Z.

Mau-feitio, dizem-mo?

Publicado por jpt às 02:55 AM

julho 24, 2005

Portugal. Há já bastantes anos, e para mal das minhas velhas gavetas, tive uma primeira reunião com um assim alto responsável. O qual estava muito preocupado, afiançou, com a "Imagem" institucional, entenda-se divulgação e aparato. Eu concordei, e juro que nem fui somando que "imagem" é conteúdo e atitude. Mas não resisti, opinei (para que serve opinar com os "assim altos responsáveis" era questão que então não punha). Lesto disse-lhe, para o logo arquear do seu importante sobrolho, "imagem?! então mude-se já o logotipo" (aquele horrível zarolho,

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logotipo antropomórfico, decerto que tralha de óbvio jeitoso afilhado de jurado). Pois vejo agora, via jornal, que algo, pelo menos isto, mudou para melhor no dito estaminé

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Mais vale tarde, diga-se. É assim o progresso. Aka desenvolvimento.

Publicado por jpt às 11:15 PM | Comentários (2)

Um tipo vem de férias e retiram-lhe o blog do frescos.no.sapo. Isto é uma óbvia violação do direito às férias, inalienável e até constitucional. Uma vergonha. E em sendo despromoção que o façam noutro momento, sem rebuço.

Publicado por jpt às 11:08 PM | Comentários (2)

Portugal. Já não há valores. Não há respeito.

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"Miniaturas" de whisky distribuídas na TAP, em saquitos de plástico! Sacos de plástico? Isto não é mostarda, não é ketchup. A TAP tem capital público, tem obrigações de decência e respeito. Já não há valores! Já não há respeito.

Publicado por jpt às 11:03 PM

Portugal. Cume civilizacional.

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Nesta gama a rival Sagres também apresenta uma novidade com igual excelência. Em ambas uma especial excelência se bem geladas. Honra seja feita, em particular num país de mote alcoólico.

Publicado por jpt às 10:49 PM | Comentários (5)

Portugal. Cerejas...não palavras, cerejas mesmo. E queijos curados.

Publicado por jpt às 07:48 PM | Comentários (1)

Portugal. Verde, Verde, OK...

Publicado por jpt às 07:47 PM

Portugal. "Tem cartão de cliente?", ene vezes ...

Já não o cartão do clube, o do partido, ou o significante "passe social". Agora os cartões das lojas fazem-(n)os.

Publicado por jpt às 07:44 PM

Portugal. Verde, código, verde.

Publicado por jpt às 07:42 PM | Comentários (3)

Portugal. Luxo de emigrante quando por cá, jornais e jornais. Muitos teclando decadentismo (e como não?). E o fim, tipo desistência, do regime, até passo-a-passo para o presidencialismo. Se Cavaco Silva claro.

Sidónio, agora? Falta de imaginação.

Publicado por jpt às 07:23 PM

Portugal. Sim, ainda para mais agora a ler-lhe a República Velha (Gradiva). Mas aqui como não?

Publicado por jpt às 07:20 PM

Portugal. Um belo policial, "O Crime da Ota", de Miguel Sousa Tavares, Lisboa, edições Público, 22 de Julho de 2005. A recortar para "postar" daqui a 20 anos. Está lá tudo.

Adenda: o A Memória Inventada antecipou-se os tais vinte anos. Roubo-lhe a transcrição, aqui abaixo.

Luís Campos e Cunha foi a primeira vítima a tombar em virtude desses crimes em preparação que se chamam aeroporto da Ota e TGV. Não se pode pedir a alguém que vem do mundo civil, sem nenhum passado político e com um currículo profissional e académico prestigiado que arrisque o seu nome e a sua credibilidade em defesa das políticas financeiras impopulares do Governo e que, depois, fique calado a ver os outros a anunciarem a festa e a deitarem os foguetes. Não se pode esperar que um ministro das Finanças dê a cara pela subida do IVA e do IRS, pelo aumento contínuo dos combustíveis e pelo congelamento de salários e reformas, que defenda em Bruxelas a seriedade da política de combate ao défice do Estado, e que, a seguir, assista em silêncio ao anúncio de uma desbragada política de despesas públicas à medida dos interesses dos caciques eleitorais do PS, da sua clientela e dos seus financiadores.


O afastamento do ministro das Finanças e a sua substituição por um homem do aparelho socialista é mais do que um momento de descredibilização deste Governo, de qualquer Governo. É pior e mais fundo: é um momento de descrença, quase definitiva, na simples viabilidade deste país. É o momento em que nos foi dito, para quem ainda alimentasse ilusões, que não há políticas nacionais nem patrióticas, não há respeito do Estado pelos contribuintes e pelos portugueses que querem trabalhar, criar riqueza e viver fora da mama dos dinheiros públicos; há, simplesmente, um conúbio indecoroso entre os dependentes do partido e os dependentes do Estado. Quando oiço o actual ministro das Obras Públicas - um dos vencedores deste sujo episódio - abrir a boca e anunciar em tom displicente os milhões que se prepara para gastar, como se o dinheiro fosse dele, dá-me vontade de me transformar em "off-shore", de desaparecer no cadastro fiscal que eles querem agora tornar devassado, de mudar de país, de regras e de gente.
Há anos que vimos assistindo, num crescendo de expectativas e de perplexidade, ao anunciar desses projectos megalómanos que são o TGV e o aeroporto da Ota. O mesmo país que, paulatinamente e desprezando os avisos avulsos de quem se informou, foi desmantelando as linhas férreas e o futuro do transporte ferroviário, os mesmos socialistas que, anos atrás, gastaram 120 milhões de contos no projecto falhado dos comboios pendulares, dão-nos agora como solução mágica um mapa de Portugal rasgado de TGV de norte a sul. Mas a prova de que ninguém estudou seriamente o assunto, de que ninguém sabe ao certo que necessidades serão respondidas pelo TGV, é o facto de que, a cada Governo, a cada ministro que muda, muda igualmente o mapa, o número de linhas e as explicações fornecidas. E, enquanto o único percurso que é economicamente incontestável - Lisboa-Porto - continua pendente de uma solução global, propõe-nos que concordemos com a urgência de ligar Aveiro a Salamanca ou Faro a Huelva por TGV (quantos passageiros diários haverá em média para irem de Faro a Huelva - três, cinco, sete mais o maquinista?).
Quanto ao aeroporto da Ota, eufemisticamente baptizado de Novo Aeroporto Internacional de Lisboa, trata-se de um autêntico crime de delapidação de património público, um assalto e um insulto aos pagadores de impostos. Conforme já foi suficientemente explicado e suficientemente entendido por quem esteja de boa-fé, a Ota é inútil, desnecessário e prejudicial aos utentes do aeroporto de Lisboa. E, como o embuste já estava a ficar demasiadamente exposto e desmascarado, o Governo Sócrates tratou de o anunciar rapidamente e em definitivo, da forma lapidar explicada pelo ministro das Obras Públicas: está tomada a decisão política, agora vamos realizar os estudos.
Mas tudo aquilo que importa saber já se sabe e resulta de simples senso comum:
- basta olhar para o céu e comparar com outros aeroportos para perceber que a Portela não está saturada, nem se vê quando o venha a estar, tanto mais que o futuro passa não por mais aviões, mas por maiores aviões;
- em complemento à Portela, existe o Montijo e, ao lado dela, existe uma outra pista, já construída, perfeitamente operacional e que é uma extensão natural das pistas da Portela, que é o aeroporto militar de Alverca - para onde podem ser desviadas todas as "low cost", que não querem pagar as taxas da Portela e menos ainda quererão pagar as da Ota;
- porque a Portela não está saturada, aí têm sido gastos rios de dinheiro nos últimos anos e, mesmo agora, anuncia-se, com o maior dos desplantes, que serão investidos mais meio bilião de euros, a título de "assistência a um doente terminal", enquanto a Ota não é feita;
- os "prejuízos ambientais", decorrentes do ruído que, segundo o ministro Mário Lino, afectam a Portela são uma completa demagogia, já que pressupõem não prejuízos actuais, mas sim futuros e resultantes de se permitir a urbanização na zona de protecção do aeroporto;
- a deslocação do aeroporto de Lisboa para cerca de 40 quilómetros de distância retirará à cidade uma vantagem comercial decisiva e acrescentará despesas, consumo de combustíveis, problemas de trânsito na A1 e perda de tempo à esmagadora maioria dos utentes do aeroporto, com o correspondente enriquecimento dos especuladores de terrenos na zona da Ota, empreiteiros de obras públicas e a muito especial confraria dos taxistas do aeroporto.
O negócio do aeroporto é tão obviamente escandaloso que não se percebe que os candidatos à Câmara de Lisboa não façam disso a sua bandeira de combate eleitoral e que, à excepção de Carmona Rodrigues, ainda nem sequer se tenham manifestado contra. Carrilho já se sabe que não pode, sob pena de enfrentar o aparelho socialista e os interesses a ele associados, mas os outros têm obrigação de se manifestarem forte e feio contra esta coisa impensável de uma capital se ver roubada do seu aeroporto para facilitar negócios particulares outorgados pelo Estado.
A Ota e o TGV, que fizeram cair o ministro Campos e Cunha, são um exemplo eloquente daquilo que ele denunciou como os investimentos públicos sem os quais o país fica melhor. Como o Alqueva, à beira de se transformar, como eu sempre previ, num lago para regadio de campos de golfe e urbanizações turísticas, ou os pendulares do ex-ministro João Cravinho, ou os estádios do Euro, esse "desígnio nacional", como lhe chamou Jorge Sampaio, e tão entusiasticamente defendido pelo então ministro José Sócrates. Os piedosos ou os muito bem intencionados dirão que é lamentável que não se aprenda com os erros do passado. Eu, por mim, confesso que já não consigo acreditar nas boas intenções e nos erros de boa-fé. Foi dito, escrito e gritado, que, dos dez estádios do Euro, não mais de três ou quatro teriam ocupação ou justificação futura. Não quiseram ouvir, chamaram-nos "velhos do Restelo" em luta contra o "progresso". Agora, os mesmos que levaram avante tal "desígnio nacional", olham para os estádios de Braga, Bessa, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro, transformados em desertos de betão e num encargo camarário insustentável, e propõem-nos um TGV de Faro para Huelva e um inútil aeroporto para servir pior os seus utilizadores, e querem que acreditemos que é tudo a bem da nação?
Não, já não dá para acreditar. O pior que vocês imaginam é mesmo aquilo que vêem. Este país não tem saída. Tudo se faz e se repete impunemente, com cada um a tratar de si e dos seus interesses, a defender o seu lobby ou a sua corporação, o seu direito a 60 dias de férias, a reformar-se aos 50 anos ou a sacar do Estado consultorias de milhares de contos ou empreitadas de milhões. E os idiotas que paguem cada vez mais impostos para sustentar tudo isto. Chega, é demais!

Miguel Sousa Tavares

Publicado por jpt às 07:13 PM

Portugal. Os blogolivros não estão nos escaparates. Surpresa minha, não somos o centro das atenções?

Publicado por jpt às 07:09 PM | Comentários (2)

Velhas Gavetas. Tempos sem petições na net, imagine-se.

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Publicado por jpt às 07:02 PM

Velhas Gavetas. Primeira Vez.

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A primeira vez de Amália Rodrigues no Coliseu dos Recreios de Lisboa, quando aquela sala era o Coliseu dos Recreios de Lisboa. Em 1985, apenas. Lembro uma sala abarrotada de um povo de amantes apaixonados. Amália já trauteava muito e o público, enlevado e entusiasmado, também. O amor é assim, até ao fim.

No antes e no intervalo os promotores, os então inefáveis e super-populares António Sala e Olga Cardoso, sorteavam "varinhas mágicas" e quejandos pelos espectadores, tipo "aniversariantes que o possam comprovar!!!". Arrepiante? Era-o, mas ainda que isso tinham sido eles os promotores, finalmente alguém. Desde então deixaram-me de ser inefáveis.

Era o Portugal de então. Hoje engavetado.

Publicado por jpt às 06:50 PM | Comentários (1)

Velhas Gavetas. Primeiras vezes.

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Publicado por jpt às 06:25 PM

Velhas Gavetas. Últimas vezes.

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Publicado por jpt às 06:14 PM | Comentários (5)

Velhas gavetas. Já agora...

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Publicado por jpt às 06:05 PM

Portugal. Velhas Gavetas. Rod Stewart veio a Lisboa.

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Idade (muito) para a frente?

Publicado por jpt às 05:57 PM

Portugal. 2ª circular e ponte Vasco da Gama à noite, na rádio The Who e Pink Floyd ao vivo e em directo. Idade (muito) para trás?

Publicado por jpt às 05:45 PM

Velhas Gavetas. Qual Margerin na Gruta do Venâncio.

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Publicado por jpt às 05:26 PM

Velhas Gavetas. Gruta do Venâncio.

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Publicado por jpt às 05:23 PM

Velhas Gavetas. Gruta do Venâncio.

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Publicado por jpt às 05:13 PM

Velhas Gavetas. Motel Casablanca.

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Publicado por jpt às 05:01 PM

Velhas Gavetas. Vinte anos (pan-pan, tu vens cá?).

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Publicado por jpt às 04:53 PM

Velhas Gavetas. Um pouco menos straight.

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Publicado por jpt às 04:44 PM

Portugal. Ainda?
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Publicado por jpt às 06:10 AM | Comentários (2)

Portugal. Anos sem aumentos nos livros. E estes mais muitos. Uma muito boa onda.

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Publicado por jpt às 06:01 AM

Portugal. cavalo de ferro logotipo.jpg A olhar para os (outros) lados. Uma muito boa onda.

Publicado por jpt às 05:52 AM

Portugal. Quixote bibelot. Foda-se.

Publicado por jpt às 05:50 AM

Portugal. Tanta Tralha. Ser ardina é hoje trabalho de Atlas.

Publicado por jpt às 05:30 AM

Velhas gavetas. O futuro em 2003.

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Publicado por jpt às 05:28 AM

Velhas gavetas. Cromo da Bola.

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[Bonanza no México 1986]

Publicado por jpt às 05:20 AM

Velhas gavetas. Sobre o insulto (já aqui, neste Ma-Schamba, aflorei este assunto.)

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[recorte de "Público", 8.5.1992]

"..."Le Haddock Illustré" (Bibliothèque de Moulinsart, Éditions Casterman), uma recolha exaustiva de todos os palavrões e demais expressões grosseiras proferidas por essa personagem, quase sempre em estados de grande excitação e cólera ... Albert Algoud propõe-se demonstrar que o insulto pode ser considerado como uma das bela-artes..."

Publicado por jpt às 04:55 AM

Velhas Gavetas. Hoje turista em terra própria.

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Esta "boca" está suja. Muito.

Publicado por jpt às 04:35 AM

(Já) Velhas gavetas.

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"Even your's footprints are unforgettable".

Publicado por jpt às 04:32 AM

Velhas gavetas. Coisas de hoje.
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Publicado por jpt às 04:26 AM

Velhas Gavetas.

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Publicado por jpt às 04:17 AM