« Heterofobias | Entrada | »
junho 28, 2005
Durão Barroso,
na sua primeira deslocação a África no seu actual posto esteve cá este fim-de-semana (depois da África do Sul e antes do Congo - sempre me fascinou a resistência física de alguns políticos, em especial os ligados à política externa. Autênticos atletas).
Dois pontos: um, de vital importância económica mas ainda mais simbólica. Foi assinado o acordo de financiamento para a ponte sobre o Zambeze (UE + 2 países membros, talvez Itália e Holanda, não estou certo, e qualquer jornal o poderá indicar). Algo absolutamente crucial, finalmente possibilitando uma ligação rodoviária directa norte-sul. Pois a ponte D. Ana (Sena-Mutarara) é uma alternativa muito falha, ainda que as estradas secundárias aí sejam uma maravilha paisagística - mas falo de economia, não de passeios.
O segundo é o que transpira. Moçambique é um dos países topo no universo ACP, no respeitante à utilização da ajuda externa europeia (Lomé/Cotonou). Diga-se mesmo topo, topo, topo. Ao que consta não há melhor. E é um constar não moçambicano. Mérito de quem aqui executa, os nacionais e os expatriados.
Um bom amigo moçambicano a quem avanço este nada diz-que-diz logo remata, irónico (mas agradado) "Hi, como serão os outros!...". Sim, como serão os outros. Mas ao mesmo tempo, uma brecha no niilismo de alguns. Os niilistas daqui e os niilistas de além. É um suporte ao gradualismo. Esperemos que assim continue.
E um abraço a alguns dos meus amigos gradualistas.
(O gradualismo não é moralista. Nem fervoroso do óptimo. É desenvolvimentista.)
Publicado por jpt às junho 28, 2005 03:15 AM