« Power Point | Entrada | Mera Agenda? »
janeiro 17, 2005
Livraria Buchholz
Muitos blogoescritos sobre a lisboeta Livraria Buchholz, diz(-se) que em dificuldades.[Apesar de cruel - ou talvez por isso mesmo - apreciei os ditos do Planeta Reboque] Apelos à solidariedade clientelar ainda que, ao que parece, a sua situação não seja assim tão escatológica.
Cá de tão longe nada tenho a ver, fiel à(s) Escolar Editora, raro na secular Minerva, resmungão nas careiras Mabuko e Sopress (peço desculpa às respectivas proprietárias mas é verdade dolorosa).
Mas o burburinho buchholziano não me deixa indiferente, regressa-me a um passado cada vez mais longínquo. Confesso que não gosto dessa Buchholz. Não só pela memória daquele traumatizante rito anual do saldo dominical, eu sempre falido ali em busca de alguma(s) pechincha e depois em casa, até traumatizado, carregado de livros afinal sem desconto. Pudera, o resto eram monos e o apetite tinha saído à rua.

Mas o que realmente não perdoo são estes velhos marcadores, constantemente (como hoje, como hoje, daí o textito) a brotarem, surpreendendo-me a meio dos livros, traiçoeiras e arrogantes denúncias desta minha mania de não os acabar, de os produzir bibelots. Maldita Buchholz, a acinzentar-me a auto-imagem.
Publicado por jpt às janeiro 17, 2005 03:26 AM
Comentários
Esqueci-me de referir os saldos! Passei também muitas vezes por essa frustração: à procura de prémios para o meu matinal erguer, para o amor aos livros, para a dedicação à livraria e, afinal, um conjunto de monos descuidados à minha espera!
Um abraço.
Publicado por: pedro às janeiro 17, 2005 11:54 AM