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novembro 07, 2004
Ira
O Povo é óptimo quando é Povo. O Povo é óptimo e Nós iluminamos o Povo. Nós guiamos o Povo. Quando o Povo quer deixar de ser Povo há-de ser como Nós. Quando o Povo quer deixar de ser Povo mas não fica como Nós então continua Povo. Mas então já não óptimo. Só então.
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Diz-me a minha mulher que eu tenho costela elitista. Alguns amigos, dos mais chegados, antigos, por vezes dizem-me "cagão". Até concordo, ainda que contrafeito. Mas explico:
É que a minha família, nos vários troncos, saíu lá das terras há muitas gerações. XIX antigo até, ou mesmo antes. Alguns régulos outros nada mesmo, "população" apenas. E nunca tirámos Boliqueime de dentro de nós.
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Abomino esta direita. Abomino esta gente que se julga de casta alta. Reaccionária. Uma Reacção que Passa(rá). E que nos olha de cima. Ainda que não se lhes veja nem andas nem estrados para tal.
Publicado por jpt às novembro 7, 2004 01:59 AM
Comentários
Quando passas a "dar-nos o teu silêncio"?
Publicado por: monty às novembro 7, 2004 03:19 AM
É uma contradição, não é? Desde o início. Ainda bem que a apanha.
Mas é um ruído relativo, só o sofre quem visita. E se na primeira vez todos caem na segunda só quem quer.
Até breve?
Publicado por: jpt às novembro 7, 2004 08:56 AM
Diria mesmo, citando uma das beiras de uma canasta: "O povo é reles" !
Publicado por: ZF às novembro 7, 2004 12:47 PM
nem a todos atinge o teu sentir...concordo contigo de onde vêm sem saber para onde vão.
beijos
Publicado por: Luna às novembro 7, 2004 12:49 PM
Compadre,
daqui da taberna lhe digo: ó homem você virou-se do avesso. Em bom alentejano: virou a flor do cabedal pra fora.
Porra que é obra!
O livro está prometido mas sem a direcção do doce lar resta-me enviar ao deus-dará para a Ponta Vermelha.
Alentejanamos
Publicado por: Isidoro de Machede às novembro 7, 2004 02:55 PM
JPT,
Daí se deduz que entre ti e o rapaz louro que escreveu aquilo a diferença é que tu és um elitista que não menospreza Boliqueimes. E fazes muito bem. É o que dá não seres louro. Mas estou contigo JPT. Também não sou louro. Também vim de um boliqueime, aliás como muito boa gente do nosso mercado intelectual. E não é que gosto de ter vindo de um? Mas sabes que só um provinciano desta lisboa de outras eras poderia pretender ser elitista em relação às origens boliqueimianas. Um verdadeiro cosmopolita jamais veria aí a razão de ser do problema.
Abraço
Publicado por: WR às novembro 7, 2004 10:07 PM
ZF, à mesa do jogo diz-se muita asneira. E até verdades. depende da mão (e da garrafa). Luna, não cheguei bem, mas pelo menos percebo que também eu não sei bem para onde. E (poético) também não sei bem por onde não vou. Compadre, a agradecer, e apraz-me não lhe ter desagradado o forro. WR, essa do louro ultrapassa-me, parece-me que afirmas ser o bloguista louro? não sei, se calhar. nada tenho contra as alvuras. mas irritam-me os filhos de malteses armados ao pingarelho, ainda que sociologicamente os aceite (vês, a ir ao teu mester). agora aos netos não há paciência
Publicado por: jpt às novembro 8, 2004 12:27 AM